Otoscopia e Patologia do Ouvido Externo e Médio Flashcards
Que grupos de patologia podem ser diagnosticados pela otoscopia?
- otite media aguda
- otite media crónica
- doenças do canal auditivo externo
- patologia rara
Qual o material utilizado na otoscopia?
- espelho frontal
- especulo
- otoscopio (ampliação 3x)
- microscópio cirurgico (ampliação 6 a 16x)
- endoscopio rígido
Porque ouvido se deve iniciar a otoscopia?
Pelo saudável
O que deve ser inspecionado no início da otoscopia?
Pavilhão auricular, mastoide e orifício do CAE
De que tamanho deve ser o especulo?
O mais próximo do tamanho do CAE?
Como alinhar o CAE?
No adulto - Puxar o pavilhão para trás e cima
Na criança - puxar o pavilhão para trás e baixo
Uma introdução dolorosa do otoscopio indica:
Alterações no CAE
Como remover o cerumen e material estranho?
- lavagem auricular
- gancho ou curta para cerumen endurecido
- aspirador para exsudados ou cerumen liquido
Em que situações está contra indicada a lavagem auricular?
- perfurações da membrana do timpano
- lesoes recentes da membrana ou do cae
- fraturas do rochedo ou trauma do cae
Onde é formado o cerumen?
No terço externo do CAE
Alterações possíveis do CAE?
- cerumen
- sinais inflamatórios
- exsudados
- eczemas
- osteomas
- corpos estranhos
Como é a membrana timpanica normal?
Fina, semi transparente e acinzentada
Pode ser visível a apofise longa da bigorna ou a abertura da trompa de eustaquio
O que descrever na observação da membrana timpanica?
- integridade
- coloração
- zona de inserção
- alterações (sinais inflamatórios, perfurações, lesões cicatriciais, retracoes, massas e procidencias e derrame)
Como se divide a membrana timpanica?
Em
- pars flacida (acima dos ligamentos tjmpanomaleolares)
- pars tensa (abaixo dos ligamentos linoanomaleolares)
O que está presente na pars flacida?
O nódulo timpanico ou de Rivini, onde o anel fibroso é descontínuo
O que se encontra na pars tensa?
O anel fibroso e a superfície vibratória
Porque outros nomes pode ser conhecido o anel fibroso?
Annulus fibrosus ou Debrum Anelar de Gerlach
Porque outros nomes se designa o anel fibroso da membrana timpanica?
Annulus fibrosus ou Debrum Anelar de Gerlach
Onde se insere o anel fibroso da membrana timpanica?
No sulco timpanico da porção timpanica do temporal
Como se divide a pars tensa?
4 quadrantes (linha vertical pelo cabo do martelo e linha horizontal que cruza o umbus)
O que é o umbus?
É a ligação central da membrana timpanica ao martelo. Daí parte o cone de luz.
É normal a presença de vasos sanguíneos na porção superior da membrana?
Sim! A irrigação da membrana provêm do CAE pela parte superior
Porque se realiza o exame funcional da membrana de eustaquio no fim da otoscopia?
Porque pode ser incomodativo
O que é realizado no exame funcional da trompa de eustaquio?
- Manobra de valsalva: causa abaulamento/providência da membrana timpanica
- Manobra de toynbee - depressão da membrana timpanica
Em que consiste a manobra de toynbee?
Engolir com a boca e nariz fechados
Causas de otalgia primária no pavilhão auricular
Dermatite Pericondrite Traumatismo Abcesso Carcinoma
Causas de otalgia primária no canal auditivo externo
Dermatite
Otite externa
Corpo estranho
Neoplasia infetada
Causas de otalgia primária no ouvido médio
Otite media aguda Otite media cronica Otite médio serosa Barotrauma Miringite bolhosa hemorrágica
Causas de otalgia reflexa pelo V par
Disfunção da atm
Disfunção dentária, lingual, parotida, nariz e seios perinasais
Otalgia reflexa pelo X e IX par
Disfunção da laringe ou faringe
Tipos de otorreia do CAE
Hematica
Serosa
Mucopurulenta
Tipos de otorreia do ouvido médio
Hematica
Seromucopurulenta
Mucosa e fetida
Aquosa
Causas de otorreia hematica no CAE
Trauma
Neoplasia
Causas de otite serosa no CAE
Eczema
LCR
Causas de otite mucopurulenta no CAE
Otite externa
Otite furunculosa
Causas de otorreia hematica no ouvido medio
Laceracao timpanica
Neoplasias
Fraturas
Miringite bolhosa
Causas de otorreia Seromucopurulenta do ouvido medio
Otite media aguda
Otite media cronica
Causas de otorreia Mucosa e fetida do ouvido médio
Otite media colesteatomatosa
Causas de otorreia aquosa do ouvido medio
Perda de liquido cefalo radiano
Tipos de hipoacusia
Sudez de condução
Surdez neurossensorial
Sudez mista
Qual o tipo de hipoacúsia mais frequente?
