Asma Flashcards
Clinicamente, como se manifesta a asma? (3)
- Dispneia
- Sibilância
- Tosse
Como pode ser classificada a asma quanto a gravidade? (3)
- Leve
- Moderada
- Persistente
Qual a característica base da asma quanto as vias aéreas?
Hiperreatividade das vias aéreas.
Qual o mecanismo da asma?
Fatores desencadeantes alérgenos ou não estimulam brônquio a fazer broncoespasmo, levando a esforço ventilatório que da sensação de falta de ar.
Qual a classificação da asma quanto ao fator desencadeante e quais as diferenças no tratamento? (5)
- Alérgica (mesmo tratamento)
- Não alérgica (mesmo tratamento)
- Ocupacional (afastar do trabalho)
- Desencadeada por infecção (sinusite, bronquite)
- Desencadeada por exercício (pode ser intrínseca)
Como diagnosticar asma ocupacional?
Utilizando exame de peak flow (função pulmonar) no trabalho, em horários diferentes e por 30 dias.
Comprova obstrução de vias aéreas.
Como diferenciar asma de bronquiolite até os 2 anos de idade?
Asma responde bem aos corticoides.
Qual exame complementar ajuda a diferenciar asma alérgica de não alérgica?
Teste cutâneo. Conduta terapêutica é a mesma em ambos, mas alguns podem se beneficiar da imunoterapia.
Quais duas classes de fármacos tratam asma?
Corticoide e broncodilatador.
O que caracteriza as vias aéreas na asma, fisiopatologicamente? (3)
Inflamação, obstrução e hiperreatividade.
Qual a relação entre hiperreatividade e inflamação?
Quanto mais inflamação, maior a hiperreatividade.
Qual a importância do uso do corticoide na asma?
Agir na causa do broncoespasmo e redução do fluxo aéreo: a inflamação.
Usado na manutenção do tratamento.
Em que fase da vida é mais comum?
Infância.
Quais infecções podem desencadear asma? (2)
Sinusite e bronquite.
Como diagnosticar asma causada por exercício?
Espirometria durante teste ergométrico.
VEF1 cai mais de 20% em relação ao basal.
Qual a conduta para asma causada por exercício?
Salbutamol 200mcg e 30min antes de cada exercício.
Por que alimentos podem desencadear asma? Como comprovar?
Alimentos podem causar alergia.
Pesquisa de IgE específica para aquele alimento.
Por que betabloqueadores são contraindicados? (2)
- Favorecem broncoespasmo (bloqueiam fosfodiesterase)
2. Provocam tosse
Cite fatores físicos que ajudam a desencadear asma. (3)
- Mudança de temperatura do ar ambiente
- Tabagismo
- Resinas
Qual é a asma considerada asma do adulto e é comum a partir de que idade? Quais os fatores desencadeantes?
Asma intrínseca (não alérgica).
Comum acima de 25 anos.
Fatores desencadeantes são não físicos, com teste cutâneo negativo.
Qual sintoma pode aparecer sozinho na asma alérgica durante a puberdade?
Tosse.
Fisiopatologicamente, a liberação de histamina pelos mastócitos é responsável pelo aparecimento de quais sintomas?
Broncoespasmo e vasodilatação brônquica.
Fisiopatologicamente, quais componentes são liberados quando há degranulaca dos mastócitos na asma? (4)
- Histamina
- Leucotrienos
- Fatores de agregação plaquetária
- Prostaglandina
Fisiopatologicamente, a liberação de leucotrienos pelos mastócitos
é responsável pelo aparecimento de qual sintoma?
Processo inflamatório inicial.
Qual fármaco pode agir contra a ação fisiopatológica da inflamação inicial causada pelos leucotrienos? E qual outro fármaco ele acaba poupando?
Antileucotrieno: Montelucaste.
Poupa uso de corticoide.
Fisiopatologicamente, a liberação de interleucinas pelos mastócitos é responsável pelo aparecimento de qual sintoma?
