Problema 4 - Hanseníase Flashcards

1
Q

Qual é o agente etiológico da hanseníase?

A

Mycobacterium leprae

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica que afeta principalmente o sistema nervoso periférico e a pele.

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2
Q

Como é classificado o Mycobacterium leprae em termos de coloração?

A

Bacilo álcool-ácido resistente, fracamente gram-positivo

É um parasita intracelular obrigatório predominante em macrófagos e na célula de Schwann.

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3
Q

Qual é o tempo de incubação do Mycobacterium leprae?

A

Longo

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4
Q

O cultivo in vitro do M. leprae é possível?

A

Não

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5
Q

Qual é a posição do Brasil em relação ao número de casos de hanseníase no mundo?

A

2º país com maior número de casos

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6
Q

Como a imunidade celular se relaciona com a hanseníase tuberculoide?

A

Intensa imunidade celular

A hanseníase tuberculoide é uma forma da doença associada a uma forte resposta imunológica.

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7
Q

Qual é a resposta imunológica associada à hanseníase virchowiana?

A

Intensa imunidade humoral

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8
Q

Quais são as duas formas de hanseníase que podem ocorrer de acordo com a imunidade?

A

Hanseníase tuberculoide e hanseníase virchowiana

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9
Q

O que é o teste de Mitsuda?

A

Avaliação da imunidade celular contra o M. leprae

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10
Q

Um teste positivo de Mitsuda confirma o diagnóstico de hanseníase?

A

Não

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11
Q

Qual é a principal via de transmissão da hanseníase?

A

Via aérea superior

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12
Q

O que acontece na maioria dos casos após a infecção pelo bacilo de Hansen?

A

Cura espontânea

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13
Q

Qual é a ordem da perda de sensibilidade na hanseníase?

A

Calor, Dor, Tato

A perda de sensibilidade ocorre primeiro na sensibilidade térmica, depois na sensibilidade dolorosa e, por último, na sensibilidade tátil.

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14
Q

O que caracteriza a hanseníase indeterminada?

A

Máculas hipocrômicas, distúrbio de sensibilidade, sudorese, bordas mal delimitadas

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15
Q

Quais são as características da hanseníase tuberculoide?

A

Placas eritematosas ou acastanhadas, bem delimitadas, alteração de sensibilidade acentuada

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16
Q

O que é a ‘fáscies leonina’?

A

Infiltração da face e do pavilhão auricular na hanseníase virchowiana

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17
Q

Qual é o resultado da baciloscopia na hanseníase virchowiana?

A

Positiva

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18
Q

Quais são as formas clínicas da hanseníase?

A

Hanseníase indeterminada, tuberculoide, virchowiana, dimorfa

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19
Q

Qual é a lesão dermatológica clássica na hanseníase dimorfa?

A

Lesão em queijo-suíço

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20
Q

Quais são as classificações para os pacientes com hanseníase?

A

Classificação de Ridley e Jopling, de Madrid, operacional

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21
Q

Na classificação de Ridley e Jopling, quais são as formas estáveis e instáveis?

A

TTP, TTS, DT, DD, DV, VVs, VVp

As formas estáveis incluem tuberculoide polar e subpolar, enquanto as instáveis incluem formas dimorfas.

22
Q

Quais são as classificações de hanseníase segundo Ridley e Jopling?

A

Formas estáveis: TTp (tuberculoide polar) e VVp (virchowiano). Formas instáveis: TTs, DT, DD, DV, VVS e VV.

As formas estáveis e instáveis são definidas pela resposta imunológica do paciente.

23
Q

Como a classificação de Madrid simplifica a classificação da hanseníase?

A

Considera os polos tuberculoide e virchowiano, além da forma indeterminada e dimorfa como formas instáveis.

A classificação de Madrid é mais direta e fácil de entender.

24
Q

O que é a classificação operacional da hanseníase?

A

Divide os pacientes em paucibacilares (até cinco lesões) e multibacilares (seis ou mais lesões).

Essa classificação ignora a morfologia das lesões cutâneas.

25
Q

Qual a definição de pacientes paucibacilares?

A

Pacientes com até cinco lesões cutâneas e baciloscopia negativa, ou no máximo um tronco nervoso espessado.

A baciloscopia negativa é um critério importante na definição.

26
Q

Qual a definição de pacientes multibacilares?

A

Pacientes com mais de cinco lesões cutâneas ou dois ou mais troncos neurais espessados.

A baciloscopia positiva também classifica o paciente como multibacilar.

27
Q

O que são reações hansênicas?

A

Exacerbações agudas da imunidade celular (reação tipo I) ou formação de imunocomplexos (reação tipo II).

Essas reações podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento.

28
Q

Quais são as características da reação do tipo 1 da hanseníase?

A

Inflamação de lesões preexistentes, surgimento de novas lesões, edema de pés e mãos, sem sintomas sistêmicos.

A neurite é a principal complicação associada a essa reação.

29
Q

Qual o tratamento recomendado para a reação do tipo 1?

A

Prednisona 1 mg/kg/dia.

O tratamento deve ser mantido durante a reação.

30
Q

Quais são as características da reação do tipo 2 da hanseníase?

A

Eritema nodoso, sintomas sistêmicos (febre, astenia, artralgia), nódulos eritematosos dolorosos.

