BLOCO 4 Flashcards

1
Q

V ou F:

“O fígado é um dos principais órgãos lesados e na grande maioria é um trauma leve (Grau I,II ou III) “

A

Verdadeiro

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2
Q

V ou F:
“Em relação ao trauma de fígado. Lesões de Grau V pode ser realizado o tratamento conservador”

A

Verdadeiro

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3
Q

Qual exame é realizado para a classificação das lesões em graus no fígado, baço, pâncreas, duodeno, colon ?

A

TC

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4
Q

Defina lesão hepática grau VI. E qual é a conduta mediante a esse tipo de lesão ?

A

Grau VI:
- Avulsão hepática

Normalmente evolui para óbito

Considerar transplante hepático de urgência

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5
Q

Defina lesão hepática Grau III. Qual é a conduta mediante a esse tipo de lesão ?

A

Grau III:
- Hematoma subcapsular > 50%
- Hematoma intraparenquimatoso > 10 cm
- Laceração > 3 cm ou sangramento ativo em parênquima

Conduta:
- Tratamento conservador -> Arteriografia com embolização (se houver sangramento ativo)

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6
Q

Defina lesão hepática grau IV. E qual é a conduta mediante a esse tipo de lesão ?

A

Grau IV:
- Laceração/Ruptura parênquimatosa entre 25-75% ou em até 3 segmentos
- Sangramento ativo para a cavidade peritoneal

Conduta:
- Tratamento conservador se houver:
* Arteriografia e embolização
* UTI

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7
Q

Quais as características de lesões hepáticas de Grau I e II ? E a conduta ?

A
  • Grau I: Hematoma subcapsular < 10% ou laceração < 1 cm
  • Grau II: Hematoma subcapsular 10-50% ou laceração 1-3 cm ou Hematoma intraparenquimatoso < 10 cm

-> Conduta do Grau I e II: Tratamento Conservador (se resolve sozinho- autotamponamento)

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8
Q

Defina lesão hepática grau V. E qual é a conduta mediante a esse tipo de lesão ?

A

Grau V:
- Laceração/Ruptura parenquimatosa > 75% ou 3 ou + segmentos
- Lesão vascular (Veia cava inferior, artéria hepática)

Conduta:
- Tratamento conservador se houver:
* Arteriografia e embolização
* Endovascular
* Centro de referência e tudo disponível

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9
Q

V ou F
“Para realização da classificação de lesões hepáticas (I, II, III, IV, V e VI) não é necessário que o paciente esteja estável”

A

FALSO
- Para realização da classificação, é necessário o uso de TC, que obrigatoriamente o paciente deve estar estável. Caso contrário -> Cirurgia de urgência (damage control)

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10
Q

Em relação ao trauma hepática demonstrada na TC, Qual é o achado de imagem, apontada pela seta? Qual a conduta?

A
  • Blush (Na fase arterial) -> Sangramento ativo
  • Conduta: Se disponível -> Arteriografia com embolização!
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11
Q

No que consiste o empacotamento hepático?

A

Empacotamento hepático (damage control):
- Coloca muitas compressa por volta do fígado para controlar o sangramento
- Após isso, o paciente fica com Peritoneostomia (abertura no peritônio para drenagem de líquidos)

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12
Q

Em casos de impossibilidade de controle de sangramento por empacotamento hepático, o que pode ser realizado?

A

Manobra de Pringle
- Consiste no clampeamento do LIGAMENTO HEPATODUODENAL (A. hepática, V. porta e colédoco) -> para controle de sangramento
- Ficando no máximo até 1 hora (risco de isquemia hepática)
- Após a manobra, tenta-se realizar rafia das lesões, se possível.

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13
Q

V ou F: Justifique
“Em pacientes instáveis em trauma hepático, é necessário realizar a sutura/rafia das lesões para contenção do sangramento”

A

FALSO
- Pacientes em instabilidade hemodinâmica NÃO devem ser submetidos a tratamentos definitivos (como a rafia, por exemplo), deve-se tentar o controle do sangramento com empacotamento hepático e manobra de Pringle caso seja necessário

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14
Q

Caso se realize a manobra de Pringle e o sangramento continua/não cessa, o que pensar? Qual a conduta?

A
  • O sangramento é de origem retrohepática (Veia cava inferior retrohepática ou veias hepáticas)
  • Prognóstico horrível
  • Pode-se tentar realizar o Bypass venovenovo ou Shunt atriocaval de Schrock
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15
Q

Quais as complicações do trauma hepático?

A
  • Sangramento, hematomas, necrose
  • Abcesso peri-hepático
  • Ruptura da árvore biliar
  • Complicações isquêmicas relacionadas à angioembolização
  • HEMOBILIA (comunicação entre artérias e a árvore biliar- sangramento pela via biliar):
    *Tríade de Sandbloom/Quinke: Dor abdominal + Icterícia + Hemorragia digestiva alta
    *Dx: AngioTC (Demonstra a comunicação da arteria com a arvore biliar)
    *Conduta: Arteriografia com embolização da artéria hepática
  • Conduta diante de suspeita de complicações:
  • Repetir TC em casos graves ou piora clínica com suspeita
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16
Q

Qual é o órgão abdominal mais lesado no trauma contuso?

A

Baço

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17
Q

V ou F
“ Pacientes que sofreram trauma e possuem fratura de costelas a esquerda, tem altas chances de ter lesão em baço “

A

Verdadeiro

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18
Q

Porque, normalmente, temos uma conduta MENOS conservadora em trauma de baço em relação ao fígado?

A

Pois o processo cirurgico (esplenectomia) é mais rápido e fácil de ser realizado

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19
Q

Em relação ao achado intra-operatório (pacientes instáveis que foram sujeitos a laparotomia exploradora), quais as condutas mediantes a lesões presentes no baço?

A
  • Esplenectomia total -> Quase sempre (EM PACIENTES INSTÁVEIS)
  • Rafia e hemostasia local -> Grau I e II
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20
Q

Quais são os 5 graus do trauma esplênico ?

A

Grau I
- Hematoma subcapsular < 10%
- Laceração < 1cm

Grau II
- Hematoma subcapsular 10-50%
- Laceração 1-3 cm
- Hematoma intraparenquimatoso < 5cm

Grau III
- Hematoma subcapsular > 50 % ou roto ou em expansão
- Laceração > 3 cm com comprometimento dos vasos trabeculares
- Hematoma intraparenquimatoso > 5cm ou em expansão

Grau IV
- Sangramento ativo
- Laceração com desvascularização

Grau V
- Fragmentação completa
- Avulsão esplênica

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21
Q

Quais as condutas em relação aos graus de lesões esplênicas ?

A
  • Grau I e II -> Conservador (UTI)
  • Grau III -> Conservador (UTI) e arteriografia se necessário
  • Grau IV -> Conservador (UTI) / Arteriografia se necessário
  • Grau V -> Laparotomia com esplenectomia

***Esss pacientes devem obrigatoriamente se manter ESTÁVEIS, caso contrário -> Laparotomia

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22
Q

Quando é indicado a realização da arteriografia e embolização esplênica ?

A

Indicações:
- Presença de Blush
- Pseudoaneurisma
- Hemoperitôneo Volumoso
- Grau III, IV ou até mesmo V* -> Realiza-se a arteriografia e embolização, mesmo na ausência sangramento ativo, para tentar manter o TTO não operatório nesses Graus.

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23
Q

Após a realização da esplenectomia, quais medidas devem ser realizadas para o seguimento?

A

Vacinação em até 14 dias para bactérias encapsuladas
1. Streptococcus pneumoniae
2. Haemophilus Influenzae tipo B
3. Neisseria Meningitidis

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24
Q

Qual é o objetivo da arteriografia e angioembolização em traumas grau III, IV e V de baço?

A
  • Tentar manter o tratamento não operatório (evitar esplenectomia)
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25
Q

V ou F?
“ Em pacientes instáveis, com traumas penetrantes, muito sugestivas de trauma esplênico, pode-se realizar uma incisão mediana supra umbilcal (não obrigatoriamente uma xifopubica), e caso necessário ampliar a incisão posteriormente “

A

VERDADEIRO

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26
Q

Quais órgãos são passíveis de tratamento não operatório após lesão em trauma abdominal?

A
  • Vísceras parenquimatosas (fígado, baço, pâncreas, rim e adrenal), hematomas e contusões,
  • bexiga extra-peritoneal.
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27
Q

Quais sãos os órgãos mais acometidos por ferimentos por arma de fogo e por arma branca?

A

-Ferimentos por arma de fogo (FAF): Delgado > Cólon > Fígado

-Ferimentos por arma branca (FAB): Fígado, Delgado, Diafragma/Cólon

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28
Q

Sinal de Kehr

A
  • Dor referida no ombro esquerdo
  • Acúmulo de sangue ne região diafragmática -> nervo frênico -> irradia para o ombro esquerdo
  • Sugestivo de ruptura de baço
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29
Q

O que significa o BLUSH na Tomografia?

A
  • Extravasamento de contraste na fase ARTERIAL
  • Presença de SANGRAMENTO ATIVO !
  • Indicação de realização de arteriografia e embolização !
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30
Q

Complicações após trauma esplênico

A
  1. Sangramento pós operatório
  2. “Hemorragia em dois tempos” - Período de Baudet
  3. Pancreatite aguda e fístula pancreática -> Devido a relação íntima entre o baço e a cauda do pâncreas
  4. Perfuração gástrica
  5. Abcesso intracavitário
  6. SEPSE PÓS-EPLENECTOMIA -
    > Imunização contra encapsulados em até 14 dias
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31
Q

Pacientes com trauma esplênico com extravasamento de contraste na fase arterial (blush), na ausência de radiologia intervencionista (arteriografia e embolização), qual a conduta?

A

Laparotomia para a contenção do sangramento

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32
Q

Quais são as características gerais de trauma de pâncreas?

A
  • Trauma raro (pois é um órgão peritoneal)
  • Trauma contuso de ALTA energia, que pode cursar com fraturas de CHANCE (fratura de cinto de segurança)
  • Pode ter evolução tardia
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33
Q

Em trauma de pâncreas, qual porção acometida denota uma lesão mais grave? Cabeça ou Cauda?

A
  • Trauma de cabeça de pâncreas -> Gravíssmo
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34
Q

V ou F
“ A amilase é um marcador fidedigno no trauma de pâncreas “

A

Falso
- A amilase pode estar normal mesmo na presença de traumas graves de pâncreas

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35
Q

Paciente que esteja estável anteriormente, pode evoluir com sintomas que corroboram com trauma de pâncreas, quais são esses sinais e sintomas? E qual a conduta?

A
  • Dor abdominal em faixa que irradia para o dorso
  • Amilase e Lipase elevadíssimas
  • TC , Confirmado os achados -> CPRE
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36
Q

Em relação ao trauma de pâncreas, como são definidos os graus de lesão do pâncreas?

A

Grau I:
- Hematoma, contusões mínimas, lacerações mínimas

Grau II:
- Contusão e laceração maiores

Grau III:
- Transecção de parênquima distal com lesão ductal (esquerda da veia mesentérica superior)

Grau IV:
- Transeccção proximal

Grau V:
- Ruptura da cabeça de pâncreas

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37
Q

Em relação ao trauma de pâncreas, Quais as condutas referentes aos graus de lesão

A

Grau I -> Observação

Grau II -> Drenagem
** Se achado intraoperatório: Hemostasia/rafia + jejum + Sonda nasoenteral + Exames seriado

Grau III -> Cirúrgica (Pancreactomia distal + drenagem + avaliação do baço - íntima relação)

Grau IV e Grau V -> Cx de damage control (Debridamento + limpeza + drenagem ampla + derivação intestinal em Y-Roux) ou com gastroduodenopancreatectomia (GDP/Cirurgia de Whipple - raros casos)

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38
Q

No trauma, qual é órgão tem como indicação mais clara de tratamento não operatório ou cirúrgico baseando-se exclusivamente no grau de lesão segundo a AAST ?

A
  • Pâncreas
  • Pois, grau III, IV e V são cirúrgicos obrigatoriamente
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39
Q

Em achado intra-operatório pequenas lesões do TGI superior (esôfago, estômago e delgado), qual a conduta?

A

Na presença de hematomas pequenos, pode-se observar e rafiar se necessário.

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40
Q

Trauma de estômago, qual é a conduta ?

A

Depende do grau/tamanho da lesão:
- Lesões menores que 3 cm podem ser rafiadas em 2 planos
- Lesões maiores -> Gastrectomias subtotais
*** Caso seja realizado a reconstrução -> realizar drenagem ampla -> pois, é anastomose de alto risco

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41
Q

Trauma de duodeno, qual é a conduta ?

A
  • Semelhante com trauma de cabeça de pâncreas
  • Lesão pequena: rafia em 2 planos, fecha e realiza dranagem ampla
  • Lesão maior -> Duodenopancreatectomia
  • Lesão muito destrutiva -> Gastroduodenopancreatectomia (Cx de Whipple)
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42
Q

Trauma de esôfago, qual é a conduta ?

