NSCLC P10 Flashcards
O que transformou o tratamento de NSCLC avançado nos últimos anos?
A imunoterapia com inibidores de PD-1 e PD-L1 transformou completamente o tratamento de NSCLC avançado, mostrando melhorias significativas nos resultados dos pacientes.
O que é o KEYNOTE-024 e qual foi seu principal achado?
O KEYNOTE-024 foi o primeiro estudo randomizado a comparar pembrolizumabe com quimioterapia em pacientes com NSCLC avançado e expressão de PD-L1 ≥50%. O estudo demonstrou um aumento significativo na sobrevida livre de progressão (PFS) e na sobrevida global (OS) com pembrolizumabe.
Quais foram os resultados de OS e PFS do KEYNOTE-024 após o acompanhamento de 59,9 meses?
Com 59,9 meses de acompanhamento, a mediana de OS foi de 26,3 meses para o grupo que recebeu pembrolizumabe, enquanto para o grupo da quimioterapia foi de 13,4 meses. A taxa de sobrevida global de 5 anos foi de 31,9% para pembrolizumabe e 16,3% para quimioterapia.
Quais os resultados de resposta para pembrolizumabe versus quimioterapia no KEYNOTE-024?
A taxa de resposta foi de 46,1% para pembrolizumabe e 31,1% para quimioterapia.
O que o estudo KEYNOTE-042 investigou e quais foram seus resultados principais?
O KEYNOTE-042 investigou pembrolizumabe em pacientes com NSCLC e expressão de PD-L1 ≥1%. O estudo mostrou melhora significativa na OS em pacientes com PD-L1 ≥50%, mas não houve diferença significativa na OS para pacientes com PD-L1 de 1% a 49%.
Como o IMpower110 se relaciona com o tratamento de NSCLC com PD-L1 ≥50%?
O IMpower110 demonstrou que o atezolizumabe foi superior à quimioterapia em pacientes com NSCLC e PD-L1 ≥50%, com melhora significativa na OS (20,2 meses vs 13,1 meses).
O que foi observado no estudo EMPOWER-Lung-1?
O estudo EMPOWER-Lung-1 mostrou que cemiplimabe melhorou significativamente a OS em pacientes com NSCLC em estágio IIIB-IV e PD-L1 ≥50%, sem mutações EGFR, translocações ALK ou fusões ROS1.
Quais são os benefícios da combinação de ICIs com quimioterapia?
Vários estudos mostraram que a combinação de ICIs com quimioterapia pode melhorar a PFS e a OS em comparação com a quimioterapia isolada, especialmente em pacientes com PD-L1 <50%.
Como a quimioterapia + pembrolizumabe foi avaliada no estudo KEYNOTE-189?
No estudo KEYNOTE-189, a combinação de quimioterapia com pembrolizumabe demonstrou uma melhora significativa na PFS e OS em pacientes com NSCLC metastático não escamoso.
Quais os resultados observados no estudo KEYNOTE-407?
O estudo KEYNOTE-407, em pacientes com NSCLC escamoso, mostrou que a combinação de quimioterapia com pembrolizumabe resultou em aumento significativo de PFS e OS, incluindo pacientes com PD-L1 <1%.
O que o IMpower130 investigou e quais foram seus principais achados?
O IMpower130 investigou a combinação de quimioterapia com atezolizumabe em pacientes com NSCLC metastático não escamoso, mostrando melhorias significativas na PFS e OS.
O que foi observado no IMpower150?
O IMpower150 mostrou que a combinação de atezolizumabe + bevacizumabe foi mais eficaz que bevacizumabe sozinho, com melhora na PFS e OS em pacientes com NSCLC metastático não escamoso.
Como o estudo CheckMate-227 se comparou com a quimioterapia em pacientes com NSCLC avançado?
O CheckMate-227 demonstrou que a combinação de nivolumabe + ipilimumabe ou nivolumabe + quimioterapia foi mais eficaz que a quimioterapia isolada, com benefício em termos de OS para pacientes com PD-L1 ≥1% e <1%.
Qual foi a principal descoberta do estudo CheckMate-9LA?
O estudo CheckMate-9LA mostrou que a combinação de nivolumabe + ipilimumabe com quimioterapia levou a um aumento significativo na OS (15,6 meses vs 10,9 meses) para pacientes com NSCLC avançado.
Quais são os tratamentos padrão de segunda linha após a imunoterapia de primeira linha?
Após a imunoterapia de primeira linha, o tratamento padrão de segunda linha inclui a quimioterapia com dupla de platina ou docetaxel, e para pacientes que receberam imunoterapia + quimioterapia, opções como docetaxel ou combinação com ramucirumabe são consideradas.
Como o estudo REVEL influenciou as opções de tratamento de segunda linha para NSCLC?
O estudo REVEL demonstrou que a combinação de docetaxel com ramucirumabe melhora a PFS e OS em comparação com o docetaxel isolado.
Quais são os resultados do estudo J-AXEL para o tratamento de NSCLC avançado?
O estudo J-AXEL demonstrou que o nab-paclitaxel semanal foi superior ao docetaxel em termos de taxa de resposta objetiva e PFS, embora a OS não tenha mostrado diferença estatisticamente significativa.
Quais os resultados das análises de 5 anos de PFS e OS em estudos com nivolumabe e pembrolizumabe?
O estudo CheckMate-017 mostrou uma PFS de 8% e uma OS de 13,4% para nivolumabe, enquanto para docetaxel esses números foram 0% e 2,6%, respectivamente. No estudo KEYNOTE-010, a OS foi de 15,6% para pembrolizumabe e 6,5% para docetaxel.
O que é a MPE e como é tratada em pacientes com NSCLC?
A MPE (efusão pleural maligna) é a presença de células malignas no espaço pleural. O tratamento visa aliviar sintomas como dispneia, tosse e dor, geralmente começando com a toracocentese terapêutica. Para recorrências rápidas e sintomáticas, intervenções definitivas como pleurodese ou cateter pleural são indicadas.
Quais são as opções de tratamento para metástases cerebrais isoladas em NSCLC?
O tratamento curativo de metástases cerebrais isoladas pode incluir cirurgia ou radioterapia estereotática, com a possibilidade de sobrevida global em torno de 15% a 20% em 5 anos, dependendo da apresentação sincrônica ou metacrônica.
Como as metástases isoladas adrenais são tratadas?
Metástases isoladas adrenais podem ser tratadas com ressecção laparoscópica. A sobrevida global de 5 anos é de aproximadamente 27% para esses pacientes com apresentação sincrônica ou metacrônica.
O que é o conceito de “doença oligometastática”?
A doença oligometastática é caracterizada pela presença de 1 a 5 metástases, sendo tratada com terapias locais, como cirurgia ou radioterapia estereotática. Esses pacientes podem ter melhor prognóstico e resposta ao tratamento.
O que é a “oligoprogressão” no contexto de NSCLC?
A oligoprogressão é a progressão de uma ou poucas metástases durante o tratamento sistêmico, enquanto as outras lesões permanecem estáveis.