SUA Flashcards
SUA
sangramento do corpo uterino com anormalidade na sua regularidade, volume ou frequência/duração em mulheres
não gravidas com repercussão na qualidade de vida (anemia, dismenorreia, limitação das atividades e aspectos sociais)
Duração de um ciclo menstrual
21 - 35 dias. Média: 28 dias
Duração do fluxo menstrual
2 - 6 dias
Perda sanguínea
20 - 60 ml
Classificação em relação ao tempo
Agudo -> intervenção imediata
Crônico (> 6 meses) -> não tem intervenção imediata
Epidemiologia
1/3 das consultas, mais prevalente após a menarca e perimenopausa
Principais causas estruturais/orgânica
Pólipos Adenomiose Leiomioma Malignas (pré malignas/hiperplasia Solicitar: USG (TV se não virgem, TA se virgem) ou estudo histopatológico
Principais causas não estruturais
Coagulopatias Ovulação Endometrial (de aspecto molecular) Iatrogênica Não classificadas
Primeira coisa que deve ser descartada na investigação de SUA
gravidez
Coagulopatia
Doença de von Willebreand - Mais comum
Causa: Deficiência do fator vW -> menor agregação plaquetária
Quadro clinico: logo após a mencarca, epistaxe, hematomas e gengivorragia
Exames: fator de vW, plaquetas e TP/TTPA
Tratamento: desmopressina, anti-fibrinoliticio, fator de vW recombinante e estrogênio
Ovulatória
Disfunção anovulatória (85%) -> puberdade por imaturidade HHO / perimenopausa (climatério) por falência progressiva ovariana
Quadro clinico: sangramento imprevisível no fluxo e tempo de duração
Causas: SOP, hipotireoidismo, obesidade, hiperprolactinemia e extremos da menacme
Tratamento: hormônios, anti-fibrinolítico, AINES + tratar doença de base
Endometrial
Alteração da homeostase endometrial (PGE, vasoconstrictores e vasodilatadores)
Iatrogênicas
Implanon, DIU
Leiomioma
Nódulos benignos e monoclonais formados de tecido fibromuscular liso do útero com estroma de tecido conjuntivo em proporções variáveis. Podem incidir no corpo e na cervice uterina
*É necessário o DD com sarcoma (com crescimento rápido e em idosas)
Epidemiologia do leiomioma
80% das mulheres na menacme, sobretudo em negras
Fisiopatologia do leiomioma
estimulação pelo estrogênio (mais) e progesterona, tem mais receptores, mais aromatas
Classificação do leiomioma
1) Subseoroso (mais externo – assintomático – só acompanha),
2) submucosos (dentro da cavidade -> o mais associado com sangramento e infertilidade)
3) intramural
4) Pediculado
Quadro Clínico do leiomioma
70% assintomática / se sintomas pensar na posição, quantidade e tamanho do mioma
- Sangramento, dismenorreia, infertilidade, massa pélvica e sintomas compressivos
1) Subseroso -> dor pélvica (maiores), menos sangramento e mais assintomáticos
2) Intramurais -> dismenorreia e SUA
3) Submucoso -> Principais causadores do SUA e quadros de infertilidade
Degenerações do leiomioma (7)
Degeneração mais comum -> Hialina
Degeneração cística (formação de cisto)
Degeneração rubra/carnosa/vermelha - acontece na gravidez
Degeneração gordurosa
Degeneração calcificada - degeneração que se calsificar
Degeneração de Necrose
Degeneração sarcomatosa - crescimento abrupto na pós menopausa
Diagnóstico do leiomioma
USG pélvico TV para assintomáticas (visualiza nódulo hipoecoicos)
histologia para as sintomáticas
RM: avaliação cirúrgica // Histeroscopia: exame e tratamento - consegue ver os submucosos
Conduta de paciente assintomática com mioma
USG -> acompanhamento clinico -> EXPECTANTE
Conduta de paciente sintomática com mioma e querendo engravidar
MIOMECTOMIA
Via laporoscópica -> miomas múltiplos e muito volumosos, útero > 16 semanas
Via laparotômica -> miomas subserosos, pequenos/poucos útero menor que 16 semanas
Via histeroscópica -> miomas intramurais com componentes submucosos
Conduta de paciente sintomática com mioma e não quer engravidar
HISTERECTOMIA
Total: tira corpo e colo
Subtotal: deixa o colo
Via laparoscópica -> Útero < 14 semanas até 350 cm3
Via laparotômica -> Útero > 16 semanas
Via histeroscópica -> < 300 cm3 e mobilidade uterina
Conduta de paciente com mioma sintomática que não quer engravidar nem tirar o útero
MIOMECTOMIA ou EMBOLIZAÇÃO
Adenomiose
Presença do tecido endometrial dentro do miométrio (endométrio ectópico) -> inflamação -> aumento difuso ou focal
Ou seja, fora do endométrio e dentro do miométrio
Epidemiologia da Adenomiose
20-35% na menacme sobretudo em multíparas (25-40 anos)
Quadro clinico da Adenomiose
sangramento aumentado com ciclo regular, aumento uterino + dismenorreia + infertilidade + dispareunia + dor pélvica crônica (não só associada com a menstruação)
Fatores de risco da Adenomiose
Pacientes que tiveram cirurgias prévias: cesariana e miomectomia
Diagnostico da Adenomiose
Exame físico com o útero aumentado de tamanho + queixa de SUA + cólica
Presuntivo:
1) USG TV (zona juncional aumentada ou normal, áreas císticas, miométrio heterogêneo e aumento do volume uterino difuso),
2) RM (espessamento da zona juncional - melhor exame, mas só é feito com usg sem resultado)
Definitivo: anatomopatológico
Tratamento definitivo da Adenomiose
histerectomia ou DIU de levonorgestrel (caso queira engravidar ou não tenha capacidade de fazer uma cirurgia maior ou não queira engravidar mas deseja manter o útero)
AINE, análogo do GnRH (pouco prescrito por conta dos efeitos colaterais)
Pólipo endometrial
Lesões benignas de glândula e estroma endometrial projetadas na cavidade uterina que podem ser endometriais ou endocervicais
Prevalência do Pólipo endometrial
10% das mulheres sobretudo > 40 anos de idade
Quadro clinico do Pólipo endometrial
assintomático (descobre em USG de rotina) ou sangramento, infertilidade (por distorção da cavidade) + alteração no exame físico se pólipo endocervical exteriorizado
Diagnótisco do Pólipo endometrial
histeroscopia (PO para avaliar cavidade) + biópsia (confirma e afasta câncer - definitivo), USG (espessamento focal – hiperecogenico)
Tratamento definitivo do Pólipo endometrial
histeroscopia com polipectomia + manda para histopatologia queima base – pode aparecer outro, mas em um local diferente
Tratamento geral SUA:
1) Progestogenioterapia
Acetato de medroxiprogesterona de deposito 150 mg por 10-14 dias/ mês VO
SUSPENSÃO DO MEDICAMENTO = 3 a 4 dias após ocorre a Curetagem farmacológica (menstruação)
Levonorgestrel 20 mcg diariamente (DIU)
- Não interrompe sangramento mas diminui
2) ACO – estrogênio – primeira opção
Pacientes que também querem a contracepção – menacme/ adolescente
Para manutenção e prevenção
Emergência -> para o sangramento em 24-48h -> ocorre reepitelização e espessamento endometrial e por isso deve ser associado a progesterona para impedir uma futura descamação
3) AINE
4) Acido Tranexâmico