SCLC p4 Flashcards
Quais são os dois subtipos principais do CPPC (SCLC) com base na expressão de marcadores neuroendócrinos?
O subtipo ‘clássico’, com forte expressão de marcadores NE e amplificações frequentes de MYCL, e o subtipo ‘variante’, com menor expressão de marcadores NE e amplificações frequentes de MYC.
Quais fatores de transcrição são utilizados para subclassificar o SCLC?
ASCL1 (associado ao subtipo clássico), NEUROD1 (subtipo variante), POU2F3 (tumores sem ASCL1 ou NEUROD1) e YAP1 (tumores ANP-negativos).
Qual a importância da subclassificação do SCLC para terapias direcionadas?
A subclassificação permite identificar biomarcadores como DLL3 e BCL2, auxiliando no desenvolvimento de terapias específicas para cada subtipo.
Qual fator está associado à resistência ao bloqueio do ponto de verificação imunológico no SCLC?
A baixa expressão de MHC classe I e a repressão de ligantes para receptores de ativação de células NK, dificultando a resposta imune.
O que caracteriza a heterogeneidade intratumoral no SCLC?
A presença de diferentes populações celulares dentro do mesmo tumor, influenciada pela expressão de marcadores neuroendócrinos e interações com o microambiente tumoral.
Quais são os principais determinantes da sensibilidade inicial à quimioterapia com platina no SCLC?
A presença de variantes patogênicas germinativas, especialmente no gene MUTYH, e a expressão de genes de resposta a danos no DNA.
Qual é o impacto da expressão de SLFN11 na resposta à quimioterapia no SCLC?
SLFN11 bloqueia irreversivelmente os garfos de replicação em resposta ao estresse replicativo induzido pela quimioterapia, aumentando a sensibilidade ao tratamento.
Qual a relação entre a plasticidade epigenética e a resistência ao tratamento no SCLC?
A plasticidade epigenética permite a troca de subtipo, contribuindo para a metástase precoce e resistência à terapia.
Quais são as abordagens terapêuticas emergentes para superar a resistência à platina no SCLC?
Inibição da histona metiltransferase EZH2 para restaurar a expressão de SLFN11 e inibição da guanilato ciclase solúvel (sGC).
O que diferencia o microambiente tumoral do SCLC em relação ao crescimento isolado em cultura?
As interações tumor-estroma e tumor-imune aumentam a heterogeneidade do SCLC, tornando-o mais resistente ao tratamento.
O que é a transdiferenciação no contexto do SCLC?
É a conversão de células de um subtipo para outro, frequentemente observada como mecanismo de resistência ao tratamento.
Quais genes estão envolvidos na resposta ao estresse replicativo no SCLC?
CHK1, ATR, ATM e WEE1, que regulam pontos de verificação da replicação e podem ser alvos terapêuticos.
O que caracteriza os tumores SCLC-I?
São tumores ANP-negativos com assinatura inflamatória, associados a melhor resposta ao bloqueio de ponto de verificação imunológico.
Por que o SCLC é mais sensível à quimioterapia baseada em platina do que o NSCLC?
Devido à alta expressão de genes de resposta a danos no DNA, tornando-o altamente dependente dessas vias para reparo celular.
Como a inibição da via NOTCH influencia o SCLC?
A ativação de NOTCH pode induzir a transição para um fenótipo não neuroendócrino, reduzindo a agressividade do tumor e aumentando a imunogenicidade.
Quais são os principais biomarcadores emergentes para o tratamento do SCLC?
DLL3 (expressão em ASCL1+), BCL2 (associado à resistência), YAP1 (marcador de subtipo ANP-negativo) e GPX4/TRX (associados à ferroptose).
Qual a relação entre a expressão de MYC e a resistência ao tratamento no SCLC?
A regulação positiva de MYC foi associada à resistência à quimioterapia e ao aumento da heterogeneidade tumoral após recidiva.
O que são modelos PDX e como eles contribuem para o estudo do SCLC?
São modelos derivados de tumores de pacientes implantados em camundongos, permitindo testar respostas terapêuticas e estudar a resistência ao tratamento.
Qual a importância da ferroptose no tratamento do SCLC?
Células não neuroendócrinas dependem de GPX4 para evitar ferroptose, sugerindo um alvo terapêutico para subpopulações resistentes.
Por que a imunoterapia tem uma taxa de resposta menor no SCLC do que no NSCLC?
Apesar da alta carga mutacional, o SCLC apresenta baixa imunogenicidade, com pouca infiltração linfocitária e evasão imunológica ativa.