IAM Flashcards
Defina dor torácica definitivamente anginosa:
Desconforto retroesternal precipitado pelo esforço, com irradiação típica para o ombro, mandíbula ou face interna do braço esquerdo aliviado pelo repouso ou nitrato.
Defina dor torácica Provavelmente anginosa:
características faz da Síndrome Coronariana Aguda a principal hipótese diagnóstica, porém com necessidade de exames complementares para a confirmação do diagnóstico.
defina dor torácica Provavelmente não anginosa:
características não faz da Síndrome Coronariana Aguda a principal hipótese diagnóstica, mas necessita de outros exames para excluí-la. Definida como um padrão atípico de dor torácica.
Defina dor torácica definitivamente não anginosa:
Dor torácica cujas características não incluem a Síndrome Coronariana Aguda no diagnóstico diferencial. Dor com aspectos evidentes de origem não
cardíaca.
Tipos de dor torácica: aguda e crônica. Defina dor torácica aguda:
início súbito, sem fator desencadeante, de grande intensidade, com duração maior do que 20 minutos , associado a sintomas como sudorese, náuseas/vômitos, dispnéia e síncope, de difícil alívio
Defina dor torácica crônica:
de menor intensidade, com padrão de fator desencadeante e de alívio, com curso de apresentação de semanas ou meses com mesmo padrão
Quais os sinais de alerta para dor torácica?
Dor (pressão, aperto ou peso) no peito,
que irradia para o braço/pescoço/
queixo (mandíbula)/estômago, de
início súbito, intensa ao ponto de gerar incômodo, em geral iniciada no repouso, sem fator desencadeante (podendo ser ao esforço ou em repouso), com duração maior do que 20 minutos, de difícil alívio
Qual o tratamento inicial básico ao paciente com Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)?
A conduta se baseia na sigla MONABCH:
Morfina: um analgésico opioide utilizado para aliviar a dor intensa;
Oxigênio;
Nitrato: um medicamento utilizado para dilatar as artérias coronárias e melhorar o fluxo sanguíneo para o coração, reduzindo a dor;
AAS: um anti-inflamatório não esteroide (AINE) utilizado para prevenir a formação de novos coágulos sanguíneos.
Beta-bloqueador: utilizado para reduzir a frequência cardíaca e diminuir a demanda de oxigênio do coração, melhorando a circulação sanguínea e reduzindo a dor em pacientes com infarto agudo do miocárdio.
Clopidrogrel: um antiagregante plaquetário utilizado para prevenir a formação de novos coágulos sanguíneos
Heparina: um anticoagulante utilizado para prevenir a formação de novos coágulos sanguíneos
o Monabch é o tratamento, e quanto à abordagem inicial, como é feita?
- Estabilização hemodinâmica
- Monitorização (PA, FC, FR, temperatura e Sat O2)
- Oxigênio se SatO2 < 94 %
- Acesso venoso calibroso
- Solicitar marcadores de necrose miocárdica
- Eletrólitos, glicemia, função renal e coagulação
-
AAS 200 a 300 mg mastigável
* ECG de 12 derivações (em no máximo 10 minutos) - Raio-X de tórax (diagnósticos diferenciais)
- História e exame físico direcionados
A dor é classificada em típica e atípica. Como é o caráter da dor típica?
Constrição; Compressão e Queimação
Localização da dor típica:
retroesternal, ombro esquerdo, pescoço, face, dentes e região epigástrica
Fatores desencadeantes da dor típica:
Exercício físico
Estresse Frio
Caráter da dor atípica:
Pontadas
Agulhadas
Piora ao respirar
localização da dor atípica:
Ombro direito
Hemitórax direito
fatores desencadeantes da dor atípica:
Ao repouso
A angina estável é a principal representante da síndrome coronariana crônica; Quais as características dessa angina?
- Desconforto retro esternal de curta duração (<10 min);
- Início durante esforço físico e estresse;
- Alívio após o repouso e uso de nitrato;
- Apresenta evolução progressiva.
Como é feita a investigação da angina estável?
1- Testes provocativos: ergométrico e cintilografia miocárdica
2- Testes anatômicos não invasivos: Angio TC ou Angio RM de coronária
3- Teste anatômico invasivo: Cateterismo
Qual o tratamento para angina estável?
- Não farmacológico: MEV
- Farmacológico: AAS ou clopidogrel, estatina, Beta-block, IECA ou BRA e nitrato.
- Intervencionista: Indicado para angina refratária ao tratamento e/ou lesões de alto risco revascularização cirúrgica ou angioplastia
O que é síndrome coronariana aguda?
situações em que o paciente apresenta evidências clínicas e/ou laboratoriais de isquemia miocárdica aguda, tendo como causa principal a instabilização de uma placa aterosclerótica.
