11. Antivirais Flashcards
Encefalite viral
TTO de suporte
Encefalite viral herpética
Farmacoterapia
> =12A e adultos - aciclovir intravenoso: 10 a 15 mg/kg de peso corporal de 8 em 8h
3M a 11A: 10 a 20 mg/kg ou 500 mg/m2 de 8/8h
Antiepiléticos (evitar crises convulsivas)
Diuréticos (diminuir edema cerebral)
Gripe
Antivirais
Oseltamivir (cápsulas)
Zanamivir (pos inalação)
Permitir (iv)
Vacinação da gripe
Pessoas com alto risco de desenvolver complicações pós-infeção gripal:
- > =65A, residentes em lares ou instituições
- internados por períodos prolongados, idade >6M
- grávidas
- doentes crónicos, idade >6M
Pessoas que podem transmitir o vírus:
- cohabitantes ou prestadores de cuidados a crianças com <6M
Saúde Ocupacional:
- pessoal dos serviços de saúde
- bombeiros
- pessoal do infantário, creches e equiparados
- guardas prisionais
Tabela da DGS da recomendação da vacinação
.
Vacina tetravalente
crianças até aos 8anos e que tomam a vacina pela 1a, têm que fazer 2 doses com intervalo de 4s
Critérios de Gravidade Clínica, para avaliar a necessidade de terapêutica específica para a gripe.
• Dispneia em repouso ou para pequenos esforços
• Frequência respiratória consistentemente:
o ≥30cpm no adulto
o >50cpm se idade inferior a 6 meses o ≥40cpm se idade superior a 6 meses
• Saturação periférica de O2 ≤92% (ar ambiente), na ausência de outra causa
• Suspeita clínica de pneumonia (enquanto aguarda rx-tórax) ou pneumonia
• Hemoptise
• Instabilidade hemodinâmica (no adulto):
o TA sistólica < 90mmHg OU diminuição superior a 30mmHg do valor basal ▪ OU
o TA diastólica < 60mmHg (exceto se corresponder ao valor basal) • Vómitos persistentes e/ou diarreia grave
Critérios de Gravidade Clínica ou Doença Progressiva que justificam o internamento em Cuidados Intensivos
- PaO2 < 60 mmHg com FiO2 máx
- Hipercápnia progressiva
- Acidose grave (pH < 7,26)
- Choque séptico
- Aparecimento de alteração do estado de consciência (confusão, desorientação temporo- espacial, estupor, coma)
- Pneumonia com pontuação CURB-65 ≥ 4
- Pneumonia viral primária
- Outra falência orgânica além da respiratória
Critérios de Graviade Clínica ou Doença Progressiva para lactentes/crianças, que justificam o internamento em Cuidados Intensivos:
• Crises de apneia, cianose ou palidez
• Esforço respiratório acentuado com risco de exaustão; irregularidade dos movimentos
respiratórios
• Hipoxemia com necessidade de aumento progressivo de FiO2
• Hipercapnia progressiva
• Choque
• Bradicardia/taquicardia persistente
• Irritabilidade extrema / depressão acentuada do estado de consciência
• Outra falência orgânica
Grupos de risco que devem levar tto direcionado
• Idade ≥ 65 anos
• Portadores de doença crónica (principalmente grave/descompensada)
o Pulmonar → Asma: com necessidade de terapêutica diária mantida com corticoides inalados
o Cardiovascular
▪ Excluindo HTA isolada
o Renal
o Hepática
o Hematológica → Drepanocitose o Neurológica e neuromuscular
o Metabólica → Diabetes Mellitus o Oncológica
• Imunodeprimidos → incluindo imunodepressão induzida por medicação ou HIV
• Obesidade mórbida:
o <10anos:IMC>25
o 10 – 18 anos: IMC > 35 o >18anos:IMC>40
• Terapêutica de longa duração com salicilatos + idade ≤ 18 anos (risco de síndrome de Reye)
• Grávidas
• Puérperas (até 15 dias após o parto)
• Interrupção da gravidez (em qualquer idade gestacional e até 15 dias pós-interrupção
TTO - oseltamivir - idade e função renal:
tabela
Oseltamivir - tto adultos
• Diminuição da duração média da infeção em 1 dia;
• Diminuição da necessidade de ATB nos doentes com complicações do trato respiratório
inferior (ex: bronquite)
Oseltamivir - tto população de risco
• Idosos ≥ 65 anos e nos indivíduos com doença cardíaca e/ou respiratória crónica o Menos 1 dia de febre
• Idosos Influenza positivos
o Diminuição significativa das complicações específicas do trato respiratório
inferior
• Doença cardíaca/respiratória crónica + Influenza positivo
o Diminuição da incidência de complicações, mas sem significado estatístico
Oseltamivir - tto crianças
• Redução do tempo de doença em cerca de 1,5 dias
• Redução da incidência de otite média
• Crianças asmáticas
o Melhoria do FEV1
Infeção por Herpes zoster (varicela e zona)
A terapêutica clássica é aciclovir 800mg 5x/dia, 4h/4h, omitindo a dose da noite, durante 7 dias.
