HIV Flashcards
virologia
- Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
- retrovírus, ou seja, um vírus de RNA que para infectar necessita ter seu material genético transcrito de forma reversa em DNA
ciclo viral
tipos de transmissão
- contato sexual
- contato com sangue, hemoderivados e tecidos
- transmissão vertical
transmissão sexual (mais provável)
- sexo anal receptivo desprotegido é identificado como a prática que apresenta o maior risco de infecção para ambos os sexos (probabilidade de 1,4%)
transmissão sexual (vaginal)
- transmissão de 0,04% entre uma mulher infectada e seu parceiro sexual, a cada relação sexual;
- a probabilidade de homem portador do HIV infectar sua parceira em uma única relação sexual seria de 0,08%
transmissão sexual (oral)
- forma menos eficiente de transmissão, porém não é isento de risco
porque o sexo anal é a forma mais eficiente
- a mucosa retal é mais frágil do que a vaginal, portanto, mais suscetível ao trauma e ao sangramento, levando a inoculação direta do vírus no sangue
- a mucosa retal é mais fina do que a vaginal, encurtando a distância entre o sêmen depositado e as células TCD4 da submucosa, tendo maior probabilidade de infecção
fatores que modificam a eficiência da transmissão sexual
- DST: chance de transmissão maior
- Carga viral: quanto maior, maior a chance de transmissão
- TARV: reduz o risco de trasmissão
- Uso de anticoncepcionais orais: aumentam o risco de infecção
transmissão por contato com sangue, hemoderivados e tecidos (quais meios são transmitidos)
- uso de drogas ilícitas injetáveis
- transfusão de sangue e órgãos
- acidentes ocupacionais (perfuração percutânea com agulha, exposição de mucosa)
fluidos corporais que transmitem HIV
- sangue
- sêmen
- fluido vaginal
- liquor
- líquido sinovial, pleural, amniótico, pericárdico
transmissão vertical (mecanismos)
- durante a gestação (23-30% dos casos)
- durante o parto (50-65%)
- durante o aleitamento materno (12-20%)
fatores que influenciam a transmissão vertical
- carga viral materna (quanto mais elevada, maior a chance)
- uso de TARV (diminui o risco)
- genótipo HLA (compatibilidade entre o HLA da mãe e do filho aumenta a chance)
- DST na mãe
- tabagismo
- uso de drogas ilícitas
prevenção combinada
o que fazer na primeira consulta com diagnóstico de HIV
- anamnese
- exame físico
- exames complementares
- avaliação do risco cardiovascular
- imunizações
- investigação de TB
exames complementares a ser solicitado
periodicidade das consultas
Frequência de solicitação de exame de CV-HIV para monitoramento laboratorial de PVHIV
investigação de TB em PVHIV
- pesquisa deve iniciar-se com o questionamento sobre a presença dos seguintes sintomas: tosse, febre, emagrecimento e/ou sudorese noturna.
- A presença de qualquer um desses sintomas pode indicar TB ativa e requer investigação.
Caso a PT seja ________ recomenda-se sua repetição anual e também após a reconstituição imunológica com o uso da TARV
inferior a 5 mm
tratamento da infecção latente com isoniazida (INH) é recomendado para todas as PVHIV com PT __________
maior ou igual a 5mm, desde que excluída TB ativa
Sempre que possível, deve-se adiar a administração de vacinas em pacientes ________
sintomáticos ou com imunodeficiência grave (contagem de LT-CD4+ abaixo de 200 céls/ mm3)
Parâmetros imunológicos para imunizações com vacinas de bactérias ou vírus vivos em pacientes maiores de 13 anos infectados pelo HIV
quando iniciar TARV
O início imediato da TARV está recomendado para todas as PVHIV, independentemente do seu estágio clínico e/ou imunológico.
Situações de priorização de atendimento para início da TARV
MANIFESTAÇÕES DE IMUNODEFICIÊNCIA AVANÇADA (DOENÇAS DEFINIDORAS DE AIDS)
Manifestações clínicas atribuídas diretamente ao HIV
- Nefropatia associada ao HIV (NAHIV)
- Alterações neurológicas atribuídas ao HIV
- Cardiomiopatia associada ao HIV
TARV em gestante
TARV está indicada para toda gestante infectada pelo HIV, independentemente de critérios clínicos e imunológicos, e não deverá ser suspensa após o parto, independentemente do nível de LT-CD4+
quando iniciar TARV na gestante
TARV poderá ser iniciada na gestante a partir da 14a semana de gestação, logo após a coleta de exames e antes mesmo de se ter os resultados de LT-CD4+ e CV
início de tratamento da TB e HIV
Recomenda-se iniciar o tratamento anti-TB e a TARV de forma precoce, mas não concomitante, para todas as PVHIV com TB ativa
transmissão sexual com uso de TARV regularmente
- uma pessoa com HIV, sem nenhuma outra IST, seguindo TARV corretamente e com CV-HIV suprimida, tem mínimas chances de transmitir o HIV pela via sexual.
- O uso do preservativo continua sendo recomendado como forma de cuidado adicional para evitar reinfecção pelo HIV e para prevenção de outras IST e hepatites
quais medicamentos utiliza no esquema inicial para tratamento
- o esquema inicial preferencial deve ser a associação de dois ITRN/ITRNt – lamivudina (3TC) e tenofovir (TDF) – associados ao inibidor de integrase (INI) – dolutegravir (DTG).