Inflamação.
Leva a acúmulo de basófilos e eosinófilos no pulmão que quando morrem liberam substâncias que fazem inflamação.
Quais fármacos usar para estabilização da membrana dos mastócitos?
Cromoglicato de sódio: reduz liberação de substâncias vasoativas (adjuvante)
Cetotifeno (usa mais em criança).
Como classificar clinicamente a asma? (4)
- Intermitente
- Persistente leve
- Persistente moderada
- Persistente grave
Na asma intermitente, qual a frequência dos sintomas, intensidade e duração das exacerbações? Há crises noturnas? Como é a função pulmonar?
Frequência: menos de uma vez por semana Intensidade: leves Duração: curta (algumas horas a poucos dias) Sem crise noturna. Função pulmonar normal.
Na asma persistente leve, qual a intensidade e frequência dos sintomas? Crises são toleráveis na rotina?
Intensidade: leve
Frequência: mais de uma vez por semana, mas não diários
Crises podem atrapalhar atividades diárias e sono.
Na asma persistente leve, como se dá o achado na espirometria entre crises?
Pode ser normal ou ter obstrução leve.
Na asma persistente moderada, qual a frequência dos sintomas? Exacerbações são toleráveis na rotina?
Frequência: diários
Exacerbações atrapalham vida diária com sintomas noturnos frequentes.
Na asma persistente moderada, como se dá o achado na espirometria entre crises?
Padrão obstrutivo leve ou moderado.
Na asma persistente grave, qual a frequência dos sintomas e exacerbações?
Sintomas contínuos com exacerbações frequentes.
Na asma persistente grave, como se dá o achado na espirometria entre crises?
Obstrução moderada ou grave.
Qual o tratamento de manutenção na asma intermitente?
Continuo: sem medicação
Resgate: Beta adrenérgico inalado
Qual o tratamento de manutenção na asma persistente leve?
Contínuo: corticosteróide inalatório (menos de 800ug por dia)
Resgate: Beta adrenérgico inalado
Qual o tratamento de manutenção na asma persistente moderada?
Contínuo:
1. Corticosteróide inalatório (800-2000ug por dia)
2. Beta adrenérgico inalado de longa duração
Resgate: Beta adrenérgico inalado
Qual o tratamento de manutenção na asma persistente grave?
Contínuo:
1. Corticosteróide inalatório (800-2000ug por dia)
2. Beta adrenérgico inalado de longa duração
3. Brometo de Ipatropio (ou Teofilina)
4. Corticosteróides por via oral
Resgate: Beta adrenérgico inalado
Qual a dose e o intervalo de budesonida usado em asma persistente moderada?
400ug de 12 em 12h.
O que pode ser feito para evitar recidiva ao reduzir dose do corticoide?
Manter o Beta-2 adrenérgico de longa duração.
Qual o tempo de estabilidade para considerar mudar a conduta terapêutica entre os diferentes tipos clínicos de asma?
3 meses.
Como caracterizar a gravidade de uma crise a partir da FC?
Muito grave: FC > 144bpm
Grave: FC > 110bpm
Moderada e Leve: FC < 110bpm
Como se encontra a saturação de hemoglobina em uma crise muito grave?
Menor que 92%.
Como caracterizar a gravidade e intensidade de uma crise a partir da ausculta dos sibilos?
Grave: sibilo com tiragem
Leve: sibilo sem tiragem
Não mede intensidade da crise.
Como caracterizar a gravidade de uma crise a partir do estado mental?
Grave: estado mental de agitação e sonolência.
Como caracterizar a gravidade de uma crise a partir da coloração das mucosas?
Grave: presença de cianose.
Em crise asmática leve/moderada no adulto, como se espera encontrar a melhor porcentagem do pico de fluxo, ectoscopia, estado mental, retração do esternocleidomastóideo, frequência cardíaca e sibilos?