Apresentações clínicas da SCA:
Com supra de ST e sem supra de ST
Defina SCA com supra de ST (SCACSSST):
IAM: Paciente com dor torácica aguda e supradesnivelamento persistente do segmento ST com oclusão coronariana total e necessidade de reperfusão imediata.
Não necessita aguardar os marcadores de necrose miocárdica para tomar uma conduta ou fechar o diagnóstico
Defina SCA sem supra do segmento ST
(SCASSST):
oclusão parcial da coronária pelo trombo.
- Angina instável (AI) sem alterações de marcadores de necrose miocárdica;
- Injúria miocárdica;
- Infarto agudo do miocárdio sem supra do segmento ST com elevação de marcadores de necrose miocárdica (principalmente a troponina).
Defina IAM:
Presença de lesão miocárdica aguda
(elevação de troponina acima do percentil 99 do limite da normalidade, em pelo menos uma amostra, com comportamento dinâmico de ascensão/queda dos valores).
Como é feito o diagnóstico de IAM com supra?
Aumento e/ou queda de “Marcadores de Necrose Miocárdica” (MNM), associado a qualquer um dos seguintes achados:
1) .Clínica de isquemia miocárdica
2) .Desnivelamento do segmento ST (supra ou infra) ou bloqueio de ramo esquerdo de 3º grau novo ou supostamente novo- no eletrocardiograma
3) .Presença de onda Q patológica - no eletrocardiograma
4) .Avaliação imaginológica (p.ex ecocardiograma) evidenciando comprometimento de miocárdio - acinesia/discinesia
Compare IAM com supra, IAM sem supra e angina instável:
IAM com Supra de ST: Presença de necrose miocárdica significativa, tratamento urgente necessário.
IAM sem Supra de ST: Presença de necrose, mas sem elevação do ST, tratamento pode ser menos urgente, mas ainda crítico.
Angina Instável: Dor torácica nova ou exacerbada, sem necrose, que sinaliza risco de IAM iminente.
Áreas anterosseptal:
VI,V2, V3, V4
Área anterolateral:
V4, V5, V6, DI e aVL
Área lateral alta:
DI e aVL
Área anterior extensa:
VI a V6 em DI e aVL
Área inferior:
D2, D3 e aVF
Área dorsal
V7 e V8 com imagem
recíproca em VI, V2 e V3
Imagem Recíproca: Isso significa que há alterações no ECG que refletem a atividade elétrica da área oposta ao infarto. Neste caso, as derivações VI, V2 e V3 (que geralmente monitoram a parede anterior do coração) mostram alterações que são consideradas recíprocas às alterações observadas nas derivações V7 e V8.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DO INFARTO COM SUPRA:
- Pericardite aguda
- Angina de Prinzmetal: Vasoespasmo coronariano súbito; homem jovem e tabagista; reversão precoce do supra de ST após nitrato.
- Síndrome de takotsubo: Mulheres acima de 50 anos; desconforto precordial após estresse emocional ou físico; troponinas com leve aumento; dilatação segmentar do VE/sem obstrução coronariana.
Pacientes com Síndrome Coronariana Aguda com Supra de ST podem ser estratificados a partir de um escore para avaliar o risco de evoluir com complicações:
Escore TIMI Risk
Tipo 1 de IAM:
Relacionado à complicação de placa aterosclerótica - p.ex: erosão, ulceração, ruptura.
Em outras palavras, é o “infarto clássico” que todo mundo sabe: decorre da instabilidade de placa aterosclerótica na artéria coronária
Tipo 3 de IAM:
É um quadro muito sugestivo de Infarto Agudo de Miocárdio, porém não houve tempo de coletar marcadores de necrose miocárdica. No entanto, importante ressaltar que se na necropsia for identificado trombo coronário, passa a ser classificada como tipo 1
Tipo 2 de IAM:
Decorre da redução da oferta de oxigênio ao músculo cardíaco ou aumento da demanda que não consegue ser suprimida. Importante lembrar que Infarto Agudo do Miocárdio secundário à embolia coronariana também é classificado como tipo 2
Tipo 4 de IAM:
Infarto Agudo do Miocárdio relacionado à Angioplastia, pode ser sub classificado em 3 tipos:
* Tipo 4a: em consequência imediata ao procedimento
* Tipo 4b: em decorrência da trombose do Stent
* Tipo 4c: relacionado à reestenose intrastent
Tipo 5 de IAM:
Infarto Agudo do Miocárdio relacionado à cirurgia de revascularização miocárdica
classificação prognóstica com base na clínica do comprometimento ventricular esquerdo:
CLASSIFICAÇÃO DE KILLIP E KIMBAL
KILLIP I:
Normal (ausência de estertores pulmonares e ausência de B3 à ausculta)
KILLIP II:
Presença de discreta dispneia e estertores pulmonares até metade do hemitórax. Além disso, há Turgência Jugular patológica e B3
KILLIP III:
Importante Edema agudo de pulmão - o que é refletido por estertores em todo o pulmão
KILLIP IV:
Choque cardiogênico - hipotensão, oligúria, cianose, extremidades frias.
