Inflamação Flashcards
Inflamação
Definição
Classificação
- > Livrar o individuo de tecidos danificados ou necróticos e invasores estranhos, eliminando a causa inicial da injuria e as consequências dela (destruir, diluir ou imobilizar o agente agressor). Algumas vezes, pode ser inapropriadamente iniciada ou fracamente controlada. Consiste principalmente nas respostas dos vasos sanguíneos e dos leucócitos, sendo que essas reações são disparadas por fatores solúveis produzidos por células ou derivadas de proteínas plasmáticas e são geradas ou ativadas em resposta a estímulos inflamatórios. Esses mediadores iniciam e amplificam a resposta, determinando seu padrão, severidade e manifestações clinicas e patológicas.
- > A inflamação pode ser aguda ou crônica, sendo a agua rápida no inicio e de curta duração (horas ou dias), tendo como característica a exsudação de fluido e proteínas do plasma (edema) e migração de leucócitos, predominantemente neutrófilos. Quando ela falha, pode progredir para a fase crônica, que é longa e tem presença de linfócitos e macrófagos, proliferação de vasos sanguíneos, fibrose e destruição tecidual.
- > A inflamação, ao mesmo tempo que retira agentes injuriantes, repara os tecidos danificados pelo preenchimento com tecido fibroso (cicatrização).
- > Os agentes inflamatórios podem ser endógenos (destruição tecidual ou mecanismos imunológicos) ou exógenos.
Sinais clínicos
Transudato
Exsudato
Sinais clínicos: rubor, tumor (inchaço), calor, dor, perda de função.
*Transudato: Liquido de baixo teor proteico e densidade especifica menor que 1020. Fluido extravasa por aumento da pressão hidrostática ou diminuição osmótica diminuída.
Exsudato: Liquido extravascular inflamatório com elevada concentração proteica, fragmentos celulares e densidade especifica acima de 1020. A permeabilidade vascular aumenta como resultado dos espaços interendoteliais aumentados.
Fenômenos ou momentos inflamatórios:
Fenômenos ou momentos inflamatórios:
• Irritativo: iniciado pelos mediadores químicos, que mantem e potencializam o processo (primários: serotonina e histamina, e secundários: neutrófilos).
• Vascular: vasoconstrição arteríola fugaz -> vasodilatação (hiperemia ativa). Aumento da permeabilidade vascular com saída de liquido (hemoconcentração-estase), diminuição do fluxo sanguíneo e lesão de células endoteliais -> trombose (hiperemia passiva).
• Exsudativo: saída de liquido (edema) devido ao aumento da permeabilidade vascular, que pode ser mediada (mediadores químicos) ou não mediada ( necrose causada por toxinas, agentes físicos, hipóxia), aumento da pressão hidrostática ou oncótica intersticial, ou por diminuição da drenagem linfática. Ocorre nesse fenômeno a saída de células inflamatórias agudas, como os neutrófilos, ou crônicas, como os mononucleares -> marginação, adesão, emigração, quimiotaxia, fagocitose e degranulação.
• Regressivo ou destrutivo: degeneração, necrose e atrofia por ação direta do agente ou estimulo inflamatório, como reações enzimáticas, transtornos da circulação, ação do exsudato, processo de cura e reparação.
• Proliferativo ou produtivo: modificações e hipertrofia dos tipos celulares do exsudato. Formação de células gigantes e neoformação conjuntivo-vascular.
Fenômeno Irritativo
• Irritativo: iniciado pelos mediadores químicos, que mantem e potencializam o processo (primários: serotonina e histamina, e secundários: neutrófilos).
Fenômeno Vascular
• Vascular: vasoconstrição arteríola fugaz -> vasodilatação (hiperemia ativa). Aumento da permeabilidade vascular com saída de liquido (hemoconcentração-estase), diminuição do fluxo sanguíneo e lesão de células endoteliais -> trombose (hiperemia passiva).
Fenômeno Exsudativo
• Exsudativo: saída de liquido (edema) devido ao aumento da permeabilidade vascular, que pode ser mediada (mediadores químicos) ou não mediada ( necrose causada por toxinas, agentes físicos, hipóxia), aumento da pressão hidrostática ou oncótica intersticial, ou por diminuição da drenagem linfática. Ocorre nesse fenômeno a saída de células inflamatórias agudas, como os neutrófilos, ou crônicas, como os mononucleares -> marginação, adesão, emigração, quimiotaxia, fagocitose e degranulação.