Pico de fluxo: >50% (masculino: >250l/min e feminino: >200l/min) Ectoscpia: normal Estado mental: normal Retração do ECM: ausente ou leve FC: menor ou igual a 110bpm Sibilos: ausentes/localizados ou difusos
Em crise asmática grave no adulto, como se espera encontrar a melhor porcentagem do pico de fluxo, ectoscopia, estado mental, retração do esternocleidomastóideo, frequência cardíaca e sibilos?
Pico de fluxo: 30-50% (masculino: 120-250l/min e feminino: 200l/min) Ectoscpia: normal Estado mental: normal Retração do ECM: moderada FC: >110bpm Sibilos: ausentes/localizados ou difusos
Em crise asmática muito grave no adulto, como se espera encontrar a melhor porcentagem do pico de fluxo, ectoscopia, estado mental, retração do esternocleidomastóideo, frequência cardíaca e sibilos?
Pico de fluxo: <30% (masculino: <120ml/min e feminino: <100l/min ou não mensurável)
Ectoscpia: cianose, sudorese, exaustão, não pode falar
Estado mental: agitação, confusão, sonolência
Retração do ECM: acentuada ou em declínio (exaustão)
FC: >140bpm (SatO2 menor ou igual que 92%)
Sibilos: ausentes (com MV diminuído)/localizados ou difusos
Em paciente com crise emergencial leve, qual a conduta no atendimento e na alta (caso haja melhora)?
Atendimento: Beta adrenérgico inalatório
Alta: Beta adrenérgico inalatório e corticoide inalado
Em paciente com crise emergencial moderada, qual a conduta no atendimento e na alta (caso haja melhora)?
Atendimento: O2, Beta adrenérgico inalatório, corticoide
Alta: Beta adrenérgico inalatório, corticoide inalatorio, corticoide VO (médico do consultório tira depois)
Em paciente com crise emergencial grave, qual a conduta no atendimento e na alta (caso haja melhora)?
Atendimento: O2, Beta adrenérgico inalatório, corticoide, Brometo de Ipratrópio
Alta: não dá, fica internado
Qual a conduta em pacientes que não apresentam melhora em crises emergenciais asmáticas leves e moderadas?
Sempre passar para o tratamento da crise mais agravante. Se for leve, pra moderada. Se for moderada, pra grave.
Qual a conduta em pacientes que não apresentam melhora em crises emergenciais asmáticas graves?
Repetir dose de Beta-adrenérgico inalatório e Brometo de Ipratrópio.
Quais os representantes dos corticóides inalatórios usados para manutenção? (5)
Beclometasona, Budesonida, Triancinolona, Flunisolida, Fluticasona.
Qual a dose máxima dos corticóides inalatórios usados para manutenção?
2000ug/dia.
Quais os representantes dos corticóides orais usados para manutenção e asma grave? (3)
Prednisona, Prednisolona, Metilprednisona.
Quais cuidados com o ambiente o paciente asmático deve ter? (7)
- Poucos móveis
- Eliminar bichos de pelúcia
- Dormir na parte de cima de beliches
- Evitar tabagismo
- Cuidado com cortinas
- Cuidado com ventilador e ar condicionado
- Colocar colchão no sol
Como caracterizar uma asma de risco quanto a frequência da procura do auxílio médico?
3 ou mais visitas a emergência ou 2 ou mais hospitalizações por asma nos últimos 12 meses.
Como caracterizar uma asma de risco quanto ao uso de corticóide parenteral?
Uso recente ou frequente.
Como caracterizar uma asma de risco quanto a gravidade dos ataques?
Ataque grave e prévio necessitando de entubação.
Como caracterizar uma asma de risco quanto a frequência de uso de broncodilatador?
Uso de 2 a 3 tubos por mês.
Como caracterizar uma asma de risco quanto a comorbidades?
Presença de doenças cardiovasculares ou psiquiátricas.
Como caracterizar uma asma de risco quanto a função pulmonar e resposta a fármacos?
Asma lábil (facilmente variável) com marcação variada de função pulmonar e grande resposta a broncodilatadores.