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O que é doença de Meige?
A Doença de Meige (não confundir com a síndrome de Meige, que é um distúrbio neurológico) é um tipo de linfedema primário hereditário, caracterizado pelo início do inchaço crônico devido a uma malformação do sistema linfático. Esse linfedema geralmente surge na adolescência ou início da vida adulta, entre 1 e 35 anos, sendo mais comum em mulheres.
- Causa: Mutação genética que afeta o desenvolvimento dos vasos linfáticos.
- Início: Normalmente na puberdade ou até os 35 anos.
- Região afetada: Predominantemente os membros inferiores (pernas e pés), podendo ser unilateral ou bilateral.
- Progressão: Começa com inchaço leve, que pode piorar ao longo do tempo.
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Sintomas:
- Edema persistente nas pernas e pés.
- Pele endurecida e espessada com o tempo.
- Sensação de peso nas pernas.
- Aumento do risco de infecções (como erisipela ou celulite).
- Exame clínico: História familiar e avaliação do edema.
- Linfocintilografia: Exame de imagem que avalia a drenagem linfática.
- Teste de Stemmer: Incapacidade de pinçar a pele do dorso do pé, indicando linfedema avançado.
- Drenagem linfática manual para estimular o fluxo linfático.
- Meias de compressão para reduzir o inchaço.
- Exercícios físicos para ativar a circulação.
- Cuidados com a pele para evitar infecções.
- Cirurgia (como anastomose linfovenosa) em casos graves.
Como é uma condição genética e crônica, o tratamento é voltado para o controle dos sintomas e prevenção de complicações. Se precisar de mais detalhes sobre diagnóstico ou manejo, posso te ajudar!
Gene FOXC2
O linfedema primário hereditário tipo Meige (também chamado de linfedema primário tardio) está associado a mutações no gene FOXC2.
- O FOXC2 (Forkhead Box C2) é um gene que regula o desenvolvimento do sistema linfático e vascular.
- Mutações nesse gene levam a um desenvolvimento anormal dos vasos linfáticos, resultando em drenagem deficiente da linfa, o que causa o linfedema.
- O linfedema geralmente aparece na puberdade ou início da vida adulta e afeta principalmente os membros inferiores.
- A mutação do FOXC2 também pode estar associada a anormalidades venosas, como veias varicosas precoces e insuficiência venosa crônica.
Além do FOXC2, outros genes podem estar envolvidos em diferentes tipos de linfedema primário, como:
- FLT4 (VEGFR3) – Relacionado ao Linfedema Primário Congênito (Doença de Milroy).
- GJC2 – Associado a algumas formas de linfedema hereditário.
- CCBE1 – Envolvido no desenvolvimento dos vasos linfáticos.
Se você precisar de mais detalhes sobre o diagnóstico genético ou outros aspectos clínicos, me avise!
Síndrome de klippel-Trenaunay
A Síndrome de Klippel-Trénaunay (também chamada de Síndrome de Klippel-Trénaunay-Weber, em algumas classificações antigas) é uma doença vascular congênita rara caracterizada pela tríade clássica:
- Malformações capilares (manchas vinho do porto).
- Varicosidades ou malformações venosas.
- Hipertrofia óssea e/ou de tecidos moles de um membro (normalmente inferior).
- A síndrome está relacionada a mutações no gene PIK3CA, levando à ativação anormal da via PI3K-AKT-mTOR, responsável pelo crescimento celular e vascular.
- Essa mutação ocorre de forma esporádica (não é herdada).
- Faz parte do espectro das síndromes PIK3CA-relacionadas ao crescimento exagerado (PROS - PIK3CA-Related Overgrowth Spectrum).
- Manchas vinho do porto (malformação capilar) em membros inferiores.
- Varizes e malformações venosas desde a infância.
- Assimetria de crescimento: um membro pode ser maior e mais espesso.
- Linfedema pode estar presente em alguns casos.
- Complicações vasculares: risco aumentado de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar.
- Alterações ósseas: escoliose, diferenças no comprimento das pernas.
- Clínico: baseado nos achados da tríade.
-
Imagem:
- Ultrassom Doppler – para avaliar fluxo venoso e risco de TVP.
- Ressonância Magnética (RM) – para visualizar malformações vasculares profundas.
- Angiotomografia – em casos complexos.
O tratamento é multidisciplinar e visa controlar os sintomas:
- Meias de compressão para reduzir edema e risco de trombose.
- Drenagem linfática e fisioterapia para linfedema.
- Escleroterapia ou embolização para tratar varizes ou malformações venosas.
- Cirurgia ortopédica em casos graves de crescimento assimétrico do membro.
- Uso de inibidores da via PI3K-AKT-mTOR (como sirolimus) em alguns casos.
Se precisar de mais detalhes ou quiser discutir um caso específico, me avise!
Gene PIK3-CA
A Síndrome de Klippel-Trénaunay (também chamada de Síndrome de Klippel-Trénaunay-Weber, em algumas classificações antigas) é uma doença vascular congênita rara caracterizada pela tríade clássica:
- Malformações capilares (manchas vinho do porto).
- Varicosidades ou malformações venosas.
- Hipertrofia óssea e/ou de tecidos moles de um membro (normalmente inferior).
- A síndrome está relacionada a mutações no gene PIK3CA, levando à ativação anormal da via PI3K-AKT-mTOR, responsável pelo crescimento celular e vascular.
- Essa mutação ocorre de forma esporádica (não é herdada).
- Faz parte do espectro das síndromes PIK3CA-relacionadas ao crescimento exagerado (PROS - PIK3CA-Related Overgrowth Spectrum).
- Manchas vinho do porto (malformação capilar) em membros inferiores.
