ISTs Flashcards
Agente etiológico e transmissão de sífilis
Treponema pallidum, sua transmissão se dá principalmente por contato sexual mas pode ser transmitida verticalmente para o feto durante a gestação (80%)
Classificação sífilis
A sífilis é dividida em estágios que orientam o tratamento e monitoramento:
- Sífilis recente: Até um ano de evolução, subdivide-se em primária, secundária e latente recente
- Sífilis tardia: Mais de um ano de evolução, subdivide-se em latente tardia e terciária
Manifestação clínica sífilis primária
Cancro duro, ou seja, úlcera única e indolor, com borda bem definida e regular, base endurecida e fundo limpo que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca e outros locais do tegumento)
-Acompanha linfadenopatia regional
Manifestação clínica sífilis secundária
Manifestações variáveis que tendem a seguir uma croologia:
1- Roseola (erupção macular eritematosa) em região de tronco e raíz de membros
2- As lesões cutâneas progridem para lesões papulo-eritemato-acastanhadas, que podem atingir todo o tegumento, sendo frequente em região genital e habitualmente acometendo região plantar e palmar. As lesões NÃO são pruriginosas.
3- Adiante, podem ser identificados condilomas planos nas dobras mucosas, especialmente na região anogenital. Possuem aspecto úmido e vegetante.
Manifestações clínicas sífilis terciária
Formação de gomas sifilíticas (tumorações com tendência a liquefação) em pele, mucosas, ossos ou qualquer outro tecido. Essas lesões podem causar desfiguração, incapacidade e até morte.
Sífilis - Diagnóstico imunológico
Teste treponêmico (teste rápido ou FTA-Abs) + Teste não treponêmico (VDRL)
Tratamento Sífilis recente
- Benzilpenicilina benzatina
- IM
- 2,4 milhões UI (1,2 milhões UI em cada glúteo)
- Dose única
Tratamento sífilis tardia
- Benzilpenicilina benzatina
- IM
- 2,4 milhões UI (1,2 milhões UI em cada glúteo)
- 1/semana x 3 semanas
- Dose total: 7,2 milhões UI
Monitorização do tratamento
TNT trimestral (VDRL)
Em gestantes: acompanhamento mensal
Tratamento neurosífilis
- Benzilpenicilina potássica ou cristalina
- EV
- 3-4 milhões UI, 4/4h
- Dose dia: 18-24 milhões UI
- Manter por 14 dias
Monitorização do tratamento de neurossífilis
Exame de LCR de 6/6 meses até normalização
O que caracteriza uma resposta imunológica adequada ao tratamento de sífilis
- Teste não treponêmico não reagente; ou
- Queda na titulação em duas diluições em até 6 meses (sífilis recente) ou em até 12 meses (sífilis tardia)
Critérios de retratamento de sífilis
- Ausência de redução de titulação em duas diluições em até 6 meses (sífilis recente) ou em até 12 meses (sífilis tardia)
- Aumento da titulação em duas diluições ou mais
- Persistência ou recorrência de sinais e sintomas clínicos
Fatores de risco para candidíase
- Gravidez
- Obesidade
- DM descompensada
- Uso de corticoides
- Uso de antibióticos
- Uso de ACO
- Uso de imunossupressores, quimio/radioterapia
- Hábitos de higiene que aumentem a umidade e o calor local
- Substâncias alergênicas ou irritantes
- Infecção por HIV
Classificação de candidíase não complicada
- Sintomas leves/moderados
- Frequência esporádica
- Agente etiológico C albicans
- Ausência de comorbidades
Classificação de candidíase complicada
Presença de pelo menos 1 dos seguintes critérios:
- Sintomas intensos
- 4 ou mais episódios sintomáticos por ano (CVV Recorrente)
- Etiologia não albicans
- Presença de comorbidades
- Gestação
Manifestações clínicas candidíase
Sintomas clássicos – Prurido, ardência, corrimento grumoso sem odor, dispareunia de introito vaginal e disúria externa
Sinais característicos – Eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso, com placas aderidas à parede vaginal e cor branca, edema vulvar, escoriações e lesões satélite
Tratamento de primeira linha para candidíase
Miconazol creme 2%, via vaginal, 1 aplicador cheio, à noite ao deitar-se, por 7 dias
OU
Nistatina 100.000 UI, 1 aplicação, via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14 dias
Tratamento para candidíase complicada ou recorrete
Indução com:
-Fluconazol 150mg, VO, 1x/dia, dias 1/4/7
ou
-Miconazol creme vaginal tópico diário por 10-14 dias
Manutenção com:
- Fluconazol 150mg, VO, 1x/semana, por 6 meses
- Miconazol creme vaginal tópico, 2x/semana
Principal agente etiológico da vaginose bacteriana
Gardnerella vaginalis
Manifestações clínicas da vaginose bacteriana
Geralmente a queixa da paciente é o odor fétido, principalmente após o coito ou menstruação (situações que alcalinizam o conteúdo vaginal).
-Ao exame especular, vê-se as paredes vaginais integras, marrons homogêneas ao teste de Schillher, banhadas por corrimento perolado bolhoso
Diagnóstico de vaginose bacteriana
Padrão ouro – Coloração de Gram do fluido vaginal, seguindo o sistema de Nugent.
Se a microscopia estiver disponível, o diagnóstico pode ser realizado na presença de pelo menos 3 critérios de Amsel.
Critérios de Amsel para vaginose bacteriana
- Corrimento vaginal homogêneo
- pH> 4,5
- Presença de clue cells no exame de lâmina a fresco
- Teste de Whiff+ (acrescentar uma gota de KOH10% sobre o conteúdo vaginal coletado, positivo para presença de aminas se houver cheiro de peixe podre)
Tratamento vaginose bacteriana
Metronidazol 250mg, 2 cp, VO, 2x/dia, por 7 dias
OU
Metronidazol gel vaginal 100mg/g, um aplicador cheio via vaginal à noite ao deitar-se, por 5 dias
Se recorrente: Metronidazol 250mg, 2cp, VO, 2x/dia, por 10-14 dias
OBS.: Não precisa tratar o parceiro