A

Depende do grau de lesão:
- Em lesões pequenas: Rafia primária + reforço com fundoplicatura + drenagem

  • Lesões mais complexas: Pode ser necessário a esofagectomia e gastrostomia nesses casos
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43
Q

Quais principais achados na TC que sugerem lesão de Trato gastrointestinal ?

A
  1. Presença de líquido livre na ausência de lesão de víscera maciça (parenquimatosa)
  2. Pneumoperitônio/Retropneumoperitônio
  3. Espessamento da parece intestinal (> 3 mm)
  4. Extravasamento contraste entérico
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44
Q

Qual o tratamento para trauma do intestino delgado ?

A
  • Desbridamento + rafia simples ou enterectomia
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45
Q

Quais as características do trauma do intestino delgado ?

A
  • O intestino delgado é o órgão mais acometido no trauma por FAF e segundo por FAB. Pode ser tambem por trauma contuso: esmagamento, ruptura, desaceleração brusca (cisalhamento)
  • Sinal do cinto de segurança: Equimoses lineares e transversas
  • Fratura de Chance (fratura transversal lombar)

***Não cursa com pneumoperitônio

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46
Q

Em relação ao trauma de Cólon, qual o mecanismo mais comum ?

A
  • Trauma por FAF, é o segundo órgão mais acometido por FAF
    ** Contuso é muito raro
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47
Q

Qual a classificação das lesões de cólon ?

A

Grau I: Contusão ou hematoma ou laceração de espessura parcial
Grau II: Laceração pequena (<50 % da circunferência)
Grau III: Laceração Grande (>50 % da circunferência)
Grau IV: Transecção (rompeu)
Grau V: Transecção com perda de tecido (segmento desvascularizado)

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48
Q

Quais as condutas mediante aos diferentes graus de lesão de cólon ?

A
  1. Lesão < 50% da circunferência (Grau I e II): Desbridamento e rafia primária da lesão
  2. Lesão > 50% da circunferência (Grau III-V): ressecção/colectomia segmentar + anastomose primária
  3. Em casos que NÃO SE DEVE REALIZAR ANASTOMOSE PRIMÁRIA:
    - Comorbidades significativas
    - Choque ou uso de 6 ou + unidades de transfusão de sangue.
    - Contaminação fecal grande e atrasado na operação ( > 4 horas)

-> Nesses casos Ressecar/colectomia segmentar e realizar COLOSTOMIA -> Cirurgia de Hartmann (ressecção/colectomia segmentar + Colostomia proximal + sepultamento do coto distal) ou Fístula mucosa (ressecção/ colectomia segmentar + colostomia proximal e distal)

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49
Q

E na presença de lesões de reto, qual a conduta ?

A

Lesões de reto superior -> semelhante ao de cólon

Lesão de reto extraperitoneal (inferior): Colostomia em alça de proteção + ATB -> Alto risco de infecção (Sd. de fournier - Infecção grave da região genital) -> Essa colostomia serve para desviar o trânsito intestinal, para evitar quadros infecciosos!

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50
Q

Em relação ao trauma retroperitoneal, como são classificados as zonas?

A

Zona 1: Central
Zona 2: Lateral
Zona 3: Pélvica

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51
Q

Quais as características do trauma retroperitoneal ?

A
  • Trauma de sintomatologia frusta, pode ser causa de instabilidade hemodinâmica oculta:
  • Fast Negativo na maioria dos casos
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52
Q

Quando deve-se realizar a exploração do retroperitônio , diante de um hematoma, em trauma penetrante ?

A

Sempre, independente da zona acometida. Se for trauma penetrante com hematoma em retroperitonio -> explorar

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53
Q

Quando deve-se realizar a exploração do retroperitônio diante de um hematoma em trauma contuso ?

A

Se hematoma:
- Na Zona 1: Explorar (Pois estruturas muito nobres - Aorta, v. cava inferior…)
- Na Zona 2: Explorar se: CHOQUE, HEMATOMA PULSÁTIL, HEMATOMA EM EXPANSÃOOU SANGRAMENTO RENAL PERSISTENTE
- Na Zona III: NÃO EXPLORAR. apenas se houver hemorragia exsanguinante óbvia

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54
Q

V ou F
Em relação aos hematomas traumáticos de retroperitônio:

  1. Hematoma em Zona 1 nunca deve ser explorado
  2. Hematoma em Zona 3 sempre deve ser explorado
  3. Hematomas em Zona 2 nunca devem ser explorados
  4. Hematomas em Zona 1 deve sempre ser explorados
A
  1. FALSO, deve ser sempre explorado
  2. FALSO, em traumas contusos não deve ser explorado
  3. FALSO, em traumas penetrantes e contusos com hematomas em expansão, devem ser explorados
  4. VERDADEIRO, qualquer tipo de hematoma presente na zona 1, deve ser explorado!
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55
Q

Em relação as zonas do retroperitônio. Quais são as estruturas encontradas na Zona 1,2 e 3

A

Zona 1: Aorta, V.cava inferior, Pâncreas e Duodeno

Zona 2: Adrenais, Rins, Veias renais, Ureteres e Cólon ascendente

Zona 3: Pelve

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56
Q

Em relação ao trauma renal, é mais comum ser por trauma contuso ou penetrante ?

A
  • Contuso (80% dos casos)
  • Desaceleração rápida, golpe direto nas costas ou flancos
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57
Q

Quais sintomas mais comuns no trauma renal ?

A

HEMATÚRIA, dor e equimose em flancos/dorso e fratura de arcos costais inferiores e posteriores

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58
Q

V ou F
“ O grau de hematúria tem relação direta com a gravidade da lesão renal”

A

Falso, em lesões de grau V é muito comum o paciente não apresentar hematúria

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59
Q

Defina os graus de trauma renal e suas respectivas condutas

A
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60
Q

Qual é o tipo de tratamento cirúrgico em lesões renais grau IV e V

A
  • Nefrectomia parcial
    *** Em grau IV, se disponível -> Realizar a Embolização por arteriografia
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61
Q

Em relação a trauma de bexiga, é mais comum no trauma contuso ou trauma penetrante ? E qual tipo de fratura está intimamente associada a trauma de bexiga ?

A
  • Trauma contuso
  • Fratura pélvica -> em 90% dos casos
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62
Q

Qual é a conduta no trauma de bexiga ?

A

Depende do local da lesão vesical:
1. Intraperitoneal:
- Laparotomia e rafia primária da lesão
- Cateter vesical por 2 a 3 semanas
2. Extraperitoneal:
- Sondagem vesical de Demora (SVD) - Cateter vesical de demora por 2 a 3 semanas

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63
Q

Quais são os sinais e sintomas do trauma de bexiga ?

A
  • Hematúria macroscópica
  • Dor suprapúbica
  • Incapacidade ou dificuldade em urinar
  • Peritonite -> se houver lesão da parte intraperitoneal (estravazamento de urina)
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64
Q

Como fazer a diferenciação do trauma de bexiga (intraperitoneal x extraperitoneal) para realizar a conduta adequada ?

A
  • Cistografia Retrógrada (Uretrocistografia) -> dependendo de onde extravasa o contraste, é o local acometido
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65
Q

Em relação ao Trauma que cursa com hematúria, pensar em quais tipos de trauma?

A
  • Trauma renal ou vesical (de bexiga)
    *** Lesão de ureter não cursa com hematúria significante
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66
Q

Quais são os tipos de diabetes (primárias)?

A
  • DMI, DM II, LADA e MODY
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67
Q

Quando há suspeita de lesão ductal, mas a TC nao corrobora. Qual exame indicado para ver se há lesão ductal?

A

CPRE (Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica) ou CPRM (Colangiopancreatografia por ressonância magnética)

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68
Q

Quais são os tipos de diabetes secundária ? (5)

A
  1. DM secundária a endocrinopatias (Acromegalia, Sd. de Cushing, Feocromocitoma, Glucagonoma e Hipertireoidismo)
  2. DM secundária a medicamentos (glicocorticoides, ácido nicotínico e inibidores da protease)
  3. DM secundária a infecções (Rubéola congênita, CMV, Coxsackie B, Adenovírus, Vírus da hepatite C)
  4. DM secundária a doenças do pâncreas exócrino
  5. DM pós-transplante (renal e hepático)
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69
Q

Qual faixa etária de acometimento de cada tipo de DM?

A
  • DM I: crianças, adolescentes ou adultos jovens
  • DM II: idade > 40 anos
  • LADA: idade > 30 anos
  • MODY: 15-30 anos
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70
Q

Qual a semelhança entre DM1 e o LADA ?

A

Ambos são doenças autoimunes -> Possuem auto-anticorpos (Anticorpos ICA)

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71
Q

Qual a diferença entre DM1A e DM1B ?

A
  • DM1A -> Anticorpos presentes no plasma
  • DM1B -> Quando não tem anticorpos detectáveis no plasma
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72
Q

Quais os níveis de peptídeo C no DM1 e DM2 ? e porque ?

A
  • DM1: Peptídeo C Baixo
  • DM2: Peptídeo C normal ou alto (depende do estágio da doença)
  • Pois o peptídeo C é produzido junto com a Insulina (aferição indireta)
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73
Q

Em relação a Diabetes, qual diabetes (DM1 ou DM2) tem maior relação com hereditariedade ?

A
  • DM2 -> Possui maior herdabilidade
    *** Gemeos monozigóticos possuem corcondância em DM1 de 50% e DM2 de 90%
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74
Q

Qual tipo de diabetes cursa mais com CAD ? e com EHH ?

A
  • CAD: DM1
  • EHH: DM2
    ** Mas nem sempre
    **
    LADA e MODY -> muito dificil desenvolver CAD
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75
Q

V ou F:
“ Geralmente, pacientes com DM1, ao diagnóstico, possuem os sintomas POLI’s e pacientes com DM2, ao diagnóstico, geralmente são assintomáticos”

A

Verdadeiro

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76
Q

Quais são os sintomas Poli’s ?

A
  1. Poliúria
  2. Polidipsia
  3. Polifagia
  4. Perda de peso
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77
Q

Quais as característica do LADA ? e o tratamento ?

A
  • É a diabetes autoimune latente em adultos
  • Possui evolução lenta (destruição das células beta-pancreáticas de forma progressiva) -> Por isso se instala em pacientes > 30 anos
  • Inicialmente pode-se utilizar antidiabéticos orais, mas eventualmente necessitará de INSULINOTERAPIA
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78
Q

Quais as características do MODY ?

A
  • É uma diabetes MONOGÊNICA (AUTOSSÔMICA DOMINANTE)
  • Acomete Múltiplas gerações (2 ou +), geralmente
  • NÃO TEM ANTICORPOS ICA e NÃO TEM RESISTÊNCIA INSULÍNICA
  • Diminuição da produção de insulina devido ao gene mutado
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79
Q

Tanto o LADA quanto o DM1, possuem o Anti-GAD65 positivos ?

A

SIM

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80
Q

Qual o anticorpo específico (ICA) em DM autoimunes ?

A
  • Anti-GAD65
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81
Q

Em relação a insulinoterapia, quais tipos de diabetes pode vir apresentar a necessidade ?

A
  • DM1: Sempre
  • DM2: Casos mais avançados
  • MODY: Eventualmente (MODY 1 e 3)
  • LADA: Tardiamente (na progessão da doença, vai necessitar, 6-12m após dx)
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82
Q

Pacientes com sinais e sintomas típicos de hiperglicemia, devem ser rastreados? quais são eles?

A
  • Sim, todos os pacientes com sintomas típicos de hiperglicemia devem ser rastreados, INDEPENDENTE DA IDADE.
  • Sintomas típicos:
    1. Poliúria
    2. Polidipsia
    3. Polifagia
    4. Perda de peso não explicada
    5. Desidratação
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83
Q

Pacientes com sinais e sintomas sugestivos de hiperglicemia, devem ser rastreados ? quais são eles?

A

SIM, igualmente os pacientes com sinais/sintomas típicos, INDEPENDENTE DA IDADE.
- Sinais e sintomas sugestivos:
1. Noctúria
2. Visão turva
3. Cansaço
4. Infecções recorrentes (candidíase e peridontite)
5. Má cicratização de feridas

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84
Q

Em pacientes assintomáticos, quando devem ser rastreados para DM2?

A

*Pacientes assintomáticos
- TODOS ≥ 35 anos
- < 35 anos + IMC ≥ 25 k2/m2 + Fatores de risco
- Pré-DM em exame prévio
- DMG prévio ou RN GIG
- FINDRISC alto ou muito alto
- Comorbidades relacionadas a DM secundário (endocrinopatias - feocromocitoma, Sd. cushing… e Vírus HIV)
- DHGM (Doença esteatose hepática)
- Antes e após o início do tto com Glicocorticoides e antipsicóticos (clorpromazina, clozapina, olanzapina, quetiapina e risperidona)

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85
Q

Quais são os fatores de risco para DM2? (8)

A
  1. Sedentarismo
  2. HF em parentes de primeiro grau
  3. DMG prévia
  4. Portadores de acantose nigricans
  5. HAS
  6. DCV prévia
  7. HDL < 35mg/dL ou TG > 250mg/dL
  8. SOP
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86
Q

Quais exames realizados paras rastreamento de DM2?

