Bronquiolite Flashcards
Frente
Verso
O que é bronquiolite viral aguda (BVA)?
A BVA é uma doença inflamatória inespecífica que afeta as vias aéreas de pequeno calibre, caracterizada por inflamação aguda, edema e necrose de células epiteliais das pequenas vias aéreas, geralmente causada por vírus, sendo o mais comum o vírus sincicial respiratório (VSR).
Qual é o agente etiológico mais comum da bronquiolite viral aguda?
O vírus sincicial respiratório (VSR) é o agente etiológico mais comum, responsável por 50-80% dos casos de bronquiolite viral aguda.
Quais são os fatores de risco para gravidade da bronquiolite viral aguda?
Fatores de risco incluem displasia broncopulmonar, outras doenças respiratórias crônicas, idade menor que 12 meses, sexo masculino, aglomeração, ausência de aleitamento materno, cardiopatia congênita e imunodeficiência.
Como a bronquiolite viral aguda é transmitida?
A transmissão ocorre por contato com secreção respiratória de indivíduos infectados, pela mucosa da nasofaringe ou conjuntiva, ou por inalação de partículas respiratórias contendo o vírus.
Qual é a importância da proteína F do vírus sincicial respiratório (VSR)?
A proteína F facilita a fusão do envelope viral com a membrana plasmática da célula do hospedeiro, permitindo a entrada do vírus na célula e início da replicação viral.
Como a infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) afeta a resposta imunológica?
A infecção pelo VSR não confere imunidade duradoura, sendo comuns infecções subsequentes, especialmente em crianças com menos de 2 anos.
Quais são as principais características clínicas da bronquiolite viral aguda?
Inicia-se com sintomas de infecção das vias aéreas superiores, como coriza e obstrução nasal, progredindo para tosse, taquipneia, uso de musculatura acessória e, em casos graves, hipoxemia e apneia.
Como a gravidade da bronquiolite viral aguda pode ser avaliada clinicamente?
A gravidade é avaliada por escores clínicos que consideram frequência respiratória, sibilância, retrações, uso de musculatura acessória e saturação de oxigênio.
Qual é o tratamento indicado para bronquiolite viral aguda?
O tratamento é de suporte, incluindo oxigenoterapia, hidratação e monitorização, sem terapias farmacológicas específicas eficazes.
Quais são os critérios para hospitalização em casos de bronquiolite viral aguda?
Hospitalização é indicada para pacientes com comprometimento respiratório significativo, incapacidade de manter hidratação adequada, ou presença de fatores de risco para complicações.
Qual é o papel do suporte ventilatório em casos graves de bronquiolite viral aguda?
O suporte ventilatório, incluindo oxigenoterapia e ventilação não invasiva, é essencial em casos graves para manter a oxigenação e prevenir a insuficiência respiratória.
Quais são as complicações mais comuns associadas à bronquiolite viral aguda?
Complicações incluem insuficiência respiratória, apneia, desidratação, e em casos raros, atelectasia e pneumotórax.
Como a bronquiolite viral aguda pode impactar pacientes com comorbidades?
Pacientes com comorbidades como cardiopatias congênitas, displasia broncopulmonar ou imunodeficiências têm maior risco de complicações graves e podem necessitar de cuidados intensivos.
Quais são as recomendações para prevenção de bronquiolite viral aguda em populações de risco?
Recomenda-se a imunização passiva com palivizumabe para bebês de alto risco, além de medidas de controle de infecção, como lavagem frequente das mãos e evitar contato com pessoas infectadas.
Como a bronquiolite viral aguda pode ser diferenciada de outras doenças respiratórias em crianças?
A diferenciação baseia-se na história clínica, características da tosse, presença de sibilos e padrão sazonal, com confirmação por detecção viral.
Qual é a importância do monitoramento da saturação de oxigênio em pacientes com bronquiolite viral aguda?
O monitoramento contínuo da saturação de oxigênio é crucial para identificar hipoxemia e ajustar a terapia de suporte, como oxigenoterapia.
Quais são os fatores que podem prever a gravidade da bronquiolite viral aguda?
Fatores preditivos incluem idade menor que 6 meses, prematuridade, presença de comorbidades e necessidade de suporte ventilatório no início da doença.
Qual é o papel da hidratação no manejo da bronquiolite viral aguda?
A hidratação adequada é essencial, especialmente em pacientes com dificuldade respiratória significativa, para prevenir a desidratação e manter o equilíbrio eletrolítico.
Como a bronquiolite viral aguda é tratada em pacientes com risco de apneia?
Pacientes com risco de apneia, como os prematuros, podem requerer monitoramento rigoroso em ambiente hospitalar, com suporte ventilatório e vigilância contínua.
Quais são as indicações para o uso de palivizumabe na prevenção da bronquiolite viral aguda?
Palivizumabe é indicado para prevenção em crianças de alto risco, incluindo prematuros, crianças com displasia broncopulmonar e cardiopatias congênitas, durante a sazonalidade do VSR.
Quais são as indicações para transferência para a UTI em casos de bronquiolite viral aguda?
Indicações incluem insuficiência respiratória iminente, hipoxemia refratária ao oxigênio, apneias frequentes, necessidade de ventilação mecânica ou comprometimento hemodinâmico.
Como a fisioterapia respiratória pode ser utilizada no manejo da bronquiolite viral aguda?
A fisioterapia respiratória pode auxiliar na desobstrução das vias aéreas superiores e no manejo de secreções, mas seu uso rotineiro na bronquiolite viral aguda não é amplamente recomendado.
Quais são as considerações para o uso de antibióticos na bronquiolite viral aguda?
Antibióticos não são indicados na bronquiolite viral aguda, exceto se houver suspeita de infecção bacteriana secundária, como otite média aguda ou pneumonia.
Como a sazonalidade afeta a incidência de bronquiolite viral aguda?
A bronquiolite viral aguda ocorre principalmente durante os meses de outono e inverno, coincidindo com a alta circulação do vírus sincicial respiratório (VSR).
Qual é o prognóstico de crianças que tiveram bronquiolite viral aguda?
A maioria das crianças se recupera completamente, mas uma parcela pode desenvolver sibilância recorrente ou asma na infância.
Como a presença de displasia broncopulmonar influencia o manejo da bronquiolite viral aguda?
Crianças com displasia broncopulmonar têm maior risco de evolução grave da bronquiolite e podem necessitar de suporte ventilatório e hospitalização prolongada.
Quais são os sinais de melhora clínica na bronquiolite viral aguda?
Sinais de melhora incluem redução da frequência respiratória, diminuição do uso da musculatura acessória, estabilização da saturação de oxigênio e menor necessidade de suporte ventilatório.
Qual é a importância do acompanhamento pós-alta em crianças que tiveram bronquiolite viral aguda?
O acompanhamento pós-alta é importante para monitorar a recuperação, detectar possíveis complicações, como sibilância recorrente, e orientar os pais sobre os cuidados domiciliares.
Como a vacinação contra gripe pode impactar a incidência de bronquiolite viral aguda?
A vacinação contra gripe pode reduzir a incidência de bronquiolite viral aguda ao prevenir infecções virais que podem complicar o quadro respiratório.