Infectologia Flashcards
Quais são as equinocandinas?
Capsofungina, anidulofungina e micafungina
Que medicação usar para cândida em SNC?
ANFOTERICINA.
Equinocandinas não penetram SNC
Como tratar candidemia fluconazol-sensível?
Com equinocandinas! Descalonar para fluconazol APENAS após hemocultura de controle negativa, realizada no D3 ou D5 de tratamento e SEM embolização.
OUTRAS MEDIDAS:
Remover dispositivos; ECOTT e fundo de olho; Tratar por 14 dias APÓS as hemoculturas de controle negativas (D3 e D5);
Candidúria sintomática - tratamento
Fluconazol 7-14 dias. Se resistente, anfotericina ou equinocandinas
Bactéria associada à osteomielite em portadores de anemia falciforme e tratamento
Salmonella
Ciprofloxacino ou levofloxacino
Pneumonia lobar: qual o principal agente infeccioso
Pneumococo (95%)
Pneumonia do lobo pesado. Qual a bactéria relacionada?
Klebsiella pneumoniae
(Também associada a pneumonia necrotizante, risco aumentado de pneumonia por K. Pneumoniae em etilistas e diabéticos)
Pneumonia pós gripe (pós influenza), qual o agente etiológico?
S. Aureus
Tosse seca + miringite bolhosa, podendo ocorrer anemia hemolítica autoimune e fenômeno de Raynaud. Qual o agente
Mycoplasma pneumoniae
Pneumonia grave. Sinal de Faget (dissociação pulso temperatura), sintomas de TGI (diarreia, dor abdominal), hiponatremia, aumento de transaminases
Legionella pneumophila
(Lembrar da transmissão por sistemas de refrigeração (ar condicionado), piscinas)
Critérios de Light derrame pleural
> = 1 critério já é exsudato!
Proteína pleural / proteína sérica > 0.5
LDH pleural / LDH sérico > 0.6
LDH pleural > 2/3 o LSN do plasma
Derrame pleural complicado
Basta 1 dos critérios abaixo para definir:
Pus (empiema)
Bactérias (pelo GRAM ou cultura)
PH < 7.2
Glicose < 40-60
LDH > 1000
Tratamento de primeira linha para tuberculose LATENTE:
Isoniazida e Rifapentina por 3 meses (12 semanas) - total de 12 doses (1x/semana)
Como conduzir os contactantes de pacientes com TB bacilífera
Investigar sintomas e raio X de tórax em busca de TB ativa para tratar como doença
Se assintomáticos e sem nada no raio X: prova tuberculínica ou IGRA
PT:
>= 5mm: tratar infecção latente
< 5 mm: repetir em 8 semanas
- se contactante HIV positivo, tratar mesmo com CD4 > 350, independente da PT
Quando tratar infecção latente por TB: em PVHIV
Se CD4 <= 350 tratar TODOS independente de PT
Se CD4 > 350 tratar se contactante com paciente bacilífero independente do PT ou se PT >= 5mm
Efeitos colaterais dos medicamentos do tratamento da TB (RIPE)
Rifampicina: gripe, alergias (NIA, asma), suor laranja. Colestase.
Isoniazida: compete com a vitamina B6 (piridoxina). Neuropatia periférica, ataxia, parestesia. Aumento de transaminases.
Pirazinamida: hiperuricemia (pode precipitar gota)
Etambutol: neurite óptica
Tratamento da tuberculose
Esquema básico: RIPE 6 meses (2 meses RIPE + 4 meses RI)
Meningite/osteoarticular: RIPE 12 meses (2 RIPE + 10 RI)
Meningite: associar corticoide por 1 a 3 meses para reduzir risco de sequelas neurológicas
Quais são os inibidores da transcriptase reversa
Nucleosídeos:
Tenofovir (TDF)
Lamivudina (3TC)
Zidovudina (AZT)
Não-nucleosídeos:
Efavirenz (EFV)
Nevirapina
Quais são os inibidores da integrase no tratamento do HIV
Dolutegravir (DTG)
Raltegravir (RAL)
Quais são os Inibidores da protease no tratamento do HIV:
Atazanavir (ATV)
Ritonavir (r)
Antagonista do CCR no tratamento do HIV
Eficazes contra cepas de HIV1 que utilizam o CCR5 para entrada nas células
MARAVORIQUE (MVQ)
Inibidor de fusão no tratamento do HIV
Evitam a fusão viral com as células TCD4. O HIV 2 é intrinsecamente resistente à essa medicação e não deve ser usado no tratamento de pacientes com hiv 2 ou infecção dupla.
