Dislipidemias Flashcards
Maior benefício cardiovascular é quando aumentamos HDL - verdadeiro ou falso
FALSO
Maior benefício é notado com a queda de LDL
Etiologias (2)
Primárias
Secundárias
Fisiopatologia das dislipidemias primárias
- Mutações genéticas únicas ou múltiplas
- Produção excessiva ou menor depuração de TG ou LDL OU baixa produção ou maior depuração de HDL
Causas de dislipidemia secundária (11)
- Sedentarismo + alta ingesta calórica (gordura saturada, trans, colesterol
- DM
- Nefropatia crônica
- Cirrose biliar primária e outras colestases
- Hipotireoidismo
- Abuso de álcool
- Fármacos
- Tabagismo (menos HDL)
- Anabolizantes (menos HDL)
- HIV (menos HDL)
- Síndrome nefrótica
Dislipidemia na DM - qual tipo de DM, qual padrão de dislipidemia
- TG + LDL elevados e HDL baixo = dislipidemia diabética (hiperapo B hipertrigliceridêmica)
- Mais em DM2
- DM mal controlada e/ou obesidade → mais AG circulante → mais VDLD → transferem TG para LDL e HDL
Classificação pelo tipo de lipídeo alterado - geral (3)
- Hipercolesterolemia isolada
- Hipertrigliceridemia isolada
- Dislipidemia mista
Classificação por Fenótipos de Frederickson
I - quilomicrons -> TG
IIa - LDL -> colesterol
IIb - LDL e VLDL - TG e colesterol
III - VDLD e quilomicrons -> TG e colesterol
IV - VLDL -> TG
V -> quilomicrons e VLDL -> TG e colesterol
Quadro clínico (8)
- Assintomático
- Arco corneano
- Xantomas - pele, tendão, articulação
- Xantelasmas
- Plasma sanguíneo de aparência leitosa
- Níveis elevados -> parestesia, dispneia, confusão mental
- Lipemia retiniana (TG > 2000)
- Doença de órgão alvo
Doenças de órgão alvo (6)
- DAC
- AVE
- DAOP
- Pancreatite aguda (TG > 500)
- Hepatoesplenomegalia
Achados físicos (pele, tendões etc) são indicativos de que?
Dislipidemia primária
OBS: Xantomas - em tendão de calcâneo é patognomônico de hipercolesterolemia familiar
Quando pensar em dislipidemia primária? (4)
- Xantomas - em tendão de calcâneo é patognomônico de hipercolesterolemia familiar
- Início de doença aterosclerótica precoce (homem < 55a, mulher < 60a)
- História familiar de hiperlipidemia grave ou início de doença aterosclerótica precoce
- Colesterol > 190 mg/dl
Quais exames pedir para DIAGNOSTICAR dislipidemia?
Lipidograma = colesterol total, triglicerídeos, LDL, HDL
Quando pedir exames adicionais?
após dx e se piora do perfil lipídico sem outras explicações
Quais exames adicionais pedir?
- Função renal
- Glicemia jejum e/ou HbA1c
- Enzimas hepáticas
- TSH
- Proteinúria
Rastreamento - indicações adultos
Se sem fator de risco para DAC
Homens > 35 anos
Mulher > 45 anos
Se com fator de risco para DAC = > 20 anos
Qualquer idade se DAC ou equivalente coronariano (Aneurisma de aorta, AIT, AVC, DAP, HVE)
Rastreamento - intervalos e quando parar
Quanto maior o risco, menor o intervalo - em média, ~5 anos
Parar aos > 75 anos
Rastreamento - indicações em crianças
- Se fatores de risco (DM, HAS, história familiar de hiperlipidemia grave ou DAC prematura) - dosar uma vez entre 2 e 8 anos
- Se sem fatores de risco - dosar uma vez antes da puberdade (9-11 anos) e mais uma vez entre 17-21a
Tratamento não farmacológico
- Abordar HAS, DM, tabagismo
- MEV
Tratamento farmacológico LDL elevado - opções de classes medicamentosas (6)
- Suplementos alimentares
- Estatina
- Ezetimiba
- Anticorpos monoclonais do PCSK9
- Inibidores de citrato liase adenosina trifosfato
- Sequestradores de ácidos biliares
Tratamento farmacológico LDL elevado - Suplementos alimentares (tipos e ação)
- Fibras
- Diminui absorção + aumenta excreção
- Aveia pode reduzir colesterol em até 18%
- Esteois e estanois vegetais
- Diminuem absorção
- Reduz LDL em ~10%
Estatinas profiláticas indicação (AHA) (3)