Ocorre geralmente em pacientes DV e VV, ao redor do sexto mês de tratamento.

31
Q

Qual é o tratamento da reação do tipo 2?

A

Talidomida é a droga de escolha, associada a prednisona em casos de comprometimento neural ou outros órgãos.

A talidomida é teratogênica e não deve ser usada em mulheres em idade fértil sem contracepção.

32
Q

O que caracteriza o fenômeno de Lúcio?

A

Necrose cutânea em pacientes com hanseníase virchowiana, causada por vasculite leucocitoclástica.

O fenômeno de Lúcio é principalmente vascular e leva à isquemia da pele.

33
Q

Qual é o exame complementar mais útil para o diagnóstico de hanseníase?

A

Baciloscopia.

Apresenta 100% de especificidade quando positiva, mas uma negativa não exclui o diagnóstico.

34
Q

Quais são os três critérios para definição de caso de hanseníase?

A
  • Lesão(ões) com alteração de sensibilidade
  • Espessamento de nervo periférico
  • Presença de bacilos M. leprae na baciloscopia ou biópsia

A presença de qualquer um dos três pontos é suficiente para o diagnóstico.

35
Q

Qual é o tratamento padrão para hanseníase?

A

Rifampicina, dapsona e clofazimina.

Todos os pacientes, sejam paucibacilares ou multibacilares, devem receber esses medicamentos.

36
Q

Qual o tempo de tratamento para pacientes paucibacilares e multibacilares?

A
  • Paucibacilares: 6 cartelas em até 9 meses
  • Multibacilares: 12 cartelas em até 18 meses

O tratamento deve ser supervisionado mensalmente.

37
Q

Quais são os principais efeitos colaterais da dapsona?

A
  • Anemia hemolítica
  • Meta-hemoglobinemia
  • DRESS
  • Agranulocitose

A dapsona pode causar coloração da pele e aspecto ictiosiforme.

38
Q

Como distinguir recidiva de reação hansênica?

A

Reações são agudas, enquanto recidivas são lentas e insidiosas.

Recidivas geralmente ocorrem após cinco anos da alta por cura.

39
Q

Qual é a importância da avaliação dos contatos de pacientes com hanseníase?

A

Todos os contatos domiciliares nos últimos cinco anos devem ser avaliados.

Hanseníase é uma doença de notificação compulsória.

40
Q

Qual é o critério para avaliação das pessoas que tiveram contato com pacientes de hanseníase?

A

Todas as pessoas que residem, convivem ou tiveram contato domiciliar com o paciente nos últimos cinco anos devem ser avaliadas!

Isso inclui a avaliação de sinais da doença.

41
Q

O que deve ser feito se um caso de hanseníase for diagnosticado?

A

Deve ser tratado normalmente.

O tratamento é padrão para casos diagnosticados.

42
Q

Qual teste deve ser realizado em pessoas contactantes sem sinais da hanseníase?

A

Teste rápido imunocromatográfico para detecção de anticorpo IgM (anti-PGL1).

Este teste é crucial para a identificação precoce da hanseníase.

43
Q

Qual é o seguimento recomendado para pacientes com teste rápido positivo para hanseníase?

A

Devem ser submetidos a exame dermatoneurológico completo uma vez por ano, por 5 anos.

Após 5 anos, recebem alta com orientações sobre sinais futuros.

44
Q

O que deve ser feito por pacientes com teste rápido negativo para hanseníase?

A

Devem ser orientados a realizar autoexame e procurar o serviço de Saúde se surgirem alterações suspeitas.

A vigilância passiva é essencial para a detecção precoce.

45
Q

Quem deve ser vacinado com a BCG após contato com paciente de hanseníase?

A

Algumas pessoas que tiveram contato com um paciente com hanseníase, independentemente da forma clínica.

A vacina BCG oferece algum grau de proteção, embora não seja específica para hanseníase.

46
Q

Qual é a conduta para contatos de hanseníase com cicatriz vacinal?

A

Uma dose de BCG.

A presença de cicatriz vacinal indica vacinação anterior.

47
Q

Qual é a conduta para contatos de hanseníase sem cicatriz vacinal?

A

Uma dose de BCG.

A vacinação é recomendada para garantir proteção.

48
Q

Contatos de hanseníase com menos de um ano de idade e já vacinados precisam de nova dose de BCG?

A

Não necessitam da aplicação de outra dose de BCG.

Essa é uma exceção importante na vacinação.

49
Q

Quais são as principais referências bibliográficas citadas?

A
  1. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da Hanseníase
  2. Guia prático sobre a hanseníase
  3. Dermatologia na prática Médica
  4. Tratado de dermatologia
  5. Fitzpatrick’s Dermatology in General Medicine

Essas referências são fundamentais para aprofundamento no tema.

50
Q

Qual é o foco principal para as provas de Residência Médica relacionadas à hanseníase?

A

Imunologia, formas clínicas, estados reacionais e tratamento.

Esses tópicos são frequentemente abordados nas avaliações.

51
Q

O que fazer em caso de dúvidas sobre o conteúdo estudado?

A

Não hesitar em contatar o fórum de dúvidas.

O contato pode ser feito através do Instagram: @profbruno.souza.