Asma Flashcards

1
Q

O que é asma?

A

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiper-responsividade brônquica, que inclui sintomas que variam com o tempo e a intensidade, além de limitação variável ao fluxo aéreo expiratório.

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2
Q

Quais são os fatores de risco para crise de asma?

A
  • Exposição a alérgenos
  • Irritantes ocupacionais
  • Fumaça do cigarro
  • Infecções respiratórias
  • Exercícios
  • Fatores emocionais
  • Drogas

Esses fatores podem agravar a condição asmática.

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3
Q

Quais são os principais sintomas da asma?

A
  • Dispneia
  • Sibilância
  • Tosse crônica
  • Dor torácica: “aperto no peito”

Os sintomas são variáveis, intermitentes, e podem piorar à noite ou pela manhã.

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4
Q

Qual é a relação entre asma e histórico de alergia?

A

Muito frequente estar presente em pacientes asmáticos, podendo ter histórico de alergia como:
* Dermatite atópica
* Rinite
* Alergia à picada de inseto
* Poeira

A presença de outras condições alérgicas pode estar associada à asma.

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5
Q

A asma apresenta sintomas constantes ou variáveis?

A

Variáveis

Os sintomas podem mudar em intensidade e frequência ao longo do tempo.

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6
Q

A asma pode ser pior à noite ou pela manhã?

A

Sim, os sintomas podem ter predileção de horário, comumente noturnos.

Essa variação de sintomas é comum entre os pacientes asmáticos.

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7
Q

Qual é a faixa etária ideal para confirmar o diagnóstico de asma?

A

Maior que 6 anos

Até 6 anos, o diagnóstico é baseado na clínica.

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8
Q

Qual exame é utilizado para confirmar o diagnóstico de asma em adultos e crianças acima de 6 anos?

A

Espirometria

A espirometria avalia a função pulmonar.

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9
Q

Quais parâmetros a espirometria avalia?

A
  • Volume expiratório forçado no 1º seg (VEF1)
  • Capacidade Vital Forçada (CVF)
  • Índice de Tiffeneau (VEF1/CVF)

O índice de Tiffeneau é mais específico e sensível para detectar obstrução de vias aéreas.

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10
Q

Como se caracteriza o padrão obstrutivo na espirometria?

A
  • VEF1 ↓
  • CVF ↓
  • VEF1/CVF ↓ (Tiffeneau < 0,7 ou 70%)

Sugere doença obstrutiva. A VEF1 cai mais que a CVF.

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11
Q

Como se caracteriza o padrão restritivo na espirometria?

A
  • VEF1 ↓
  • CVF ↓
  • Normal (VEF1 e CVF caem proporcionalmente)

No padrão restritivo, ambos os valores diminuem de forma proporcional.

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12
Q

Como é caracterizado o padrão misto na espirometria?

A

VEF1/CVF < 70% com CVF muito reduzida

O CVF cai de forma mais proporcional ao VEF1.

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13
Q

O que indica um Índice de Tiffeneau normal ou aumentado em paciente com clínica respiratória?

A

Distúrbio misto

No padrão misto, o distúrbio obstrutivo afeta mais o VEF1 do que o CVF.

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14
Q

Qual é a relação entre VEF1 e CVF no padrão obstrutivo?

A

VEF1 cai mais que a CVF

Isso é crucial para o diagnóstico da obstrução.

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15
Q

Qual é a grande característica da asma na espirometria com prova broncodilatadora?

A

A reversibilidade

A reversibilidade é um dos principais critérios para o diagnóstico de asma, associada a espirometria com padrão obstrutivo.

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16
Q

O que confirma o diagnóstico de asma?

A

Clínica e espirometria com padrão obstrutivo

A avaliação clínica juntamente com os resultados da espirometria é fundamental para o diagnóstico preciso.

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17
Q

Qual a dose de salbutamol ou fenoterol utilizada na prova broncodilatadora?

A

400mcg via inalatória

Essa dose é administrada antes da realização da espirometria para avaliar a resposta ao broncodilatador.

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18
Q

Quando deve ser realizada a espirometria após a administração do broncodilatador?

A

Após 15-20 minutos

Esse intervalo de tempo permite observar o efeito do broncodilatador na função pulmonar.