A

Idealmente: Glicose em jejum + HbA1c

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87
Q

Quais são os critérios do questionário de FRINDRISC? (8)

A
  1. Idade (0-4 pontos)
  2. IMC (0-3 pontos)
  3. Circunferência abdominal (0-4 pontos)
  4. Atividade física (0-2 pontos)
  5. Dieta (0 -1 ponto)
  6. Uso de Anti-hipertensivos (0-2 pontos)
  7. Glicemia elevada prévia (0-5 pontos)
  8. HF de DM (0-5 pontos)
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88
Q

Quando é confirmado o diagnóstico de DM2, no rastreamento ?

A
  1. GJ ≥ 126 mg/dL + HbA1c ≥ 6,5% -> DM2
  2. Se apenas 1 dos testes alterado (GJ ou HbA1c), repetir o teste alterado OU TOTG-1h, e se vierem alterados (TOTG ≥ 209 mg/dL // GJ ≥ 126 mg/dL // HbA1c ≥ 6,5%) -> DM2

*** Pacientes com ≥ 3 ou + fatores de risco ou FINDRISC alto/muito alto com GJ e HbA1c normais, devem ser submetidos ao TOTG-1h, SE ≥ 209 mg/dL -> repetir o teste, se ≥ 209 mg/dL novamente -> DM2

***Conclusão: para diagnóstico de DM2, necessita-se de dois testes confirmatórios

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89
Q

Porque no rastreamento, em pacientes com ≥ 3 ou + fatores de risco FINDRISC alto/muito alto, mesmo com GJ e HbA1c em valores normais, é indicado a realização do TOTG-1h?

A
  • Pois, além desses pacientes possuírem alto risco de DM2, sabe-se que a GLICEMIA PÓS-PRANDIAL é a primeira se alterar no Diabetes
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90
Q

Pacientes com resultados normais no rastreamento de DM2 (Perfil glicêmico normal), quando deve ser realizado o próximo exame ?

A
  • Pacientes de baixo risco: 3 anos de intervalo
  • Pacientes de alto risco (≥ 3 fatores de risco ou FINDRISC alto/muito alto): Anualmente
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91
Q

V ou F:
“Pacientes com 2 testes alterados (GJ, HbA1c ou TOTG-1h ou 2h) diferentes na mesma amostra possuem pré-DM ou DM dependendo dos valores”

A

Verdadeiro
- O diagnóstico pode ser dado também com dois testes iguais alterados em ocasiões DIFERENTES.

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92
Q

V ou F
“ Pacientes sintomáticos (Poliúria, Polidipsia, Poligafia ou Perda de peso) associado a Glicemia sérica ao acaso > 200 mg/dL, tem diagnóstico de DM”

A

VERDADEIRO
- E não necessita ser glicose em jejum.

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93
Q

Como se dá o diagnóstico de DM?

A
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94
Q

Quais as indicações do TOTG? (4)

A
  1. GJ e HbA1c com resultados duvidosos
  2. Diagnóstico de DMG
  3. Diagnóstico de DM pós-transplante
  4. GJ alterada (≥ 100 e < 126)
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95
Q

Quais fatores que podem alterar o resultado real da HbA1c?

A
  1. Falsa elevação de Hb1Ac: DRC, Hipertrigliceridemia, Álcool, Deficiência de ferro, toxicidade por chumbo, toxicidade por opiáceos e Esplenectomia
  2. Falsa diminuição de HbA1c: Anemia hemolítica, esferocitose e eliptocitose, perda de sangue (aguda ou crônica), transfusão de sangue recente, gravidez ou parto recente, altas doses de vitamina C ou E, hemoglobinopatias
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96
Q

Em relação aos fatores que levam a falsa elevação ou falsa diminuição da HbA1c, porque isso ocorre?

A
  1. Falsa elevação: Pode ser por aumento de meia-vida das hemácias (esplenectomia) ou por interferir na metodologia (DRC, hipertrigliceridemia…
  2. Falsa diminuição: Pode ser por condições que diminuam o tempo de meia-vida das hemácias (anemia hemolítica, esferocitose, perda de sangue…) ou condições que afetem a glicação da hemoglobina (altas doses de vitamina C ou E, Hemoglobinopatias)
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97
Q

Na vigência de hemoglobinopatias, qual o exame deve substituir a HbA1c, tendo em vista que essa condição acarreta em uma falsa diminuição da HbA1c?

A
  • Frutosamina:
    Proteína (albumina) glicada
    Exame caro
    Controle glicêmico das últimas 2 semanas apenas
    Boa correlação com HbA1c

***Além de ser indicado nessa condição (pacientes com hemoglobinopatias). Em gestantes que tem necessidade de avaliar mudanças a curto prazo do perfil/controle glicêmico é muito interessante!

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98
Q

Em relação aos tipos de MODY. Qual a diferença entre o MODY 2 e o MODY 3 ?

A
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99
Q

V ou F
“ A glicosúria é utilizado como exame diagnóstico de DM em casos avançados “

A
  • NUNCA! JAMAIS!
  • Mesmo sendo uma manifestação mais tardia, nunca deve ser levado em conta em relação ao diagnóstico
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100
Q

Quais as fisiopatologia de DM secundária a endocrinopatias ?

A
  • Existem hormônios que são contrarreguladores da insulina:
  • GH
  • Cortisol
  • Glucagon
  • Catecolaminas
  • Tiroxina

-> Esses hormônios inibem a ação da insulina. E em algumas endocrinopatias (Acromegalia, Sd. Cushing, Glucagonoma, Feocromocitoma e Hipertireoidismo) esses hormônios contrarregulatórios estão em alta concentração -> DM

-> SOP -> Aumento da resistência insulínica -> DM2

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101
Q

Quais infecções podem cursar com DM2 secundária? e porque?

A
  • Rubéola congênita, CMV, Coxsackie B, Adenovírus e Parotidite -> Podem causar destruição das células beta pancreáticas.

*Vírus da hepatite C
- 1/3 portadores crônicos da hepatite C possuem DM
- DM2 aumenta o risco de evolução para CHC
- Ação direta -> Resistência insulinica, Supressão do GLP-1 e Aumento do DPP4 (enzimas que degradam o GLP-1)
- Tratamento com INF-alfa diabetogênico
- Drogas de escolha: Metformina e Pioglitazonas (pois possuem ação muito importante na redução da resistência insulínica

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102
Q

Qual a fisiopatologia de DM secundária a medicamentos ? E quais são eles?

A
  • Glicocorticoides, ácido nicotínico e Inibidores da protease
  • Antagonizam a ação da insulina e Induzem a resistência insulínica
  • Antipsicóticos atípicos (Olanzapina, Clozapina e Risperidona)
  • Provocam ganho de peso e Hiperprolactinemia -> Piora da Resistência insulínica

*** Atualmente, sabe-se que estatinas de alta potência (especialmente em altas doses) - Rosuvastatina e Artorvastatina Aumentam o risco de DM2 em pacientes Glicose de jejum alterada e /ou Síndrome metabólica

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103
Q

Doenças do pâncreas exócrino pode cursar com DM, em quais casos?

A
  • Pancreatite
  • Trauma ou pancreatectomia
  • Neoplacisa pancreática
  • Fibrose cística
  • Hemocromatose
  • Pancretopatia fibrocalculosa
  • Todos esses quadros podem levar a destruição das células beta -> DM
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104
Q

Em relação a pacientes transplantados. Possuem maior risco de desenvolver DM?

A

Sim, pacientes transplantados renais e hepáticos possuem maior risco de desenvolver DM. E além disso, outras doenças como:
- DCV e Infecções

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105
Q

Como é realizado o diagnóstico de diabetes em paciente pós-tranplante?

A
  • Critério obrigatório: Deve ser realizado APÓS a alta hospitalar e desmame do esquema de imunossupressão
  • Mesmos critérios diagnósticos de DM clássico:
  • GJ > 126 mg/dL
  • TOTG 75 mg > 200 mg/dL (após 2 h)
  • Sintomático + Glicemia aleatória > 200 mg/dL
  • HbA1c ≥ 6,5%
    *** NÃO USAR HbA1c no primeiro ano pós transplante -> pode falsear
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106
Q

Quais os fatores de risco de pacientes pós-tranplante desenvolverem DM?

A

Fatores de risco:
- > 40 anos
- Obesidade
- Intolerância a glicose no perioperatório
- Doença renal policística
- Doador cadáver e/ou do sexo masculino
- Ausência de compatibilidade ideal entre receptor e doador
- Vírus da hepatite C e CMV
- Uso de imunossupressores: Glicocorticoides, Ciclosporina e Tacrolimo
*** Micofenolato de mofetila e Azatioprina -> Não se relacionam a DM pós-transplante

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107
Q

Como é realizado o rastreamento de DM em pacientes pós-tranplante?

A
  • Todos pacientes tranplantados devem ser rastreados:
  • GJ e/ou TOTG 75mg
  • Semanal no primeiro mês pós transplante
  • 3, 6 e 12 mÊs pós tranplante
  • Manter rastreamento anual após 1 ano
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108
Q

Qual a fisiopatologia da DM1 ?

A
  • Ocorre um desencadeante ambiental específico, onde o paciente começa a produzir anticorpos contra as células beta pancreáticas
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109
Q

Quais os principais anticorpos no DM1?

A
  • Antidescarboxilase do ácido glutâmico (anti-GAD65) -> PRINCIPAL
  • Anti-insulina
  • Antitirosina-fosfatase IA-2 e IA-2B
  • Antitransportador de zinco (Znt8)
  • Anti-ilhota (ICA)
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110
Q

Porque fatores de riscos como: Obesidade, HF de DM, Negros e hispânicos, idade > 40 anos, SOP, dislipidemias, DMG/Macrossomia fetal cursam com DM?

A
  • Pois, na presença desses fatores de risco, tem-se um aumento na resistência periférica à ação insulínica nos adipócitos e músculos esqueléticos
  • Inicialmente, o pâncreas aumenta a produção insulínica e consegue compensar. Posteriormente, cursa com deficiência de produção insulínica do pâncreas aliado ao aumento da produção hepática de glicose
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111
Q

Qual a fisiopatologia da DM2?

A
  • Diminuição da captação de glicose nos tecidos periféricos
  • Efeito incretínico reduzido -> GLP-1 começa a estimular menos a produção insulínica
  • Diminuição da produção insulínica pelo pâncreas progressiva.
  • Reabsorção de glicose pelos rins + secreção de glucagon aumentada + gliconeogênese + lipólise aumentada = Pois o corpo entende que tem pouca glicose, pela falta de captação pelos tecidos
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112
Q

Como é diagnosticado a Cetoacidose diabética?

A
  • DM + Hiperglicemia + Cetonemia/cetonúria = CAD
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113
Q

Em contexto de DM, qual a importância da pesquisa de corpos cetônicos?

A

Principalmente em situações de suspeita de CAD (Cetoacidose diabética)

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114
Q

Qual método mais utilizado para a dosagem de corpos cetônicos ? e porque não é o mais interessante?

A

Método nitroprussiato
- Dosa níveis de acetoacetato e acetona apenas, E não são os mais presentes em CAD

*75% do total de cetonas formadas = ß-hidroxibutirato (ßOHB) -> Não são avaliadas no método prussiato

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115
Q

Qual valor normal de corpos cetônicos no sangue e qual valor para Cetoacidose diabética?

A
  • Normal < 0,6 mmol/L
  • CAD > 3 mmol/L
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116
Q

Quais condições podem ocasionar falsos positivos e falsos negativo de valores de corpos cetônicos para CAD?

A

Falso positivo:
- Jejum prolongado
- Uso de medicamentos com grupo sulfidrila (Captopril)

Falso negativo:
- Urina exposta ao ar por longos períodos
- Urina muito ácida

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117
Q

Porque dosamos os niveis de peptídeo C? Qual o valor de corte para baixa produção peptídeo C?

A
  • Pois, estima o valor da produção/secreção de insulina pelo pâncreas. Dosamos o peptídeo C, pois se o paciente utiliza insulina, não da para saber se é o pâncreas que está produzindo
  • Peptídeo C < 0,9 ng/mL -> Baixa produção insulínica pelo pâncreas
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118
Q

Qual é o alvo terapêutico de DM, na população geral ?

A
  • HbA1c: 7%
  • Glicemia de jejum e Pré-prandial: 80-130 mg/dL
  • Glicemia 2h pós-prandial: < 180 mg/dL
  • Glicemia ao deitar: 90-150 mg/dL
  • Tempo no alvo (70-180 mg/dL): > 70%
  • Tempo em hipoglicemia (< 70 mg /dL): < 4 %
  • Tempo em hipoglicemia (< 54 mg/dL): < 1%
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119
Q

Qual é o alvo terapêutico de DM em idosos comprometidos ?

A
  • HbA1c: < 8%
  • Glicemia de jejum e Pré-prandial: < 90-150
  • Glicemia 2h pós-prandial: < 180
  • Glicemia ao deitar: 100-180 mg/dL
  • Tempo no alvo (70-180 mg/dL): > 50%
  • Tempo em hipoglicemia (< 70 mg /dL): < 1%
  • Tempo em hipoglicemia (< 54 mg/dL): 0% -> EVITAR TEMPO EM HIPOGLICEMIA
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120
Q

Qual é o alvo terapêutico de DM em idosos saudáveis?