- Varizes e malformações venosas desde a infância.
- Assimetria de crescimento: um membro pode ser maior e mais espesso.
- Linfedema pode estar presente em alguns casos.
- Complicações vasculares: risco aumentado de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar.
- Alterações ósseas: escoliose, diferenças no comprimento das pernas.
- Clínico: baseado nos achados da tríade.
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Imagem:
- Ultrassom Doppler – para avaliar fluxo venoso e risco de TVP.
- Ressonância Magnética (RM) – para visualizar malformações vasculares profundas.
- Angiotomografia – em casos complexos.
O tratamento é multidisciplinar e visa controlar os sintomas:
- Meias de compressão para reduzir edema e risco de trombose.
- Drenagem linfática e fisioterapia para linfedema.
- Escleroterapia ou embolização para tratar varizes ou malformações venosas.
- Cirurgia ortopédica em casos graves de crescimento assimétrico do membro.
- Uso de inibidores da via PI3K-AKT-mTOR (como sirolimus) em alguns casos.
Se precisar de mais detalhes ou quiser discutir um caso específico, me avise!
Síndrome de sturge-weber
A Síndrome de Sturge-Weber (SSW) é uma doença neurocutânea rara, caracterizada por uma tríade clássica:
- Malformação capilar facial (mancha vinho do porto, geralmente na distribuição do nervo trigêmeo).
- Malformação vascular leptomeníngea (afeta o córtex cerebral, levando a crises epilépticas e déficits neurológicos).
- Glaucoma (em um ou ambos os olhos).
- Causa: Mutação somática (não hereditária) no gene GNAQ.
- Mecanismo: A mutação no GNAQ leva a um crescimento anormal de vasos sanguíneos, resultando nas malformações típicas da doença.
- Mosaicismo somático: A mutação ocorre durante o desenvolvimento embrionário, afetando apenas algumas células.
- Mancha vinho do porto na face, geralmente unilateral, na área do nervo trigêmeo.
- Epilepsia (presente em 75-90% dos casos, iniciando na infância).
- Deficiência intelectual e atraso no desenvolvimento.
- Hemiparesia (fraqueza em um lado do corpo, devido ao comprometimento cerebral).
- Glaucoma congênito e anormalidades oculares.
- Calcificações cerebrais (“trilho de bonde” na tomografia).
- Clínico: presença da mancha vinho do porto associada a sintomas neurológicos.
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Imagem:
- Ressonância Magnética (RM) com contraste – mostra a malformação vascular leptomeníngea.
- Tomografia de crânio – pode revelar calcificações em “trilho de bonde”.
- Teste genético: Pode identificar a mutação no GNAQ em tecido afetado.
- Controle das crises epilépticas com anticonvulsivantes (levetiracetam, ácido valproico, etc.).
- Cirurgia (hemisferectomia) para epilepsia refratária.
- Laser para mancha vinho do porto (melhora a estética, mas não afeta os sintomas neurológicos).
- Monitoramento oftalmológico para prevenir ou tratar o glaucoma.
Como a mutação ocorre de forma somática e não hereditária, a Síndrome de Sturge-Weber não tem risco de transmissão genética. Se quiser mais informações ou discutir um caso específico, me avise!
Qual principal complicação durante angioplastia infrageniculaw?
A principal complicação durante a angioplastia infragenicular (abaixo do joelho) é a dissecação arterial e a oclusão aguda do vaso tratado. No entanto, outras complicações também devem ser consideradas, dependendo do contexto clínico do paciente e das características anatômicas da lesão.
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Dissecação arterial (mais comum)
- Ocorre devido à manipulação do balão ou do fio-guia.
- Pode levar à estenose residual significativa ou oclusão aguda do vaso.
- Se for significativa e sintomática, pode requerer stent bail-out.
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Recoil arterial
- Reestenose imediata após a retirada do balão, frequentemente associada à calcificação vascular.
- Pode necessitar de angioplastia repetida ou stent.
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Trombose aguda da artéria tratada
- Pode ocorrer devido a dano endotelial, estase ou hipercoagulabilidade.
- Mais comum em pacientes com doença arterial periférica grave e fluxo distal comprometido.
- Pode ser tratada com trombólise intra-arterial ou aspiração de trombo.
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Embolização distal
- Fragmentos de ateroma ou trombo podem migrar para artérias menores do pé, levando à isquemia aguda.
- O uso de filtros de proteção embólica não é comum nesse território, mas pode ser considerado em lesões de alto risco.
- Pode ser tratada com trombectomia por cateter ou injeção intra-arterial de agentes fibrinolíticos.
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Perfuração arterial
- Pode ocorrer especialmente em artérias severamente calcificadas.
- O tratamento pode envolver compressão prolongada com balão ou o uso de stents revestidos (stent-grafts).
- Em casos graves, pode ser necessário intervenção cirúrgica.
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Espasmo arterial
- Pode ser causado por manipulação excessiva do cateter e pode levar à redução temporária do fluxo.
- O tratamento inclui administração de vasodilatadores intra-arteriais (ex.: nitroglicerina ou verapamil).
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Complicações no local de punção (se a abordagem for femoral ou pedal)
- Hematoma, pseudoaneurisma ou fístula arteriovenosa no local de acesso.
- Risco aumentado se o paciente estiver em uso de anticoagulantes ou antiagregantes.
A dissecação arterial e a trombose aguda são as complicações mais preocupantes na angioplastia infragenicular, pois podem comprometer o fluxo distal e piorar a perfusão em um paciente já crítico. O manejo depende da gravidade da complicação, podendo variar desde angioplastia repetida até uso de stents ou trombólise intra-arterial.
Qual principal complicação durante angioplastia infrageniculaw?
Trombose e oclusão