Surdez neurossensorial
Causas de surdez de condução
Causas congénitas (atrésia, anomalias de ossículos...) Cerúmen obliterativo, corpos estranhos Exostose e osteoma Otite externa Perfuração timpânica Otite média serosa Colesteatoma
Causas de surdez neurossensorial
Causas congénitas (rubéola, malformações...) Prebiacúsia Trauma (acústico, fratura do rochedo...) Toxicidade medicamentosa Infeções (sarampo, papeira meningites, encefalites...) Neoplasias Doença de meniére Lesões centrais
Tipos de vertigem quando à origem
Centrais
Periféricas
Causas de vertigem central
Lesões bulbares, do tronco cerebral e cerebelo
Causas de vertigem periféricas
Obstrutiva Otite, labirintite, meningite Vasculares Trauma Intoxicações Doença de Meniére, VPPB Neoformações (meningioma é scwannoma)
Porções que constituem o CAE
1/3 externo - segmento cartilagíneo
- pele espessa, pêlos, glândulas sebáceas, glândulas ceuminosas
2/3 internos - segmento ósseo
- pele fina, pêlos e glândulas sebáceas
Dimensões do canal auditivo externo
2,5 cm
Calibre vai diminuído até união dos 3/4 externos com 1/4 interno e a partir daí vai aumebtabfo
Porção mais estreita = istmo do CAE
Funções do pavilhão auricular
Receptor de sons
Características do pavilhão auricular que lhe permitem realizar a sua função
Inclinação ligeira para a frente
Pregas circulares
Forma de segmento de concha
O que protege o CAE?
Revestimento epitelial
Ph ligeiramente acido
Produção de cerumen
Desequilíbrios comuns que geral patologia do CAE
Limpeza/remoção excessiva de cerúmen
Entrada de água para o CAE
Agentes etiológico mais comuns da otite externa aguda
Staphylococcus aureu
Pseudomonas aeruginosa
Manifestações de Otite externa aguda
Otalgia
Prurido no CAE
Sensação de plenitude auricular
Dor à traição do pavilhão ou à pressão no trágus
Hiperémia do CAE
Edema do CAE se obstrução total
Otorreia (Mucosa inicialmente e purulenra mais tarde)
Linfadnopatias regionais (ocasionalmente)
!!! Sem febre ou sinais sistémicos
Tratamento de otite externa aguda
Ab tópico (flucloxacilina ou flucloxacilina ou quinolonas, as últimas evitar nas crianças)
Anti-inflamatório
Analgésico
Aspiracao do exsudado (se necessário)
Medidas gerais - não coçar o CAE nem deixar entrar água
O que é um furúnculo do CAE?
Infeção de uma glândula pulo-sebácea obstruída
apenas no 1/3 externo do CAE
Onde podem ocorrer os furúnculo do CAE?
Apenas no 1/3 externo do CAE
Qual o agente etiológico mais frequente no furúnculo do CAE?
S aureus
Manifestações do furúnculo do CAE
Dor localizada (mobilização do pavilhão ou pressão no trágus) Linfadenopatias regionais
Tratamento do furúnculo do CAE
Antibiótico
Anti inflamatório
Analgésico
Se existir flutuação qual o procedimento de tratamento do furúnculo do CAE?
Drenagem cirúrgica do abcesso
Furúnculos recorrentes do CAE devem levantar a suspeita de?
Diabetes Mellitus
O que é o eczema do CAE?
Reação de hipersensibilidade, de curso crónico e com exacerbações agudas intermitentes
Qual é uma das causas mais comuns de eczema do CAE?
Entrada de fluidos para o CAE
Manifestações da fase aguda de eczema do CAE
Sinais inflamatório Prurido Vesículas/pústulas que evoluem para crosta Rágadas em torno do CAE Coleções de exsudado fétido
Manifestações da fase crónica do eczema de CAE
Pele atrófica, seca e escamosa
Possivelmente estenose do CAE
Como é que o eczema pode levar a Miringite crónica?
O prurido do eczema pode levar a lesões de coceira e otites externas de repetição que por sua vez podem levar a Miringite crónica
Tratamento do eczema
Eliminação do alergénio
TX dermatológica
O que é otomicose?
Infeção fúngica limitada ao ouvido externo
Qual o agente etiológico mais frequente de otomicose?
Cândida spp.
Em que condicoes se formam otomicoses?