A
  • HbA1c: 7,5%
  • Glicemia de jejum e Pré-prandial: 80-130 mg/dL
  • Glicemia 2h pós-prandial: < 180 mg/dL
  • Glicemia ao deitar: 90-150 mg/dL
  • Tempo no alvo (70-180 mg/dL): > 70%
  • Tempo em hipoglicemia (< 70 mg /dL): < 4%
  • Tempo em hipoglicemia (< 54 mg/dL): < 1%
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121
Q

Qual o alvo terapêutico de DM em idosos muito comprometidos?

A
  • HbA1c: —-
  • Glicemia de jejum e Pré-prandial: 100-180 mg/dL
  • Glicemia 2h pós-prandial: —-
  • Glicemia ao deitar: 110-220
  • Tempo no alvo (70-180 mg/dL): ——
  • Tempo em hipoglicemia (< 70 mg /dL): 0
  • Tempo em hipoglicemia (< 54 mg/dL): 0

**Evitar qualquer tipo de hipoglicemia -> muito grave para idosos muito comprometidos

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122
Q

Qual é a meta terapêutica de DM em crianças e adolescentes

A
  • HbA1c: < 7%
  • Glicemia de jejum e Pré-prandial: 70-130
  • Glicemia 2h pós-prandial: < 180
  • Glicemia ao deitar: 90-150
  • Tempo no alvo (70-180 mg/dL): > 70%
  • Tempo em hipoglicemia (< 70 mg /dL): < 4%
  • Tempo em hipoglicemia (< 54 mg/dL): < 1%
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123
Q

Em relação aos idosos com DM. O que determina um idoso saudável, comprometido e muito comprometido ?

A
  1. Idoso saudável: Poucas comorbidades, estado funcional e cognitivo preservados
  2. Idoso comprometido: Múltiplas comorbidades crônicas (Câncer, AR, Depressão grave, ICC, DPOC, Parkinson, IAM, AVC…), comprometimento funcional e cognitivo leve/moderado
  3. Idoso muito comprometido: Idosos em estado terminal (Câncer metástatico, IC classe 4 e 5, DPOC demandando oxigenioterapia, dialítocos) - sobrevida de até 5 anos. Comprometimento funcional e cognitivo graves
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124
Q

V ou F:
“ Em pacientes com DM1, uma meta de HbA1c mais baixa (< 6,5%) pode ser apropriada em alguns contextos, como:
1. Quando não aumentar riscos de hipoglicemia;
2. Quando não piorar a qualidade de vida;
3. Quando não trouxer sobrecarga exagerada no cuidado com a diabetes;
4. Durante a fase de remissão (Lua de mel)

A

Verdadeiro, em alguns pacientes selecionados, podemos tentar essa meta terapêutica

**Lua de mel -> Ocorre geralmente nas primeiras semanas/meses após o início do tratamento com insulina. Boa resposta a níveis baixos de insulina.

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125
Q

Em relação ao tratamento de diabetes, quais são os pilares do tratamento ?

A
  1. MEV (Modificação dietética + atividade física)
  2. Tratamento farmacológico
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126
Q

Em relação as medidas dietéticas, quais são as indicações para o paciente com DM?

A
  1. Ingestão de carboidratos complexos e de baixo índice glicêmico;
  2. Aumento da ingestão de fibras alimentares -> aumenta o gasto energético, lentifica a digestão dos carboidratos e diminui picos glicêmicos;
  3. Gordura total: deve compor no máximo 20-35% do valor energético total. Priorizando:
    - Ácidos graxos mono/polinsaturados
    - Baixos níveis de gorduras saturadas
    - ISENTA de gorduras trans
  4. Proteínas (15-20% do VET)
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127
Q

Em relação a atividade física, como deve ser orientado para pacientes com PRÉ-DM e DM?

A

Pré-DM
- Atividade física aeróbica de moderada intensidade por pelo menos 150 min por semana
DM
- Além da atividade física aeróbica, recomenda-se Exercícios resistidos (academia) -> 2/3 vezes semanalmente

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128
Q

Geralmente, pacientes com Pré-DM é recomendado apenas tratamento não farmacológico. Mas em alguns casos é interessante a introdução farmacológica para tentar impedir a instalação da DM. Qual medicamento é utilizado? E em quais situações é recomendado?

A
  • Metformina
  • Pacientes com Pré-DM com risco aumentado de desenvolver DM em um curto periódo, como:
    1. < 60 anos de idade
    2. IMC > 35 kg/m2
    3. DMG rpévio
    4. Síndrome metabólica
    5. HAS
    6. GJ ≥ 110 mg/dL
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129
Q

Em relação apenas a glicemia capilar. Qual a meta terapêutica para a população geral x Idosos/Pessoa de risco para hipoglicemia

A
  • Em pessoas idosas ou de risco para hipoglicemia, somos mais criteriosos no intervalo-alvo de Hipoglicemia
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130
Q

Qual é o mecanismo de ação da Metformina?

A

Ativação da enzima AMPK
- Redução da Gliconeogênese hepática (principal função)
- Diminuição da resistência insulínica (aumenta translocação de transportadores de glicose, como o GLUT-4)
- Redução da absorção intestinal de glicose (menos prenunciada)
- Diminui níveis séricos de LDL e TG e aumenta HDL

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131
Q

Quais são as vantagens do uso da metformina? (5)

A
  1. Prevenção do DM tipo 2 (Redução de evolução de Pré-DM para DM em até 30% dos casos em 5 anos)
  2. Redução de eventos cardiovasculares
  3. Melhora do perfil lipídico
  4. Auxilia na perda ponderal
  5. Baixo risco de hipoglicemia
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132
Q

V ou F
“ A metformina, em pacientes diabéticos com SOP é extremamente interessante, pois auxilia na ovulação e redução dos riscos de abortamento”

A

Verdadeiro

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133
Q

Quais são os Efeitos colaterais da metformina? (3)

A

Efeitos colaterais:
1. TGI: Diarreia, pirose e dor abdominal
2. Deficiência de B12 -> Diminui a absorção de B12 no íleo distal
3. Acidose láctica -> raro

** EF colaterais do TGI podem ser amenizados com Metformina XR (liberação lenta)
**
Sempre monitorar níveis de B12 em pacientes que fazem uso de metformina

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134
Q

Quais são as contraindicações da metformina?

A
  • Gestação: pouco duvidoso, mas ainda é contraindicado nas provas.
  • Clearence de creatinina < 30 mL/min. Em casos de Clearence de creatinina 30-45 mL/min -> Ajustar dose (no máx 1 grama/dia)
  • Insuficiência hepática, Insuficiência cardíaca ou respiratória graves
135
Q

Em relação as glitazonas, qual é a sua única representante e qual é seu mecanismo de ação?

A
  • Pioglitazona
  • Faz a ativação do receptor PPAR-γ:
    *Melhora da sinalização insulínica pós-receptor = aumento de transportadores de glicose GLUT-1 e GLUT-4
    *Inibição da lipólise e redução dos níveis de ácidos graxos no sangue
  • Redução da gliconeogênese hepática (menos que a metformina)
136
Q

Em relação aos efeitos da metformina e pioglitazona. Qual as diferenças principais

A
  • Metformina: Principal ação: Redução da gliconeogênese hepática
  • Pioglitazona
    Principal ação: Diminuição da resistência insulínica (aumento dos transportadores - GLUT-1 e GLUT-4)

***Mas vale lembrar que ambas tem ação tanto na redução da produção de glicose hepática quanto diminuição da resistência insulínica

137
Q

Quais contraindicações ao uso da Pioglitazona?

A
  1. IC classe III ou IV -> Devido a retenção hídrica
  2. Gravidez
  3. Insuficiência hepática
138
Q

Quais são os efeitos adversos do uso da Pioglitazona?

A
  1. Retenção hídrica
  2. Anemia
  3. Ganho ponderal (às custas de tecido adiposo marrom)
  4. Fraturas e insuficiência cardíaca
139
Q

Quais são as vantagens do uso da Pioglitazona? (5)

A
  1. Reduz a progressão do pré-diabetes (em até 75% dos casos em 2 ou 4 anos)
  2. DHGNA (doença hepática gordurosa não alcoólica) -> Reduz inflamação, níveis de transaminases e fibrose hepática
  3. Reduz o espessamento médio intimal carotídeo (sinal de aterosclerose)
  4. Melhora do perfil lipidico
  5. Raro hipoglicemia
140
Q

Quais são as representantes das sulfonilureias? (3)

A
  1. Glicazida
  2. Glibenclamida
  3. Glimepirida
141
Q

Qual o mecanismo de ação das sulfonilureias? Porque tem maior risco de hipoglicemia?

A
  • Atuam na sinalização da célula beta pancreática, bloqueando o receptor de POTÁSSIO (permanentemente). E dessa forma, a membrana permanece despolarizada, acarretando em maior influxo de grânulos de contém cálcio para a célula beta pancreática.
  • Com isso ocorre a secreção da insulina pré-formada, independente da presença de glicose -> Maior risco de hipoglicemia
142
Q

V ou F (Justifique)
“Com a introdução da insulinoterapia, é necessário que o paciente interrompa o uso de sulfonilureias”

A

Verdadeiro
- Pois, há alto risco de hipoglicemia!!!

143
Q

Quais as vantagens do uso de sulfonilureias? (3)

A
  • Possuem alta potência assim como a metformina
  • Reduzem complicações microvasculares como: Retinopatia diabética
  • Disponível no SUS
144
Q

Efeitos adversos das sulfonilureias? E quais são as contraindicações?

A
  • Efeitos adversos principais: Hipoglicemia e ganho ponderal
  • Contraindicações: Clearence de creatinina < 30 mL/min
    *** No caso de insuficiência hepática, utilizar Glibenclamida
145
Q

Qual o mecanismo de ação da acarbose?

A

Inibe a ação das alfa-glicosidases na membranas dos enterócitos, acarretando em:
- Redução dos níveis de glicemias pós-prandial -> PRINCIPAL EFEITO

146
Q

Quais as vantagens do uso da acarbose? (6)

A
  1. Prevenção da progressão da Pré-DM (em até 25% dos casos em 3 anos)
    2; Redução do espessamento médio intimal carotídeo
  2. Melhora do perfil lipídico
  3. Redução dos níveis glicêmicos pós-prandiais
  4. Redução de DCV
  5. Rara hipoglicemia
147
Q

Qual o efeito colateral mais comum da acarbose? E quando está contraindicada?

A

Efeito colateral: Meteorismo e flatulência

Contraindicação: Gestantes
DII
TFG < 25

148
Q

O que é a tríade de Whipple?

A

É um conjunto de critérios que definem a hipoglicemia
1. Sintomas de hipoglicemia:
- Tremores
- Taquicardia
- Sudorese
- Ansiedade
- Tontura
- Rebaixamento do NC
2. Glicose sérica < 55 mg/dL
3. Resolução de sintomas após a reposição glicêmica

149
Q

Quais são os fármacos da classe Inibidores da DDP-4?

A
  • Sitagliptina
  • Saxagliptina
  • Vildagliptina
  • Alogliptina
  • Lina gliptina
  • Evogliptina
150
Q

Qual o mecanismo de ação dos inibidores da DPP-4?

A
  • Inibem a ação da enzina DPP-4, que é responsável por degradar o GLP-1 (Produzidas pela células L da mucosa intestinal)
  • O GLP-1 tem papel fundamental na estimulação da produção de insulina pelo pâncreas e redução dos níveis de glucagon
  • Consequentemente, Temos maior produção de insulina e redução da gliconeogênese hepática
  • Logo, temos redução da glicemia pós-prandial e da glicemia de jejum
151
Q

Quais as vantagens do uso de Inibidores da DPP-4 (Sitagliptina, Saxagliptina, Vildagliptina…) ?

A
  • Baixíssimos efeitos colaterais
  • Pode ser usado em qualquer estágio de DRC
  • Rara ocorrência de hipoglicemia
152
Q

Quais as contraindicações do uso de inibidores da DPP-4?

A
  • Hiperssensibilidade à medicação
  • Insuficiência hepática -> nesses casos, da para utilizar a VILDAGLIPTINA!
153
Q

Qual o mecanismo de ação dos análogos de GLP-1?

A
  • Por ser análogo de GLP-1 -> Aumento da secreção pancreática de insulina
  • Tem ação anorexígena (redução do apetite)
154
Q

Quais as vantagens do uso de análogos do GLP-1? (6)

A
  • Perda de peso (ação anorexígena)
  • Redução da PAS
  • Redução de eventos cardiovasculares e mortalidade em pacientes com DCV
  • Redução da albuminúria
  • Redução da glicemia pós-prandial
  • Rara ocorrência de hipoglicemia
155
Q

Quais são as representantes dos análogos do GLP-1? (5)

A
  • Exenatida
  • Lixisenatida
  • Liraglutida
  • Dulaglutida
  • Semaglutida -> ÚNICA VIA ORAL

*** As outras são por via subcutânea

156
Q

Quais são os efeitos colaterais dos análogos do GLP-1? (3)

A

Efeitos colaterais:
- Gastrointestinais: Náuseas, vômitos e diarreia;
- Aumento da frequência cardíaca
- Pancreatite* Há controvérsias

157
Q

Quais as contraindicações ao uso dos análogos de GLP-1? (5)

A
  • Hipersensibilidade à medicação;
  • Carcinoma medular da tireoide;
  • Pancreatite;
  • Uso dos inibidores de DPP-4
  • TFG < 15 mL/min/1,73m2
158
Q

Em relação aos ISGLT-2, qual o mecanismo de ação?

