Epilepsia Flashcards
Crise epiléptica
Ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas devido à atividade neuronal anormal excessiva e síncrona no cérebro
- inicio focal
- generalizado
- desconhecido
Crise de início focal
originada em circuitos limitados a um hemisfério e podem ser bem localizadas ou mais difusamente distribuídas
Crise de início generalizado
originadas em algum local de uma rede neuronal com
rápido envolvimento de redes distribuídas bilateralmente
Epilepsia
○ Distúrbio cerebral caracterizado pela predisposição persistente do cérebro para gerar crises epilépticas e as consequências neurobiológicas, cognitivas, psicológicas e sociais desta condição
● A crise epiléptica é um evento transitório e a epilepsia é uma doença crônica
O cérebro normal é suscetível à crise epiléptica sob determinadas circunstâncias e o limiar varia
entre os indivíduos
Anóxia
○ Hipoglicemia
○ Traumatismo craniano
○ Intoxicações
Eletroencefalograma
O EEG confirmou a natureza das crises epilépticas como uma atividade paroxística e
anormal dos neurônios
Crises focais
alterações clínicas e eletroencefalográficas limitadas a
uma determinada região de um dos hemisférios cerebrais
Geralmente, auras seguidas por automatismos simples oroalimentares ou manuais (mastigação,
engolir, pegar objetos) ou automatismos complexos (correr, pular, pedalar)
investigação neurorradiológica pode identificar a causa
Crises generalizadas
Crises de ausência ou “pequeno mal”
○ Crises tônico-clônicas generalizadas ou “grande mal”
Não lembram que tiveram crise
Crise convulsiva febril
A medida mais importante na emergência é afastar com exame clínico, laboratorial e LCR a
possibilidade de infecção do sistema nervoso
○ Principal diagnóstico diferencial de infecção do SNC
Crianças de 6 meses a 5 anos, apresentam um tipo especial de crise convulsiva, em geral,
generalizada, desencadeada exclusivamente pela febre
Crises atônicas
perda do tônus de forma súbita e intensa e podem ser precedidas por um ou mais abalos mioclonais
Crises de ausência
Alteração rápida e maciça da consciência sem perda do controle postural
● Crise com início e término abruptos, acompanhados de manifestações motoras muito
discretas, como automatismos orais e manuais, piscamento ou aumento e diminuição do
tônus muscular, com duração em média de 10 segundos (5 a 30”), com retorno às atividades
anteriores
● Não há confusão pós-ictal
- normalmente é na infância
Crise tônico clônico generalizada
Tipo mais comum associado a alterações metabólicas
● Início abrupto - Fases tônica e clônica
● Pode haver mordedura de língua, perda do controle esfincteriano e elevação da FC e PA
● Alteração pós-ictal (confusão, sonolência ou até coma que pode durar horas)
● Em geral é curta, 1-3 min
○ Crises mais prolongadas (> 5 min) podem fazer lesão neuronal
Crises mioclônicas
do grego “myo” (músculo) e “clônus” (perturbação, inquietação)
● contrações musculares breves, súbitas, semelhantes a choques
Epilepsia
Distúrbio do cérebro caracterizado pela predisposição persistente do cérebro em gerar crises epilépticas
O Que é Epilepsia?
2 crises não provocadas com intervalo maior que 24 horas
ou
○ Uma crise epiléptica não provocada (ou reflexa)
e a probabilidade de ocorrência de crises epilépticas similar ao risco de recorrência após duas crises
epilépticas não provocadas, ocorrendo nos próximos 10 anos
Para quem a epilepsia é considerada resolvida?
Tenham uma síndrome epiléptica dependente da idade, mas já ultrapassaram a idade limite da mesma
○ Tenham permanecido 10 anos sem crises e sem fármacos antiepilépticos por pelo menos os últimos 5 anos
○ O termo “resolvida” não é necessariamente idêntico ao que se convenciona chamar de
“cura” ou “remissão”
Conceitos…
a definição de epilepsia requer a ocorrência de pelo menos uma crise epiléptica não provocada, quando há risco elevado para outra, embora o risco real seja
sujeito a debate
● Após uma única crise epiléptica não provocada, o risco para outra é de 40 a 52%
A epilepsia existe em um paciente que teve uma crise epiléptica e cujo cérebro, por qualquer
motivo, demonstra uma tendência patológica e duradoura de gerar crises epilépticas
recorrentes
Abordagem inicial ao paciente com crise epiléptica
Primeira coisa a se pensar é se realmente se trata de uma crise epiléptica ou não
○ Principais diagnósticos diferenciais
■ Crise não epiléptica psicogênica
■ Síncope
■ Distúrbio do movimento
Crise convulsiva x síncope
Crise convulsiva: abalos, liberação esfincteriana, período pós octal e déficits neurológicos focais
Síncope: palpitações, rápida recuperação da consciência, ortostase prolongada e cardiopatia
Segunda Etapa
descobrir qual a etiologia ou o fator precipitante
○ Neuroimagem, EEG, vídeo EEG
Segunda Etapa
descobrir qual a etiologia ou o fator precipitante
○ Neuroimagem, EEG, vídeo EEG
Terceira etapa
é determinar se necessita de tratamento contínuo
○ 2 ou mais crises epilépticas não provocadas separadas intervalo de 24h
(Crises epilépticas que ocorrem dentro de um período de 24h são considerados evento único)
1 crise epiléptica + alteração estrutural neuroimagem
1 crise epiléptica + alteração epileptiforme EEG
Tratamento (início focal ou generalizado)
Drogas de amplo espectro
○ Clobazam
○ Lamotrigina
○ Levetiracetam
○ Topiramato
○ Valproato de sódio
Tratamento (início focal)
Drogas de menor espectro
Carbamazepina
○ Lacosamida
○ Oxcarbazepina
○ Fenobarbital
○ Fenitoína
OBS para as mulheres
é importante alertar a que todos os remédios para a epilepsia são teratogênicos
Mais seguros - lamotrigina e levetiracetam
Tratamento - emergência
Benzodiazepínicos injetáveis
○ São a medicação de escolha para o tratamento de emergência de convulsões porque rapidamente atingem nível sérico adequado para debelar a crise
○ Em crianças, cuidado com depressão respiratória
Exames na Emergencia
laboratoriais: etc
○ Glicemia
○ Eletrólitos: Na+, K+
Neuroimagem
○ TC de crânio
○ RM de crânio
● Exame do líquor
○ Caso suspeita de meningite ou se HSA com TC normal
Estado de mal epiléptico - status epilepticus
ou “estado epiléptico generalizado” as crises convulsivas se sucedem, sem recuperação do nível de consciência
Estado de Mal Epiléptico - Conduta
.1. Avaliar a necessidade de monitorização/entubação
● 2. Medidas de suporte vital para paciente em coma
● 3. Investigação laboratorial
● 4. Iniciar imediatamente tratamento específico em caso de identificação da doença base
Estágios 1, 2 e 3 - TTO Mal Epiléptico Emergência
● Estágio 1 - primeiros 30 minutos - benzodiazepínico - diazepam IV
● Estágio 2 - 30-120 minutos - fenitoína IV (ou fenobarbital ou valproato de sódio)
● Estágio 3 - > 120 minutos - anestésicos gerais - propofol midazolam, tiopental…