Nos doentes imunocomprometidos e com compromisso renal grave ou moderada é necessário fazer um ajuste terapêutico.
Nas crianaçs deve usar-se suspensão oral até aos 6 anos e, a partir dos 6 deve usar-se uma dose de 800 mg 4x/dia, durante 5 dias.
Tratamento precoce do herpes zoster agudo em doentes adultos imunocompetentes
Está aprovado o uso da Brivudina em adultos, 1 comprimido por dia durante sete dias.
Infeção por CMV
- ganciclovir
- tratamento de indução com 5 mg/kg perfusão IV, 12 h/12h durante 14 - 21 dias.
- tratamento de manutenção para doentes imunocomprometidos em risco de recaída é de 5 mg/kg perfusão IV, OD, 7 dias por semana (alternativa: 6 mg/kg, OD, 5 dias por semana)
No tratamento de doença de progressão o esquema é idêntico ao esquema de indução.
CMV Profilaxia e preventivo
Na profilaxia podemos usar Ganciclovir em 5 mg/kg por perfusão IV, OD durante 7 dias por semana (alternativa: 6 mg/kg OD durante 5 dias por semana).
No tratamento preventivo podemos usar na indução 5 mg/kg por perfusão IV intravenosa 12 horas/12h durante 7-14 dias. Na manutenção podemos usar 5 mg/kg perfusão IV OD durante 7 dias por semana (alternativa: 6 mg/kg OD, 5 dias por semana)
- No tratamento do primeiro episódio de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- No tratamento de recorrências de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- Na supressão do herpes genital recorrente em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- No tratamento e supressão de infeções oculares recorrentes por VHS em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos
Profilaxia - Valaciclovir - infeções pelo vírus herpes simplex
- No tratamento do primeiro episódio de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- No tratamento de recorrências de herpes genital em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- Na supressão do herpes genital recorrente em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos;
- No tratamento e supressão de infeções oculares recorrentes por VHS em adultos e adolescentes imunocompetentes e em adultos imunocomprometidos
Profilaxia- peramivir
para o tratamento de gripe não complicada em adultos e crianças a partir dos 2 anos de idade
Profilaxia - valganciclovir
- No tratamento de indução e de manutenção de retinite causada por CMV, em doentes adultos com SIDA.
- Na prevenção da doença causada por CMV, em adultos e crianças (desde o nascimento até aos 18 anos) CMV-negativo submetidos a transplante de órgão sólido proveniente de dador CMV-positivo.
Profilaxia - letermovir
profilaxia da reativação e da doença por CMV em adultos CMV - positivos recetores de um transplante alogénico de células estaminais hematopoiéticas
ratamento de indução e de manutenção de retinite causada por citomegalovírus (CMV), em doentes adultos com síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA)
Valganciclovir pode ser dado:
- No Tratamento de indução com 900 mg de valganciclovir, duas vezes ao dia, durante 21 dias
- No tratamento de manutenção por CMV inativa com 900 mg de valganciclovir, 1 vez ao dia.
Tratamento da Hepatite C
A hepatite C é uma doença que pode dar uma infeção aguda e a cronicidade tem um potencial oncogénico muito importante a longo prazo.
Patients with acute hepatitis C should be considered for antiviral therapy in order to prevent
progression to chronic hepatitis C. Indeed, immediate treatment of acute hepatitis C with DAAs
improves clinical outcomes and was shown to be highly cost-effective compared with deferring
treatment until the chronic phase of infection.
C-infeção em pacientes com hepatite C
TTO com DAAs podem levar à reativação de HBV
Treatment of HCV with direct-acting antivirals (DAAs) may cause reactivation of HBV. Patients
fulfilling the standard criteria for HBV treatment should receive NA treatment (Evidence level II,
grade of recommendation 1).
HBsAg-positive patients undergoing DAA therapy should be considered for concomitant NA
prophylaxis until week 12 post DAA, and monitored closely (Evidence level II-2, grade of
recommendation 2).
HBsAg-negative, anti-HBc positive patients undergoing DAA should be monitored and tested for
HBV reactivation in case of ALT elevation (Evidence level II, grade of recommendation 1).