A
  • A inibição do SGLT-2 causa a redução da reabsorção de glicose nos túbulos contorcidos proximais do néfron. Acarretando em maior excreção de glicose e água
  • Efeito glicosúrico e diurético
159
Q

Quais são os representantes dos ISGLT-2? (3)

A
  1. Dapaglifozina
  2. Empaglifozina
  3. Canaglifozina
160
Q

Quais os efeitos colaterais dos ISGLT-2? (2)

A
  1. Infecções do trato genitourinário -> Altos níveis de glicose na urina
  2. Cetoacidose diabética euglicêmica (RARO) -> Pacientes em uso da medicação que não se hidratam adequadamente
161
Q

Quais os benefícios do uso dos ISGLT-2?

A
  1. Redução dos eventos CV e mortalidade em pessoas com DM e DCV -> Ocorre MELHORA DO REMODELAMENTO CARDÍACO, melhorando o perfil da IC
  2. Redução de desfechos renais -> Diminui a proteinúria devido a constrição da arteríola aferente
  3. Redução da internação com IC
  4. Rara ocorrência de hipoglicemia
  5. Discreta redução da Pressão arterial
162
Q

Quais as contraindicações ao uso de ISGLT-2?

A

Está contraindicado em situações de baixa TFG.
1. Dapaglifozina: TFG < 25 mL/min/1,73m2
2. Empaglifozina: TFG < 30 mL/min/1,73m2
3. Canaglifozina: TFG < 40 mL/min/1,73m2
*** Canaglifozina está em desuso devido ao aumento de risco de amputação

163
Q

Qual tratamento da Cetoacidose diabética euglicêmica causada por ISGLT-2?

A
  • Glicose IV + hidratação + correção de potássio -> insulina se necessário
164
Q

Qual antidiabético oral está mais associado a risco de causar hipoglicemia?

A

Sulfonilureias
** Principalmente a Glibenclamida.
**
Glicazida e a Glimepirida -> + seguras

165
Q

O que é a Tríade de Whipple?

A

Tríade de Whipple -> Diagnóstico de hipoglicemia
1. Glicose sérica < 55mg/dL
2. Sinais e sintomas típicos: Tremores, sudorese, confusão mental, taquicardia, tontura, visão turva…
3. Melhora dos sintomas com a reposição de glicose

166
Q

Qual o outro nome para o grupo das glitazonas (pioglitazona) e da metformina?

A

Glitazonas: Tiazolidinedionas

Metformina: Biguanidas

167
Q

Quais outras causas de cetoacidose euglicêmica? (5)

A
  1. Pancreatite
  2. Uso de Álcool
  3. Cocaína
  4. Gastroparesia
  5. Sepse
168
Q

Quais são os critérios diagnósticos da cetoacidose euglicêmica?

A

DIAGNÓSTICO
- Glicemia < 200mg/dL
- pH arterial < 7,3
- Anion GAP > 10-12 mEq/L
- HCO3 < 18 mEq/L
- Cetonemia > 1,6 mmol/L (se disponível)
*** Não utilizar cetonúria nesses casos, pois os ISGLT-2 Aumentam a reabsorção tubular de acetoacetato, mascarando a cetonúria

169
Q

V ou F:
“Os inibidores do SGLT-2 possuem impacto benéfico na IC com FE reduzida e na IC com FE preservada”

A

VERDADEIRO
- Redize, a taxa de hospitalização em pacientes diabéticos com insuficiência cardíaca com FR ou FE.

170
Q

Como os ISGLT-2 têm o papel protetor renal?

A
  • pela REDUÇÃO NA PRESSÃO INTRAGLOMERULAR (constrição da arteríola aferente) -> DIMINUIÇÃO DA PROTEINÚRIA
171
Q

Quais são os tipos de insulinas utilizadas no tratamento de DM?

A
  • Ultrarrápidas, rápidas, intermediárias, lentas e ultralentas
172
Q

Quais insulinas possuem ação ultrarrápida? E quais são seus início de ação, pico de ação e duração?

A
  • Lispro, Glulisina e Aspart (S -> Speed)
  • Início de ação: 5-15 minutos
  • Pico de ação : 30-90 minutos
  • Duração: 4-6 horas
173
Q

Qual é a representante da insulina de ação rápida? Qual tempo de início, pico de ação e duração?

A
  • Regular
  • Início de ação: 30-60 min
  • Pico de ação : 2-3 horas
  • Duração: 8-10 horas
174
Q

Quais são as insulinas de ação lenta? qual seu tempo de início, pico de ação e duração?

A
  • Glargina (U-100 e U-300) e Determir
  • Início de ação: 2 horas
  • Pico de ação : NÃO TEM PICO
  • Duração: 24 horas
175
Q

Qual é a insulina de ação intermediária? qual seu tempo de início, pico de ação e duração?

A
  • NPH
  • Início de ação: 2-4 horas
  • Pico de ação : 4-10 horas
  • Duração: 12-18 horas
176
Q

Qual a insulina de ação ultralenta? qual seu início de ação, pico de ação e duração?

A
  • Degludeca
  • Início de ação: 30-90 min
  • Pico de ação : não tem pico
  • Duração: 36-42 horas
177
Q

V ou F
“ Tanto as insulinas lentas quanto as ultralentas NÃO possuem pico de ação”

A

Verdadeiro

178
Q

Quais as indicações do início do uso de Insulina? (5)

A
  1. Presença de Poli´s: Poliúria, Polifagia, Polidipsia e Perda de peso
  2. HbA1c ≥ 9%
  3. HbA1c fora do alvo (meta terapêutica) mesmo com tratamento otimizado (MEV + Antidiabéticos orais em dose máxima)
  4. Internação
  5. Gravidez
179
Q

PARA DM1. Qual é a dose recomendada total de insulina para pacientes recém-diagnosticado ou após cetoacidose diabética?

A

Dose recomendada:
- 0,5/1,0 UI/kg/dia
- após esse período manter com 0,4-0,6 UI/kg/dia

180
Q

PARA DM1. Na puberdade, a resistência insulínica aumenta em pacientes diabéticos. Qual a dose recomendada?

A
  • 1,2-1,5 UI/kg/dia
181
Q

PARA DM1. O que é a fase de “lua de mel”?

A
  • A fase de “lua de mel” demarca o início da DM, onde as células ainda não foram totalmente destruídas e portanto ainda há produção insulínica que pode durar entre 6 MESES ATÉ 1 ANO.
  • Nesse período é recomendado utilizar doses mínimas de insulina
182
Q

PARA DM1. Como é realizado o esquema terapêutico basal-bolus da insulinoterapia?

A

Dose inicial -> 0,5/1,0 UI/kg/dia
- Dividido em 50% Basal + 50% Bolus

  1. Bolus (50%) -> Insulina regular ou ultrarápida
    - Divisão antes das refeições principais (café da manha, almoço e jantar)
  2. Basal (50%)
    - Se NPH: 4 opções
    a) 2/3 antes do café da manhã + 1/3 antes do jantar
    b) 2/3 antes do café da manha + 1/3 bed time
    c) Antes do café da manha, almoço e jantar
    d) Antes do café da manha, almoço e bed time
  • Se Glargina ou Degludeca: aplicação 1x ao dia antes do café da manhã ou jantar
183
Q

Quais condições podem alterar a demanda por insulina?

A
  • Aumento da demanda: Estresse, infecções, puberdade, Hipertireoidismo, Síndrome de Cushing, uso de glicocorticóides
  • Diminuição da demanda: Fase de lua de mel, DRC, Distúrbios disabsortivos, hipotireoidismo e insuficiência adrenal
184
Q

Em quais horários do dia, as insulinas regular e NPH terão impacto na glicemia do paciente?

A
  1. Regular -> Sempre após 2 horas da aplicação. Ex: A insulina regular aplicada antes do café da manhã -> 2h após o café da manhã
    ***Regular reflete nas glicemias 2h após a alimentação (café da manhã, almoço e jantar)
  2. NPH -> sempre na próxima refeição. Ex: a NPH aplicada antes do jantar ou bed-time -> Glicemia de jejum (ao acordar). A NPH aplicada antes do café da manhã -> glicemia antes do almoço
    ***NPH reflete nas glicemias que antecedem as alimentações (café da manhã -jejum, antes do almoço e antes do jantar)
185
Q

Em pacientes com DM2 que necessitam de insulinoterapia. Qual é a dosagem inicial?

A
  • Escolha inicial: NPH ou análogo de longa duração
  • Dosagem: 10 UI (bed time ou 22h) OU 0,1 UI/kg (paciente muito magros, idosos)
  • Após isso, ajustar conforme a demanda do paciente
186
Q

Com a introdução da insulinoterapia em pacientes com DM2. Quais medicamentos devem ser suspensos?

A
  • Suspender o uso de secretagogos -> SULFONILUREIAS
  • Demais medicações, manter (Mas, sempre se atentar com o clearence de creatinina, pois pode ser necessário suspender o uso)
187
Q

O que é o Efeito Somogyi? Qual a conduta perante a esse quadro?

A
  • Hiperglicemia matinal
  • Isso ocorre devido a hipoglicemia de madrugada -> leva a produção de mecanismos contrarreguladores insulínicos -> aumentando a glicemia do paciente

Conduta:
- Redução da NPH ou Lenta pela noite;
- Fornecer mais alimentos na hora de deitar

188
Q

Qual é mais comum de acontecer, o Efeito Somogyi ou Fenômeno do Alvorecer?

A
  • Fenômeno do Alvorecer
  • O efeito Somogyi é bem raro de acontecer
189
Q

O que é o Fenômeno do alvorecer? E qual é a conduta perante a esse quadro clínico?

A
  • Ocorre o pico de contrarreguladores fisiológico no início do sono, refletindo menor sensibilidade insulínica por volta das 5-8 horas da manhã
  • Quadro clínico: Glicemias normais de madrugada e altas ao despertar (hiperglicemia matinal)

Conduta:
- Aumento da insulina NPH ao deitar OU;
- Bomba de infusão, com aumento da insulina basal entre 5-8 horas da manhã

190
Q

Qual a diferença entre o fenômeno do alvorecer e o efeito Somogyi?

A
  • Basicamente, no efeito somogyi temos a hipoglicemia de madrugada (decorrente da alta dose de NPH por exemplo). Diferentemente do fenômeno do alvorecer que é um mecanismo “fisiológico”
191
Q

Qual antidiabético oral melhora desfecho cardiovascular?

A
  1. Analogos do GLP-1 e ISGLT-2
192
Q

V ou F
“Todas as insulinas possuem efeito anabólico, portanto promovem o ganho de peso”

A

VERDADEIRO

193
Q

O que é hiperglicemia hospitalar, como é feito o diagnóstico?

A

Todo paciente que apresenta 2 ou + episódios de glicemia plasmática > 140 mg/dL

194
Q

A partir de qual valor de glicemia, em contexto de hiperglicemia hospitalar, é indicado iniciar tratamento farmacológico?

A

Glicemia > 180
mg/dL

195
Q

Como são classificados os pacientes com hiperglicemia hospitalar?

A
  1. HH leve: Glicemia 180-200 mg/dL
  2. HH moderada: Glicemia 200-250 mg/dL
  3. HH grave: Glicemia > 250 mg/dL
196
Q

Como diferenciar uma hiperglicemia hospitalar (HH) de estresse de uma hiperglicemia por DM prévio?

A
  • Pela HbA1c:
    HbA1c > 6.5%: DM prévio
    HbA1c < 6,5%: Hiperglicemia hospitalar desencadeada por estresse, uso de corticoides…
197
Q

Quais as condutas mediante ao contexto de hiperglicemia hospitalar (internado)?

A

No geral:
1. Hiperglicemia 180-200 mg/dL + sem uso de insulina ou doses < 0,4 UI/kg -> Insulina basal 0,1-,15 UI/kg ou Inibidores de DPP4
2. Hiperglicemia 200-250 mg/dL OU uso de insulina domiciliar 0,4-0,6 UI/kg -> Insulina basal + correção pré-prandial (com insulina ultrarrápida ou rápida) OU reduzir dose domicilar em 20%, podendo associar ou não inibidores da DPP4
3. Hiperglicemia > 250 mg/dL OU uso de insulina domiciliar > 0,6 UI/kg OU DM1/LADA/pancreatectomia -> Esquema basal-bolus 0,3-0,6 UI/kg ou manutenção da dose domiciliar ou redução da dose residencial em 20%

*** Insulinoterapia basal + correção pré-prandial é DIFERENTE de insulinoterapia basal-bolus
- A correção é realizada tambem com insulinas rápidas/ultrarrápidas mas so é realizada na vigência da necessidade de controle.