Fase Hiperaguda da SCA com supra de ST:
nas primeiras horas: supra de ST proeminente; onda T positiva; ST-T retificado ou côncavo; R com aumento de amplitude
Fase Subaguda da SCA com supra de ST:
primeiras horas até 1 mês: supra de ST começa a ter formato convexo (abobadado); onda T começa a negativar; há redução da amplitude da onda R; surgimento da onda “Q patológica” (reflete inatividade transmural - > 1 mm de duração ou > 2 mm de profundidade ou > 1/3 de altura do QRS)
Fase Crônica (cicatricial) da SCA com supra de ST:
após 2 - 6 semanas: há desaparecimento do supra de ST; alterações na onda T podem permanecer; há manutenção da onda “Q patológica” (reflete inatividade transmural - > 1 mm de duração ou > 2 mm de profundidade ou > 1/3 de altura do QRS)
CKMB massa: valores alterados
> 5 ng/ml
Troponina I e T: valores alterados
> 0,1 ng/ml
Inicio, pico e normalização da CKMB:
Início: entre 4 - 6 horas da lesão miocárdica
Pico: em 24 horas
Normalização: em 35 - 48 horas
Inicio, pico e normalização da Troponina:
Início: entre 3 - 6 horas da lesão miocárdica
Pico: em 24 horas
Normalização: em 7 - 14 dias
Achados TIMI RISK:
-
Idade entre 65 - 74 anos = 2 pontos
*Idade ≥ 75 anos = 3 pontos - Diabetes Mellitus, Hipertensão ou Angina prévia = 1 ponto
- Frequência Cardíaca > 100 bpm = 2 pontos
- Killip II - IV= 2 pontos
- Peso < 67 kg = 1 ponto
- PA sistólica < 100mmHg = 3 pontos
- Tempo até reperfusão > 4 horas = 1 ponto
- Supra de ST em parede anterior ou bloqueio de ramo esquerdo de 3º grau = 1 ponto
A partir da soma dos pontos, o TIMI RISK classifica-se em:
- TIMI Risk < 2 (baixo risco)
- TIMI Risk de 2 - 5 (risco médio)
- TIMI Risk > 5 (alto risco)
Abordagem inicial diante de um paciente com IAM com supra de ST.
MOVD - Monitor, Oxímetro, Veia, Desfibrilador.
Dose de AAS usado no IAM. Quando usar outro antiplaquetário?
160-325 mg (Brasil, clássico 300 mg). Clopidogrel é ideal em casos de SCA c/ST que usará trombolítico.
Contraindicações de nitratos na abordagem do IAM.
Uso de sildenafila ≤ 24 horas ou Infarto de Ventrículo Direito.
Contraindicações de betabloqueadores na abordagem do IAM.
Sinais de Insuficiência Cardíaca ou baixo débito; infarto por cocaína.
Quando indicar a terapia de reperfusão miocárdica diante de um IAM com supra de ST?
Sintomas compatíveis com Síndrome Coronariana Aguda; Em até 12 horas (após isso o músculo cardíaco morreu); supra de ST ≥ 2 derivações ou BRE novo.
São as duas possibilidades de terapia reperfusional em um IAM com supra de ST. Qual é a preferência?
Angioplastia (preferência) ou trombolíse.
Diante de um IAM com supra de ST, quando optar pela trombólise?
Quando a angioplastia não for possível.
Diante de um IAM com supra de ST, quando optar pela angioplastia?
se presença de choque cardiogênico ou Insuficiência cardíaca grave.
Seguimento após tratamento de IAM.
ABCDE - Aspirina; Betabloqueador e Blood Pressure (controle de PA); Clopidogrel; Dieta e Diabetes; Estatinas e Ieca - exercícios, emagrecer.
Teste provocativo de preferência para o diagnóstico da Síndrome Coronariana Crônica. Qual o resultado confirmatório?
Teste ergométrico - critério diagnóstico - infra de ST ≥ 1 mm (0,1 mV).
O que é o protocolo manchester?
O protocolo de Manchester classifica os pacientes por meio de uma tabela de cores, em que cada cor representa o nível de gravidade dos sintomas.