DOEÇAS HEPÁTICAS Flashcards
o que é Hipertensão portal?
– A hipertensão portal é o aumento da pressão no espaço portal. A circulação vai recolher o sangue que vem do baço e do trato gastrintestinal, para gerar dentro do seu sinusoide, que é o espaço entre as células hepáticas, onde irá gerar um aproveitamento das substâncias, transformação de substâncias, metabolização de drogas, filtrar os sangues etc.
– O sangue que entra pela artéria hepática levará oxigenação e nutrirá as células do
fígado. Já o sangue que entra no fígado pela veia porta vem com a intenção de ser
limpo, depurado e de ser trabalhado na metabolização. Esse sangue irá se unir e
voltar para a circulação sistêmica por meio da veia hepática.
– Caso ocorra algum problema hepático, por exemplo, uma cirrose ou uma hepatite
que gerou uma cirrose, uma fibrose desse tecido hepático, aumenta-se a pressão ali dentro, e é o que gera a hipertensão portal.
O que causa a Hipertensão portal?
- Hipertensão portal
– É a elevação da pressão na veia portal.
– Ela é causada mais frequentemente por: - cirrose (em países desenvolvidos);
- esquistossomose (em áreas endêmicas); ou
- alterações vasculares hepáticas.
– Complicações: varizes esofágicas e encefalopatia portossistêmica.
Como é a História clínica da Hipertensão Portal?
- História clínica
– Fatores de risco: uso excessivo de álcool, hepatite, uso de drogas injetáveis endovenosas, uso de drogas hepatotóxicas.
– Estigmas de doença hepática crônica, como aranhas vasculares, eritema palmar,
icterícia, ginecomastia e atrofia testicular.
Obs.: o nosso fígado também participa da confecção de hormônios sexuais.
Qual fisiopatologia da Hipertensão portal?
- Hipertensão portal
– Locais de aumento da resistência vascular, que gera um aumento da pressão.
– Esse aumento da pressão pode ter uma causa pré-hepática, ou seja, antes de o
sangue entrar no fígado, ele já vem com a pressão alterada.
– Pode ser de causas hepáticas, que aumentam a resistência vascular, ou seja, os próprios hepatócitos que irão gerar a causa dessa hipertensão portal e poderá causar uma congestão da saída desse sangue para a circulação sistêmica (pós-hepático).
– O desenho acima mostra que o problema da hipertensão portal pré-hepática, quando tem problema nas veias mesentérica superior, esplênica e mesentérica inferior, que são as veias que drenam o sangue pela veia porta para dentro do fígado.
– Essa resistência poderá ser aumentada dentro do próprio fígado, nas causas de
hipertensão portal intra-hepática.
– Sinusoides: local onde ocorre a metabolização do sangue dentro do fígado.
– A veia hepática também pode estar obstruída ou com um problema com repercussão, que também aumenta a pressão portal.
– É possível também ter um problema relacionado ao coração e a veia cava inferior,
que é quem receberá o sangue da veia hepática, gerando um problema no fígado de forma retrógada.
– A insuficiência cardíaca congestiva à direita, também tem repercussão no fígado,
gerando, inclusive, ascite por problema cardíaco. - A imagem anterior é de um curso que a professora fez de medicina de urgência.
- O objetivo da imagem é de mostrar alterações pré-hepáticas antes da veia porta entrar no fígado, onde poderá ter obstrução, aumentando essa resistência.
- No canto inferior direito, têm-se as parasitoses, que são responsáveis por fazer esse aumento da resistência, antes da veia porta entrar no fígado.
- A imagem também traz os problemas intra-hepáticos na própria célula hepática, gerando problemas de funcionamento e obstrução da circulação.
- E também o problema pós-hepático, na saída da veia hepática e ao encontro da veia cava inferior.
Quais são as Alterações estruturais da Hipertensão portal?
- Alterações estruturais:
– Fibrose;
– Capilarização dos sinusoide: com formação de circulação colateral.
– Nódulos regenerativos: vai necrosando e formando os nódulos.
– Aumento da resistência intra-hepática dentro do fígado.
Essa resistência gera um aumento da pressão venosa portal.
– Esse artigo acima dispõe que a acima de 5 MmHg já é uma pressão portal para
hipertensão.
– Além disso, há as alterações dinâmicas: aumento da resistência do fluxo intrassinusoidal.
– Há também alterações da vasodilatação esplâncnica, ou seja, do baço, que aumenta o fluxo portal, levando mais sangue para o fígado, que já está com dificuldade de encaminhamento desse sangue. - Insuficiência hepática: quando o fígado não está funcionando bem e acaba gerando infecções, além de afetar o sistema de coagulação e não metaboliza a questão da amônia, gerando a encefalopatia hepática.
- Essa hipertensão portal irá gerar um Shunts portossistêmicos, que é uma dificuldade na circulação, gerando um sangramento varicoso, por conta de varizes na região do estômago e esôfago; pode gerar também uma hipertensão portopulmonar e uma síndrome hepatopulmonar.
- Também há uma conexão da disfunção circulatória por progressão da vasodilatação esplâcnica. Então a circulação sistêmica fica hipercenética e diminui a pressão.