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19
Q

Quais são os critérios para uma prova broncodilatadora ser considerada positiva se tratando de VEF1?

A

↑ Absoluto e percentual do VEF1 (>200ml e 12%)

Um aumento no VEF1 indica uma resposta positiva ao tratamento e sugere a presença de asma.

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20
Q

Qual é a variação mínima da Capacidade Vital Forçada (CVF) para considerar a prova positiva?

A

350mL

Essa variação é um dos parâmetros observados na espirometria para confirmar a resposta ao broncodilatador.

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21
Q

O que sugere um aumento > 10% do previsto na linha da base do VEF1 pós prova broncodilatadora segundo o GINA 2024?

A

Sugere o diagnóstico de asma

Essa diretriz enfatiza a importância de considerar pequenas variações na espirometria para o diagnóstico. Antes era de 12%, mas agora o GINA sugere considerar positivo já com >10% de aumento de VEF1 na prova broncodilatadora.

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22
Q

Quais são as duas categorias de gravidade da asma ambulatorialmente?

A

Intermitente e Persistente

A classificação da gravidade é importante para o manejo e tratamento da asma.

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23
Q

Quais são as características da asma intermitente?

A

Sintomas raros, VEF ≥ 80%

A asma intermitente é caracterizada pela ausência de sintomas frequentes e boa função pulmonar.

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24
Q

Quais são os tipos de asma persistente e suas características?

A
  • Leve: sintomas semanais, VEF1 ≥ 80%
  • Moderada: sintomas diários, despertares noturnos semanais
  • Grave: sintomas diários, limitação de atividades, exacerbations frequentes, VEF1 ≤ 60%

Cada tipo de asma persistente apresenta um padrão diferente de sintomas e comprometimento da função pulmonar.

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25
Q

Quais são os sintomas de asma em menores de 6 anos?

6

A
  • Sibilância recorrente
  • Sintomas desencadeados por riso, choro intenso ou exercício
  • Tosse e sibilos noturnos ou ao acordar
  • Resposta a B2 adrenérgicos e/ou corticosteroides
  • Tosse sem infecções respiratórias
  • História familiar de atopia ou asma

Esses sintomas são indicadores comuns de asma em crianças pequenas.

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26
Q

Quais são os critérios maiores do Índice Preditivo de Asma Modificado (IPAm)?

3

A
  1. Pai ou mãe com asma
  2. Dermatite atópica
  3. Sensibilização a um ou mais aeroalérgenos

Esses critérios ajudam a facilitar o diagnóstico presuntivo de asma em crianças.

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27
Q

Quais são os critérios menores do Índice Preditivo de Asma Modificado (IPAm)?

3

A
  1. Sensibilização alérgica ao leite, ovo ou amendoim
  2. Sibilância não associada a infecções virais
  3. Eosinofilia maior ou igual a 4%

Esses critérios complementam o diagnóstico de asma em crianças menores de 6 anos.

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28
Q

Quando o Índice Preditivo de Asma Modificado (IPAm) é considerado positivo?

A

Quando há 1 critério maior ou 2 menores

Um resultado positivo indica uma maior chance de desenvolver asma no futuro.

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29
Q

Quais são os cinco critérios utilizados para avaliar o controle da asma?

A
  • Limitação das atividades diárias
  • Uso de medicação de resgate
  • Despertares noturnos
  • Sintomas diurnos
  • Espirometria (PFE ou VEF1)

Estes critérios ajudam a determinar o nível de controle da asma em um paciente.

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30
Q

Como é considerado o controle da asma quando todos os parâmetros são adequados?

A

Controlada

Critérios de controle:
* Limitação das atividades diárias
* Uso de medicação de resgate
* Despertares noturnos
* Sintomas diurnos
* Espirometria (PFE ou VEF1)

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31
Q

Quando a asma é considerada parcialmente controlada?

A

Se até dois parâmetros forem inadequados

Critérios de controle:
* Limitação das atividades diárias
* Uso de medicação de resgate
* Despertares noturnos
* Sintomas diurnos
* Espirometria (PFE ou VEF1)

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32
Q

Qual é a definição de asma não controlada?