Fenômeno Regressivo ou destrutivo:
• Regressivo ou destrutivo: degeneração, necrose e atrofia por ação direta do agente ou estimulo inflamatório, como reações enzimáticas, transtornos da circulação, ação do exsudato, processo de cura e reparação.
Fenômeno • Proliferativo ou produtivo:
• Proliferativo ou produtivo: modificações e hipertrofia dos tipos celulares do exsudato. Formação de células gigantes e neoformação conjuntivo-vascular.
Inflamação aguda
características gerais
estímulos
Inflamação aguda
->Curta duração, fenômenos vasculares, fenômenos exsudativos as custas de polimorfonucleares.
->Resposta rápida que visa levar leucócitos e proteínas do plasma para o local da inflamação. Tem como principais componentes: alteração do calibre vascular com aumento do fluxo sanguíneo, mudanças estruturais na microvasculatura (proteínas do plasma e leucócitos saem da circulação), emigração de leucócitos e acumulo no foco da injuria.
Estímulos para a inflamação aguda infecções (bacteriana, viral, fungica…) e toxinas microbianas (receptores TLRs), necrose tecidual, incluindo isquemia, hipóxia, trauma e injuria física e química, corpos estranhos, reações imunes ou de hipersensibilidade (nas quais o SI causa dano nos próprios tecidos)
• A inflamação é a principal causa de injuria tecidual nas doenças auto imunes.
Tópicos Inflamação aguda
Reações Vasos Sanguíneos Reações Leucócitos Reconhecimento de micro-organismos Remoção dos agentes agressores Injúria tecidual mediada por leucócitos Defeitos nas funções dos leucócitos Término da resposta inflamatória
Reações dos vasos sanguíneos na inflamação aguda
Reações dos vasos sanguíneos na inflamação aguda
->Os vasos passam por mudanças que visam maximizar o movimento das células para o local de injuria. O exsudato tem alta concentração de proteínas e restos celulares, e sua presença indica aumento da permeabilidade dos pequenos vasos (inflamação). O pus é um exsudato purulento rico em leucócitos, restos de células mortas e micróbios. Na inflamação aguda, as reações vasculares consistem em mudança no fluxo sanguíneo e na permeabilidade dos vasos.
Mudanças no fluxo e no calibre vascular: a vasodilatação leva ao fluxo aumentado, causando calor e eritema, e é induzida por histamina e oxido nítrico (NO). É seguida pela permeabilidade aumentada da microvasculatura, com extravasamento de exsudato para os tecidos. Isso leva a lentificação do fluxo sanguíneo, aumentando a viscosidade do sangue, causando estase e congestão vascular (vermelhida). A medida que a estase se desenvolve, leucócitos (+neutrófilos) se acumulam no endotélio, aderindo-se a ele por moléculas de adesão e migrando pela parede para o tecido intersticial.
• Permeabilidade vascular aumentada: pode ser devido a contração das células endoteliais, que resulta em espaços interendoteliais, injuria endotelial que gera necrose da célula endotelial, ou por transporte aumentado de fluidos e proteínas através da célula endotelial.
->Na inflamação, o fluxo da linfa é aumentado e ajuda a drenar o fluido do edema. Os vasos linfáticos, portanto, também se proliferam na inflamação.
Reações dos leucócitos na inflamação
Reações dos leucócitos na inflamação
->Recrutamento do sangue para os tecidos, reconhecimento dos micróbios e tecidos necróticos e remoção do agente agressor.
1. Recrutamento dos leucócitos para os locais de infecção e injuria:
2. Reconhecimento dos micro-organismos e tecidos mortos:
3. Remoção dos agentes agressores:
Outras respostas funcionais dos leucócitos:
Reações dos leucócitos na inflamação
Recrutamento dos leucócitos 1
Recrutamento dos leucócitos para os locais de infecção e injuria: primeiro ocorre marginação, pois na estase as condições hemodinâmicas mudam e os leucócitos assumem posição periférica no endotélio. Depois eles se aderem transitoriamente ao endotélio e se ligam novamente (selectinas), ocorrendo o rolamento na parede do vaso, ate chegarem ao repouso em um local onde se aderem firmemente (moléculas de adesão integrinas convertidas por quimiocinas produzidas no local da injuria). Depois ocorre a migração do leucócito pela endotélio por diapedese, mediada por quimiocinas que estimulam as células a migrarem pelos espaços interendoteliais por quimiotaxia ate o local da injuria. A quimiotaxia é a locomoção originada ao longo de um gradiente químico, sendo os agentes exógenos mais comuns os produtos bacterianos, e os endógenos citocinas, componentes do sistema complemento e etc.