- Há a ativação de fatores neuro-hormonais e aumento de volume plasmático, então começa a agravar o quadro clínico perceptível da ascite, que é o edema peritoneal no abdome e edema de membros inferiores.
- Vasodilatação sistêmica.
- Circulação hiperdinâmica, formando as varizes e a circulação colateral.
- Incapacidade de restaurar a homeostase circulatória.
- Secreção não osmótica do hormônio antidiurético (HAD), gerando uma hiponatremia.
- Ativação persistente do sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA), gerando uma vasoconstrição regional compensatória.
- Hipotensão, com a síndrome de resposta inflamatória sistêmica (SRIS).
- E, com isso, tem-se a insuficiência hepática crônica agudizada, síndrome hepatorrenal, encefalopatia hepática e insuficiência adrenal.
- Hipoalbuminemia e hipertensão portal: ascite.
Quais as Manifestações clínicas da hipertensão portal?
– Esplenomegalia;
– Colaterais portossistêmicas: vasos ingurgitados;
– Varizes de esôfago, estômago e reto: hematêmese (vômito com sangue) e/ou melena (sangue digerido da hemorragia digestiva alta, saindo nas fezes) e sinais de anemia, enquanto o das varizes retais, como enterorragia (ruptura da hemorragia digestiva baixa dessas varizes no reto);
– Gastroenteropatia hipertensiva: a manifestação mais importante é o sangramento
digestivo (HDA);
– Ascite: a ascite pode ser uma das manifestações da hipertensão portal e é frequentemente associada a edema de membros inferiores e da parede abdominal;
– Encefalopatia hepática: como via de insuficiência hepática, gerando o acumula da amônia e coma.
Quais as Principais locais de colaterais porto-sistêmicas da Hipertensão portal?
– Submucosa do esôfago (varizes de esôfago);
– Submucosa do estômago (varizes gástricas);
– Parede abdominal (circulação colateral (periférica);
– Submucosa do reto (varizes retais);
– Veia renal (shunt esplenorrenal e outros).
* Quando o problema está no sistema tipo portal, essas varizes estarão do umbigo, em direção à periferia.
* Quando o problema está no tipo cava inferior, as varizes estarão mais retas.
O que é o Fluido peritoneal que acontece na hipertensão portal?
- Fluido peritoneal
– É um líquido claro, estéril e viscoso produzido sob a forma de ultrafiltrado do plasma, sob influência da permeabilidade vascular e das forças hidrostáticas e oncóticas.
– Volume não ultrapassa os 50 ml em indivíduos normais e seu aumento é designado Ascite.
– Causas de ascite: ICC, cirrose hepática, hipoproteinemia, Infecções, neoplasias,
trauma, pancreatites.
– Aumento é produzido por decréscimo da permeabilidade capilar ou da reabsorção linfática (exsudato), ou nas alterações das pressões hidrostática e oncótica.
(FCC /2018/PREFEITURA DE MACAPÁ) A hipertensão porta (portal) é uma das principais causas de complicações e morte nos portadores de
a. arritmia cardíaca.
b. doença renal.
c. aneurisma cerebral.
d. cirrose hepática.
e. hipertensão arterial sistêmica
Letra: D
Trata-se da complicação que gera da cirrose.
O que é Ascite?
- Ascite
– A aparência do líquido ascítico pode ser límpida e amarelo-pálida) ou turva em virtude do acúmulo de leucócitos, células neoplásicas, ou proteínas.
– A presença de fragmentos alimentares, corpos estranhos, ou coloração verde podem estar presentes, indicando perfuração do trato gastrointestinal ou biliar.
– A pancreatite ou colecistite aguda também podem produzir coloração verde. O
fluido de coloração leitosa, que não se torna límpido após a centrifugação, sugere
efusão quilosa.
(COMPERVE/2018) Uma senhora de 54 anos está internada com hipertensão portal em um hospital geral. No exame físico, o técnico de enfermagem identificou pequenas lesões nos membros superiores, pele com leve icterícia, abdome ascítico e edema nos membros inferiores. A senhora relatou cefaleia, dificuldade para se alimentar por apresentar sangramento gástrico de cor vermelha brilhante em pequena quantidade e desconforto respiratório leve. Devido à ascite volumosa, a paciente encontra-se em repouso no leito e será submetida ao procedimento de paracentese.
A hipertensão portal, relatada no caso, refere-se à pressão aumentada em todo o sistema porta venoso, que resulta da obstrução e/ou aumento do fluxo sanguíneo e da resistência vascular no _____________.
fígado lesionado.
O que são as VARIZES ESOFÁGICAS?
VARIZES ESOFÁGICAS
* Causas de morte em pacientes com cirrose, pois geram hemorragia digestiva alta, a qual gera choque hipovolêmico.
* Consistem em veias sinuosas dilatadas, que geralmente são encontradas na submucosa da parte inferior do esôfago; podem desenvolver-se em uma posição mais alta no esôfago, ou podem estender-se no estômago.
* Causada por hipertensão portal.
* Fatores de risco para hemorragia: esforço muscular ao levantar objetos pesados; esforço na defecação; espirros, tosse ou vômitos; esofagite; irritação dos vasos (alimentos inadequadamente mastigados ou líquidos irritantes); refluxo do conteúdo gástrico (particularmente bebidas alcoólicas); e salicilatos ou qualquer medicamento que provoque erosão da mucosa esofágica.