A

Quando mais de dois critérios estão inadequados

Isso indica que o paciente está enfrentando dificuldades significativas no controle da asma.

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33
Q

Qual é a recomendação do GINA para crianças menores de seis anos ao avaliar o controle da asma?

A

Avaliar sintomas diurnos e o uso de medicação de resgate mais de uma vez por semana

Esta avaliação mais frequente é importante para um diagnóstico adequado em crianças.

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34
Q

Qual é a principal causa de falha no tratamento da asma?

A

Uso incorreto das medicações

A adesão inadequada ao tratamento pode levar a um controle insuficiente da asma.

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35
Q

Qual é a faixa de pontuação no Asthma Control Test (ACT) que indica asma bem controlada?

A

20 a 25

O ACT é uma ferramenta numérica que ajuda a monitorar o controle da asma.

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36
Q

Se um paciente obtiver uma pontuação de 16 a 19 no ACT, como é classificada sua asma?

A

Não controlada

Esta pontuação sugere que o paciente está tendo dificuldades em manter o controle da asma.

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37
Q

Qual pontuação no ACT indica controle muito pobre da asma?

A

5 a 15

Pontuações baixas no ACT refletem um controle extremamente inadequado da asma.

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38
Q

Como é pontuada a limitação das atividades diárias no controle da asma?

Para crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.

A

Se sim, pontua 1; se não, não pontua

Este critério avalia o impacto da asma nas atividades cotidianas do paciente.

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39
Q

Como pontua o critério de uso de medicação de resgate para avaliação do controle da asma?

Para crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.

A

Se > 2x/semana, pontua 1; se ≤ 2x/semana, não pontua

O uso frequente de medicação de resgate indica pior controle da asma.

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40
Q

Como são avaliados os despertares noturnos no controle da asma?

Para crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.

A

Se sim, pontua 1; se não, não pontua

Despertares noturnos podem indicar uma asma não controlada.

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41
Q

Como pontuam sintomas diurnos na avaliação do controle da asma?

Para crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.

A

Se > 2x/semana, pontua 1; se ≤ 2x/semana, não pontua

Sintomas diurnos frequentes podem ser um sinal de descontrole da asma.

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42
Q

O que deve ser considerado na espirometria na avaliação ambulatorial do controle da asma?

A

PFE ou VEF1 normal não pontua. Se abaixo de 80%, pontua.

A espirometria fornece dados objetivos sobre a função pulmonar do paciente.

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43
Q

Qual o dispositivo inalatório recomendado para crianças menores de 4 anos?

A

Aerossol dosimetrado + aerocâmara com máscara facial

Este dispositivo é adequado para a faixa etária de < 4 anos.

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44
Q

Qual o dispositivo inalatório recomendado para crianças entre 4 e 6 anos?

A

Aerossol dosimetrado + aerocâmara com máscara facial com peça bucal

Este dispositivo é adequado para a faixa etária de 4 a 6 anos.

45
Q

Qual o dispositivo inalatório recomendado para crianças maiores de 6 anos?

A

Inaladores de pó seco, Aerossol dosimetrado + espaçador e peça bucal

Este dispositivo é adequado para a faixa etária de > 6 anos.

46
Q

Qual é a droga de escolha para o tratamento de manutenção da asma?

A

Corticoide inalatório (CI)

O CI reduz a resposta imunoinflamatória da árvore brônquica.

47
Q

Qual é a 2ª escolha no tratamento de manutenção da asma e como deve ser usado?

A

B2 Agonista de Longa Ação (LABA), sempre associado ao CI

Exemplo: formoterol. O uso é orientado a partir dos 6 anos, mas algumas fontes autorizam a partir do 4º ano.

48
Q

Quais são os principais tipos de drogas adicionais ao CI e LABA em crianças menores de 6 anos?

A

Antagonistas de leucotrieno

Exemplo: Montelucaste, especialmente se houver rinite alérgica associada.

49
Q

Quais são as drogas que não são mais usadas rotineiramente no tratamento da asma?

A

Cromonas/xantinas

Essas drogas não são mais recomendadas para uso habitual.

50
Q

Quais são as opções de tratamento ambulatorial para casos refratários de asma?

