Cirurgia pediátrica Flashcards
Dor abdominal com hematêmese + queda do estado geral no RN, penso em…
volvo do intestino médio ou divertículo de Meckel.
Principal causa de obstrução intestinal no RN…
Hérnia inguinal encarcerada.
Cisto dermoide
Principal diagnóstico diferencial?
Cisto de ducto tireoglosso.
Massa mediana cervical mais comum na pediatria…
Cisto do ducto tireoglosso.
Cisto tireoglosso
Fisiopatologia?
Falha no fechamento do ducto tireoglosso (persistente) → produção de muco pelas células da sua mucosa → formação de um “cisto verdadeiro.
Cisto tireoglosso
Clínica? (3)
- Massa cervical mediana, indolor, que se movimenta com a língua. 2. Pode haver aumento gradual; 3. Associação com infecções respiratórias.
Cisto tireoglosso
Exame diagnóstico?
Ultrassonografia.
Cisto tireoglosso
Principais complicações? (2)
Infecções e abscessos
Cisto tireoglosso
Conduta?
Cirurgia de Sistrunk: excisão junto com o corpo do osso hioide.
Onfalocele
Exteriorização de alças e/ou visceras sólidas recobertas por membrana peritoneal.
Gastrosquise
Exteriorização de alças por defeito na parede abdominal, sem membrana peritoneal.
A _________ (onfalocele/ gastrosquise) é a mais grave
Onfalocele.
Associada com outras malformações (anomalias cromossômicas, cardiopatias congênitas e Síndrome de Prune-Belly).
Como e quando é feito o diagnóstico de onfalocele ou gastrosquise?
USG
1. Onfalocele: 12 - 14 semanas; 2. Gastrosquise 2º ou 3º trimestre;
V ou F?
A presença de onfalocele ou gastrosquise é indicação de parto cesáreo.
Verdadeiro
Hérnia umbilical
História natural?
80% de fechamento espontâneo aos 5 anos.
Hérnia umbilical
Indicações de cirurgia? (5)
- Outra hérnia associada; 2. Anel herniário > 2 cm; 3. DVP (derivação ventriculoperitoneal - hidrocefalia); 4. Idade > 4-6 anos; 5. Encarceramento (incomum).
Criptorquidia
Ausência de testículos na bolsa escrotal, por falha da descida do testículo ao escroto
Criptorquidia
Lado mais acometido?
- 50% à direita ; 2. 25% à esquerda; 3. 25% bilateral.
Critptorquidia
Exame físico?
- Palpável (80%): retrátil, ectópico ou inguinal; 2. Não-palpável: intra-abdominal ou anorquia.
Critptorquidia
Por que se indica tratamento?
Risco de infertilidade e malignização. (temperatura abdominal mais elevada / alterações histológicas em 6-12 meses)
Critptorquidia
Conduta nos casos bilaterais ?
Cariótipo + dosagem de gonadotropinas
Criptorquidia
Indicação cirúrgica? Nome do procedimento?
- Testículo não-palpável.
2. Orquidopexia.
Criptorquidia
Quando realizar?
Entre 9-15 meses.
Torção testicular
Rotação do testículo e cordão espermático
Torção testicular
Tempo para lesões isquêmicas?
- Até 6h: viável; 2. 6-24h: pode ou não estar viável; 3. > 24h: necrose irreversível.
Torção testicular
Pico de incidência?
14 anos.
O reflexo cremastérico estará ausente na ________ (torção testicular/orquite).
Torção testicular. (sem retração testicular ao toque retal pelo sofrimento isquêmico)
Torção testicular
Clínica?
Dor testicular súbita unilateral, durante o sono ou precipitada por exercícios
Torção testicular
Exame diagnóstico?
USG com doppler.
Torção testicular
Principal diagnóstico diferencial? Como diferenciar?
- Orquioepididimite.
2. Sinal de Prehn: ↓dor à elevação do testículo.
Fimose
Ausência de exposição completa da glande à retração do prepúcio
A fimose é considerada fisiológica até os _ (3/5) anos de idade.
3.
Fimose
A partir de que idade é indicado tratar? Como tratar?
- > 4-5 anos. 2. Postec® (corticoide + hialuronidase) por 7 semanas (sucesso em 75%) e/ou cirurgia entre 4 e 10 anos (divergências na literatura).
Fimose
Indicações absolutas de cirurgia? (3)
- Fimose cerrada (bolsa prepucial à micção);
- ITU de repetição;
- Balanopostites de repetição.
Parafimose
Prepúcio que, quando reduzido à base, não é possível a redução (complicação da fimose)
Parafimose
Conduta? (3)
- Controle da dor e redução do edema: anestesia tópica e gelo local; 2. Redução manual com lubrificantes; 3. Se redução impossível: postectomia de emergência.
Malformação mais comum do esôfago?
Atresia.
Atresia de esôfago
Estreitamento esofágico congênito a ponto de interromper a sua continuidade.
Atresia de esôfago
Tipo mais comum?
Atresia esofagiana com fístula distal (86%).
Atresia de esôfago
Malformações associadas? (7)
VACTERL
1.Vertebral;2.Anorretal;3.Cardíaca;4.Traqueal; 5. Esôfago (fístula); 6. Renal; 7. Limbs (membros).
Atresia de esôfago
Clínica? (3)
- Sialorreia → sufocação; 2. Alimentação → regurgitação, tosse e cianose; 3. Distensão abdominal na fístula traqueoesofágica.
Na suspeita de atresia de esôfago a ventilação sob máscara estará ________ (indicada/proibida).