* É habitual a ocorrência de hematêmese (vômito com sangue), melena (sangue digerido nas fezes devido a alto sangramento) ou deterioração geral do estado mental ou físico.
* História de uso abusivo de bebidas alcoólicas.
* Veias abdominais dilatadas e hemorróidas causadas pela hipertensão portal.
* Pode-se verificar a presença de sinais e sintomas de choque.
Qual o manejo das VARIZES ESOFÁGICAS?
Manejo
* Reposição volêmica.
* Transfusão.
* O2
.
* Medicação: octreotida, somatostatina, vasopressina com nitroglicerina, agentes betabloqueadores e nitratos.
* Tamponamento por balão (tratamento temporário).
* Lavagem com soro fisiológico e escleroterapia por injeção endoscópica.
* Terapia com laqueadura esofágica e laqueadura de varizes (ligadura de varizes
endoscópica).
* Derivação portossistêmica intra-hepática transjugular (TIPS).
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO/PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO/2019) Hipertensão pulmonar e portal, ascite, bem como ruptura de varizes do esôfago, são algumas das manifestações clínicas tardias da ___________.
b. esquistossomose.
(VUNESP/PREFEITURA DE VALINHOS-SP/2019) Paciente recém-chegado de uma região endêmica para esquistossomose apresenta a doença em estágio avançado. Ele tem histórico de varizes esofágicas com eventual sangramento, cuja evidência pode ser observada na cor das fezes que, nessa situação, se apresentam __________.
e. escurecidas ou pretas.
O paciente com problemas hepáticos terá um sangramento das varizes esofágicas, gerando sangue digerido (melena) e fezes escurecidas ou pretas.
(FCC/2009) O balão de Sengstaken-Blakemore é utilizado com o intuito de
c. estancar sangramento gástrico e esofágico, em casos de hemorragia digestiva.
Qual a conduta na HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA?
- Realizar avaliação primária com ênfase para:
* avaliar nível de consciência;
* proteger via aérea; e
* considerar intubação orotraqueal, quando houver rebaixamento do nível de consciência (hipovolemia severa e/ou encefalopatia). - Realizar avaliação secundária com ênfase para:
* monitorizar função cardíaca, oximetria de pulso e sinais vitais.
* Instalar acesso venoso periférico. - Realizar abordagem medicamentosa:
* oferecer O2 suplementar por bolsa valva-máscara com reservatório, se SatO2
< 94%;
* administrar solução cristalóide para manter níveis pressóricos adequados;
* administrar inibidor de bomba de prótons, se disponível, com dose inicial de 80 Ming IV em“bolus”. Manutenção: infusão contínua IV: 8 Ming/hora; e
* administrar Vitamina K, se disponível, IV 10 mg em pacientes com história de uso de Cumarínico ou de insuficiência hepática.
Quando suspeitar de HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA?
Quando suspeitar ou critérios de inclusão:
* Hematêmese, melena ou enterorragia (sangramento vivo nas fezes), fraqueza ou síncope, hipotensão arterial.
Obs.: quando se fala em hemorragia digestiva alta, a característica é hematêmese e melena, a enterorragia é uma característica secundária.
* Hipotensão postural e/ou taquicardia.
* A presença de eritema palmar, icterícia, ginecomastia e ascite sugerem insuficiência hepática.
O que é ENCEFALOPATIA HEPÁTICA?
- Ocorre quando o fígado não consegue metabolizar a amônia, substância resultante do metabolismo das proteínas, e há um acúmulo dessa substância tóxica na corrente sanguínea. Essa substância será levada para o cérebro, causando alterações no sistema nervoso central, gerando a sintomatologia relacionada à encefalopatia hepática, a qual tem alta mortalidade (em torno de 64% das pessoas morrem no próximo ano após o primeiro episódio de encefalopatia hepática).
- Encefalopatia portossistêmica (EPS).
- Complicação potencialmente fatal de doença hepática, que ocorre com insuficiência hepática profunda.
- A amônia é considerada o principal fator etiológico no desenvolvimento da encefalopatia.
- Insuficiência hepática associada à hipertensão portal e derivação do sangue do sistema porta-venoso para a circulação sistêmica.
- Aumentam a produção de amônia: digestão de proteínas nutricionais e sanguíneas e ingestão de sais de amônio.
(COVEST-COPSET/UFPE/2019) As doenças metabólicas são bastante importantes, pois podem comprometer o funcionamento de diversos sistemas do organismo. O fígado é um órgão importante para o controle metabólico. Quanto às manifestações da disfunção hepática, é correto afirmar que:
a. a icterícia é causada pela diminuição da concentração de bilirrubina no sangue, levando a uma coloração amarronzada da pele, mucosas e escleras.
b. a ascite provoca o abdômen escavado; realizar a medida diária desse abdômen auxilia no controle da patologia.
c. a ascite provoca o aumento da circunferência abdominal, podendo causar inclusive falta de ar, pelo aumento exagerado do abdômen.
d. a hipertensão portal refere-se à pressão diminuída em todo o sistema porta e que pode resultar na presença de icterícia, como sua principal manifestação.
e. a principal complicação da hipertensão portal é a hemorragia digestiva baixa, que pode levar à hipóxia com risco de morte.
