Isquemia aguda dos membros inferiores Flashcards
Etiologias mais frequentes
- Embolia arterial
- Trombose in situ
Embolia arterial
- Causa mais frequente de isquemia aguda
- 90% origem cardíaca (FA ou EAM com trombo mural)
- Localizações (ordem decrescente de frequência): femoral, ilíaca, poplítea, braquial, axilar
Trombose in situ
Ocorre sob território de doença aterosclerótica
Clínica
6Ps
- Pain
- Pallor
- Paresthesia
- Paresis
- Pulseless
- Poikilotermia
Tempo até necrose muscular irreversível
6 a 8 horas
Local mais suscetível a isquemia
Compartimento muscular anterior
Progressão da clínica na isquemia aguda
- Défice neurológico sensitivo
- Défice neurológico motor
- Alterações cutâneas (palidez, cianose)
- Défice muscular (rigidez muscular e articular)
Sinais de mau prognóstico na isquemia aguda
- Pé pendente
- Dor à palpação gemelar
- Rigidez muscular
- Livores fixos
- Necrose cutânea
- Ausência de sinal venoso Doppler
Graus de gravidade
Classificação de Rutherford
- I: viável
- IIa: ameaça marginal
- IIb: ameaça imediata
- III: irreversível
Rutherford I
- Membro viável e não ameaçado
- Tratamento médico
Rutherford IIa
- Ameaça reversível
- Diminuição ligeira da sensibilidade
- Sem fraqueza muscular
- Doppler arterial inaudível
- Doppler venoso audível
- Tratamento: revascularização urgente
Rutherford IIb
- Ameaça imediata, potencialmente reversível
- Diminuição da sensibilidade marcada, dor em repouso
- Fraqueza muscular variável
- Doppler arterial inaudível
- Doppler venoso audível
- Tratamento: revascularização emergente
Rutherford III
- Lesão irreversível
- Anestesia
- Paralisia
- Doppler arterial e venoso inaudíveis
- Tratamento: amputação
Meios complementares de diagnóstico
- Úteis em casos não emergentes
- Doppler e Eco-Doppler arterial
- Arteriografia
- Angio TAC / Angio RM
- ECG e ecocardiograma
- Avaliação analítica
Terapêutica
- Anticoagulação (HNF)
- Analgesia
- Oxigenoterapia
- Cirurgia (amputação ou revascularização)
Tipos de revascularização
- Tratamento endovascular
- Cirurgia convencional
Tratamento endovascular
- Tratamento de escolha no Rutherford IIa (ou IIb em doentes com risco cirúrgico elevado)
- Trombólise intra-arterial direcionada por catéter (apenas na isquemia infra-inguinal)
- Trombectomia percutânea pode ser associada (diminui o tempo de reperfusão e o risco hemorrágico)
Tratamento cirúrgico clássico
- Tratamento de escolha no Rutherford IIb
- Angiografia intraoperatória após o procedimento
- Fasciotomias, como prevenção da síndrome compartimental pós-reperfusão
Complicações
- Embolização distal
- Hemorragia do local do acesso vascular ou à distância
- Síndrome de reperfusão
Síndrome de reperfusão pós tratamento
- Sistémico (IR, arritmia, SIRS, ARDS)
- IR aguda por rabdomiólise
- Síndrome compartimental (edema, dor, hipostesia, fraqueza)
Prognóstico
- Diminuição da taxa de amputação
- Taxa de mortalidade permanece elevada (complicações sistémicas cardiopulmonares)