A

Tiotrópio, anticorpo monoclonal, corticoide sistêmico

Deve-se usar a menor dose possível e idealmente referenciar para especialista.

51
Q

O que caracteriza o STEP 1 no tratamento da asma?

A

Sintomas pouco frequentes

Indica que o tratamento deve ser iniciado nesse nível.

52
Q

O que caracteriza o STEP 2 no tratamento da asma?

A

Sintomas de asma ou uso de medicação de resgate 2x no mês ou mais

Este step indica uma maior frequência de sintomas.

53
Q

O que caracteriza o STEP 3 no tratamento da asma?

A

Sintomas de asma na maioria dos dias OU despertar por asma pelo menos 1x/sem

Indica um controle inadequado da asma.

54
Q

O que caracteriza o STEP 4 no tratamento da asma?

A

Sintomas de asma graves ou apresentação inicial com exacerbação aguda

Este step exige atenção imediata e intensificação do tratamento.

55
Q

Qual o objetivo dos steps no tratamento da asma?

A

Definir o step em que se inicia o tratamento de acordo com a clínica da criança

O grande objetivo é manter a criança no step 1 e reduzir os steps conforme reavaliações.

56
Q

Como deve ser ajustado o tratamento da asma se as crises persistirem?

A

Progredir os steps

Isso é necessário caso haja risco para a criança devido à persistência das crises.

57
Q

Qual tratamento é o Step 1 para adolescentes (≥ 12 anos) e adultos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI com formoterol sob demanda (ou CI combinado SABA sob demanda)

58
Q

Qual tratamento é o Step 2 para adolescentes (≥ 12 anos) e adultos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI com formoterol sob demanda (ou CI baixa dose de manutenção)

59
Q

Qual tratamento é o Step 3 para adolescentes (≥ 12 anos) e adultos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI média dose (ou CI baixa dose + B2 de longa duração)

60
Q

Qual tratamento é o Step 4 para adolescentes (≥ 12 anos) e adultos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI média dose + Formoterol

61
Q

Qual tratamento é o Step 5 para adolescentes (≥ 12 anos) e adultos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI alta dose + Formoterol + Outra droga

62
Q

Qual é o Step 1 para crianças de 6 a 11 anos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI com SABA sob demanda (ou considerar CI baixa dose de manutenção)

63
Q

Qual é o Step 2 para crianças de 6 a 11 anos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI baixa dose de manutenção (ou antileucotrieno diário ou CI com SABA sob demanda)

64
Q

Qual é o Step 3 para crianças de 6 a 11 anos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI baixa dose + LABA (ou CI moderada dose ou CI baixa dose + antileucotrieno)

65
Q

Qual é o Step 4 para crianças de 6 a 11 anos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI média dose + LABA (ou adicionar antileucotrieno ou tiotrópio)

66
Q

Qual é o Step 5 para crianças de 6 a 11 anos na estratégia terapêutica para asma?

A

CI média/alta dose + Formoterol (ou CI média/alta dose + LABA de manutenção) + Outra droga + Avaliar fenótipo

67
Q

O uso do formoterol é sugerido a partir de que idade nos protocolos de asma?

A

A partir dos 6 anos

68
Q

O uso do formoterol associado ao CI no STEP 1 é considerado recente?

A

Sim

Tem caído nas provas por conta disso.

69
Q

Qual é a dificuldade em definir a asma em crianças com menos de 6 anos?

A

A espirometria não é confiável devido à imaturidade da idade em realizar o exame.

70
Q

Quando deve-se iniciar o tratamento de manutenção para asma em crianças?

5

A

Quando a história e sintomas sugerem asma sem controle, como:
* Sintomas diurnos que atrapalham atividades
* História de exacerbações frequentes
* Mais de 3 exacerbações por ano
* Exacerbações graves
* Uso frequente de antibióticos ou β-2 de curta ação (a cada 45-60 dias)

71
Q

Qual é o significado do uso frequente de antibióticos ou β-2 de curta ação em crianças com asma?

A

Significa que as infecções virais são mais prolongadas, provavelmente devido ao componente atópico.

72
Q

Qual é o tratamento recomendado na STEP 1 para asma em menores de 6 anos?

A

SABA sob demanda.

