Sangramento na gravidez Flashcards
Principais causas de sangramento na primeira metade da gestação:
Abortamento
Gravidez ectópica
Doença trofoblástica gestacional
O que define abortamento?
Interrupção da gestação com feto pesando < 500g ou com IG < 20 semanas
Quais as principais etiologias de um abortamento?
Anormalidades cromossômicas (MAIS COMUM)
Desordens anatômicas (incompetência istmocervical, miomas, distopias uterinas)
Desordens endócrinas (insuficiência lútea, tireoideopatias, DM, SOP)
Infecções
Distúrbios imunológicos (SAF)
Quais são os principais fatores de risco para abortamento?
Idade materna avançada Uso de álcool Uso de gás anestésico Uso excessivo de cafeína Tabagismo Doença celíaca IMC < 18,5 ou > 25 Abortamento espontâneo prévio Radiação Medicações
O que define abortamento habitual?
Três ou mais episódios consecutivos de abortamento
O que caracteriza a ameaça de abortamento?
Sangramento vaginal de pequena intensidade associado a cólicas leves ou ausentes. Colo fechado.
O que caracteriza um abortamento infectado (séptico)?
Complicação de abortamento incompleto
Infecção polimicrobiana
Esquema preferencial de tto: genta + clinda por 7-10 dias
Qual a conduta no abortamento retido?
Deve-se repetir o USG 15 dias após a realização do primeiro exame para confirmação diagnóstica (se IG < 7 semanas)
O que define ovo anembrionado?
Ausência de embrião no SG íntegro em gestação com mais de seis semanas de evolução
(não é possível identificar eco embrionário em SG de 20 mm ou mais de diâmetro)
Qual a conduta para incompetência istmocervical?
Circlagem do colo uterino pela técnica de MacDonald entre 12 e 16 semanas preferencialmente (até 24 semanas no máximo)
Em qual região da tuba uterina mais frequentemente ocorre gravidez ectópica?
1) Ampular
2) Ístmica
Clínica da gravidez ectópica:
Dor abdominal
Amenorreia
Sangramento vaginal
A partir de quais níveis de beta hCG deve-se visualizar SG no USG?
1500 para USG TV e 6500 para USG abdominal
Em quais casos de gravidez ectópica podemos realizar tto clínico com metotrexato?
SG < 3,5 cm
BCF ausentes
beta hCG < 5000
Quais os principais fatores de risco para doença trofoblástica gestacional?
Idade > 40 anos Intervalo interpartal curto SOP Abortamentos prévios Mola hidatiforme anterior Inseminação artificial Tabagismo ACO
FR para gravidez ectópica:
Cx prévia na tuba DIU*** Gestação ectópica prévia Salpingites Alterações anatômicas na trompa Endometriose > 35 anos Tabagismo Raça negra
Qual o sinal patognomônico de mola hidatiforme?
Eliminação de vesículas com líquido claro, semelhantes a cacho de uva
Características da mola hidatiforme completa:
Ausência de feto e/ou âmnio
Degeneração hidrópica de todas as vilosidades
Sempre é diploide, e todos os cromossomos são de origem paterna (2 sptz ou um que duplica seu genoma)
Qual a imagem característica da mola completa ao USG?
Flocos de neve
Quais são as possíveis complicações de uma mola hidatiforme completa?
Hiperêmese gravídica
Hipertireoidismo
CIVD
Embolização trofoblástica
Características da mola parcial ou incompleta:
Mais frequentemente triploide
Tecido fetal está sempre presente
Como é realizado o controle pós-molar com o beta hCG?
Dosagem seriada semanal –> quando normal em 3 semanas consecutivas –> passa para mensal –> acompanha 6 meses após a negativação
Quais as duas principais formas de neoplasia trofoblástica gestacional?
Mola invasora (70-90%) Coriocarcinoma
Qual mola maligniza mais: completa ou parcial?
Completa
Quais sinais sugerem possibilidade de malignização?