Letra: C
- A icterícia é causada pelo aumento da bilirrubina, o qual causa coloração amarelada na pele, mucosas e escleras.
- A ascite provoca o abdômen globoso e a medida diária do abdômen é importante no controle da patologia. Pode provocar falta de ar (dispneia) tanto pelo aumento do abdômen quanto pelo problema circulatório geral que repercutirá no pulmão.
- A hipertensão global refere-se ao aumento da pressão e tem como manifestação a ascite e as varizes. Tem como principal complicação a hemorragia digestiva alta associada às varizes esofágicas e às varizes do estômago. A hemorragia digestiva baixa pode acontecer, mas é mais rara.
Quais as Manifestações Clínicas da ENCEFALOPATIA HEPÁTICA?
Manifestações Clínicas
* Alterações mentais menores e distúrbios motores.
* Confusão leve e alterações do humor.
* Padrões alterados do sono e tende a dormir durante o dia e apresentar inquietação e insônia à noite.
* Progressão, o cliente pode ter dificuldade em acordar e ficar totalmente desorientado quanto ao tempo e espaço.
* Coma franco e pode apresentar crises convulsivas.
* Asterixe (tremor adejante das mãos) na encefalopatia de estágio II.
* As tarefas simples (por exemplo: escrever) tornam-se difíceis.
* A incapacidade de reproduzir uma figura simples é designada como apraxia de construção.
* Nos estágios iniciais, os reflexos profundos do cliente são hiperativos; com o agravamento da encefalopatia, os reflexos desaparecem, e os membros tornam-se flácidos.
* Em certas ocasiões, pode-se observar hálito hepático, um odor característico semelhante à grama recentemente cortada, acetona ou vinho envelhecido.
Qual o manejo da ENCEFALOPATIA HEPÁTICA?
Manejo
* Administra-se lactulose para reduzir os níveis séricos de amônia (efeito colateral: diarreia, monitorado para hipopotassemia e desidratação).
* Administra-se glicose IV para minimizar a degradação das proteínas, e são administradas vitaminas para corrigir deficiências e desequilíbrios eletrolíticos (particularmente potássio).
* Se necessário, são administrados antibióticos – neomicina, metronidazol e rifaximina –, a fim de reduzir os níveis de bactérias formadoras de amônia no cólon; nenhum benefício foi demonstrado com o tratamento a longo prazo com esses antibióticos.
* Os clientes que estão comatosos ou que apresentam encefalopatia refratária à lactulose e antibioticoterapia devem ter restrição moderada no consumo de proteínas; administra-se alimentação enteral a clientes cuja encefalopatia persistir.
* Os medicamentos passíveis de precipitar encefalopatia (por exemplo: sedativos, tranquilizantes, analgésicos) devem ser interrompidos.
* Podem ser administrados antagonistas benzodiazepínicos (flumazenil)
Critérios de West Haven para classificação de encefalopatia hepática de acordo
com a gravidade: Grau I:
Grau I
Alterações leves de comportamento e de funções bio regulatórias, como alternância de ritmo, distúrbios discretos do comportamento como riso e choro “fácil”, hálito hepático.
Critérios de West Haven para classificação de encefalopatia hepática de acordo
com a gravidade: Grau II:
Grau II
Letargia ou apatia, lentidão nas respostas, desorientação no tempo e espaço, alterações na personalidade e comportamento inadequado, presença de flapping*
Qual o Manejo de Enfermagem da ENCEFALOPATIA HEPÁTICA?
- Manter um ambiente seguro, para evitar a ocorrência de sangramento (tendo em vista que o paciente com alterações hepáticas tem dificuldade de produzir a protrombina, que é fator de coagulação, e a vitamina cai, então o risco de sangramento é alto e devem-se evitar lesões), lesão e infecção.
- Avaliar o estado neurológico e mental do cliente.
- Registrar diariamente o equilíbrio hídrico e o peso corporal, bem como os sinais vitais a cada 4 horas.
- Avaliar os locais potenciais de infecção (peritônio, pulmões).
- Monitorar diariamente os níveis séricos de amônia.
Critérios de West Haven para classificação de encefalopatia hepática de acordo
com a gravidade: Grau III:
Grau III
Sonolência e torpor com resposta aos estímulos verbais, desorientação grosseira e agitação psicomotora, desaparecimento do flapping
Critérios de West Haven para classificação de encefalopatia hepática de acordo
com a gravidade: Grau IV:
Grau IV
Coma não responsivo aos estímulos verbais e com resposta flutuante à dor
O que é COLELITÍASE E COLECISTITE?
Cálculos na vesícula biliar a partir de constituintes sólidos da bile que variam acentuadamente quanto ao tamanho, formato e composição. Os mais comuns são os cálculos de colesterol.
Fatores de risco para os cálculos pigmentares: cirrose, hemólise e infecções do trato biliar. Fatores de risco para os cálculos de colesterol: incluem sexo (as mulheres têm duas a três vezes mais probabilidade que os homens de formar cálculos de colesterol); uso de contraceptivos orais, estrogênios e clofibrato; idade (em geral, acima dos 40 anos); múltiplas gestações; obesidade. Existe também um risco aumentado relacionado com diabetes melito, doença do trato GI.