- Exceção a esse esquema deve ser observada para os casos de coinfecção TB-HIV, MVHIV com possibilidade de engravidar e gestantes
Esquema de TARV inicial preferencial para adultos
Pacientes coinfectados TB-HIV que iniciaram tratamento com esquema contendo RAL ou EFV (não DTG), após o término do tratamento da tuberculose, poderão realizar a troca do EFV ou do RAL para DTG
Para que essa troca seja possível, a PVHIV deverá se enquadrar nos seguintes critérios:
- Estar em seguimento clínico e uso de TARV de forma regular;
- Estar com CV-HIV indetectável documentada;
- Ser esclarecida quanto à troca.
efeitos adversos tenofovir
Indicação de tratamento para ILTB em PVHIV
Esquemas terapêuticos para ILTB
a TARV é recomendada para quais pacientes com TB-HIV
TARV é recomendada a todos os pacientes com TB-HIV, independentemente da forma clínica de apresentação da TB.
quando começar a TARV em pacientes TB-HIV
- recomenda-se que pacientes com LT-CD4+ abaixo de 50 céls/ mm3 ou com sinais de imunodeficiência avançada comecem a TARV dentro de duas semanas após o início do tratamento para TB.
- Nos demais pacientes, deve-se iniciar a TARV na 8a semana.
- Não se recomenda o início concomitante do tratamento para ambos os agravos.
Esquemas de TARV inicial preferencial para pacientes coinfectados TB-HIV
Opções de esquema de ARV para pacientes com TB-HIV em tratamento para TB
profilaxia pré-exposição: o que é
consiste no uso de antirretrovirais (ARV) orais para reduzir o risco de adquirir a infecção pelo HIV
Caso seja confirmada a infecção pelo HIV, _______
a PrEP não está mais indicada
Fluxograma para avaliação de indicação de PrEP em adultos sexualmente ativos
indivíduos com indicação momentânea de PEP podem ser futuros candidatos à PrEP. A transição para a PrEP pode ser feita __________
após os 28 dias de uso da PEP e exclusão de infecção pelo HIV.
Recomenda-se reavaliação da função renal _______
a cada 12 meses no seguimento da PrEP
indivíduos com idade superior a 50 anos OU com história de comorbidades, tais como HAS e diabetes, OU com estimativa inicial do ClCr menor que 90 mL/min, a reavaliação da função renal ______-
deve ser mais frequente, a cada seis meses
Para qualquer indivíduo com um ClCr estimado ______
≥ 60 mL/min, pode-se prescrever com segurança a PrEP oral contendo TDF.
Dada a potencial toxicidade renal de TDF, a PrEP não está indicada ________
para indivíduos com ClCr abaixo de 60 mL/min.
critérios de inclusão PrEP
- 15 anos
- 35 Kg
- sexualmente ativo
- contexto risco aumentado
critérios de exclusão PrEP
- HIV +
- Clearance Cr < 60
Contextos de risco aumentado de aquisição de HIV
- Repetição de práticas sexuais anais ou vaginais com penetração sem o uso de preservativo;
- Frequência de relações sexuais com parcerias eventuais;
- Quantidade e diversidade de parcerias sexuais;
- Histórico de episódios de IST;
- Busca repetida por PEP;
- Contextos de relações sexuais em troca de dinheiro, objetos de valor, drogas, moradia etc.
fármacos e posologia PrEP
tenofovir + entricitabina (TDF/FTC): comprimidos de 300 mg + 200 mg
- 1 (um) comprimido diário
- recomenda-se o início da profilaxia com uma dose de ataque de 2 (dois) comprimidos de TDF/FTC no primeiro dia de uso, seguidos de 1 (um) comprimido diário nos próximos dias
critérios para interrupção da PrEP
- Diagnóstico de infecção pelo HIV;
- Desejo da pessoa de não mais utilizar o medicamento;
- Mudança no contexto de vida, com importante diminuição da frequência de práticas sexuais com potencial risco de infecção;
- Persistência ou ocorrência de eventos adversos relevantes;
- Baixa adesão à PrEP, mesmo após abordagem individualizada de adesão
Uma vez que a PrEP é iniciada, deve-se realizar seguimento clínico e laboratorial ________
do usuário a cada três meses
- no início do uso da PrEP, recomenda-se uma avaliação em um intervalo mais curto, com primeiro retorno em 30 dias para verificar a adesão e eventos adversos
Seguimento clínico e laboratorial de pessoas em uso de PrEP
Os quatro passos da avaliação da PEP
Tipo de material biológico PEP
Tipo de exposição PEP
Tempo transcorrido entre a exposição e o atendimento PEP
O primeiro atendimento após a exposição ao HIV é uma urgência. A PEP deve ser iniciada o mais precocemente possível, tendo como limite as 72 horas subsequentes à exposição
Status sorológico da pessoa exposta
- Amostra não reagente (TR1 não reagente): a PEP está indicada, pois a pessoa exposta é suscetível ao HIV
- Amostra reagente (TR1 e TR2 reagentes): a PEP não está indicada, iniciar tratamento HIV
- Amostra com resultados discordantes (TR1 reagente e TR2 não reagente): decisão de iniciar ou não a profilaxia deve ser avaliada conforme critério clínico e em conjunto com a pessoa exposta
Fluxograma para indicação de PEP ao HIV
Esquema preferencial para PEP
Seguimento laboratorial de PEP