Condições semelhantes à OEA, mas mais raras
++ Ambientes com clima quente e húmido
+ frequente em pessoas que fizeram AB
Manifestações de otomicose
Prurido intenso Otalgia Exsudado (amarelo, cinzento ou preto) Hipoacúsia se obstrução do CAE Podem ser visíveis esporos ou hifas
Tratamento de otomicose
Limpezas sucessivas do CAE (sem irrigação)
Antimicóticos tópicos se NÃO EXISTIR PERFURAÇÃO DA Membrana como fluconazol
O que é uma Exostose?
Excrescência óssea circunscrita formada na superfície de osso
Qual a etiologia da exostose?
Desconhecida
++ nadadores mergulhadores e surfistas (cronicamente expostos à água fria)
Manifestações da exostose
Geralmente assintomática
Predisposição a Infeções se exostose grande que interfira com drenagem
Obliteracao do CAE em casos extremos
Tratamento da exostose
Cirúrgico, preferencialmente antes da oclusão total que complica a cirurgia
Componentes do ouvido médio
Caixa do tímpano
Trompa de Eustáquio
Células mastoideias
Anatomia da caixa do tímpano
Aloja cadeia ossicular
Revestida por epitélio respiratório
Comunica com a rinofarunge pela trompa de Eustáquio
Função da trompa de Eustáquio
Equaliza a pressão em cada lado da membrana do timpano através da entrada de ar na deglutição
Função das células mastoideias do ouvido médio
Tornam o crânio mais leve
Epidemiologia da otite media aguda
++ em crianças e no Inverno em relação com Infeções respiratórias
Agentes mais frequentes da OMA
S. pyogenes no adulto
S. pneumoniae na criança
H. Influenzae Moraxella cararrhalis e S aureus
Quais as vias de patógenese da OMA?
Tubária (mais frequente)
Hematogénia
Exogénia se perfuração do tímpano
Fases da otite média aguda
Inflamação exsudativa
Resistência e demarcação
Cura
Duração da fase de inflamação exsudativa da OMA
1-2 dias
Duração da fase de resistência e demarcação da OMA?
3-8 dias
Duração da fase de cura da OMA
2-4 semanas
Manifestações da fase de inflamação exsudativa da OMA
Febre alta
Otalgia (agravamento noturno)
Aumento da sensibilidade da mastoide à população
Hipoacúsia
Podem ocorrer acufenos síncronos com a pulsação
Manifestações da fase de resistência e demarcação da OMA
Pus e exsudado que dream espontamente quando a febre e a dor diminuem
Manifestações da fase de cura da OMA
Desaparecimento da exsudacao auricular e recuperação da audição
Aspeto da otoscopia na fase de inflamação exsudativa da OMA
Hiperémia
Opacificação da membrana
Procidência da membrana por acumulação de exsudado
Desaparecimento dos contornos dos ossículos
Diminuição do conne luminoso
Aspeto da otoscopia na fase de resistência e demarcação da OMA
Pus pouco expesso
Fluído inodoro
Pods haver fístula no quadrante póstero-superior
Aspeto da otoscopia na fase de cura da OMA
Desaparecem as alterações
Qual o contexto clínico da OEA vs OMA
OEA - exposição a água
OMA - infeção respiratória alta
Otorreia da OEA vs OMA
OEA purulenta
OMA mucopurulenta
Dor da OEA vs OMA
OEA - muito intensa (agravada pela mobilização)
OMA - menos intensa (não agravada pela mobilização)
Hipoacúsia da OEA vs OMA
OEA pode ocorrer
OMA frequente
Inflamação/adenopatias da OEA vs OMA
OEA ocorre mas na OMA não ocorre
Manifestações sistémicas da OEA vs OMA
Pouco frequente na OEA mas presentes na OMA
Tratamento da otite média aguda
AB (10 dias) com amoxiclav ou cefalosporinas ou cotrimoxazol Descongestionantes nasais Anti histamínicos Corticóide nasal AINES para alívio da dor
Patogénese da otite média serosa
Disfunção permanente da trompa que pode ser causada por:
- alterações da musculatura do palato
- edema da mucosa tubária (inflamação perissalpingofaríngea dos seios ou amígdalas)
- obstrução do ostium por hipertrofia dos adenoides
- infiltração tubária de tumores malignos da nasofaringe
-
Principal patogénese da otite média serosa nas crianças
Hipertrofia dos adenóides e Infeções da nasofaringe!
Bilateral!!!
Principal patogénese da otite média serosa nos adultos
Tumores do cavum
!! Unilateral
Efeitos da diminuição da pressão no ouvido médio na OMS a curto prazo
Edema, transudação e retração timpânica
Efeitos da diminuição da pressão no ouvido médio na OMS a longo prazo
Metaplasia das células epiteliais pavimentosas
Exsudação seromucosa
Formação de quistos
Manifestações de Otite média serosa
Sensação da pressão no ouvido e plenitude auricular
Hipoacúsia (uni ou Bilateral) flutuante
Otalgia pouco intensas (episódicas)
Ruídos quando o doente boceja, deglute ou espirra
Otoscopia da otite média serosa
Retração da membrana - cabo do martelo mais saliente e horizontalizado
Formação de exsudado
Bolhas com níveis hidroaéreos
Glue
O que é a Glue da OMS?
