Patologias de Faringe e Laringe Flashcards
Quais doenças na laringe/faringe são diagnosticadas em endoscopia em repouso?
Alterações no septo nasal, hematoma etmoidal, hiperplasia folicular linfoide, condrites aritenoides, aprisionamento do ligamento arit. epiglótico, flacidez, cintos e hipoplasia de epiglote
Quais doenças de laringe/faringe são diagnosticadas por endoscopia em exercício?
Desvio axial da prega aritenoepiglótica, colapso axial das cordas vocais, colapso faríngeo e colapso do processo corniculado da aritenoide.
Quais doenças de laringe/faringe são diagnosticadas por endoscopia em exercício e repouso?
Neuropatia laríngea recorrente ou hemiplegia laringeana idiopática e deslocamento dorsal no palato mole.
Qual o principal sinal clínico do colapso laringeano?
Estridor respiratório
Qual a epidemiologia da degeneração primária do nervo laríngeo recorrente?
Possui distribuição mundial, acometendo animais de todas as raças e sexos, porém é mais comum na raça PSI.
Quais mecanismos são alteradas na degeneração primária do nervo laríngeo recorrente?
Alterações na adução e abdução da cartilagem aritenoide ocasionando a dificuldade de passagem de ar em questão do colapso laríngeo respiratório.
Quais as hipoteses que levam a degeneração do nervo laríngeo recorrente?
Traumatismos por injeção de substâncias irritantes, empiema de bolsa gutural, micose de bolsa gutural, trauma resultante do pulso da carótida, causas genéticas, infecções virais/bacterianas, intoxicação por organofosforados e deficiência de tiamina.
Qual a etiologia da degeneração primária no nervo laríngeo recorrente?
Axoniopatia distal: ocorrendo a perda de axônios promovendo a atrofia.
O que é a hemiplegia idiopática de laringe direita?
A enfermidade consiste na paralisação da musculatura da laringe, em virtude de lesão no nervo principal, sendo possível identificar assimetrias respiratórias e falta de sincronismo.
Quais as possíveis etiologias da hemiplegia idiopática de laringe direita?
Reação iatrogênica perivascular, condrite, micose erosiva, anestesia geral e encefalopatia hepática.
Quais os sinais clínicos mais comuns na Hemiplegia idiopática de laringe direita?
Intolerância ao exercício (dispneia e redução de performance) e ruido inspiratório de alta frequencia.
Quais exames complementares podem ser feitos em casos de hemiplegia idiopática de laringe direita?
Endoscopia laringeana para analisar a movimentação e diâmetro e hemogasometria para avaliar acidose, hipóxia e hipercapnia.
Em casos de atrofia do músculo cricoaritenoideo dorsal como podemos analisar de esta alterado?
Colocamos os dois dedos (médio e indicadores) sobre a laringe palpando o musculo cricoaritenoideo dorsal e observamos as diferenças assimétricas, podemos também fazer o slapteste onde estimulamos a estrutura, pode-se usar o endoscópio ao mesmo tempo.
Quais são os graus da hemiplegia laringeana?
- Abdução e adução completas e sincronizadas das cartilagens aritenoides.
- Movimentos assimétricos da cartilagem aritenoide esquerda (inspiração e expiração). Adução completa ao estimular a deglutição ou ao realizar a oclusão nasal.
- Movimentos assimétricos da cartilagem aritenoide esquerda (inspiração e expiração). Abdução incompleta so estimular-se a deglutição ou ao realizar a oclusão nasal.
4.Paralisia completa da cartilagem aritenoide esquerda mesmo ao estimular a deglutição ou realizar a oclusão nasal.
Como tratar a hemiplegia laringeana?
- Laringoplastia associada com ventriculectomia
- Aritenoidectomia parcial ou subtotal.
- Ventriculocordectomia.
OBS: Cavalos que não entram em grande exercício não precisa ser submetido a esses procedimentos.