198
Q

Em pacientes não-críticos, com necessidade de esquema basal-bolus, como deve ser as doses de insulina (Basal e bolus)?

A
  1. Basal
    - Se estiver em dieta oral: 50% da dose total diária
    - Se estiver em dieta enteral/parenteral: 50-80% da dose total diária
    ** Lembrando que, a DTD = 0,3-0,6 UI/kg/dia
    - NPH: 2-3x/dia
    - Glargina U100: 1-2x/dia
    - Degludeca ou Glargina U300: 1x/dia
  2. Bolus
    - Antes das refeições (Asparte, Lispro e glulisina -> 15 min antes. Regular -> 30 min antes)
    - Dieta Oral/enteral intermitente: 50% DTD- 1/3 da dose antes de cada refeição (café, almoço e janta)
    - Dieta parenteral/enteral contínua: 20-50% DTD- 1/4 da dose bolus de 6/6 horas.

*** JEJUM -> NÃO UTILIZAR BOLUS

199
Q

Quais são as metas glicêmicas de pacientes com Hiperglicemia hospitalar? em pacientes não críticos e críticos

A
  • Paciente não crítico: 100 a 180 mg/dL
  • Paciente crítico: 140-180 mg/dL
    ** devido ao risco de hipoglicemia
200
Q

V ou F
“Em pacientes críticos com Hiperglicemia hospitalar o manejo da glicemia deve ser com insulina endovenosa (BIC)”

A

Verdadeiro
- Com meta glicêmica entre 140-180 mg/dL

201
Q

Em hiperglicemia hospitalar. Como deve ser a monitorização glicêmica do paciente crítico?

A
  • Glicemia capilar 1/1 hora ou 2/2 horas
202
Q

V ou F
“ Se o uso de glicocorticoides estiver causando hiperglicemia no período vespertino isoladamente, pode-se prescrever insulina NPH 0,1-0,4 UI/kg pela manhã (Preferencialmente no mesmo horário do corticóide)”

A

VERDADEIRO

203
Q

No contexto de Hiperglicemia hospitalar. Como dar a alta para o paciente?

A
  • Depende do valor da HbA1c da admissão:
    1. HbA1c < 7,5%:
  • Manter o tratamento pré-hospitalar. Reintroduzindo 1 a 2 dias antes da alta
  1. HbA1c 7,5-9,0 %:
    - Agentes orais (que estava utilizando antes da internação) + insulina basal (50% da dose hospitalar)
  2. HbA1c > 9,0%:
    - Esquema basal-bolus ou;
    - Agentes orais + insulina basal (80% da dose hospitalar)
204
Q

Método “sliding-scale” é um esquema que ajusta as doses de insulina SC dependente dos valores de glicemia do paciente. Porque ela NÃO é mais recomendada atualmente?

A
  • Devido a grande variabilidade glicêmica do paciente com esse método
  • Alto risco de HIPOGLICEMIA
  • É diferente da correção. Pois a correção a monitorização é da glicemia pré-prandial
205
Q

Quais antidiabéticos orais devem ser suspenso para o tratamento de Hiperglicemia hospitalar?

A
  • Sulfonilureias (Glimepirida, Glicazida e Glibenclamida)
  • Agonistas do GLP-1 -> Retardo do esvaziamento gástrico, DEVE ser suspenso
206
Q

O que define se o paciente é crítico ou não em contexto de hiperglicemia hospitalar?

A

UTI -> Paciente crítico

207
Q

Em relações as complicações crônicas do DM, quando é indicado a realização de rastreamento?

A

Rastreamento:
- DM2: Ao diagnóstico ja é recomendado o rastreio
- DM1: 5 anos após o diagnóstico
- Repetir o rastreamento ANUALMENTE, em ambos os casos.

208
Q

Quais são os fatores de risco para desenvolvimento de retinopatia diabética?

A

Fatores de risco:
- DM a longo prazo;
- HAS;
- Dislipidemia;
- DRC;
- Mau controle glicêmico;
- Puberdade;
- Anemia;
- Tabagismo;
- Obesidade

209
Q

V ou F
“Pacientes com retinopatia diabética possuem alto risco de desenvolver doença renal do diabetes, e geralmente, precede o quadro de acometimento renal”

A

Verdadeiro

210
Q

Além da doença renal por diabetes. Pacientes com retinopatia diabética aumenta a probabilidade de outras condições, quais seriam elas? (2)

A
  1. AVC
  2. Doenças cardiovasculares
    ** Doença arterial periférica
211
Q

Em relação ao rastreio de retinopatia diabética. Quando é indicado para crianças e gestantes?

A

Crianças
- Logo após a puberdade ou 5 anos após (o que vier primeiro)

Gestantes
- 1 ano antes da gestação;
- E depois no 1 trimestre de gestação

212
Q

Qual é classificação de retinopatia diabética?

213
Q

Como é a fisiopatologia da retinopatia diabética?

A
  1. Glicotoxicidade -> Exposição a hiperglicemia leva a destruição endotelial
  2. Disfunção microvascular -> Formação de microaneurismas e disfunção da barreira endotelial, levando ao extravasamento de líquidos (microhemorragias e exsudatos) -Podendo levar até a edema macular
  3. Isquemia retiniana -> Devido ao comprometimento da microcirculação. Há a produção e liberação de fatores pró-angiogênicos (VEGF), que induz a formação de neovasos
  4. Neovascularização -> Processo resultante da isquemia crônica. Esses neovasos são anômalos (frágeis), predispondo a novas hemorragias retinianas

*** Vale lembrar que o processo de formação de neovasos é um fenômeno característico da RDP (Retinopatia diabética Proliferativa)

214
Q

Qual o tratamento da retinopatia diabética?

A
  • Além do controle glicêmico (Reeducação alimentar, atividade física e tratamento farmacológico otimizado)
  • Deve-se evitar o tabagismo e obesidade
  • Outras condições devem ser tratadas como: Dislipidemias, HAS e nefropatia.
  • Em situações com dano significativo:
  • Fotocoagulação à laser
  • Injeções Anti-VEGF
  • Vitrectomia
215
Q

Qual o intervalo das consultas em pacientes com retinopatia diabética?

A
  • Sem retinopatia, RD não proliferativa -> Anualmente
  • RD não proliferativa moderada -> Encaminhar ao oftalmologista em 3 a 6 meses e acompanhamento de 6 a 9 meses
  • RD não proliferativa grave -> Encaminhar diretamente ao oftalmologista para acompanhamento de 6 a 9 meses (considerar panfotocoagulação à laser)
  • Edema macular ou RD proliferativa -> acompanhamento de 2 meses, tratamento imediato,
216
Q

V ou F:
“A neuropatia diabética é a complicação crônica mais prevalente, atingindo 50% dos pacientes com DM. Além disso, pacientes com pré-DM já podem ter algum grau de neuropatia diabética”

A

Verdadeiro
*** Mas vale lembrar que a neuropatia diabética é um dx de exclusão

217
Q

Como é a fisiopatologia da neuropatia diabética?

A
  • Hiperglicemia crônica -> Ativa a via do poliol e da hexosamina -> disfunção mitocondrial -> APOPTOSE NEURONAL
  • Tanto a dislipidemia quanto a HAS corroboram para a disfunção neuronal
218
Q

Quais são as formas de apresentação clínica da neuropatia diabética? (4)

A
  1. Polineuropatia sensitivo-motora- “Bota e luva”
  2. Neuropatia autonômica
  3. Mononeuropatia
  4. Radiculoneuropatia
219
Q

Quais são o sintomas da Polineuropatia sensitivo-motora da neuropatia diabética?

A
  • “bota e luva” - acometimento distal-proximal (Mais comum ser nos pés do que na mão)
  • Acomete principalmente mãos e pernas
  • Paciente apresenta: Parestesias (formigamento), Diestesia alodinina, hiperalgesia, câimbras e fraqueza muscular
  • Geralmente esses sintomas surge em repouso e melhora com a movimentação
  • Piora à noite
  • Distal-proximal simétrica
220
Q

Quais são as características da neuropatia autonômica? Quais são os locais acometidos?

A
  • Acomete o sistema nervoso simpático e parassimpático
  • Acomete:
    1. Cardiovascular: Hipotensão, SCA sem dor típica, morte súbita;
    2. Periférica: Sensação de resfriamento/congelamento, pele ressecada e formação de calos;
    3. Gastrointestinal: Disfagia, Pirose, Gastroparesia, constipação, diarreias e incontinência fecal;
    4. Genitourinária: Disfunção erétil e vesical, ejaculação retrógrada, dispareunia
    5. Sudomotora: Anidrose distal (falta de suor)
    6.Hipoglicemia assintomática: menor secreção de glucagon e adrenalina
221
Q

Quais são as características da mononeuropatia da neuropatia diabética?

A
  • É o acometimento de apenas 1 nervo periférico
    1. Nervo oculomotor (+ comum): Ptose palpebral, Midríase e disfunção da musculatura extrínseca do globo ocular;
    2. Nervo mediano: Síndrome do túnel do carpo;
    3. Nervo ulnar e radial: Síndrome da mão “caída”
    4. Nervo fibular/peroneal: “Pé caido”
    5. Nervo femoral lateral: Meralgia parestésica (formigamento na região externa da coxa)
    6. Nervo tibial anterior: Síndrome do túnel do tarso
222
Q

Quais são as características da Radiculoneuropatia da neuropatia diabética?

A
  • Geralmente acomete apenas 1 nervo, acometendo apenas o dermátomo correspondente.
  • Neuropatia do plexo radicular - Principalmente da região LOMBOSSACRAL (mais comum) -> Dor intensa em queimação associado a fraqueza muscular na região das coxas
  • Radiculopatia torácica -> outra neuropatia que faz diagnóstico diferencial com neuralgia pós-herpética
223
Q

Qual o período indicado para a realização do rastreamento de neuropatia diabética periférica? E de quanto em quanto tempo?

A
  • DM2: Ao diagnóstico // DM1: 5 anos após o dx;
  • Rastreamento negativo (DM1 e DM2) -> Reavaliação anual
    *** SEMPRE AVALIAR FIBRAS FINAS EM PRÉ-DIABÉTICOS
224
Q

Como é realizado o diagnóstico de neuropatia diabética periférica?

A
  • CLÍNICO + EXCLUSÃO (excluir outras causas mais comuns)
  • Clínico= Presença de 2 ou + testes ou sinais neurológicos alterados
  • Exclusão= Excluir outras causas como: Deficiência de vit.B12, Etilismo, Hipotireoidismo, Síndrome do túnel do carpo, Excesso de vit. B6, Drogas, substâncias neurotóxicas e metais pesados
225
Q

Em relação ao diagnóstico de neuropatia diabética periférica. Quais são as sensibilidades avaliadas?

A
  • Sensibilidade dolorosa, térmica, vibratória e o Reflexo Aquileu.
  • Avaliam tanto fibras finas quanto as grossas
226
Q

Como é avaliada a sensibilidade dolorosa? Qual tipo de fibra é analisada?

A
  1. Sensilidade dolorosa:
    - Teste de Pinprick (doloroso): utiliza-se um objeto pontiagudo para aplicar leves picadas para analisar a percepção de dor. Avalia principalmente Fibra C (fina)
227
Q

Como são avaliadas a sensibilidades térmicas e vibratórias? quais tipos de fibras são analisadas?

A
  1. Sensibilidade térmica
    - Utiliza-se objetos quentes e frios, geralmente, nas mãos e pés para avaliação do paciente.
    - Frio: Fibra A delta (fina)
    - Quente: Fibra C (fina)
  2. Sensibilidade vibratória
    - Utiliza-se geralmente o Diapasão (128 Hz) - Coloca-se no dorso do Hálux (bem no ossinho).
    - Fibra do tipo A beta (grossa)
228
Q

E no reflexo aquileu, qual tipo de fibra é analisada?

A
  • Fibra A alfa (grossa)
229
Q

E o teste do monofilamento 10g, para que serve? como é realizado?

A
  • Serve para avaliar o risco de úlcera em pé diabético
  • Não é utilizado para diagnóstico de neuropatia diabética periférica.
  • Avalia as fibras A alfa e beta (grossas)
  • Na presença de alteração ≥ 2 pontos de 6 da região plantar -> positivo -> RISCO DE ULCERAÇÃO
230
Q

Qual o tratamento da neuropatia diabética? (3)

A

Tripé:
1. Tratamento de base:
- Controle glicêmico, HAS, peso, Dislipidemia, albuminúria, tabagismo e etilismo
2. Tratamento restaurador:
- Fisioterapia, Ácido alfa-lipóico, Reposição de vitaminas D e B12
3. Tratamento sintomático:
- Controle da dor neuropática (os 3 grupos são de primeira linha):
*Anticonvulsivantes (Pregabalina, Gabapentina e carbamazepina)
*ISRSN (Venlafaxina e Duloxetina)
*Tricícliclos (Amitriptilina e Nortriptilina)

231
Q

Como é realizado o diagnóstico da neuropatia autonômica cardiovascular?