Quais as Manifestações Clínicas da COLECISTITE AGUDA?
- Pode ser silenciosa, não produzindo dor e causando apenas sintomas gastrointestinais leves.
- Pode ser aguda ou crônica com desconforto epigástrico (plenitude, distensão abdominal e dor vaga no quadrante superior direito), o desconforto pode ocorrer após uma refeição rica em alimentos fritos ou gordurosos.
- A icterícia pode ser acompanhada de acentuado prurido, com obstrução do ducto colédoco, em um pequeno número de clientes.
- Urina muito escura e fezes acinzentadas ou com coloração de argila.
- Podem ocorrer deficiências das vitaminas A, D, E e K (vitaminas lipossolúveis).
O que é COLECISTITE AGUDA?
É uma complicação da colelitíase. É uma infecção aguda da vesícula biliar.
ATENÇÃO
É importante diferenciar colelitíase e colecistite.
A colecistite é uma complicação da colelitíase; para esta basta a existência do cálculo na vesícula. Já a colecistite é a infecção aguda e obstrução do fluxo da vesícula biliar.
O fluxo biliar é obstruído por um cálculo biliar, e a bile existente na vesícula biliar inicia uma reação química, resultando em edema, comprometimento do suprimento vascular e gangrena e infecções bacterianas primárias da vesícula biliar.
A infecção provoca dor, hipersensibilidade e rigidez na parte direita superior do abdome e está associada a náuseas, vômitos e sinais habituais de inflamação. A presença de líquido purulento dentro da vesícula biliar indica empiema da vesícula
C ou E: (CESPE/SERPRO/2013) Julgue os itens subsecutivos, referentes aos conceitos das doenças nas diversas especialidades clínicas.
Na colecistite, inflamação da vesícula biliar, ocorre síndrome dolorosa na região do hipocôndrio.
CERTO! Foi feita apenas a conceituação da colecistite. O ideal seria mencionar que ocorre no hipocôndrio direito
O que é COLECISTITE?
A obstrução do ducto biliar por um cálculo, em 90% dos casos, leva à inflamação aguda da vesícula na maioria dos casos. Surge uma cólica que logo se transforma em uma dor intensa no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos e febre em 70% dos pacientes.
Sinal de Murphy demonstra comprometimento visceral e parietal do peritônio. Esse sinal é definido como dor intensa quando o examinador, com a mão no ponto vesicular, solicita que o paciente respire profundamente, mobilizando a vesícula doente em direção a sua mão e piorando o quadro álgico.
Sinal de Blumberg → Dor à descompressão brusca do abdome → Aponta para acometimento do peritônio parietal.
- Quando no ponto de McBurney → Sinal característico de apendicite.
O que é Sinal de Murphy?
Sinal de Murphy → Interrupção da respiração por dor à palpação do HCD.
- Sinal característico da colecistite, que desencadeia dor muito forte quando
da palpação.
.
O que é Sinal de Blumberg?
Sinal de Blumberg → Dor à descompressão brusca do abdome → Aponta para acometimento do peritônio parietal.
- Quando no ponto de McBurney → Sinal característico de apendicite.
O que é Sinal de Giordano?
Sinal de Giordano → Dor à punho-percussão das regiões lombares → Aponta para acometimento renal, como uma pielonefrite.
O que é Sinal de Cullen?
Sinal de Cullen → Manchas equimóticas ao redor da cicatriz umbilical → Sinais presentes na pancreatite hemorrágica.
O que é Sinal de Grey-Tuner?
Sinal de Grey-Tuner → Manchas equimóticas em flancos → Sinais presentes na pancreatite hemorrágica.
O que são as HEPATITES VIRAIS?
Em relação à transmissão da hepatite B, ela é muito fácil de transmissão até pela escova de dente e alicate de unha. A vacina é imunoprevenível (hepatite A e hepatite B). A hepatite A faz parte do calendário padrão das crianças com 15 meses em dose única, apesar da Sociedade Brasileira de Imunização defender que precisa de duas doses para imunizar. Em relação à hepatite B, o Ministério apresenta como calendário padrão ao nascer (de preferência, nas primeiras 12 horas de vida); para mãe que tem hepatite B comprovada, além da vacina, é feita a imunoglobulina, que é a imunização passiva. No adulto, nas pessoas acima de sete anos, a vacina da hepatite B é feita em três doses: zero, um mês, seis meses após. Pessoas. com insuficiência renal e dificuldade de imunidade utilizam a vacina da hepatite B em quatro doses (zero, um, dois e seis) e a dose em volume será duplicada.
C ou E: o PCDT-IST de 2019 tem um capítulo hepatite A. O CRIE vacina contra a hepatite A homens que fazem sexo com homem e pessoas de risco para esse tipo de atividade sexual. Em 2018/2019 no município de São Paulo, houve casos de hepatite A fulminante associada à transmissão sexual.
CERTO!
C ou E: Superinfecção: é o portador crônica da hepatite B infectado pelo vírus. Ele já tinha o vírus B e, depois, soma a hepatite D.
CERTO!
Como são as Transmissão das hepatites?
- Compartilhamento de objetos contaminados: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens, materiais para escarificação da pele para rituais, instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e pipadas (crack).