*Na maioria das inflamações agudas os neutrófilos predominam nas primeiras 6 a 24h, sendo substituídos por monócitos em 24 a 48h. Motivo: os neutrófilos são mais numerosos no sangue, respondem mais rapidamente as quimiocinas e se ligam mais firmemente as integrinas, mas possuem vida curta no tecido, ao contrario dos monócitos que, além de terem vida maior, ainda se proliferam nos tecidos, sendo a população dominante na inflamação crônica. – Em algumas infecções (ex. pseudômonas) o infiltrado é dominado por neutrófilos continuamente recrutados. Em reações de hipersensibilidade os eosinófilos podem ser o tipo celular principal.
Reações dos leucócitos na inflamação
Recrutamento dos leucócitos 2
Recrutamento dos leucócitos para os locais de infecção e injuria: primeiro ocorre marginação, pois na estase as condições hemodinâmicas mudam e os leucócitos assumem posição periférica no endotélio. Depois eles se aderem transitoriamente ao endotélio e se ligam novamente (selectinas), ocorrendo o rolamento na parede do vaso, ate chegarem ao repouso em um local onde se aderem firmemente (moléculas de adesão integrinas convertidas por quimiocinas produzidas no local da injuria). Depois ocorre a migração do leucócito pela endotélio por diapedese, mediada por quimiocinas que estimulam as células a migrarem pelos espaços interendoteliais por quimiotaxia ate o local da injuria. A quimiotaxia é a locomoção originada ao longo de um gradiente químico, sendo os agentes exógenos mais comuns os produtos bacterianos, e os endógenos citocinas, componentes do sistema complemento e etc.
*Na maioria das inflamações agudas os neutrófilos predominam nas primeiras 6 a 24h, sendo substituídos por monócitos em 24 a 48h. Motivo: os neutrófilos são mais numerosos no sangue, respondem mais rapidamente as quimiocinas e se ligam mais firmemente as integrinas, mas possuem vida curta no tecido, ao contrario dos monócitos que, além de terem vida maior, ainda se proliferam nos tecidos, sendo a população dominante na inflamação crônica. – Em algumas infecções (ex. pseudômonas) o infiltrado é dominado por neutrófilos continuamente recrutados. Em reações de hipersensibilidade os eosinófilos podem ser o tipo celular principal.
Reações dos leucócitos na inflamação
Reconhecimento dos micro-organismos e tecidos mortos:
Reconhecimento dos micro-organismos e tecidos mortos: os leucócitos tem receprores que vao reconhecer o estimulo externo e liberar os sinais ativadores. Receptores para produtos microbianos (TLRS), receptores acoplados a proteína G, receptores para citocinas (Ex interferon liberado pelas células BK) e receptores para opsoninas.
*Opsonização: revestimento de uma partícula, com, por exemplo, anticorpos IgG específicos ou componentes do sistema complemento, para ser alvo de fagocitose de forma mais eficaz.
Reconhecimento dos micro-organismos e tecidos mortos:
Remoção dos agentes agressores:
Remoção dos agentes agressores: a fagocitose e a morte celular são as respostas mais importantes. A fagocitose consiste no reconhecimento e ligação da partícula a ser ingerida, ingestão, formação do vacúolo fagocitico, união do fagossoma com granulo lisossômico (fagolisossoma) e morte ou degradação do material ingerido, executada largamente por espécies reativas de oxigênio e de nitrogênio.