Sobre cavalos jovens, quais cuidados devemos ter em casos de suspeita de hemiplegia laríngeana?
Devemos esperar que esse animal atinja a maturidade muscular, para ver se a alteração vai consistir.
Como fazer o diagnóstico da hemiplegia laringeana?
Endoscopia dinâmica das vias aéreas.
Quais as possíveis complicações que podem ocorrer pela ventriculocordectomia?
Tosse, descarga nasal, seroma incisional pós-cirúrgico, infecção incisional pós-cirurgico, fístula e falha da prótese.
Quais falhas podem ocorrer na redução da abdução?
Fratura do processo muscular, Tensão da sutura, hemiplegia de grau III, relaxamento pós operatório e seroma.
O que é a condrite?
Processo inflamatório progressivo da cartilagem aritenoide (séptico ou asséptico) podendo ocorrer a formação de massas, ocorrendo a redução da luz da laringe e engrossamento das aritenoides, promovendo a ausência de movimentação/abdução.
Quais os sinais clínicos da condrite?
Ruídos inspiratórios e expiratórios, sendo bilateral em repouso também.
Qual o diagnóstico da condrite?
Endoscopia.
Qual o tratamento para condrite?
Spray laríngeano e ATB sistêmico.
O que deve ser feito quando a condrite evolui ao condroma ou processo cicatricial com fibrose?
O melhor tratamento será a arietenoidectomia parcial ou sub total.
Em casos de traqueostomia, quando devemos tirar o traqueotubo?
Quando o animal estiver respirando bem e o edema diminuir.
Quais as características principais do aprisionamento epiglótico?
é um achado acidental, no qual o animal apresenta intolerância ao exercício, som respiratório anormal (insp/exp principalmente), deslocamento dorsal de palato mole secundário e tosse durante a ingesta de alimentos.
Quais as classificações para o aprisionamento epiglótico?
Persistente (97%) x intermitente
Ulcerada (45%) x não ulcerada
Engrossada (98%) x fino.
Quais fatores etiológicos podem levar ao aprisionamento epiglótico?
Hipoplasia de epiglote (quando é menor que 7cm), potros na sua imaturidade e quando apresenta flácida em repouso e normal ao exercício.
Como determinamos se uma epiglote possui a estrutura certa?
Através da radiografia, podemos ver o ponto da cartilagem tireoide até a cartilagem epiglótica, se tiver menos de 7cm é considerado epiglote hipoplásica ou flácida (MAIORIA DAS VEZES É FLACIDEZ).
Qual o principal procedimento cirúrgico para a correção desse aprisionamento?
Secção transnasal ou oral, as duas possibilidades são:
1. Secção axial transnasal a laser
2. Secção axial transoral por gancho epiglótico.
Qual o prognóstico em casos de aprisionamento de epiglote?
82% possuem resultados positivos, 5-10% ocorre recorrência, 10-15% desenvolvem deslocamento dorsal do palato e também possui a possibilidade da ocorrência de condrite epiglótica.
Quais os sinais clínicos do desvio/colapso axial da prega aritenoepiglótica?
Ruído inspiratório anormal e intolerância ao exercício, usualmente bilateral, durante o exercício máximo.
Qual a etiologia para o desvio/colapso axial da prega aritenoepiglótica?
Desconhecido, ocorre a fadiga das estruturas associadas.
Qual a classificação e tratamento indicado nos casos de desvio/colapso axial da prega aritenoepiglótica?
Grau leve, moderado e severo: os três possuem indicação cirúrgica.
Qual a etiologia do cisto subepiglótico?
Congênito ou inflamatório.
Qual o histórico mais comum em casos de cisto subepiglótico?
Serem animais jovens (congênito), com ruídos inspiratórios anormais (insp/exp), intolerância ao exercício, disfagia, tosse e penumonia.
Qual o tratamento para casos de cisto subepiglótico?
Excisão por eletrocautério, transendoscopia e ressecção.