ENFUVIRTIDA (T-20)
É um agente injetável
Principais efeitos adversos do tenofovir:
Nefrotoxicidade
- síndrome de Fanconi
- lesão tubular proximal
- progressão de DRC
Não utilizar em pacientes com TFG < 60ml/min
Osteoporose (redução da densidade mineral óssea)
Peculiaridades do DOLUTEGRAVIR
Droga que torna maior a dificuldade para o vírus tornar-se resistente !
Pode aumentar em 10-15% a creatinina sérica, não por piora de função renal, mas simplesmente por bloquear a sua secreção tubular.
Interage com anticonvulsivantes ( fenitoína, fenobarbital, carbamazepina) - não é contraindicado em quem usa, mas pode ser necessário dobrar a dose do dolutegravir nestes casos
Dose usual - 50mg uma vez ao dia, independente da alimentação
Se usa anticonvulsivante aumentar a dose para 50 mg 2x/dia
Tratamento inicial padrão do HIV
3TC + TDF + DTG
3TC - lamivudina
TDF - tenofovir
DTG - dolutegravir
Mesmo tratamento para mulheres grávidas ou em idade fértil !
Efeitos colaterais do EFV (efavirenz)
Psicose e sonhos vívidos
Risco de resistência do vírus (diferente do dolutegravir)
Efeitos adversos do AZT (zidovudina)
Mielotoxicidade
Lipoatrofia
Efeitos colaterais do ABACAVIR (ABC)
Risco de reações alérgicas graves em quem tem o alelo HLA-B*5701 positivo! Sempre pesquisar isso antes de usar a medicação!
Como tratar o HIV em quem tem contraindicação ao tenofovir:
Substituir o tenofovir por ABC ou AZT
Lembrar de avaliar HLA B*5701 antes de iniciar ABC (abacavir)
Se paciente já em uso do tenofovir e acaba desenvolvendo com o tratamento DRC ou osteoporose e estiver com CV indetectável por mais de 12 meses posso apenas retirá-lo do esquema e manter terapia dupla com 3TC e DTG
Em quem devo realizar genotipagem do HIV para guiar o tratamento:
Gestantes
Crianças
Coinfecção HIV-TB
Infecção apesar de PrEP
Infecção com pareceria em uso de TARV
Falha terapêutica no tratamento do HIV: definição e conduta
> 200 cópias / mL após 6 meses de tratamento ou após supressão inicial
Conduta: realizar genotipagem e utilizar drogas com alta barreira genética (darunavir ou dolutegravir)
Coinfecção HIV-TB, como conduzir;
TP pulmonar: RIPE e iniciar TARV em até 7 dias
TB meníngea: RIPE + iniciar TARV entre 4-6 sem + corticoide
Tratamento da neurotoxoplasmose
Sulfadiazina + pirimetamina + ac folínico
Quando realizar profilaxia primária para neurotoxoplasmose no paciente com HIV e qual medicação utilizar
CD4 < 100 + IGG positivo para toxoplasmose
Bactrim
Tratamento da meningite por Cryptococcus neoformans no paciente HIV
Anfotericina B + Flucitosina
Punção de alívio se PIC > 25cmH20
Quando realizar profilaxia primária para Pneumocistose no paciente HIV e qual medicamento utilizar
CD4 < 200 ou candidíase oral ou febre há mais de 2 semanas
Bactrim
Agente associado ao sarcoma de Kaposi
HHV-8
Herpes vírus humano tipo 8
Qdenga. Quantas doses?
Duas doses com intervalo de 3 meses entre elas
Qdenga. Que tipo de vacina é?
Tetravalente, com vírus vivo atenuado.
Exame padrão ouro para o diagnóstico de leptospirose.
Microaglutinação
Tratamento leptospirose
Leve: doxiciclina oral ou azitromicina
Grave: ceftriaxone (1a escolha) ou penicilina cristalina (tem que ser cristalina porque é EV)
Quais os agentes etiológicos da Malária (3)
. Plasmodium vivax (o mais comum no território brasileiro)
. Plasmodium falciparum (doença mais grave
. Plasmodium malariae (mais raro)
Clínica da leishmaniose visceral
Epidemiologia: Ceará, Bahia, MG
Clínica: FEBRE ARRASTADA + HEPATOESPLENOMEGALIA + PANCITOPENIA
Inversão da relação entre albumina e globulina
Hipergamaglobulinemia policlonal
O que é síndrome de Weil
É a forma íctero-hemorrágica da leptospirose.
Tríade:
- icterícia rubínica
- hemorragias
- IRA
Síndrome de Lemierre, o que é e qual o patógeno associado
Tromboflebite séptica da veia jugular interna! Começa com infecção em orofaringe e ocorre o acometimento da veia após. Pode ocorrer bacteremia persistente e êmbolos sépticos.
Doença rara, mais comum em adultos jovens saudáveis.
Patógeno: Fusobacterium necrophorum