Proibida. (distensão abdominal pela passagem de ar pela fístula)
Atresia de esôfago
Conduta? (3)
- Inicial : drenagem contínua do coto proximal (↓asfixia) e antibióticoterapia;
- Gastrostomia de emergência : se distensão abdominal pela fístula e insuficiência respiratória;
- Após estabilização : cirurgia.
Estenose hipertrófica do piloro
Hipertrofia do esfincter pilórico, com suboclusão do esvaziamento gástrico.
Estenose hipertrófica do piloro
Quando se apresenta?
Entre a 2ª e 8ª semana de vida.
Estenose hipertrófica do piloro
Clínica? (4)
- Vômitos não-biliosos em jato (progressivos); 2. ↓Ganho ponderal; 3. Desidratação, hipoK + e hipoCl - (vômitos); 4. Icterícia às custas de BI (↓Ingesta calórica→↓atividade da UDP-glicuronil transferase).
Estenose hipertrófica do piloro
Achado clássico no exame físico?
Oliva pilórica.
piloro espessado em quadrante superior esquerdo
Atresia duodenal
Local mais comum de obstrução? Consequência clínica?
- Distal à ampola de Vater. 2. Vômitos com restos alimentares / biliosos.
Atresia duodenal
Achado radiológico clássico?
Sinal da dupla bolha.
A causa mais comum de obstrução intestinal congênita é a…
Atresia jejunoileal.
Atresia jejunoileal
Fisiopatologia?
Acidentes vasculares mesentéricos, seguidos de necrose e atresia intestinal
Atresia jejunoileal
Exame diagnóstico?
Raio-x simples de abdome: níveis hidroaéreos e ↓gás em intestino distal.
Íleo meconial
Obstrução do íleo terminal por mecônio anormalmente endurecido; ocorre com mais frequência em RNs com fibrose cística
Enterocolite necrosante
Principal fator de risco?
Prematuridade.
Enterocolite necrosante
Achados radiológicos? (5)
- Distensão e espessamento de alças;
- Pneumatose intestinal;
- Alça dilatada fixa (↓peristalse por necrose);
- Portograma aéreo (gás na veia porta);
- Pneumoperitônio.
Enterocolite necrosante
Tratamento?
- Clínico: correção hidroeletrolítica, ATB, descompressão gástrica e dieta zero; 2. Cirúrgico: ressecção com ou sem ostomia.
Qual a anomalia mais comum do trato digestivo?
Divertículo de Meckel.
Divertículo de Meckel.
Divertículo verdadeiro (todas as camadas) por fechamento incompleto do ducto onfalomesentérico
V ou F? Em 50% dos casos de divertículo de Meckel haverá tecido ectópico (gástrico ou pancreático).
Verdadeiro
Qual a principal causa de abdome agudo hemorrágico em crianças?
Divertículo de Meckel.
V ou F?
O Divertículo de Meckel geralmente é assintomático (achado incidental).
Verdadeiro
.
Divertículo de Meckel
Diagnóstico?
Cintilografia ou laparoscopia.
A Hérnia de Littré é aquela que contém o…
divertículo de Meckel.
Indicação pediátrica mais comum de transplante de fígado?
Atresia de vias biliares.
Atresia de vias biliares
Clínica? (3)
- Icterícia progressiva (2ª ou 3ª semana de vida); 2. Acolia fecal; 3. Colúria.
A atresia de vias biliares não-tratada evolui para…
Cirrose biliar secundária.
A atresia de vias biliares cursa com hiperbilirrubinemia _______ (indireta/direta).
Direta.
Atresia de vias biliares
A conduta deve ser tomada até a…
8ª-10ª semana (antes da progressão da fibrose).
A hérnia diafragmática congênita é mais comum à ________ (esquerda/direita).
Esquerda (85%).
A hérnia de Morganini é _____________ (posterolateral/anteromedial).
Anteromedial.
A hérnia de Bochdalek é uma hérnia diafragmática congênita causada por um defeito no forame diafragmático _____________(pósterolateral/anteromedial), que resulta no deslocamento de vísceras abdominais para a cavidade torácica.
pósterolateral
Hérnia diafragmática congênita
Consequências respiratórias?
- Hipoplasia pulmonar; 2. Herniação visceral → falha do desenvolvimento pulmonar; 3. Mais precoce → maior gravidade; 4. Maior acometimento do pulmão ipsilateral; 5. Hipertensão pulmonar e shunt direita-esquerda.
Hérnia diafragmática congênita
Clínica? (4)
- Insuficiência respiratória;
- Distensão gasosa da alça herniada;
- 90% sintomáticos nas primeiras 24h;
- Taquidispneia progressiva, cianose e hipoperfusão.
Qual a conduta preconizada para hérnia diafragmática congênita? (3)
- Intubação na sala de parto; 2. Ventilação mecânica; 3. Cirurgia em 24-72h de vida.
Anomalia pulmonar mais comum?
Enfisema lobar congênito.
Qual a fisiopatologia do enfisema lobar congênito? (4)
- Hiperinsuflação (normalmente de lobo esquerdo); 2. Desvio mediastinal e atelectasia de lobos subjacentes; 3. Pode simular pneumotórax hipertensivo;4.
Broncomalácia em 30%.
Quando e como o enfisema lobar congênito se apresenta?
- 1º mês de vida; 2. Tosse; 3. Dispneia; 4. Roncos e/ou sibilos; 5. Insuficiência respiratória.
Qual a conduta preconizada para casos de enfisema lobar congênito?
- RN: cirúrgico. 2. Crianças maiores: pode-se adotar conduta expectante.