73
Q

O que caracteriza a STEP 1 do tratamento da asma em crianças em menores de 6 anos?

A

Tratamento apenas das crises ocasionais que não atrapalham a qualidade de vida nem causam despertares noturnos.

74
Q

Em menores de 6 anos

Na etapa 1, deve-se usar CI em doses baixas durante as crises?

75
Q

Qual é o tratamento recomendado na etapa 2 para asma em menores de 6 anos?

A

CI em dose baixa.

76
Q

Em menores de 6 anos

Quando uma criança deve ser considerada para a etapa 2 do tratamento da asma?

A

Quando precisa de tratamento de manutenção.

77
Q

Em menores de 6 anos

Qual é o tratamento recomendado na etapa 3 para asma?

A

Dobrar a dose do CI ou associar antagonista de leucotrieno.

78
Q

Em menores de 6 anos

Qual é a primeira opção de tratamento na etapa 3?

A

Aumentar a dose do CI.

79
Q

Em menores de 6 anos

Qual é o passo seguinte na gestão da asma na etapa 4?

A

Encaminhar ao especialista.

80
Q

Qual é o objetivo de avaliar o paciente a cada 6-8 semanas?

A

Avaliar a adesão do paciente ao tratamento

81
Q

Por que não é recomendado progredir o step se o tratamento não está sendo feito corretamente?

A

Se o tratamento não está sendo feito com a técnica adequada, uso ideal do dispositivo e frequência adequada não há benefício na progressão.

82
Q

Em quais faixas etárias é importante avaliar a adesão ao tratamento?

A

Em todas as faixas etárias

83
Q

Quais são os itens a considerar na falha terapêutica?

5

A
  • Checar dispositivo e adesão ao tratamento
  • Confirmar o diagnóstico de asma
  • Tentar remover potenciais fatores de risco e manejar comorbidades
  • Considerar um step up no tratamento
  • Referenciar ao especialista
84
Q

Que comorbidades costumam ter que ser manejadas em caso de falha terapêutica?

6

A
  • Rinite
  • Obesidade
  • Apneia do sono
  • DRGE
  • Depressão
  • Ansiedade
85
Q

Quais são os critérios para classificar um lactente como sibilante?

A

≥3 episódios de sibilância nos últimos 6 meses e episódio de sibilância com > 1 mês de duração

Estes critérios ajudam a identificar a frequência e a duração dos episódios de sibilância em lactentes.

86
Q

Qual é o primeiro passo no diagnóstico de um lactente sibilante?

A

Determinar se a sibilância é por broncoespasmo/atopia ou relacionada a outra doença

O diagnóstico diferencial é crucial para um tratamento adequado. Algumas condcições que também causam sibilância em lactentes:
* Bronquiolite obliterante
* Imunodeficiências
* Fibrose Cística
* Traqueobroncomalácia
* Displasia broncopulmonar

87
Q

Quais são algumas condições que podem causar sibilância em lactentes?

5

A
  • Bronquiolite obliterante
  • Imunodeficiências
  • Fibrose Cística
  • Traqueobroncomalácia
  • Displasia broncopulmonar

Cada uma dessas condições apresenta características únicas que podem ser confundidas com asma.

88
Q

O que caracteriza a bronquiolite obliterante?

A

Complicação da bronquiolite viral aguda (por adenovírus)

É importante diferenciar essa condição de outros tipos de sibilância.

89
Q

Quais são os fenótipo de sibilância em lactentes?

4

A
  • Sibilante transitório
  • Sibilante persistente
  • Sibilante tardio
  • Lactente sibilante

Esses fenótipo ajudam a entender a evolução da sibilância em crianças.

90
Q

O que é um sibilante transitório?

A

Criança que sibilou até 2-3 anos e depois melhorou

Esse tipo de sibilância é considerado temporário e não indica asma.

91
Q

O que caracteriza um sibilante persistente?

A

Começou a sibilância antes dos 3 anos e continuou

Este fenótipo pode estar associado a asma de início precoce.

92
Q

Quando é considerado um sibilante tardio?

A

A criança sibila tardiamente, após a fase de lactente

Isso pode indicar uma nova apresentação da condição.

93
Q

Qual é a relação entre a displasia broncopulmonar e a sibilância?