Mediadores da Inflamação
decorar tabela
->São gerados a partir de células ou de proteínas plasmáticas. As plaquetas, neutrófilos, monócitos /macrófagos e mastócitos são as principais células que produzem os mediadores da inflamação aguda (células mesenquimais –endotelio, m. liso, fibroblastos- também podem ser induzidas para produzirem). Os mediadores derivados do plasma, ex proteínas do complemento, são produzidos principalmente no fígado. Os mediadores ativos são produzidos em resposta a vários estímulos, incluindo produtos microbianos e substancias liberadas por células necróticas. Um mediador pode estimular a liberação de outros mediadores, amplificando, ou ate neutralizando, a ação inicial do mediador, e variam em seus alcances de alvos celulares. Uma vez ativados e liberados da célula, a maioria dos mediadores tem curta meia vida. Os mediadores mais importantes da inflamação aguda são:
Mediadores derivados de células
Mediadores derivados de células
Aminas vasoativas- histamina e serotonina: são os primeiros mediadores liberados durante a inflamação, tendo importantes ações nos vasos sanguíneos. A histamina é liberada principalmente por mastócitos, basófilos e plaquetas, e causa dilatação das arteríolas e aumento da permeabilidade das vênulas. A serotonina está presente nas plaquetas e em certas células neuroendócrinas, causando também vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular (é uma ligação da coagulação com a inflamação).
Metabólitos do Acido Araquidonico (AA)-Prostaglandinas, Leucotrienos e Lipoxinas: são mediadores lipídicos, também chamados de eicosanoides, sintetizados pelas ciclo-oxigenases (prostaglandinas) e lipoxigenases (leucotrienos e lipoxinas). As prostaglandinas são produzidas por mastócitos, macrófagos e células endoteliais, e tem reações vasculares e sistêmicas da inflamação, envolvidas na dor e febre. São produzidas pela COX1 e COX2. Os leucotrienos são produzidos por leucócitos e tem efeitos vasculares, mais potentes que a histamina no aumento da permeabilidade vascular (causam broncoespasmo). As lipoxinas são inibidores da inflamação. Seus intermediários são produzidos por neutrófilos e convertidos pelas plaquetas. Inibe o recrutamento de leucócitos e células da inflamação, inibindo a quimiotaxia e adesão ao endotélio.
Fator ativador de plaquetas: QUADRO
Espécies reativas de Oxigenio: a sua liberação extracelular em baixos níveis aumenta a expressão de quimiocinas e moléculas de adesão, e tem a função de destruir micróbios fagocitados. Mas em alta quantidade causa dano endotelial, injuria a outros tecidos e inativação de antiproteases. A sua influencia na inflamção depende do balanço na sua produção e inativação (pelos mecanismos antioxidantes) por células e tecidos.
Oxido Nitrico: QUADRO
Citocinas: o fator de necrose tumoral TNF e interleucina-1 IL-1 são os principais. Tem efeitos no endotélio, leucócitos e fibroblastos, e indução de reações sistêmicas da fase aguda. Induzem a expressão de moléculas e adesão, síntese de mediadores químicos. O TNF aumenta a resposta dos neutrófilos.
Quimiocinas: QUADRO
Neuropeptideos: secretado por nervos sensoriais e leucócitos, tem participação na iniciação e propagação da resposta inflamatória. A substancia P participa da transmissão da dor.
Mediadores derivados de proteínas plasmáticas
Mediadores derivados de proteínas plasmáticas
Sistema Complemento: consistem em mais de 20 proteinas, funcionando tanto na imunidade inata quanto na adaptativa. No processo de ativação, vários produtos da quebra dessas proteínas são elaborados e causam aumento da permeabilidade vascular, quimiotaxia e opsonização. As proteínas estão presentes na forma inativa no plasma e o ásso pra sua ativação é a proteólise do terceiro complemento, C3, que pode ocorrer pela via alternativa, via da lectina e via clássica, levando a formação da enzima C3 convertase, que quebra C3 em C3a e C3b. O C3a é liberado e o C3b se liga a fragmentos para formar a C5 convertase, que quebra C5 em C5a (liberado) e C5b (liga-se a superfície celular- ataque a membrana MAC). As funções biológicas do sistema complemento é Inflamação (C3a e C5a), fagocitose (C3b-opsoninas) e lise celular (deposição de MAC nas células). Dentre os componentes, C3a e C5a são os mais importantes mediadores inflamatórios.
