DPOC Flashcards
O que é DPOC?
Síndrome com obstrução crônica irreversível das vias aéreas inferiores, com destruição progressiva do parênquima pulmonar.
Quais doenças compõem a DPOC?
Bronquite obstrutiva crônica e enfisema pulmonar.
O que causa obstrução das vias aéreas na DPOC?
Redução da elasticidade pulmonar e aumento da resistência das vias aéreas distais por fibrose, edema e perda do tecido elástico.
O que caracteriza a hiperinsuflação na DPOC?
Aumento do volume residual, capacidade residual funcional e capacidade pulmonar total.
O que causa o distúrbio de troca gasosa na DPOC?
Presença de alvéolos mal ventilados e bem perfundidos, gerando hipoxemia por shunt parcial e retenção progressiva de CO2.
O que é cor pulmonale?
Disfunção do ventrículo direito secundária à hipertensão pulmonar causada por hipóxia crônica.
Quais são as consequências do cor pulmonale?
Hipertensão venosa, congestão sistêmica, turgência jugular, edema de MMII e baixo débito cardíaco.
Qual o sintoma mais comum na DPOC?
Dispneia progressiva, inicialmente aos esforços e podendo chegar ao repouso.
Como diferenciar bronquite crônica de enfisema pelo exame físico?
Bronquite: ruídos adventícios; Enfisema: murmúrio vesicular diminuído, sem ruídos.
O que é tórax em tonel?
Aumento do diâmetro anteroposterior por hiperinsuflação pulmonar.
Quais são os estereótipos ‘pink puffer’ e ‘blue bloater’?
‘Pink puffer’: enfisematoso magro e dispneico; ‘Blue bloater’: bronquítico grave com hipoxemia, cor pulmonale e obesidade.
O que mostra a gasometria na DPOC avançada?
Hipoxemia e hipercapnia com acidose respiratória compensada (bicarbonato alto).
Quando indicar gasometria arterial na DPOC?
VEF1 < 40%, sinais de insuficiência ventricular esquerda, suspeita de hipoxemia ou hipercapnia aguda.
Achados radiológicos típicos na DPOC?
Hipertransparência, retificação diafragmática, aumento de espaços intercostais, aumento do espaço retroesternal.
Quando solicitar TC de tórax na DPOC?
Para avaliação cirúrgica ou quando RX é inconclusivo.
Qual o critério diagnóstico da DPOC na espirometria?
VEF1/CVF < 70% do previsto, sem resposta significativa ao broncodilatador.
Qual parâmetro quantifica a gravidade da obstrução?
VEF1.
O que é o FEF25-75%?
Fluxo expiratório médio entre 25 e 75% da CVF – marcador sensível de obstrução precoce.
Qual exame confirma enfisema?
Redução do teste de difusão de monóxido de carbono (DLCO).
Como é feita a classificação integrada da DPOC?
A (baixo risco/pouco sintomático), B (baixo risco/muito sintomático), C (alto risco/pouco sintomático), D (alto risco/muito sintomático).
Qual o impacto do abandono do tabagismo?
Reduz a progressão da doença e melhora sintomas.
Quando indicar oxigenoterapia domiciliar?
PaO2 < 55 mmHg ou SaO2 < 88%; hematócrito > 55% ou sinais de cor pulmonale.
Qual o objetivo da oxigenoterapia domiciliar?
Melhorar sobrevida e qualidade de vida.
Qual é o principal tratamento farmacológico de manutenção?
Broncodilatadores de longa ação (beta-2 agonistas e anticolinérgicos).
Qual o papel dos corticosteroides na DPOC?
Indicados apenas em exacerbações agudas. Não usar cronicamente.
Qual medicação reduz exacerbações em bronquite crônica grave?
Roflumilast (inibidor da fosfodiesterase-4).
Quando iniciar antibiótico na exacerbação da DPOC?
Aumento de escarro, purulência ou piora da dispneia; em casos graves, independentemente dos sintomas.
Qual broncodilatador usar na exacerbação?
Beta-2-agonista de curta ação + brometo de ipratrópio.
Quando usar ventilação não invasiva?
Dispneia grave com uso de musculatura acessória, acidose com hipercapnia e FR > 25.
Qual principal critério para intubação na DPOC?
Alteração do nível de consciência por fadiga respiratória.
Paciente tabagista, com dispneia progressiva e VEF1/CVF < 70% sem resposta ao broncodilatador. Qual o diagnóstico?
DPOC.
Paciente com DPOC, pletórico, magro, dispneico, sem ruídos adventícios e tórax em tonel. Fenótipo?
Pink puffer (enfisematoso).
Paciente com DPOC, cianose, ruídos adventícios difusos, edema de MMII e turgência jugular. Fenótipo?
Blue bloater (bronquítico crônico com cor pulmonale).
Paciente com VEF1 < 40%, acidose crônica e PaO2 < 55 mmHg. Qual indicação terapêutica?
Oxigenoterapia domiciliar contínua.
Paciente com exacerbação, aumento de escarro purulento e dispneia. Conduta?
Iniciar antibiótico, broncodilatador de curta ação e corticoide sistêmico.
Homem com DPOC e VEF1 35%. Gasometria mostra pH 7,36, PCO2 58, HCO3- 33. Interpretação?
Acidose respiratória crônica compensada (retentor crônico de CO2).
Mulher com DPOC grave apresenta sonolência e PaCO2 > 60 mmHg. Conduta inicial?
Ventilação não invasiva (se critérios forem atendidos); considerar intubação se piorar.
Paciente com exacerbação grave, FR 32, uso de musculatura acessória e secreção abundante. Pode usar VNI?
Não, contraindicação: secreção copiosa e instabilidade clínica.
Paciente com enfisema em lobos superiores e baixa capacidade funcional. Opção cirúrgica?
Cirurgia redutora de volume pulmonar.
Paciente com VEF1 25%, PaO2 55 mmHg, HAP secundária. Qual tratamento cirúrgico considerar?
Avaliação para transplante pulmonar.