A

Esta criança costuma ser prematura com necessidade de uso prolongado de oxigênio por mais de 28 dias. Essa condição pode levar a complicações respiratórias, incluindo sibilância.

94
Q

Quais são os fatores de risco para morte relacionados ao manejo das exacerbações?

8

A
  • Necessidade prévia de UTI ou VMA
  • ↓ adesão ao tratamento
  • Internamento ou ida ao SPA > 1 frasco/mês de β-2 agonista de curta
  • Uso recente de corticoide oral
  • Alergia alimentar associada
  • Sem corticoide inalatório
  • Doença psiquiátrica
  • Fatores psicossociais

Fatores que aumentam o risco de morte em casos de exacerbações respiratórias

95
Q

Como é classificada uma crise leve a moderada em maiores de 6 anos?

5

A
  • PFE > 50%
  • Paciente bem
  • Consegue formar frases completas
  • Não usa musculatura acessória
  • Ausência de tiragens subcostais/intercostais e de retração de fúrcula

PFE: Picos de Fluxo Expiratório

96
Q

7

Quais são os critérios para classificar uma crise como grave em maiores de 6 anos?

A
  • PFE ≤ 50%
  • Alcalose respiratória
  • Frases incompletas
  • Agitado
  • Usa musculatura acessória
  • FC > 120 bpm
  • SatO2 < 90%

FC: Frequência Cardíaca; SatO2: Saturação de Oxigênio

97
Q

Quais são as indicações de UTI em casos de crise grave?

A
  • Sonolência
  • Confusão mental
  • Ausculta silenciosa

A ausculta silenciosa indica que a obstrução está tão intensa que não se ouvem sibilos

98
Q

5

Como é classificada uma crise leve em menores de 6 anos?

A
  • Paciente em bom estado geral
  • Forma frases completas
  • FC < 100 bpm
  • SatO2 > 95%
  • Ausência de cianose

FC: Frequência Cardíaca; SatO2: Saturação de Oxigênio

99
Q

Quais são os parâmetros que indicam uma crise moderada ou grave em menores de 6 anos?

A
  • Agitado
  • Fala somente palavras
  • FC > 200 bpm em < 3 anos
  • FC > 180 bpm entre 4-5 anos
  • SatO2 < 92%
  • Cianose
  • Tórax silencioso

Avaliar se UTI é necessária em casos de tórax silencioso

100
Q

Como usar o β-2 agonista de curta duração (SABA) numa crise de asma?

A

Medicação utilizada uma vez a cada 20 minutos, por 1 hora, que resolve o broncoespasmo

SABA é frequentemente utilizado em situações de emergência para alívio rápido dos sintomas respiratórios

101
Q

Qual é a saturação alvo de oxigenioterapia em adultos?

A

93-95%

Em crianças, a saturação alvo deve ser de 94-98%

102
Q

Qual é a duração recomendada para o uso de corticoide sistêmico em crianças durante uma crise?

A

3-5 dias

Em adultos, a duração é de 5-7 dias

103
Q

Os corticoides sistêmicos devem ser utilizados como manutenção?

A

Não

Devem ser utilizados como adjuvantes no contexto da crise

104
Q

Quando o brometo de ipratrópio deve ser utilizado?

A

Em crises moderadas a graves

Pode ser utilizado apenas no primeiro ciclo associado ao B2 de curta duração

105
Q

Qual a indicação do sulfato de magnésio EV?

A

Crise grave refratária

Deve ser utilizado se não houver resposta ao corticoide sistêmico ou à combinação de B2 de curta + ipratrópio

106
Q

Quando deve ser utilizado o corticoide inalatório?

A

Na alta, se >6 anos

Se o paciente já usa, deve-se aumentar a dose por 2-4 semanas para reduzir o risco de nova crise

107
Q

Qual é o risco se não aumentar a dose do corticoide inalatório após a alta?

A

Maior risco de nova crise

Isso se deve à inflamação da árvore brônquica em pacientes com 6 anos ou mais

108
Q

Preencha a lacuna: O tratamento com oxigenioterapia deve manter a saturação alvo de _______ em crianças.

A

94-98%

Esta faixa é essencial para garantir a oxigenação adequada