- DCV clínica
- LDL ≥ 190
- 40-75 anos + LDL entre 70-189 + 1 fator de risco (DM, HAS, Tabagismo) OU RCV ≥ 7,5%
Tratamento farmacológico LDL elevado - Estatinas efeitos adversos (2)
- Elevação de enzimas hepáticas - toxicidade hepática é raro
- Muscular - até 10%, dependente de dose → reduzir dose, trocar estatina
- Mais em idosos, polifarmácia
- Não necessariamente eleva CPK
- Miosites
- Rabdomiólise
Tratamento farmacológico LDL elevado - Estatinas contraindicação (2)
Gestação e lactação
interrompe síntese de colesterol, fundamental para desenvolvimento fetal
Tratamento farmacológico LDL elevado - Ezetimiba como altera perfil lipídico
Reduz LDL em 15-20% + aumenta HDL discretamente + reduz TG discretamente
Tratamento farmacológico LDL elevado - Ezetimiba indicações
- Monoterapia em pctes que não conseguem usar estatinas
- Em associação a estatina se paciente em dose máxima deste e mantém LDL fora de meta
Tratamento TG elevado - linhas gerais e classes medicamentosas (5)
- MEV
- Fibratos
- Estatinas
- Ácidos graxos ômega 3
- Inibiddor apo CIII
Alvo triglicérides
Não há um alvo certo, usamos < 150 mg/dl
Tratamento farmacológico TG elevado - Fibratos - efeitos colaterais
- Efeitos colaterais gastrointestinais
- Dispepsia
- Dor abdominal
- Elevação enzimas hepáticas
- Colelitíase
- OBS: potencializam efeito da Varfarina e toxicidade muscular de estatina
Tratamento farmacológico TG elevado - Estatinas - indicações (1)
Se TG < 500 + alteração LDL
Tratamento farmacológico TG elevado - Ômega 3 - indicação (1), dose, efeitos adversos (2)
- Se TG > 500
- Em altas doses - 1 a 6g/dia de 1 a 6 g por dia de ácidos eicosapentaenoico e docosaexaenoico
- Efeitos adversos - administrar junto com refeições, em dose fracionada
- Eructação
- Diarreia
Abordagem DM (4)
- Estilo de vida + estatina para todos com dislipidemia
- Fibratos se TG > 500 (diminuir risco de pancreatite)
- Metformina tem efeito de diminuir TG - usar como adjuvante, jamais como terapia primária
- Se TG muito alto + DM em mal controle, avaliar insulinoterapia (tende a responder melhor do que com hipoglicemiantes orais)
Quais comorbidades devemos abordar inicialmente antes de mexer na dislipidemia?
Hipotireoidismo, DRC, hepatopatas
Acompanhamento do tratamento
- Dosar novamente 2-3 meses após início ou alteração do tratamento
- Dosar 1-2x/ano após estabilização
Acompanhamento miotoxicidade das estatinas
- Dosar CPK + suspender estatina apenas se queixas musculares - quando melhorar, retornar em dose menor ou trocar estatina
- Se não melhorar em ~2 semanas, investigar outras causas
Drogas e Alvos LDL - como avaliar
Variam de acordo com risco cardiovascular
Drogas e Alvos LDL - Muito alto risco cardiovascular
Se doença aterosclerótica já dx (coronária, cerebrovascular, periférica), obstrução > 50%, com ou sem evento clínico
SEM MEDICAMENTO - reduzir > 50%
Estatina alta potência - Atorvastatina (40-80), Rosuvastatina (20-40), Sinvastatina (40) e/ou Ezetimiba (10)
LDL < 50, Colesterol < 80 em 3 meses
Drogas e Alvos LDL - Alto risco cardiovascular
SEM MEDICAMENTO - reduzir > 50%
Estatina alta potência - Atorvastatina (40-80), Rosuvastatina (20-40), Sinvastatina (40) e/ou Ezetimiba (10)
LDL < 70, Colesterol < 100 em 3 meses
Drogas e Alvos LDL - Risco cardiovascular intermediário
Homem > 40a, mulher > 50 a
Estatina baixa potência - Sinvastatina (20-40)
Atorvastatina 10-20
Rosuvastatina 5-10
LDL < 100, Colesterol < 130 em 3 meses
Drogas e Alvos LDL - Risco cardiovascular baixo
Homem < 40a, mulher < 50 a
SEM MEDICAMENTO - reduzir > 30%
Estatina baixa potência - Sinvastatina (20-40)
Atorvastatina 10-20
Rosuvastatina 5-10
LDL < 130, Colesterol < 160 em 3 meses