Quais os sinais clínicos ocasionados pelo prolongamento de palato mole?
Súbito afogamento (final de carreira), retenção de ar, respiração pela boca e ronco na expiração.
Qual a prevalência do deslocamento dorsal de palato mole?
10-20% em cavalos com baixo desempenho.
Qual a etiologia dessa patologia (DDPM)?
Inflamação (dor de garganta): a tosse desloca a epiglote e isso causa o deslocamento/colapso.
Alteração de formato.
Presença de cisto.
Casos de empiema e micose de bolsa gutural.
Quais as causas intrínsecas da DDPM?
Referem-se a todos os fatores que afetam o controle anatômico ou neuromuscular da nasofaringe, especificamente do palato mole.
> Mecânica: Cistos palatinos ou subepiglóticos, massa sob a epiglote e massa na borda caudal do palato mole.
> Neuromuscular: Disfunção dos músculos palatinos (palatino, levantador e tensor do véu palatino), miosite ou injeção de substâncias estranhas no palato mole, infecção da bolsa gutural (dano no nervo vago) e bloqueio de receptores (anestésicos).
Quais as causas extrínsecas da DDPM?
Músculos que afetam a posição do aparelho hioideo e da laringe:
> Aparelho hioide (geniohioideo, genioglosso, tireohioideo e hipoepiglótico).
> Tireoide (omohioideo, esternohioideo e esternotireoideo).
Quais as três potenciais etiologias propostas para DDPM?
- Disfunção do ramo faríngeo do nervo vago afetando os músculos levantador do véu palatino, palatino e palatofaríngeo.
- Disfunção dos nervos hipoglosso afetando músculos etiloglosso, genioglosso, geniohioideo e hioglosso.
- Disfunção dos músculos tireohiodeos.
Qual o tratamento para condições inflamatórias do DDPM?
- Spray faringeano: 750ml Furacin, 250ml DMSO, 1g glicerina e 2g de prednisolona.
Como deve ser o tratamento de DDPMI em animais mais jovens?
Em casos de faringite devemos bloquear a reação a alérgenos fazendo tratamento sistêmico e tópico.
Quais os tratamentos cirurgicos em casos de DDPM?
Miotenectomia do esternotireoideo (Procedimento de Llewellyn): Permite o relaxamento cranial e possui como objetivo evitar a tração caudal pela ressecção do músculo do esternotireoideo (86% de êxito).
Tie Forward: tem como obejtivo deslocar a laringe 3 a 4cm rostral e 2 cm cranial.
Aumento da epiglote: Pode causar complicações como > febre, disfagia, granulomas, DDPP e estreitamento.
Quais as possíveis apresentações em casos de colapso faríngeo?
Colapso dorsal, lateral ou circunferencial da nasofaringe.
Qual a etiologia do colapso de faringe?
Desconhecida, possuindo possibilidade de serem patologias associadas a problemas neuromusculares primários e inflamação da nasofaringe.
Quais os sinais clínicos do colapso faríngeo?
Obstrução VAS com compromisso inspiratório.
Como é feito o diagnóstico do colapso faríngeo?
Endoscopia dinâmica
Como é feito o tratamento do colapso faríngeo?
Colapso faríngeo circunferencial: não tem tratamento.
Colapso nasofaringeano: em casos de inflamação/infecção: ATB E ANTIINFLAMATÓRIO
Hiperplasia folicular linfóide: spray faringeano (750ml furacin, 250ml DMSO, 1g glicerina e 2g de prednisolona.
O que fazer em casos de instabilidade rostral do palato mole?
Palatoplastia tensional e palatoplastia térmica.
Qual a ordem de frequencia das patologias de faringe/laringe?
- Desvio axial da prega AE
- Colapso das cordas vocais.
- Neuropatia laríngea recorrente.
- Deslocamento dorsal do palato mole
- colapso faríngeo
- instabilidade de palato.
7 colapso processo circundado esquerdo