Sistema da coagulação e das cininas: a inflamação e a coagulação sanguínea frequentemente são interlaçadas, uma promovendo a outra. A inflamação aumenta a produção de fatores da coagulação, torna o endotélio trombogênico e inibe fatores anti coagulantes. Contrariamente, a trombina promove a inflamação pelo engajamento de receptores ativados por proteases (PARs) que mobilizam selectinas, produzem quimiocinas, expressam integrinas, induzem a COX2 a produzir prostaglandinas etc.
Resultados da inflamação aguda
Resultados da inflamação aguda
- Resolução completa: restauração do local ao normal, envolvendo remoção de restos celulares e micróbios e reabsorção do fluido do edema pelos linfáticos.
- Cura por substituição do tecido conjuntivo (fibrose): ocorre após muita destruição do tecido, quando a injuria envolve tecidos incapazes de regeneração ou quando existe exsudação abundante de fibrina no tecido e cavidades serosas. Ocorre angiogenese, migração de fibroblastos, deposição de MEC (colágeno), maturação e reorganização do tecido fibroso (remodelagem).
- Progressão para a inflamação crônica: quando a inflamação aguda não pode ser resolvida, por persistência do agente injuriante ou interferência na cura (ex. ulcera péptica do duodeno e estomago).
Padrões morfológicos da Inflamação aguda
Padrões morfológicos da Inflamação aguda
Marcas morfológicas: dilatação de pequenos vasos, lentificação do fluxo sanguíneo e acumulo de leucócitos e fluidos no tecido extravascular. Mas padrões morfológicos podem variar dependendo da severidade da reação, de sua causa ou do tecido envolvido.
• Inflamação serosa: derramamento de fluido fino (EFUSÃO) derivado do plasma ou de secreções das células que revestem a cavidade peritoneal, pleural e pericárdica.
• Inflamação fibrinosa: com maior aumento da permeabilidade vascular, moléculas como fibrinogênio atravessam o vaso, e a fibrina é formada e depositada no espaço extravascular, desenvolvendo um exsudato fibrinoso (comum em revestimentos de cavidades, como meninges, pericárdio e pleura).
• Inflamação supurativa ou purulenta (ABSCESSOS): produção de muito pus ou exsudatos purulentos, com neutrofios, necrose liquefativa e fluido de edema. Abscessos são coleções locais de tecido inflamatório purulento causados por supuração mantida em tecido, órgão ou espaço confinado.
• Ulceras: defeito local ou escavação de superfície, produzida por perda de tecido necrótico inflamado. Na ulcera péptica a inflamação aguda e crônica coexistem, no estagio aguda tem intensa neutrofilia e dilatação vascular nas margens. Na cronicidade as margens e a base da ulcera desenvolvem proliferação fibroblastica, cicatrização e acumulo de linfócitos, macrófagos e células do plasma.
Padrões morfológicos da Inflamação aguda
Marcas morfológicas: dilatação de pequenos vasos, lentificação do fluxo sanguíneo e acumulo de leucócitos e fluidos no tecido extravascular. Mas padrões morfológicos podem variar dependendo da severidade da reação, de sua causa ou do tecido envolvido.
Padrões morfológicos da Inflamação aguda
Marcas morfológicas:
- Inflamação serosa: derramamento de fluido fino (EFUSÃO) derivado do plasma ou de secreções das células que revestem a cavidade peritoneal, pleural e pericárdica.
- Inflamação fibrinosa: com maior aumento da permeabilidade vascular, moléculas como fibrinogênio atravessam o vaso, e a fibrina é formada e depositada no espaço extravascular, desenvolvendo um exsudato fibrinoso (comum em revestimentos de cavidades, como meninges, pericárdio e pleura).
- Inflamação supurativa ou purulenta (ABSCESSOS): produção de muito pus ou exsudatos purulentos, com neutrofios, necrose liquefativa e fluido de edema. Abscessos são coleções locais de tecido inflamatório purulento causados por supuração mantida em tecido, órgão ou espaço confinado.
- Ulceras: defeito local ou escavação de superfície, produzida por perda de tecido necrótico inflamado. Na ulcera péptica a inflamação aguda e crônica coexistem, no estagio aguda tem intensa neutrofilia e dilatação vascular nas margens. Na cronicidade as margens e a base da ulcera desenvolvem proliferação fibroblastica, cicatrização e acumulo de linfócitos, macrófagos e células do plasma.