A

Cardiovascular:
- Suspeitar na presença de hipotensão postural e pós-prandial, Taquicardia em repouso, SCA sem dor típica e morte súbita

  • CARTS/Testes de Ewing
  • Na presença de 1 teste alterado: Suspeito
  • Na presença de 2 ou mais testes alterados: Confirmado
232
Q

Como é realizado o Teste de Ewing?

A
  • É um conjunto de testes:
    1. Teste de inclinação “Tilt test”:
  • Avalia a resposta cardiovascular mediantes á mudança de posição, como deitada para em pé, simulando a condição de hipotensão ortostática.
    2. Teste de Valsalva:
  • Paciente realiza a manobra de valsalva. E a resposta autonômica normal envolve uma queda temporária da FC seguida de recuperação reflexa
    3. Teste de pressão arterial durante a inspiração profunda:
  • A PA é monitorada enquanto paciente faz respiração profundas e controladas. Avalia a função vagal e reflete a atividade do sistema parassimpático

*** Hipotensão ortostática: denota um quadro mais avançado/grave.

233
Q

Como é diagnosticado uma neuropatia diabética autonômica gastrointestinal?

A
  1. Suspeitar na presença de: Controle errático da glicemia, plenitude pós-prandial, náuseas e vômitos, saciedade precoce e eructação, má absorção a medicamentos orais, desnutrição
    - Ocorre devido a disfunção dos plexos de Meissner e Auerbach (mioentéricos)
  2. Padrão-ouro: Cintilografia com Tecnécio99 -> para medida do esvaziamento gástrico
234
Q

Qual é o exame realizado a seguir?
Qual está alterado (A ou B)?

A
  • Cintilografia de esvaziamento gástrico com Tecnésio99
  • Exame alterado: B -> Pode-se ver um esvaziamento gástrico inadequado
235
Q

Como é diagnosticado uma neuropatia diabética autonômica urogenital?

A
  • Suspeitar na presença de:
    1. ITU recorrentes e bexiga palpável;
    2. Fluxo urinário diminuído;
    3. Intervalos aumentados entre as micções;
    4. Sensação de esvaziamento vesical alterado;
    5. Incontinência urinária;
    6. Disfunção erétil

*** LEMBRAR QUE É UM DX DE EXCLUSÃO!

236
Q

V ou F:
“A ausência de sintomas não afasta a presença de neuropatia diabética”

A

VERDADEIRO

237
Q

Em relação a doença renal por diabetes (antiga nefropatia diabética), qual é o padrão de lesão mais comum?

A
  • Glomeruloesclerose nodular
  • é uma nefroesclerose com presença de nódulos acelulares -> Nódulos de Kimmestiel-Wilson
  • Forma mais avançada. Tendo em vista que no início pode-se ter um padrão de glomeruloesclerose difusa
238
Q

Como é realizado o rastreio da doença renal por diabetes?

A
  • Albuminúria (Urina 1 - realizando a relação albumina/creatinina- ACR) e TFG (aferição indireta pela creatinina sérica)
  • Não é feito, inicialmente, com exames de imagem
239
Q

Em relação as emergências hiperglicêmicas (CAD e EHH), quais são suas características?

A

CAD:
- Caracterizada por acidose, hiperglicemia, cetonemia/cetonúria
- Mais comum em DM1, mas não exclusivo

EHH:
- Caraterizado por hiperglicemia, ausência de acidose (na maioria dos casos), cetonemia variável, osmolaridade eleveada e sintomas neurológicos (RNC)
- Mais comum em DM2, mas não exclusivo

240
Q

Quais são os fatores de risco para desenvolver CAD ou EHH? (8)

A
  1. DM1 com primodescompensação
  2. Má aderência ao tratamento
  3. Infecções
  4. AVC, IAM, Pancreatite e TEP
  5. Medicações (corticoides, diuréticos, ISGLT-2…)
  6. Problemas psicossociais
  7. Uso de drogas (álcool e cocaína)
  8. Gestação
241
Q

Quais são os sinais e sintomas das emergências hiperglicêmicas (CAD e EHH)?

A

Sinais e sintomas:
- Poli´s: Poliúria, Polidipsia, Polifagia e perda de peso
- Dor abdominal (Muito mais comum em CAD)
- Gastroparesia
- Vômitos e náuseas
- Desidratação grave
- Respiração de Kussmaul
- Alteração do nível de consciência (muito mais comum em EHH)

242
Q

Quais exames são necessários em caso de suspeita de CAD ou EHH?

A

Exames necessários:
1. Glicemia
2. Gasometrial arterial
3. Eletrólitos (principalmente Potássio) - Hiponatremia - pode ser decorrente da hiperglicemia
4. Hemograma -> Procurar infecção, lembrar que apenas o quadro de CAD , pode levar a leucocitose
5. Função renal -> Diminuição da TFG pela hipovolemia
6. Urina 1 -> Pesquisa de corpos cetônios
7. ECG
8. Osmolaridade sérica (se EHH) -> >320 mOsm/L

243
Q

Quais são os critérios diagnósticos de CAD?

A

Precisa ter os 3 critérios preenchidos:
1. pH < 7,3 e/ou Bicarbonato < 18mEq/L;
2. Glicemia > 200 mg/dL ou DM prévio;
3. Beta-hidroxibutirato > 3,0 mmoL/L (Cetonemia) ou Cetonúria 2+

** O ânion-gap aumentado -> Foi retirado dos critérios diagnósticos, mas ainda pode ser utilizado
**
AG = Na+ - Cl - Bic -> Valores acima de 8-12 -> Indica Acidose metabólica com ânion-gap aumentado

***Cuidado com cetoacidose diabética euglicêmica (por isso, DM prévio inclui esse tipo de CAD)

244
Q

Quais são os critérios diagnósticos do estado hiperosmolar hiperglicêmico (EHH)?

A

Todos devem estar presentes:
1. Glicemia > 600 mg/dL;
2. Osmolaridade efetiva calculada > 300 mOsm/L OU Osmolaridade sérica total > 320 mOsm/L;
3. Ausência de cetonemia significativa: Beta-hidroxibutirato < 3,0 mmoL/L OU cetonuria < 2+
4. Ausência de acidose: pH >7,3 E Bicarbonato > 15 mmol/L
5. Alterações neurológicas

245
Q

Como é realizado o cálculo da osmolaridade efetiva e osmolaridade sérica total?

A
  1. Osmolaridade efetiva calculada = 2xNa + Glicose (em mmoL/L)
  2. Osmolaridade sérica total = 2x Na + Glicose + Ureia (em mmoL/L)

*** Para converter para mg/dL, é necessário dividir glicose/18 e ureia/6

246
Q

Em relação a CAD euglicêmica, quais grupos de pessoas tem maior risco de desenvolver CAD euglicêmica?

A
  1. Pacientes em uso de inibidores de SGLT-2 (Dapaglifozina ou Empaglifozina)
  2. Mal nutridos
  3. Gestantes
  4. Pacientes que utilizaram insulina antes de chegar ao departamento de emergência
247
Q

Em pacientes com DM, qual é a recomendação do uso de inibidores de SGLT-2 para pacientes que realizarão algum processo cirúrgico?

A
  • Suspender 3 dias antes da cirurgia -> Maior risco de CAD euglicêmica
  • Reintroduzir quando indivíduo voltar a se alimentar normalmente
248
Q

Quais são os diagnósticos diferenciais de CAD?

A

Diferenciais:
- Cetoacidose alcóolica, cetoacidose por má-nutrição, intoxicação exógenas (metanol, etilenoglicol), intoxicação por salicilatos, acidose lática e encefalopatia metabólica

  • Esses quadros podem cursar com Acidose metabólica com ânion gap aumentado
  • No entanto, não terão hiperglicemia, BIC > 15 mEq/L e baixos valores de cetoácidos
249
Q

Em relação ao tratamento das emergências hiperglicêmicas, Qual é o primeiro passo?

A

Primeiro passo:
- Volume!
- Déficit hídrico muito importante nesses pacientes.
- Iniciar com 1-2 L de cristalóides (SF ou RL)
- Após isso, Checar níveis de Na+ sérico, para ver como irá proceder a infusão de volume (SF 0,9 ou 0,45%)

250
Q

Após a realização da reposição inicial de volume (1-2L de cristaloides) o que deve ser feito?

A
  • Checar a concentração sérica de sódio “corrigida”
    1. Se < 135 mEq/L: Solução salina isotônica (SF 0,9%) deve ser continuada a uma taxa de 250 a 500 mL/hora
    2. Se ≥ 135 mEq/L: Trocar SF 0,9 % oara SF 0,45% a uma taxa de 250 mL/hora (para evitar acidose hiperclorêmica)

*** Obs: Quando a glicose sérica diminui para 200 a 250 mg/dL na CAD ou 250 a 300 mg/dL na EHH -> Adiciona-se dextrose à solução salina (Para evitar hipoglicemia)

251
Q

Em relação a insulina como é realizada no contexto de CAD e EHH?

A
  1. Avaliar primeiro níveis de K+:
    - K >5,0: Apenas manter insulina. Monitorar de 2/2h
    - K 3,0-5,0: Repor potássio enquanto se ministra a insulina
    - K < 3,5: Repor potássio e então iniciar a insulina.
    *** reposição de potássio -> 10-20 mEq/h
  2. Insulina
    - Bolus: 0,1-0,14 UI kg
    - Manutenção: 0,1 UI kg/h (podendo aumentar ou diminuir)
    - Objetivo: Queda de 50-75 mg/dL de glicose por hora
    *** Se queda menor que 50 mg/dL -> Dobrar a infusão. Se maior que 75mg/dL -> Diminuir pela metade
252
Q

V ou F
“Na presença de CAD leve, considerar insulina ultrarrápida subcutânea na dose 0,1-,02 UI/kg/h”

A

Verdadeiro, nesses casos mais leves pode ser pensado a utilização de insulina subcutânea em vez da insulina EV (BIC).

253
Q

Como é realizado a monitorização da glicose, eletrólitos, função renal e pH, durante o tratamento de CAD e EHH?

A
  • Glicose: 1/1 h
  • Eletrólitos, função renal e pH: 2/2 h
254
Q

A partir de qual valor de glicemia é indicado adicionar o soro glicosado 5% na infusão de SF 0,45%/ou outro cristaloide até resolução do quadro?

A
  • Na CAD: 200-250 mg/dL de glicose
  • No EHH: 250-300 mg/dL de glicose
  • Nesses casos realizar Soro glicosado 5% + SF 0,45%/ ou outro cristaloide, até a resolução do quadro
  • Além disso da introdução da glicose, é reduzido a infusão de insulina pela metade (0,02-0,05 UI/kg/h) ou insulina ultra-rápida 0,1 UI/kg a cada 2h até a resolução do quadro
255
Q

V ou F
“Duranter o tratamento de CAD, ao atingir valores de glicemia entre 200-250 na CAD pode-se diminuir a infusão de insulina pela metade”

A

VERDADEIRO

256
Q

Quais são os critérios de resolução da CAD? (4)

A

Critérios de resolução da CAD
- Glicemia < 200 mg/dL
- pH > 7,3
- Bic > 18
- Cetonas plasmáticas < 0,6 mmol/L

*Resolução do ânion-gap (< 12 mEq/L) -> não entra mais, mas ficar alerta

257
Q

Quais os critérios de resolução do EHH? (5)

A

Critérios de resolução do EHH:
- Glicemia < 250 mg/dL
- Osmol. plasmática < 300 mOsm/kg
- Débito urinário > 0,5mL/kg/h
- Cetonas plasmáticas < 0,6mmol/L
- Paciente alerta

258
Q

Após a resolução do quadro, o que fazer?

A
  1. Liberar a dieta para diabetes (lembrar que paciente estava obrigatoriamente em JEJUM)
  2. Desligar soro glicosado
  3. Iniciar insulina basal + regular (via SC)
    ex: Glagina 0,25 UI/kg ou NPH 0,6 UI/kg dividida em 2 doses
  4. Após 2 h da realização da insulina, desligar bomba de infusão
  5. Seguimento com endocrinologista
259
Q

Quando está indicado o uso de bicarbonato?

A
  • Muito pouco utilizado
  • Considerar uso, se pH < 6,9 ou;
  • Pacientes com hipercalemia grave
260
Q

Quais são as complicações durante o tratamento?

A
  • Edema cerebral (Devido a queda brusca de glicemia)
  • Edema pulmonar não cardiogênico
  • Hipoglicemia
  • Hipocalemia
  • Rabdomiólise
  • Acidose metabólica hiperclorêmica (Mais comum com SF 0,9%)
  • LRA
261
Q

Dependendo da fase de crescimento da criança, existe fatores que influenciam mais o crescimento delas. Quais são esses fatores?

A
  1. Feto: Função placentária e nutrição materna
  2. Bebê: Genética e nutrição da criança
  3. Criança: GH e hormônio tireoidiano
  4. Adolescentes: GH e esteroides sexuais
262
Q

Em relação ao peso da criança. Qual a estimativa de ganho de peso ao longo dos anos?

