ISTs (Corrimento Vaginal) Flashcards
Agente etiológico da tricomioníase
Trichomonas vaginalis, protozoário flagelado anaeróbico
falcultativo
Epidemio da tricomoníase
Corresponde a 20% dos casos de corrimento vaginal. É encontrada em 30 a 40% dos parceiros de mulheres infectadas. Geralmente está associada a outra IST e facilita a infecção por HIV. Está relacionada a atividade sexual desprotegida, não
estando ligada a outros fatores.
Quadro clínico na maioria das mulheres em idade fértil
Assintomática (mais chance de ser sintomático pós-menopausa)
Características do corrimento da tricomoníase (TKM)
amarelo ou amarelo-esverdeado, abundante, fétido e bolhoso.
Sinais comuns da TRK sintomática
Eritema vulvar e escoriações não são comuns, mas sim ardência, edema e hiperemia. Ocasionalmente pode ocorrer disúria, polaciúria e dor pélvica.
Sinal patognomonico da TRK na colposcopia
colpite focal ou difusa em “colo de framboesa” (ocorre por dilatação capilar e hemorragias puntiformes)
Ph vaginal na tricomoníase
Maior do que 5
Diagnóstico da TKM
Clínico. Pode-se realizar medida do pH vaginal, teste de Whiff
e microscopia a fresco do fluido vaginal. O pH vaginal, normalmente, é igual ou superior a 5. Pacientes que
não tiveram diagnóstico confirmado por microscopia podem realizar Teste de Amplificação do Ácido Nucleico
(NAAT), o exame mais sensível e específico disponível.
Tt da TRK
Metronidazol 2g, VO, dose única e Tinidazol 2g, VO, dose única.
Corrimento branco, grumoso e com aspecto de “leite coalhado” é característico de?
Candidíase
Corrimento branco-acizentado, de aspecto fluido ou cremoso, as vezes bolhoso e fétido (odor de “peixe podre”) é característico de?
Vaginose Bacteriana
Presença de pseudo-hifas e pH <4,5 é característico de?
Candidíase
Presença e “clue cells” e pH > 4,5 é caracterísitco de?
Vaginose bacteriana
Definição de DIP
É uma síndrome clínica aguda atribuída a ascensão de microorganismos do trato genital inferior, através do
colo uterino, comprometendo endométrio, anexos uterinos e/ou estruturas contíguas.
Tipo de agente etiológico mais comum da DIP (>90%)
ISTs (Neisseria gonorrhoeae e Clamydia trachomatis são os mais comuns de longe)
Fatores que aumentam o risco de uma infecção vaginal ou cervical evoluir para DIP
variações hormonais do ciclo menstrual, que provocam mudanças no comportamento do muco cervical; abertura
do colo durante a menstruação, com fluxo menstrual retrógrado; ascensão por meio dos espermatozoides e contrações uterinas durante o coito, simultaneamente.
Mecanismo da gravidez ectópica na DIP
Inflamação das tubas uterinas –> cicatrização –> oclusão tubária
Diagn da DIP
O diagnóstico é difícil, devido à variedade de sintomas. Deve ser tratado como diagnóstico diferencial de mulheres com dor abdominal inferior. Para o diagnóstico clínico de DIP,
deve-se estar presente três critérios maiores e um critério menor; ou então presença de um critério elaborado.
Critérios maiores para DIP
Dor em abdome inferior
Dor à palpação de regiões anexiais
Dor à mobilização de colo uterino
Critérios menores para DIP
TA > 38°C
Conteúdo vaginal ou secreção cervical anormal
Massa pélvica
Mais de 5 leucócitos/campo com solução salina em
secreção de endocérvice
Leucocitose
PCR ou VHS elevados
Comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo ou clamídia
Critérios elaborativos para DIP
Evidência histopatológica de endometrite
Sugestão de abcesso por USG ou RM
Laparoscopia com evidência de DIP (com coleção purulenta, aderências)
Classificação de Monif
Estágio I: Mulheres com endometrite e salpingite aguda sem peritonite
Estágio II: Mulheres com salpingite e peritonite
Estágio III: Mulheres com salpingite aguda com oclusão tubária ou comprometimento tubo-ovariano. Abcesso integro.
Estágio IV: Mulheres com abcesso tubo-ovariano roto.
TT de DIP estágio I
Ambulatorial. Pode-se utilizar comoprimeira opção Ceftriaxona 500mg, IM, dose única + Doxiciclina 100mg, VO, 2x/dia, por 14 dias + Metronidazol 250mg, VO, 2x/dia, por 14 dias.
Local de tt do DIP >= II
Hospitalar
TT de DIP estágio IV
Cirúrgico (videolaparoscopia ou laparotomia)
Se pct com corrimento tiver critérios de risco para DIP, mas no exame físico não tiver dor à mobilização do colo e/ou anexos, o que fazer?
Tratar para gonorreia e clamídia