Asma Flashcards
Como é definida a asma?
Doença inflamatória crônica com hiper-responsividade das vias aéreas e limitação variável e reversível do fluxo aéreo.
Quais são os sintomas típicos da asma?
Episódios de sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse, especialmente à noite e pela manhã.
O que é remodelamento brônquico?
Desnudamento epitelial, espessamento da membrana basal, hipertrofia glandular e da camada muscular com infiltração inflamatória eosinofílica.
Quais interleucinas são importantes na patogênese da asma?
IL-3, IL-4, IL-5 — envolvidas na ativação de mastócitos, IgE e eosinófilos.
Quais substâncias pró-inflamatórias participam do processo asmático?
Histamina, bradicinina, prostaglandinas, cisteinil-leucotrienos e PAF.
Quais os tipos etiológicos de asma?
Extrínseca alérgica, extrínseca não alérgica, criptogênica e induzida por aspirina.
O que é a asma extrínseca alérgica?
Hipersensibilidade IgE mediada a alérgenos comuns como ácaros, baratas, pólen.
O que caracteriza a asma induzida por aspirina?
Associação com rinite e pólipos nasais; agravamento com AINEs por aumento de leucotrienos.
Quais exames são usados no diagnóstico de asma?
Espirometria com prova broncodilatadora, PFE, testes provocativos e avaliação clínica.
Critérios diagnósticos pela espirometria?
VEF1 aumenta >200 mL e >12% após broncodilatador, ou >7% do valor previsto.
Como o PFE ajuda no diagnóstico?
Variação >20% durante o dia ou >15% após broncodilatador indica hiper-reatividade.
O que indica uma queda >20% no VEF1 em teste provocativo?
Diagnóstico positivo de asma.
Quando a difusão de CO está normal?
Na asma — ao contrário do DPOC com enfisema.
O que é tosse asmática?
Crises de tosse seca ou mucoide como única manifestação da asma.
O que é asma oculta?
Forma em que não há sibilos audíveis ao exame físico.
Quais condições estão associadas à asma?
Rinite alérgica, dermatite atópica, síndrome de Churg-Strauss, aspergilose broncopulmonar alérgica.
Quais diagnósticos diferenciais devem ser lembrados?
Insuficiência cardíaca, TEP, obstruções de VA superior, DPOC, refluxo.
Quais os níveis de controle da asma?
Controlada, parcialmente controlada e não controlada, com base nos sintomas nas últimas 4 semanas.
O que é controle de risco futuro na asma?
Redução de chances de exacerbação, perda de função pulmonar e efeitos adversos.
Critérios de gravidade da crise asmática?
FR >30, FC >110, dificuldade para falar, uso de musculatura acessória, cianose, pulso paradoxal.
Como tratar crise asmática?
Beta-2 agonista de curta ação (salbutamol), ipratrópio, corticosteroide oral.
Quando usar corticoide sistêmico?
Na crise asmática aguda — prednisona 1-2 mg/kg/dia VO por 7-10 dias.
Quais os objetivos da terapia de manutenção?
Controle dos sintomas, prevenção de exacerbações, manutenção da função pulmonar e redução de efeitos adversos.
Qual a base do tratamento de manutenção?
Corticosteroides inalatórios — potentes anti-inflamatórios com poucos efeitos adversos sistêmicos.
Quando usar beta-2 agonistas de longa duração?
Em associação com corticosteroides inalados em asma não controlada.
Quando considerar uso de anticorpo monoclonal (omalizumabe)?
Asma alérgica grave com altos níveis de IgE em pacientes >12 anos.
Qual o papel dos antagonistas de leucotrienos?
Alternativa aos beta-2 agonistas de longa duração, úteis em asma induzida por aspirina.
Quando usar imunoterapia (dessensibilização)?
Asma refratária a fármacos e controle ambiental, com alérgeno específico identificado.
Quais são as barreiras comuns à adesão ao tratamento?
Medo de efeitos colaterais, custo, estigma, desconhecimento, dificuldade de uso de inaladores.
Paciente com episódios recorrentes de tosse noturna e sibilância. VEF1 aumenta 14% após broncodilatador. Diagnóstico?
Asma — resposta significativa ao broncodilatador confirma.
Paciente com tosse seca crônica sem sibilos, mas com PFE variando 25% durante o dia. Diagnóstico provável?
Tosse asmática.
Mulher jovem com dispneia após uso de AINEs, rinite e pólipos nasais. Qual a hipótese?
Asma induzida por aspirina.
Homem com dispneia súbita, tosse, sibilância e antecedente de atopia. Qual o primeiro exame?
Espirometria com prova broncodilatadora.
Paciente em crise asmática grave. Qual a sequência terapêutica inicial?
Salbutamol + ipratrópio + prednisona oral.
Paciente com asma não controlada apesar de CI e beta-2 LA. Próxima opção?
Adicionar antagonista de leucotrienos ou avaliar para omalizumabe.
Criança com dispneia matinal, tosse com exercício e VEF1 normal. Próximo passo?
Teste de exercício ou monitoramento de PFE.
Paciente asmático com hipocapnia e alcalose respiratória em crise. Significado?
Crise moderada; hiperventilação é comum na fase inicial.
Paciente com VEF1 < 60% fora da crise, mesmo com CI. Classificação?
Asma grave persistente.
Gestante em crise asmática com hipoxemia. Conduta?
Iniciar tratamento imediato com broncodilatadores e corticoides — risco de sofrimento fetal.