- Acidentes com exposição a material biológico, procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são aplicadas.
- Vertical: pode ocorrer no momento do parto. O risco é maior para hepatite B, ocorrendo em 70 a 90% dos casos cujas gestantes apresentam replicação viral. Na hepatite C, a transmissão vertical é menos frequente.
Como é a transmissão da hepatite C?
- Na hepatite C, a detecção do HCV-RNA está relacionada à viremia do HCV. Alguns
estudos indicam que a carga viral do HCV é diretamente proporcional ao risco de
transmissão do vírus. Em gestantes coinfectadas por HCV e HIV, a chance de transmissão vertical é maior do que em gestantes infectadas apenas pelo HCV.
Como é a transmissão da hepatite B?
- No caso da hepatite B, os pacientes com HBeAg (marcador de replicação viral) reagente têm maior risco de transmissão do HBV do que pacientes HBeAg não reagentes.
Qual a Suscetibilidade, vulnerabilidade e imunidade da Hepatite E?
- Hepatite E – são suscetíveis todos os indivíduos, independentemente do perfil sorológico. A infecção não confere imunidade e não existe vacina para a hepatite E.
Qual a Suscetibilidade, vulnerabilidade e imunidade da Hepatite B?
Hepatite B – são suscetíveis os indivíduos com perfil sorológico HBsAg, anti-HBc e
anti-HBs não -reagentes, concomitantemente. A imunidade adquirida por infecção
prévia resolvida naturalmente é estabelecida pela presença do anti-HBc e anti-HBs
reagentes. Eventualmente, o anti-HBc pode ser o único indicador da imunidade natural detectável, pois, com o tempo, os níveis de anti-HBs podem tornar-se indetectáveis. A vacina contra a hepatite B induz à formação do anti-HBs isoladamente.
Obs.: é importante ter atenção aos anti-HBs. O HBsAg é antígeno de superfície. O anti-HBs é anti de anticorpo; logo, o corpo, por meio dos linfócitos T, produzem imunidade específica formando anticorpos contra algum antígeno. Esse anticorpo é produzido em duas situações: ao tomar a vacina e quando a pessoa tem a doença.
Qual a Suscetibilidade, vulnerabilidade e imunidade da Hepatite C?
- Hepatite C – todos os indivíduos são susceptíveis a infecção ou reinfecção pelo HCV.
- O perfil sorológico anti-HCV reagente não confere imunidade contra o vírus.
- O indivíduo infectado pelo vírus C apresenta sorologia anti-HCV reagente por um período indefinido, porém esse padrão isoladamente não distingue se houve resolução da infecção ou se o indivíduo se tornou portador crônico; para essa conclusão, é necessário avaliar a presença de material genético viral ou antígeno viral.
- A presença do HCV-RNA ou do antígeno viral por um período de seis meses após o diagnóstico inicial da infecção é evidência de cronificação da hepatite C.
- Não existe vacina contra a infecção.
Quais são as fases da Hepatite aguda?
Período prodrômico ou pré-ictérico —-> Fase ictéricia —–> Fase convalescência
O que é o Período prodrômico ou pré-ictérico da Hepatite aguda?
- Período prodrômico ou pré-ictérico - sintomas inespecíficos: anorexia, náuseas,
vômitos, diarreia ou, raramente, constipação, febre baixa, cefaleia, mal-estar, astenia e fadiga, aversão ao paladar e/ou olfato, mialgia, fotofobia, desconforto no hipocôndrio direito, urticária, artralgia ou artrite e exantema papular ou maculopapular.
O que é a Fase ictérica ou pré-ictérico da Hepatite aguda?
- Fase ictérica - icterícia, em geral, há diminuição dos sintomas prodrômicos. Observa-se hepatomegalia dolorosa, com ocasional esplenomegalia.
O que é a Fase de convalescença ou pré-ictérico da Hepatite aguda?
- Fase de convalescença – segue-se ao desaparecimento da icterícia. A recuperação
completa ocorre após algumas semanas, mas a fraqueza e o cansaço podem persistir por vários meses
O que são as Hepatite crônica?
- As hepatites virais crônicas estão relacionadas aos vírus B, C e D.
- A cronicidade é caracterizada pela detecção de material genético ou de antígenos
virais por um período de 6 meses após o diagnóstico inicial.
Quais as Complicações da Hepatite crônica?
Complicações
* Os casos crônicos das hepatites virais B, C e D podem evoluir com o desenvolvimento
de fibrose, cirrose hepática e suas complicações.
* As pessoas com hepatites virais crônicas também têm risco aumentado para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular.
Obs.: a hepatite C é a que mais tem correlação com carcinoma hepatocelular.
(VUNESP/TJSP/2019) Ao analisar os resultados do exame de sorologia para hepatite B de um indivíduo considerado anteriormente como suscetível, que refere ter recebido a terceira dose da vacina hepatite B há seis meses, espera-se encontrar positivo(s) o(s) anticorpo(s)/antígeno(s)
a. apenas HBsAg.
b. HBs-Ag, AntiHBc total e AntiHBc IGG.
c. apenas anti-HBs ( ≥ 10 UI/mL).
d. Anti-HBe e HBsAg.
e. HBs-Ag, AntiHBc total e AntiHBc IGM.
