pancreatite Flashcards
principais etiologias da pancreatite aguda
doença biliar e uso crônico do álcool.
lipase x amilase
lipase: é a melhor das enzimas para avaliar pancreatite. é mais segura que a amilase porque a amilase é produzida em outros locais, como glândulas salivares, podendo estar aumentada em outras doenças também.
amilase: é mais fácil, porque podemos tentar em vários locais, como soro, urina, líquido ascítico
-> mesmo a amilase não sendo muito específico, se ela estiver aumentada 3x mais que o normal: pancreatite aguda.
em que situações usamos mais os testes de enzimas?
pancreatite aguda.
exame de imagem de escolha na pancreatite aguda
TC de abdomên
quando vamos lançar mão da RM?
quando precisamos avaliar a diferença entre pancreatite crônica e CA, já que a TC não mostra.
quando usar o CPRE?
quando desejamos avaliar a árvore biliar e caracterizar o ducto pancreático. além de diagnóstico, pode ser tratamento, já que consegue retirar pedras da vesícula. usamos esse método mais invasivo quanto os menos invasivos forem inconclusivos.
também temos o CPRM, feita por RM, mas é pouco acessível.
testes de função pancreática
- teste da secretina (tradicional) -> pode ser feito por intubação duodenal ou endoscopia (menos invasivo). pacientes com pancreatite (principalmente aguda) apresentam níveis altos dessa enzima.
- gordura fecal -> exame comum de ser pedido, principalmente na pancreatite crônica, aumenta suspeita se positivo, mesmo não sendo tão específico
- dosagem da elastase nas fezes -> se menor que 100, indica mau funcionamento do pâncreas.
cálculos biliares como fator de risco na pancreatite aguda
cálculos biliares menores que 5mm -> maior chance de conseguir entrar no ducto colédoco e causar pancreatite. cálculos menores têm 4x mais chance de comprometer o pâncreas que os maiores.
fases da pancreatite aguda
- ativação das enzimas, por falha de algum mecanismo de autoproteção
- recrutamento de macrófagos e citocinas
- inflamação e repercussão em diversos outros órgãos.
por que vamos pedir RX de tórax para pacientes com pancreatite aguda?
porque a pancreatite pode causar estertores, atelectasia, derrame pleural.
quadro clínico da pancreatite aguda
- dor abdominal em faixa: principal sintoma. uma dor sem fator de melhora.
- náuseas e vômitos.
3.icterícia (rara)
4.choque -> uma das principais consequências
5.ansiedade, febre baixa, taquicardia
6.sinal de cullen e de turner (raro)
como se encontram os exames laboratoriais de um paciente portador de pancreatite aguda?
- lipase e amilase geralmente 3x o valor normal
2.hemoconcentração: indica que o paciente está perdendo líquido para o terceiro espaço.
3.hiperglicemia: diminui produção de insulina
4.hipocalcemia
5.pode haver leucocitose
diagnóstico de pancreatite aguda
precisamos de 2 dos 3 critérios:
1. dor abdominal típica no epigástrio, que pode irradiar para o dorso.
2. elevação de 3x níveies séricos da lipase e/ou amilase
3. alterações confirmatórias de pancreatite aguda nos exames de imagem abdominal no plano transversal.
exame de imagem -> não é obrigatório para diagnóstico.
tratamento da pancreatite aguda
- primeira conduta: reposição de volume, de preferência com ringer lactato.
2.suspender dieta VO no início -> se o paciente melhorar, podemos tirar ele da dieta parenteral. se ele for grave, manter por mais tempo.
3.analgésicos para a dor, geralmente opióides (cuidado, eles podem aumentar amilase) - se a origem for biliar -> colecistectomia
- se hipertrigliceridemia -> insulina, heparina, plasmaférese e hipoglicemiante.
o que é a BISAP e quando ela é utilizada?
classificação usada para estadiar o paciente -> vamos aplicar durante toda a internação para avaliar melhora ou piora.
B -> uréia sérica
I -> alteração do estado mental
S -> SIRS - síndrome inflamatória sistêmica
A -> idade
P -> derrame pleural
fisiopatologia da pancreatite crônica
não é totalmente esclarecida
1. ativação das células estreladas
2.aumento das citocinas
3.células inflamatórias
4. deposição de fibrose
principal etiologia da pancreatite crônica
álcool -> principalmente se associado a tabagismo
em crianças -> fibrose cística
quadro clínico da pancreatite crônica
dor variável + má absorção alimentar
perda de peso
diarréia crônica e esteatorréia
como se encontram os exames laboratoriais de um paciente portador de pancreatite crônica?
->geralmente, não há aumento de lipase e amilase.
->níveis elevados de glicose
->níveis reduzidos de elastase fecal
exame de imagem de escolha na pancreatite crônica
TC -> mas também podemos lançar mão de RM
conduta caso os exames de imagem não sejam esclarecedores na pancreatite crônica
teste da secretina -> maior sensibilidade e especificidade. será detectado quando houver 60% do comprometimento do pâncreas.
tratamento da pancreatite crônica
->foco no alívio dos sintomas e minimizar progressão da doença
se esteatorréia -> enzimas pancreáticas
dor abdominal -> analgésicos
se não houver resposta -> intervenção cirúrgica -> operação de Whipple
colocação de stent via endoscópia
em que situação a lipase é mais utilizada?
para diagnóstico, já que dura até 14 dias e é mais sensível.
em que situação a amilase é mais utilizada?
mais usada na evolução da doença. dura de 5 a 7 dias.
pode aumentar na gestação e com uso de opióides, em queimados.
sua elevação em mais de 3x constitui uma evidência importante.
em que situação o RX será útil?
pancreatite de origem biliar.
fases da pancreatite aguda
inicial: ativação intrapancreática de enzimas
quimiotaxia: PMN
citocinas: resposta inflamatória sistêmica.
diagnóstico da pancreatite crônica
- TC
- RNM em seguida
- estimulação hormonal com secretina
quadro clínico da pancreatite crônica
1.dor abdominal variável
2.má digestão
3.perda de peso
4.diarréia crônica ou esteatorréia
5. diagnóstico de fase inicial difícil
6. sem grandes aumentados de amilase e elastase
7. aumento de glicose
8. diminuição de elastase fecal
sinal de doença mais grave na pancreatite aguda
hemoconcentração no terceiro espaço