Conceito de equilíbrio energético;
reservas energéticas são repostas na
mesma velocidade média em que são gastas;
Relação entre o balanço energético, fome e saciedade: mecanismos de controle hipotalâmico
Nosso modelo atual de regulação do comportamento alimentar se
baseia em dois centros hipotalâmicos: um centro da fome, que é tonicamente ativo, e um centro da saciedade, que interrompe a
ingestão alimentar, inibindo o centro da fome.
quando o peptideo grelina é secretado?
secretado pelo estômago durante períodos de jejum, aumentando a sensação de fome
onde fica o centro da fome?
núcleos laterais do hipotálamo
onde fica o centro da saciedade?
núcleos ventromediais do hipotálamo
sinais anorexígenos para regulação a curto prazo
estômago e duodeno distendidos
CCK
Peptídeo YY
GLP
sinal de regulação a longo prazo
Leptina
sinal orexígeno de regulaçao a curto prazo
grelina
Respostas relacionadas aos sinais orexigênicos:
1. Grupo de neurônios ativados
2. Localização no hipotálamo
3. Respostas desencadeadas nas outras regiões do hipotálamo
Respostas relacionadas aos sinais anorexígenos no hipotálamo
1.Grupo de neurônios ativados
2.Localização no hipotálamo
3.Respostas desencadeadas nas outras regiões do hipotálamo
1.Grupo de neurônios ativados: Neurônios que expressam pró-opiomelanocortina (POMC) e cocaine- and amphetamine-regulated transcript (CART)
2.Localização no hipotálamo: Núcleo arqueado (ARC)
3.Respostas desencadeadas nas outras regiões do hipotálamo: Estimulação dos neurônios POMC/CART no núcleo arqueado leva à inibição dos neurônios NPY (neuropeptídeo Y) e AgRP (Agouti-related protein) no mesmo núcleo. Os neurônios NPY e AgRP são orexigênicos, e sua inibição promove a redução do apetite e da ingestão de alimentos. Além disso, os neurônios POMC/CART estimulam a liberação de α-MSH (hormônio estimulante dos melanócitos α), que atua no núcleo paraventricular do hipotálamo, contribuindo para a redução do apetite.
Papel do receptor MC4 na regulação dos sinais ao córtex:
1.Receptor MC4
2.Regulação dos sinais
3.Relação com o córtex cerebral
1.Receptor MC4: Receptor melanocortina 4 (MC4R), um receptor acoplado à proteína G.
2.Regulação dos sinais: O receptor MC4 é ativado principalmente pelo α-MSH (hormônio estimulante dos melanócitos α), que é produzido pelos neurônios POMC (pró-opiomelanocortina) no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo. A ativação do MC4R promove a redução do apetite e da ingestão de alimentos, contribuindo para o controle do balanço energético.
3.Relação com o córtex cerebral: A ativação dos receptores MC4R no hipotálamo modula a atividade de várias vias neuronais que, em última instância, afetam a percepção da fome e saciedade no córtex cerebral. Dessa forma, a ativação dos receptores MC4R contribui para a regulação dos sinais de apetite enviados ao córtex, onde ocorre a integração das informações e o controle consciente do comportamento alimentar.
Mecanismo do tratamento da obesidade com agonistas do GLP-1:
O peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) é um hormônio produzido no intestino em resposta à ingestão de alimentos. Os agonistas do GLP-1 atuam mimetizando ou potencializando os efeitos do GLP-1 endógeno. Eles se ligam aos receptores de GLP-1 no hipotálamo e outras áreas do cérebro, estimulando a sensação de saciedade, retardando o esvaziamento gástrico e reduzindo a secreção de glucagon. Isso resulta em diminuição do apetite e da ingestão calórica, promovendo perda de peso.
organização dos folículos da tireoide
A unidade funcional e estrutural da tireoide é o folículo tireoidiano. Cada folículo é uma estrutura esférica, revestida por uma única camada de células epiteliais foliculares (tireócitos) que circundam um lúmen central cheio de coloide. O coloide é uma substância gelatinosa composta principalmente pela tireoglobulina, uma glicoproteína que serve como substrato para a síntese dos hormônios tireoidianos, tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). Os folículos tireoidianos estão imersos em uma rede de capilares sanguíneos que permitem a troca de hormônios, nutrientes e metabólitos entre as células foliculares e a corrente sanguínea.