Líquido/exsudado de cor amarela e fluidez variável que se acumula. É muito espesso e de díficil drenagem
Tratamento da otite média serosa
Lavagem
Anti-inflamatórios, chegando até aos Corticóides
Anti histamínicos
Mirigocentese
Colocação de tubo transtimpânuco
AB se infeção das estruturas perissalpingofaríngeas
Miringocentese
Incisão cirúrgica e drenagem da glue na OMS
Colocação do tubo transtimpânuco na OMS
Para ventilar a caixa do tímpano (não é para drenagem!)
Pode permanecer até 3 anos, depois é rejeitado - timpanoesclerose encerra o orifício e por ser pequena não altera audição
Complicações da otite média serosa
Processos adesivos, com retração permanente da membrana
Colesteatomas
Timpanoesclerose extensa
Hipoacúsia mantida
Importância social da otite média serosa
Grande impacto
Afeta 10% da população escolar
Insucesso escolar
Alterações comportamentais
O que é um Colesteatoma?
Conjunto de lamelas epidérmica a localizadas no ouvido médio
Não é um tumor
É uma inflamação crónica que causa destruição progressiva das células e estrutura óssea
Pequenos quistos de células escamosas que rompem e contribuem para formação de células gigantes
Fatores que contribuem para a formação
Alterações da ventilação/drenagem, com hipopneumatização
Invaginação do epitélio escamoso para o ouvido médio
Metaplasia do epitélio secretor, com Invaginação para o ouvido médio
Proliferação do estrato germinativo
Colesteatoma congénito
Colesteatoma congénito
Ectoderme embrionária remanescente no osso temporal
TX implica reconstrução do tímpano e da cadeia ossicular
Como se pode apresentar a otite média crónica coleastomatosa?
Pólipo do canal
Manifestações da otite média crónica coleastomatosa
Otorreia purulenta com cheiro fétido
Hipoacúsia progressiva
Otalgia
Febre (nas exacerbações agudas)
Complicações da otite média crónica coleastomatosa
Paralisia facial
Vertigem
Meningite
Abcesso cerebral
Tratamento da OMC coleastomatosa
Cirúrgico
1- evitar complicações graves sem reconstrução
2 - tímpanoplastia
O que é a OMC purulenta simples?
Patologia benigna com alternância de períodos as sintomático com exacerbações agudas
Fatores patogénicos da OMC purulenta simples
Diminuição da competência imunológica da mucosa
Infeção
Anatomia propícia (reduzida pneumatização e alterações da trompa)
Doenças sistémicas
Manifestações da OMC purulenta simples
Fase crónica - exsudação mucóide, purulenta e inodora
Exacerbações - exsudação mais espessa e purulenta
Hipoacúsia de condução
Não há dor!!!
Raramente osteíte secundária
Osteíte secundária
Deve se a inflamação crónica ou a processos vaso-oclusivos pela deposição de tecido de granulação
Mais frequente na coleastomatosa
Otoscopia na OMC purulenta simples
- timpanoesclerose na pars tensa
- perfuração da membrana
- pólipos - ocasionalmente por hiperplasia da mucosa durante exacerbações
Tratamento da OMC purulenta simples
Conservador, que inclui
- limpeza e secagem do ouvido medio
Pode incluir AB
Em casos raros - mastoidectomia e timpanoplastia
Atelectasia timpânica
Resultado de otites serosas recorrentes ou não tratadas em que há retração exagerada da membrana e timpanoesclerose extensa.
Há atrofia da membrana timpanica, com perda da Camada média
Manifestações da perfuração traumatica
Dor momentanea
Otorragia ligeira
Diminuição da acuidade auditiva
Diagnóstico de perfuração traumática
Otoscopia
Tratamento de perfuração traumática
Reconstrução da membrana se não encerrar esppntaneamente
Pode ser feita AB profilatica
Miringite bolhosa
Presença de flictenas/Vesículas na membrana do timpano, podendo ser ou não hemorragias
Manifestações da Miringite bolhosa
Otalgia severa
Alicia com drenagem espontânea - não há indicação para drenagem cirurgica!
Qual o principal agente da Miringite bolhosa?
Haemophilus influenzae
Qual o principal agente da Miringite bolhosa?
Haemophilus influenzae
Causas de otalgia reflexa
Nevralgia VII - dor de dentes Nevralgia V Nevralgia IX - faringites e amigdalites Nevralgia X - Neoplasia da laringe, refluxo faringeo-laringeo Disfunção da ATM