Elevação por 2 semanas consecutivas dos níveis de beta hCG
Estabilização dos níveis de beta hCG por 3 semanas consecutivas
Ausência de negativação do beta hCG após 6 meses de seguimento
Surgimento de metástases
USG evidenciando imagem intramiometrial mista, do tipo olho de coruja
índice de resistência e pulsatilidade das artérias uterinas baixo e ausência de incisura protodiastólica
O que diferencia a mola invasora do coriocarcinoma?
Na mola invasora há manutenção da estrutura vilositária, o que a diferencia do coriocarcinoma
Como é o tto das neoplasias trofoblásticas gestacionais?
QT (bastante sensível) - mesmo pacientes extensamente metastáticos tornam-se frequentemente curados
Quais as opções de QT na NTG?
Doença limitada ao útero ou baixo risco - metotrexate
Metástases ou alto risco - EMA-CO
Qual a principal diferença entre a incompatibilidade ABO e a incompatibilidade Rh?
Na incompatibilidade ABO não existe necessidade de exposição prévia da mãe
Cursa também com uma clínica de hemólise mais branda e icterícia de início precoce (< 24h após o parto)
Como é realizada a profilaxia da DHRN?
Ig anti-D nas primeiras 72h pós parto (até 28 dias) Também nos seguintes casos: hemorragia durante a gestação interrupção precoce da mesma procedimentos invasivos
Qual o exame atualmente de escolha para avaliação da anemia fetal?
Dopplervelocimetria - verificam aumento dos valores de velocidade máxima do pico sistólico na ACM
Quando se deve iniciar acompanhamento com dopplervelocimetria?
A partir de 20-24 semanas em gestantes com teste de Coombs indireto > 1:8
Quais as complicações perinatais provocadas pelo DPP?
Prematuridade Restrição do crescimento fetal baixo peso ao nascer Sofrimento fetal Óbito perinatal
Quais as complicações maternas do DPP?
CIVD
Hemorragia e choque
Histerectomia
Qual o quadro clínico característico do DPP?
Dor abdominal
Pode ter ou não sangramento vaginal escuro
Sofrimento fetal
Hipertonia uterina
No pós parto, a hipertonia uterina no DPP dá lugar à hipotonia, formando o:
Útero de Couvelaire ou apoplexia uteroplacentária
Principal FR para DPP:
HAS
Qual a conduta para DPP com feto inviável e mãe com estabilidade hemodinâmica?
Parto via vaginal (com amniotomia - reduz CIVD)
Definição de placenta prévia:
Implantação de qualquer parte da placenta no segmento inferior do útero após 28 semanas de gestação
Cobre total ou parcialmente o OI (ou tem sua margem a < 5 cm deste)
Qual o fator de risco mais importante para placenta prévia?
Cicatriz uterina prévia
Qual a clínica da placenta prévia?
Hemorragia indolor com sangue vermelho rutilante desvinculada de esforço físico ou trauma
Qual exame é essencial no dx de placenta prévia?
USG TV
Gestação pré termo com dx de placenta prévia sem sangramento ativo. Conduta:
Expectante
Definição de acretismo placentário:
Qualquer implantação placentária na qual há aderência anormalmente firma à parede uterina
Acreta: até a camada esponjosa
Increta: até o miométrio
Percreta: até a serosa
Qual a clínica do acretismo placentário?
Hemorragia profusa que ocorre no momento da tentativa de descolamento placentário
FR para rotura uterina:
Cx miometrial Trauma uterino Malformação congênita Adenomiose DTG Multiparidade Kristeller Gestação gemelar e polidramnia Parto obstruído: desproporção CP, apresentações anômalas Uso de ocitócitos e PGs na indução ou condução do parto
Sinais de iminência de rotura uterina:
Sinal de Bandl
Sinal de Frommel
Contrações intensas e muito dolorosas
Principal causa de rotura de vasa prévia:
Inserção velamentosa de cordão umbilical