Síntese de HT:
1. captação de iodo
O iodo é captado ativamente pelas células foliculares da tireoide através do simporte de sódio e iodo (NIS). Difunde-se em direção ao ápice e atravessa a membrana pela PDS (pendrina)
Síntese de HT:
2. Oxidação do iodo e iodação da tireoglobulina:
A tireoperoxidase (TPO) catalisa a oxidação do iodo e a iodação dos resíduos de tirosina na tireoglobulina, formando a monoiodotirosina (MIT) e a diiodotirosina (DIT).
Síntese de HT:
3. Acoplamento:
A TPO catalisa a reação de acoplamento entre MIT e DIT, gerando a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4) na tireoglobulina.
Síntese de HT:
4. Endocitose e proteólise:
As células foliculares endocitam a tireoglobulina iodada (megalina) e a armazenam em vesículas. Lisossomos se fundem com essas vesículas, e a proteólise da tireoglobulina libera T3 e T4.
Síntese de HT:
5. Liberação dos hormônios:
T3 e T4 são transportados para fora das células foliculares e entram na corrente sanguínea, onde se ligam às proteínas transportadoras, como a TBG (globulina ligadora da tiroxina) e a albumina.
Síntese de HT:
6. Conversão periférica de T4 em T3:
Aproximadamente 80% da T3 circulante é formada a partir da desiodação periférica da T4 pela ação das enzimas desiodases (tipo 1 e tipo 2).
Síntese de HT:
7. Receptores e ação dos hormônios tireoidianos:
T3 e T4 atuam no núcleo das células-alvo, ligando-se a receptores nucleares específicos de hormônios tireoidianos (TRs), que se ligam ao DNA e regulam a expressão gênica, afetando o metabolismo celular, o crescimento e a diferenciação.
Qual a sequência de passos da formação de HT até sua ativação? (7)
Captação de iodo
Oxidação do iodo e iodação da tireoglobulina
Acoplamento
Endocitose e proteólise
Liberação dos hormônios
Conversão periférica de T4 em T3
Receptores e ação dos hormônios tireoidianos
Eixo hipotálamo-hipófise-tireoide (H-H-T)
O eixo hipotálamo-hipófise-tireoide é uma cascata de interações hormonais que controlam a produção e liberação dos hormônios tireoidianos. O hipotálamo libera o hormônio liberador de tirotropina (TRH), que estimula a hipófise anterior a produzir e liberar o hormônio tireoestimulante (TSH). O TSH, por sua vez, estimula a glândula tireoide a sintetizar e liberar os hormônios tireoidianos T3 e T4.
Mecanismo de feedback
A regulação do eixo H-H-T ocorre principalmente por meio de um mecanismo de feedback negativo. Quando os níveis de hormônios tireoidianos (T3 e T4) estão elevados na corrente sanguínea, eles inibem a liberação de TRH pelo hipotálamo e de TSH pela hipófise, reduzindo a produção e liberação de T3 e T4 pela tireoide. Quando os níveis de T3 e T4 estão baixos, o feedback negativo é aliviado, levando ao aumento da liberação de TRH e TSH, o que estimula a tireoide a produzir mais hormônios tireoidianos.
como o TSH age na tireoide?
a. Ligação ao receptor: O TSH se liga aos receptores de TSH (tireotropina) na superfície das células foliculares da tireoide.
b. Ativação da adenilato ciclase: A ligação do TSH ao seu receptor ativa a adenilato ciclase, o que aumenta a produção de AMP cíclico (cAMP) no interior das células foliculares.
c. Ativação da proteína quinase A (PKA): O cAMP atua como um segundo mensageiro intracelular, ativando a proteína quinase A (PKA), que é uma enzima que fosforila outras proteínas intracelulares, ativando ou inibindo suas funções.
d. Estímulo à captação de iodo: A PKA ativada estimula a captação de iodo (I-) pelas células foliculares através do simporte Na+/I-. O iodo é um componente essencial dos hormônios tireoidianos.