Letra: C
Ele vai produzir o anti Hbs, que é contra o antígeno de superfície produzida pela vacina.
a. é a presença do vírus; doença aguda
b. doença aguda. AntiHBc IGG mostra o anticorpo de memória.
c. apenas anti-HBs ( ≥ 10 UI/mL).
d. doença ativa com antígeno de superfície + anticorpo contra replicação viral.
e. doença ativa.
Quais são os Exames inespecíficos da Hepatite crônica?
- Aminotransferases (transaminases) – a aspartato aminotransferase (AST/TGO) e a
alanino aminotransferase (ALT/TGP) são marcadores de agressão hepatocelular. Nas formas agudas, chegam a atingir, habitualmente, valores até 25 a 100 vezes acima do normal, embora alguns pacientes apresentem níveis mais baixos, principalmente na hepatite C. - Bilirrubinas – elevam-se após o aumento das aminotransferases e, nas formas
agudas, podem alcançar valores 20 a 25 vezes acima do normal. Apesar de haver
aumento tanto da fração não conjugada (indireta), quanto da conjugada (direta), essa última apresenta-se predominante. - Outros exames: dosagem de proteínas séricas, fosfatase alcalina, gama-glutamil transferase, atividade de protrombina, alfafetoproteína e contagem de leucócitos e plaquetas.
Obs.: na infecção aguda pelo HAV/infecção recente, o anti-HAV total envolve IgG+IgM. Seum dos dois der positivo, o total será positivo. Quando há IgM positivo, isso mostra a doença.
Obs.: quando o paciente toma vacina, a composição da vacina contra a hepatite B é com a produção sobre o antígeno de superfície. Desenvolve-se anticorpos contra o antígeno de superfície. Esse antígeno de superfície também estará positivo se a pessoa desenvolveu a doença e ficou curada. Na curada, não se encontra a parte ativa da doença (replicação, anticorpo de doença recente nem antígeno que o vírus está ali).
(COMPERVE/UFRN/2018) Os testes rápidos (TR) constituem imunoensaios de execução simples, que podem ser realizados em até e não necessitam de estrutura laboratorial, embora, a depender da amostra trabalhada, sejam necessários cuidados de biossegurança. Os TR utilizados para o diagnóstico da hepatite B são realizados com sangue total colhido por punção da polpa digital ou por punção venosa, com soro ou com plasma. Esses testes permitem a detecção do ______.
c. antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg).
Quando se fala em teste rápido, esses testes detectam a presença do antígeno de superfície do vírus da hepatite B, que mostra a doença ativa, se estará positiva ou não.
(AOCP/PREF-JP/2018) Ao ministrar uma palestra sobre um tipo de hepatite, o(a) enfermeiro(a) afirma que: “A hepatite é uma infecção de transmissão parenteral, predominantemente, pela via sexual. A transmissão vertical também pode ocorrer e ocasiona uma evolução desfavorável, com maior chance de cronificação. Profere que parte das pessoas infectadas tornam-se portadoras crônicas e alguns que apresentam replicação do vírus evoluem para doença hepática avançada. Pronuncia que essa infecção também é condição para o desenvolvimento da hepatite causada pelo vírus Delta”. Ao final da palestra, recomenda a vacinação contra essa hepatite para todas as pessoas, independentemente da idade e/ou condições de vulnerabilidade. Com base nesse texto, assinale o tipo de hepatite a que o profissional se refere:
Hepatite B
Se é parenteral, pode-se cortar a hepatite E e, provavelmente, a hepatite A.
Se é predominantemente pela via sexual, é a hepatite B ou a C.
Não existe vacina para a C.
C ou E: (CESPE/TJRO/2012) Os distúrbios hepáticos são relativamente comuns e podem ser resultantes de infecções virais, exposição a substâncias tóxicas ou tumores. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
a. Não há relato de disfunções hormonais em virtude de disfunções hepáticas
ERRADO! a. os hormônios sexuais fazem parte da produção de gordura e precisam do metabolismo hepático funcionando adequadamente.
C ou E: (CESPE/TJRO/2012) Os distúrbios hepáticos são relativamente comuns e podem ser resultantes de infecções virais, exposição a substâncias tóxicas ou tumores. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
b. O modo de transmissão fecal-oral é comum às hepatites A e B, requerendo cuidados específicos.
ERRADO! b. O modo de transmissão fecal-oral é comum às hepatites A e E, requerendo cuidados específicos.
C ou E: (CESPE/TJRO/2012) Os distúrbios hepáticos são relativamente comuns e podem ser resultantes de infecções virais, exposição a substâncias tóxicas ou tumores. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
c. A absorção de vitamina K pelo trato gastrointestinal não é prejudicada pelas disfunções hepáticas.
ERRADO! c. A absorção de vitamina K pelo trato gastrointestinal é prejudicada pelas disfunções hepáticas.
C ou E: (CESPE/TJRO/2012) Os distúrbios hepáticos são relativamente comuns e podem ser resultantes de infecções virais, exposição a substâncias tóxicas ou tumores. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
d. Em pacientes com disfunção hepática, ocorre aumento da produção dos fatores de coagulação sanguínea, ocasionando equimoses e epistaxe.
