Pediatria Flashcards
Etiologia do sarampo
Paramixovirus (altamente contagioso)
Quadro clínico do sarampo
Febre, tosse, coriza, conjuntivite e fotofobia. Rash craniocaudal (início na cabeça e se espalha para o tronco e os membros), mobiliforme/maculopapular, ocorre descamação furfurácea da pele após exantema
Manchas Koplik (patognomônica) são lesões na mucosa oral, na face interna das bochechas, oposta aos dentes molares, cor branca, base eritematosa, aparece 2 dias antes do exantema e desaparece logo após seu surgimento
Diagnóstico do sarampo
Sorologia (IgM e IgG)
Tratamento do sarampo
Suporte, vitamina A (desnutridos, < 2 anos)
Profilaxia pós exposição do sarampo
Vacinação em até 72 horas da exposição
Imunoglobulinas em até 5 dias da exposição, recomendado para gestantes, imunodeprimidos, < 6 meses
Prevenção do sarampo
Vacinação - 12m e 15m
Complicações do sarampo
Pneumonia, otite média, encefalite, panencefalite esclerosante subaguda
Etiologia do eritema infeccioso
Parvovírus B19
Quadro clínico do eritema infeccioso
3 fases - face esbofeteada, máculas eritematosa no tronco, clareamento central (rentilhado); síndrome papular purpurica em luvas e meias podem estar presente
Diagnóstico do eritema infeccioso
Sorologia para B19
Tratamento do eritema infeccioso
Suporte
Complicação do eritema infeccioso
Crise aplásica transitória (anemia)
Etiologia da rubéola
Rubivirus
Quadro clínico da rubéola
Aumento dos linfonodos (pré auricular, pós occipital, cervical posterior), conjuntivite sem fotofobia, exantema craniocaudal de rápida evolução. Pode apresentar manchas de Forchheimer (manchas puntiformes rosadas palato mole)
Diagnóstico da rubéola
Sorologia (IgM e IgG)
Tratamento da rubéola
Suporte
Profilaxia pós exposição da rubéola
Vacinação em até 72 hora exposição
Imunoglobulina em até 5 dias da exposição, recomendado para gestantes, imunocomprometidos, <6 meses
Prevenção da rubéola
Vacinação- 12m e 15m
Complicações da rubéola
Artrite, trombocitopenia, encefalite, pancefalite
Síndrome rubéola congênita - catarata, cardiopatia, surdez
Etiologia da varicela
Varicela zoster (Herpes vírus)
Quadro clínico da varicela
Polimorfismo de lesão - mácula eritematosa -> vesícula -> crosta; exantema de distribuição centrifuga e pruriginoso
Diagnóstico da varicela
Laboratorial (leucopenia, linfocitose e elevação de transaminase), sorologia (IgM e IgG)
Tratamento da varicela
Suporte
Aciclovir é indicado para as primeiras 24 horas de sintomas e manter por 5 dias, somente em casos graves e imunocomprometidos
Profilaxia pós exposição da varicela
Vacinação em até 72 horas da exposição
Imunoglobulinas em até 5 dias da exposição, recomendado para gestantes, imunodeprimidos, < 6 meses
Prevenção da varicela
Vacinação - 15m e 4 anos
Etiologia da síndrome de kawasaki
Desconhecida
Quadro clínico da síndrome de kawasaki
Além de febre, os pacientes devem ter mais quatro dos cinco sinais e sintomas a seguir:
* Rash eritematoso polimorfo
* Hiperemia conjuntival bilateral não purulenta
* Alterações orofaríngeas, incluindo hiperemia difusa, língua em morango e alterações no lábio (por exemplo, edema, fissura, eritema e sangramento)
* Alterações nos membros periféricos, incluindo eritema, edema, endurecimento e descamação, que podem causar dificuldade para andar
* Linfadenopatia cervical não purulenta
Diagnóstico da síndrome de kawasaki
Clínico; realizar um ecocardiografia no diagnóstico e repetir em 1-2 semanas e 4-6 semanas após o tratamento
Tratamento da síndrome de kawasaki
Gamaglobulina endovenosa e aspirina
imunoglobulina humana normal: 2 g/kg por via intravenosa em dose única, pode-se repetir a dose 36-48 horas mais tarde se o paciente continuar com febre
aspirina: 80-100 mg/kg/dia por via oral administrados em 4 doses fracionadas por 24-72 horas após a cessação da febre (até 14 dias), seguidos por 3-5 mg/kg uma vez ao dia por 6-8 semanas
Complicação da síndrome de kawasaki
Vasculite - aneurisma de artéria da coronária, trombose, estenose
Etiologia do exantema súbito - roséola
Herpes vírus humano tipo 6 e 7
Quadro clínico do exantema súbito - roséola
Temperatura elevada de 3 a 7 dias e rash (iniciam no pescoço e tronco e se espalham para os membros) nas primeiras 24 horas após a febre ceder; pode apresentar convulsão febril
Diagnóstico do exantema súbito - roséola
Sorologia para hhv 6/7
Tratamento do exantema súbito - roséola
suporte (antitérmico)
Etiologia da síndrome mão-pé-boca
Coxsackie vírus A e B (enterovírus)
Tratamento da síndrome mão-pé-boca
Suporte
Quadro clínico da síndrome mão-pé-boca
Febre baixa, úlceras orais dolorosas e vesículas nas palmas das mãos e nas solas dos pés
Etiologia da escarlatina
Streptococcus pyogenes ou Estreptococo betahemolítico do grupo A (produz toxina)
Quadro clínico da escarlatina
Amigdalite (petéquias no palato), língua em frambroesa, rash vermelho (começa pela axila, inguinal e nuca), palidez perioral (sinal de Filatov), linhas de pastias (lesões são confluentes em dobras cutâneas), pele áspera, desmacação (1 semana)
Etiologia da mononucleose infecciosa
Não é uma doença exantemática, mas pode apresentar
Herpes vírus 4 - Epstein Baar
Complicações da escarlatina
Febre reumática, glomerulonefrite
Diagnóstico da escarlatina
Cultura - swab de orofaringe
Tratamento da escarlatina
Amoxicilina ou penicilina benzatina
amoxicilina: crianças: 50 mg/kg/dia por via oral 12/12horas por 10 dias; adultos: 500 mg por via oral 12/12h por 10 dias
benzilpenicilina benzatina: crianças ≤27 kg: 600,000 unidades por via intramuscular em dose única; crianças >27 kg e adultos: 1.2 milhão de unidades por via intramuscular em dose única
Quadro clínico da mononucleose infecciosa
Febre, faringite, linfonodomegalia, hepatolesplenomegalia
Diagnóstico da mononucleose infecciosa
Clínico; hemograma com linfocitose atípico; teste para anticorpos heterófilos (paul bunnell) e o teste sorológico para anticorpos contra EBV positivos, anti VCA
Tratamento da mononucleose infecciosa
Suporte
Em caso de prescrição de amoxicilina, ocorre o aparecimento de exantema maculopapular pruriginoso, devido a uma resposta inflamatória exacerbada