Antiparkinsonianos Flashcards
Mecanismo da morte celular
o estresse oxidativo e a excitotoxicidade podem levar a apoptose
Excitotocixidade
alteração do receptor NMDA(glutamato) -> deslocamento de magnésio-> aumento do influxo de cálcio -> proteólise do peróxido, nitrito, superoxido, peróxido de hidrogênio -> geram estresse oxidativo e consequente destruição das células ( lesão de proteínas, lesão lipídica da membrana e lesão do DNA)
doença de parkinson: definição
doença neurodegenerativa, crônica e progressiva que afeta principalmente o SNC, causando uma diminuição progressiva da produção de dopamina na substância negra (morte de neurônios dopaminergicos)
doença de parkinson: epidemiologia
85 a 187 casos em 100.000 hab.
Pico da doença por volta de 60 anos (pode ser precoce)
doença de parkinson: sintomatologia
Tremor em repouso
Rigidez muscular
Acinesia e bradicinesia
Postura instável-> alterações de marcha
doença de parkinson: evolução da doença
começa normalmente num membro superior e conforme há uma diminuição da substância negra vai se estendendo para o resto do corpo e dá rigidez muscular.
Doença de parkinson: fisiopatologia
há perda seletiva de neurônios dopaminérgicos na parte compacta da “substância negra”.
Destruição de pelo menos 70% dos neurônios quando aparecem os primeiros sintomas.
Receptor D1
via direta – quando ativada provoca a excitação, permite o movimento.
receptor D2
via indireta – quando ativado provoca inibição.
doença de parkinson: estratégia terapêutica
aumentar dopamina
Diminuir acetilcolina
Levodopa
percursor metabólico da dopamina.
Para a levodopa agir é necessário que haja células íntegras. ( quanto mais neurônios morrem, menor é o efeito)
Restabelece a neurotransmissão dopaminérgica no estriado, aumentando a síntese de dopamina nos neurônios ainda ativos da substância negra.
Carbidopa
Inibidor da dopamina- descarboxilase; diminui a biotransformação da levodopa na periferia
Levodopa: uso terapêutico
Levodopa + Carbidopa
diminuição da resposta terapêutica durante o 3o ao 5o ano (destruição progressiva de neurônios)
Levodopa + Carbidopa:
Absorção e biotransformação
absorvida rapidamente no intestino delgado (jejum);
meia vida extremamente curta (1-2 horas);
pode provocar flutuações motoras (perde subitamente a mobilidade motora normal); tremores, câimbras e imobilidade.
Levodopa + Carbidopa: efeitos adversos
a. Efeitos perifericos
- anorexia, náusea, êmese
- taquicardia e extrassístole ventricular (dopamina no coração – receptores b1, a)
- hipotensão e discrasia sanguíneas
- saliva e urina marrom (melanina - oxidação de catecolamina)
b.efeitos no SNC
- alucinações visuais e auditiva
- discinesia
- alterações do humor
- Depressao
- ansiedade
- psicose
AGONITAS DOS RECEPTORES DE DOPAMINA
Atuam em receptores D2
Não necessita de conversão enzimática para sua atividade (não dependem da capacidade funcional dos neurônios nigroestriatais).
Ações mais prolongadas; podem modificar a evolução da doença.
Riscos menores de desenvolver discinesias e flutuações.
Ineficazes em pacientes que não mostraram respostas à levodopa.
Bromocriptina
Agonista dos receptores D2 derivado do ergot
Ações similares à levodopa, exceto: alucinações, confusões, náusea e hipotensão ortostática. Discinesia é menos proeminente.
Cuidados: na insuficiência coronariana (lembrar que dopamina em excesso age em receptores beta) e doença vascular periférica Psiquiatria: pode piorar as condições mentais.
Efeito da dopamina em excesso
Cuidados: na insuficiência coronariana (lembrar que dopamina em excesso age em receptores beta) e doença vascular periférica Psiquiatria: pode piorar as condições mentais.
Apomorfina, pramipexol, ropinirol e rotigotina
Agonista de receptor D2 não ergot
Pramipexol e ropinirol são ativos por via oral
Apomorfina e rotigotina por vias: injetável e transdérmica.
Aliviam a deficiência motora.
Selegilina
Inibe a MAO tipo B (metaboliza a dopamina).
Não inibe a MAO tipo A (metaboliza norepinefrina e serotonina).
Associada a levodopa possui ação agonista.
Selegilina é biotransformada em metanfetamina e anfetamina -> isso é um problema, a nível cerebral dá agitação motora, hipertensão arterial, taquicardia, porque são derivados da noradrenalina.
Rasagilina
Inibidor irreversível e seletivo da MAO cerebral do tipo B
cinco vezes a potência da selegilina;
não é biotransformada em substância tipo anfetamina.
Entacapona e tolcapona
Inibem a COMT seletiva e reversivelmente;
reduz a concentração de 3-O-metildopa no plasma;
aumenta a captação central de levodopa;
eleva as concentrações cerebrais de dopamina.
É possível associar Levodopa e entacapona ou tolcapona?
levodopa é metabolizada a nível dos interstícios pela COMT (TGI e tecidos perifericos) , formando 3-O-metildopa, que compete com a levodopa no SNC. Ou seja, além de associar levodopa com carbidopa, é interessante associar também com entacapona ou tolcapona, porque são inibidores da COMT = se inibe a COMT, inibe a 3-O- metildopa, que iria competir com a entrada da levodopa no SNC.
Emtacapona e tolcapona: efeitos adversos
diarreia,
hipotensão postural náuseas,
anorexia,
discinesias,
alucinações,
distúrbios do sono, necrose hepática (tolcapona).
Porque é possível tratar parkinson com anticolinérgico?
Com o déficit da dopamina há predomínio da Ach, havendo um desequilíbrio = ordens motoras são passadas de forma distorcida.
Podem ser úteis no controle da rigidez e Bradicinesia.
Antagonista competitivo dos receptores muscarinicos de ach
Anticolinérgico: efeitos colaterais
boca seca,
constipação intestinal,
retenção urinária,
embaçamento,
dificuldade para acomodação visual - glaucoma de ângulo agudo.
Amantadina
Reduz discinesias induzidas por levodopa.
Exerce efeitos anticolinérgicos e antiglutamatérgicos.
Parece agir na pré-sinapse, aumentando a liberação de dopamina.
Fraco antagonista dos receptores NMDA (glutamato)
Amantadina: efeitos colaterais
intranquilidade,
agitação,
confusão e alucinações,
hipotensão ortostática,
retenção urinária,
boca seca,
edema periférico.