ERRADO! d. Em pacientes com disfunção hepática, ocorre diminuição dos fatores de coagulação sanguínea, ocasionando equimoses e epistaxe.
C ou E: (CESPE/HUB/2018) Os vírus A, C e E são de transmissão parenteral, sexual e vertical, por diversos mecanismos, como o compartilhamento de materiais contaminados por sangue e fluidos corpóreos.
ERRADO! E e A não são de transmissão parenteral, mas sim fecal-oral. Em relação ao tipo de transmissão mencionado no item, fala-se em B, C e D.
C ou E: (CESPE/TJRO/2012) Os distúrbios hepáticos são relativamente comuns e podem ser resultantes de infecções virais, exposição a substâncias tóxicas ou tumores. Com relação a esse assunto, assinale a opção correta.
e. Em virtude da diminuição de sais biliares no intestino, a absorção das vitaminas A, D e E são prejudicadas, sendo necessária a reposição.
CERTO! e. Em virtude da diminuição de sais biliares no intestino, a absorção das vitaminas A, D e E são prejudicadas, sendo necessária a reposição.
Quais as funções do fígado?
- Funções digestivas, através da síntese e secreção de sais biliares, como também é
essencial na regulação do metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios; - Armazena substâncias, degrada e excreção de hormônios (sexuais);
- Transforma e excreta drogas;
- Participa da hemostasia (Estoca vitamina K e sintetiza os fatores de coagulação);
- Auxilia à resposta imune (sistema complemento, células de Kupffer e macrófagos,
células NK que demonstram citotoxidade espontânea contra células tumorais e hepatócitos infectados por vírus); - Armazena ferro;
- Estoca vitaminas, principalmente as vitaminas A, D e B12 com o objetivo de proteger o corpo da ingestão insuficiente dessas vitaminas.
(UFPA/CEPS/2019) Segundo o Guia de Vigilância em Saúde (Brasil, 2017), as hepatites virais são doenças causadas por diferentes vírus hepatotrópicos, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. Possuem distribuição universal e são observadas diferenças regionais, de acordo com o agente etiológico.
As hepatites virais B, C e D são transmitidas pelo sangue (via parenteral, percutânea e vertical), esperma e secreção vaginal (via sexual).
Com base na história clínica e epidemiológica, recomenda-se a pesquisa inicial dos
marcadores sorológicos e virológicos. Na interpretação dos resultados sorológicos para hepatite B, é correto afirmar que o indivíduo está imunizado, por vacinação, quando:
Letra: B
Ele está imunizado por vacina quando ele tem o anti-HBs, que é o anticorpo produzido quando, na vacina, há o antígeno de superfície.
Quando há o HBsAg positivo, a doença está instalada.
Quando há o IgM positivo, há a doença ativa instalada.
Quando há o HBeAg positivo, há a replicação viral instalada.
As hepatites virais constituem importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seus agentes etiológicos, os vírus hepatotrópicos (vírus A, vírus B, vírus C, vírus D e vírus E), infectam primordialmente as células hepáticas (hepatócitos), mas diferem quanto às formas de transmissão e quanto às consequências clínicas decorrentes da infecção.
Acerca das hepatites virais, julgue os itens subsecutivos
C ou E: (CESPE/HUB/2018) O vírus causador da hepatite D, doença que pode apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou na forma grave, tem mecanismos de transmissão diferentes dos mecanismos de transmissão do vírus da hepatite B.
ERRADO! É também parenteral.
C ou E (CESPE/HUB/2018) A hepatite E é autolimitada, podendo apresentar formas clínicas graves principalmente em gestantes.
CERTO! Vale lembrar que a imunidade da gestante é menor.
(CESPE/HUB/2018) A infecção do feto pelo vírus da hepatite B por transmissão vertical de mães infectadas depende do estado imune dessas mães e da carga viral, fatores que podem permitir ao vírus atravessar a barreira placentária.
CERTO!
O que é ESTEATOSE HEPÁTICA?
Esteatose hepática
* A doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), também denominada esteatose,
caracteriza-se pela infiltração de gordura e acúmulo de tecido adiposo no fígado, propiciado pela resistência à insulina ou hiperinsulinismo. O diagnóstico da DHGNA requer a
exclusão das causas secundárias como o consumo diário de álcool > 30 g para o sexo
masculino e > 20 g para o sexo feminino. O maior problema de lesão hepática é o álcool
e, em segundo lugar, está a gordura no fígado.
* A incidência é bastante comum nos países ocidentais, onde a doença atinge em média
17-46% dos indivíduos adultos. Entre os fatores de risco estão DM tipo 2, hipotireoidismo, dislipidemia e obesidade.
(2019/UNIRIO) A esteatose hepática é uma condição patológica que vem crescendo a cada dia. Ela pode provocar inflamação nas células hepáticas, tendo potencial para gerar câncer no fígado e cirrose. Tem-se como causa da esteatose o(a):
a. sedentarismo e o uso prolongado de anticoncepcional.
b. tabagismo e o consumo excessivo de bebida alcoólica.
c. tabagismo e o uso prolongado de anticoncepcional.
d. obesidade e o consumo excessivo de bebida alcoólica.
e. desnutrição e o sedentarismo.
Letra: D obesidade e o consumo excessivo de bebida alcoólica.