A
  • 30g/dia nos 3 primeiros meses.
  • 20g/dia do terceiro ao sexto mês
  • 10g/dia no segundo trimestre OU;
  • 700g/mês - 1 trimestre
  • 600g/mês - 2 trimestre
  • 500g/mês - 3 trimestre
  • 400g/mês 4 trimestre
263
Q

Quanto tempo demora para uma criança dobrar de peso, a partir do peso de nascimento? e Triplica-lo?

A
  • Duplica o peso de nascimento em 4 meses
  • Triplica o peso de nascimento em 1 ano
264
Q

Em relação a estatura, quanto é esperado o crescimento ao decorrer dos anos?

A
  • Ao nascimento: 50 cm;
  • 0-12 meses: + 25 cm;
  • 1-2 anos: + 12 cm;
  • 2-4 anos: + 7-8cm/ano;
  • 4-6 anos: + 6cm/ano;
  • 6 anos-puberdade: + 5-7cm/ano
  • Na puberdade:
    1. Meninas: 8-12cm/ano (M3);
    2. Meninos 10-14 cm/ano (G4)

*** NUNCA abaixo de 5cm/ano.

265
Q

Em qual estadiamento puberal é demarcado pelo início da puberdade (início do estirão)?

A

Meninas: Estágio M3 -> Mama com tecido mamário ao redor da aréola

Meninos: Estágio G4 - > Aumento da espessura peniana, demarcação da glande

** Picos de crescimento dos meninos é mais tardio e mais intenso do que das meninas

266
Q

Em relação ao perímetro cefálico. Como se espera o crescimento do PC ao longo dos anos?

A
  • Nasce com aproximadamente 35 cm.
  • Aumenta cerca de 1cm/mês no primeiro ano (+12cm);
    ** 2 cm/mês no 1 trimestre
    ** 1cm/mês no 2 trimestre
    ** 0,5cm/mês no 2 semestre
  • Com 2 anos, 85% do PC adulto
267
Q

Qual a definição de baixa estatura? (2)

A
  1. Baixa estatura para idade: Estatura < -2DP para sexo e idade;
  2. Baixa estatura para a família: Estatura < -2DP do alvo familiar (Pois pode estar na estatura adequada para idade, mas para o alvo familiar, esta abaixo do valor indicado)
268
Q

Em relação ao Z Score ou Percentil. Quais são os valores que são classificados como baixa estatura?

A
  • Z < -2 OU P < 3 = Já é considerado baixa estatura
    Z score < -3 ou P < 0,1 = Muito baixa esatura
269
Q

Como diferenciar uma baixa estatura relacionado a variantes normais (“fisiológica”) de uma patológica?

A
  • Pela VELOCIDADE DE CRESCIMENTO!
270
Q

No contexto de baixa estatura. Quais são as variantes normais de crescimento?

A
  1. Baixa estatura familiar
  2. Atraso constitucional

*** São diferenciados, principalmente, pela idade óssea (Rx de mão e punho esquerdo)

271
Q

Quais as causas principais de baixa estatura patológica (VC baixa)?

A

Causa patológicas:
- Sistêmicas: Doença celíaca, DRC, Anemia ferropriva, desnutrição e raquitismo
- Genética: Turner (em meninas)
- Endocrinológica: Deficiência de GH, Hipotireoidismo

272
Q

Na vigência de baixa estatura patológica, quais exames devem ser solicitados?

A

Exames:
1. Hemograma, PCR/VHS;
2. Anti-transglutaminase + IgA;
3. Ureia, Creatinina, eletrólitos;
4. TSH, T4L
5. IGF-1 e IGFBP-3
6. Cariótipo em meninas -> Sempre pedir

273
Q

Qual o valor de velocidade de crescimento é considerado como baixa, independente da idade da criança?

A
  • VC < 5 cm/ano
    Não importa qual a idade da criança. Ela nunca deve crescer menos que 5 cm ao ano.
274
Q

Em relação a baixa estatura na criança. Como diferenciar baixa estatura familiar, atraso constitucional do crescimento e causas patológicas?

275
Q

Como calcular a estatura alvo de uma criança?

276
Q

Qual o passo a passo para definir baixa estatura?

A
  1. Definir se é baixa estatura (Baixa estatura para idade ou baixa estatura para a família):
    - Estatura < -2DP para sexo e idade OU;
    - Estatura < -2DP da estatura alvo (EA)
  2. Calcular a velocidade de crescimento
    - Medir a estatura com intervalo de pelo menos 4-6 meses -> Menor chance de erro, ao fazer a proporção para 12 meses.
277
Q

Se a velocidade de crescimento está baixa, o que pensar?

A
  • VC Reduzida para idade = Causas PATOLÓGICAS!

***Lembrar que VC nunca vai ser abaixo de 5cm/ano.

278
Q

Em relação as causas sistêmicas de baixa estatura, quais são as principais causas e quais exames solicitar?

A
  1. Nefropatia:
    - Ureia // Creatinina // Urina 1 // Eletrólitos.
  2. Doença celíaca:
    - Antiendomísio // antitransglutaminase-IgA // IgA total;
  3. Outras (anemia, desnutrição…):
    - Hemograma, PCR, vitamina D
279
Q

Em relação as causas genética de baixa estatura, quais são as principais causas e o que solicitar?

A
  • Realizar cariótipo em todas as meninas com Baixa estatura patológica;
  1. Sd. de Turner (45, X0)
    - Cariótipo
    - Baixa estatura pode ser a única manifestação
    - Outas manifestações:
    * Física: Pescoço alado, baixa implantação das orelhas, nariz achatado, afastamento ocular, desproporção corporal (Tronco relativamente mais longo que as pernas)
    * Cardíaco: Coarctação de aorta, Estenose/Insuficiência aórtica, Ducto arterioso patente e Arritmias cardíacas
    * Infertilidade: Disfunção ovariana
    * Hipotireoidismo
    * Problemas auditivos, renais (rins em ferradura), esqueléticos e oftalmológicos
280
Q

Em relação as causas endócrinas de baixa estatura, quais as principais causas e o que deve ser solicitado?

A
  1. Hipotireoidismo:
    - TSH e T4L;
  2. Deficiência de GH:
    - IGF-1, IGFBP-3 (Não dosar GH)
281
Q

Crianças com deficiência de GH. Qual sua apresentação clínica?

A
  • Baixa estatura com VC reduzida a partir de 2 anos/pós lactente (quando o fator hormonal começa a ganhar mais importância)
  • Associada a idade óssea atrasada
282
Q

Se confirmada a deficiência de GH, como proceder a investigação. E qual a conduta?

A
  • Se confirmada -> RM de hipófise (para excluir causas mais graves, como tumores)
  • Tratamento: GH recombinante via SC
283
Q

Como é realizado o exame da idade óssea, qual a sua função?

A

Idade óssea:
- Calculado a partir do Rx de mão e punho esquerdos;
- Indica a maturação endócrina global;
- Auxilia na identificação da causa da baixa estatura (mas não determina);
- Comparar com Atlas de Greulich e Pyle
- Limite normal: Grosseiramente, até 20% acima ou abaixo da idade cronológica
*** Quanto mais jovem, menor a diferença absoluta deve ser permitida

284
Q

O que é a Síndrome de Noonan? Quais os sinais/sintomas? Qual o tratamento indicado?

A

Síndrome de Noonan
- Rasopatia (afeta a via RAS). Mutação AUTOSSÔMICA DOMINANTES do PTPN11*;
- Sinais e sintomas:
* Baixa estatura;
* Pescoço alado, baixa implantação de cabelo e orelha, alteração do filtro labial;
* Retardo mental;
Criptorquidia
* Malformação cardíaca (estenose pulmonar e miocardiopatia hipertrófica) -> Diferentemente de Turner que tem mais relação com cardiopatias aórticas

-Tratamento: GHrh -> é realizado o tratamento com GH, pois a paciente, apesar de não ter deficit, apresenta uma certa resistência ao GH.

285
Q

O que é a Síndrome de Silver-Russel? Qual sua fisiopatologia? Quais são as manifestações físicas?

A

Síndrome de Silver-Russel
Fisiopatologia:
- Afeta a produção de IGF-2

Sinais e sintomas:
- PIG;
- Baixa estatura + IMC baixo;
- Macrocrania relativa (PC preservado), Face TRIANGULAR;
- Clinodactilia do quinto dedo (curvatura do dedo mínimo);
- Assimetria hemicorporal.

Tratamento:
- GHrh

286
Q

Em relação a acondroplasia, qual é a sua fisiopatologia, quais os sinais e sintomas da doença e o tratamento?

A

Acondroplasia
Fisiopatologia:
- Mutação ativadora autossômica dominantes do FGFR3

Sinais e sintomas:
- Baixa estatura DESPROPORCIONAL (partes do corpo são desproporcionais entre si);
- Encurtamento rizomélico (Na raíz do membro/parte proximal);
- Macrocefalia;
- Mão em tridente;
- Cifose ou Lordose

Tratamento:
Vosoritide (Análogo de peptídeo natriurético tipo C)

287
Q

Em casos de baixa estatura associado a obesidade, no que pensar?

A
  • Causas endócrinas!

** Pois uma obesidade exógena (devido a alta alimentação) NÃO cursa com baixa estatura, geralmente, paciente tem estatura normal ou alta.

288
Q

Resumidamente, como é o fluxograma para investigação da baixa estatura em crianças?

289
Q

Em relação a baixa estatura familiar, como ela se apresenta?

A
  • Velocidade de crescimento normal;
  • Estatura alvo BAIXA;
  • Idade óssea normal
  • Percebe-se que na imagem, que se manteve na mesma linha da Estatura-alvo.
290
Q

Em relação ao atraso do crescimento constitucional, como ela se apresenta?

A
  • Velocidade de crescimento normal;
  • Estatura alvo ALTA;
  • Idade óssea atrasada.
  • Puberdade pode estar atrasada;
  • Se atentar ao HF semelhante;
  • E a estatura final é normal.
  • Na imagem abaixo, pode-se perceber que com a idade óssea (representado pelo “X”), o paciente está na linha da estatura-alvo.
291
Q

Em relação ao ciclo menstrual. Quais a frequência, a duração e o volume normais?

A

-Frequência: 24-38 dias
-Duração: ≤ 8 dias
-Volume: O que não interfere na vida da paciente (subjetivo)

292
Q

Em relação a regularidade do ciclo menstrual. Como é calculada?

A
  • A partir da diferença entre o maior ciclo e o menor ciclo
  • Regularidade ≤ 7-9 dias -> Ciclo regular
293
Q

V ou F:
“Em mulheres que tiveram menarca a poucos anos (até 3 anos). É comum a que o ciclo varie bastante devido à imaturidade do eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovariano”

A
  • Verdadeiro
  • Considera-se irregularidade menstrual para essas pessoas quando:
  • Ciclo menstrual < 21 dias e > 45 dias de duração
294
Q

Em relação ao GnRH. Onde é produzido? Como é seu padrão de secreção? Onde é liberado?

A
  1. Hipotálamo
  2. Pulsátil e independente
  3. Sistema porta-hipofisário
295
Q

Qual é o padrão de secreção do GnRH na fase folicular, no período pré-ovulatório e fase lútea?

A
  1. Fase folicular: Alta frequência e baixa amplitude
  2. Período pré-ovulatório: Aumento da frequência e da amplitude -> estimula liberação de LH
  3. Fase lútea: Baixa frequência e alta amplitude

*** Ao final da fase lútea, temos a diminuição da frequência dos pulsos de GnRH, favorecendo a liberação de FSH. Isso ocorre até o início do próximo ciclo. E por isso no inicio de todo ciclo, os níveis de FSH são maiores do que o de LH

296
Q

Em relação a adenohipófise, quais são os grupos celulares e homônios produzidos por cada um desses grupos celulares dessa glândula?

A
  1. Gonadotrofos: Gonadotrofinas (FSH e LH)
  2. Tireotrofos: TSH
  3. Somatotrofos: GH
  4. Corticotrofos: ACTH
  5. Lactotrofos: Prolactina
297
Q

E a neurohipófise, qual a sua função?

A
  • A neurohipófise não produz hormônio
  • No entanto tem papel de armazenar e liberar os hormônios: Vasopressina (ADH) e Ocitocina

** Ambos hormônios são produzidos pelo hipotálamo

298
Q

Qual os 2 papéis fundamentais do ovário?

A
  1. Desenvolvimento folicular
  2. Esteroidogênese
299
Q

Como é dividido o ciclo menstrual?

300
Q

Em relação ao ciclo menstrual. Quais acontecimentos principais na fase folicular (no ovário) ?

A
  1. Foliculogênese
  2. Esteroidogênese
301
Q

Como é o processo de recrutamento folicular?

A
  • É o processo inicial da foliculogênese
  • Folículos primordiais -> Folículos primários
  • Começa antes da puberdade, no entanto leva a Atresia, devido a falta do FSH e não continuidade
  • É uma fase da foliculogênese INDEPENDENTE DE GONADOTROFINAS
302
Q

Quais são as fases da foliculogênese? (4)
E quais são dependentes e independentes de Gonadotrofinas?

A
  1. Independente de gonadotrofinas -> Recrutamento folicular
  2. Dependente de gonadotrofinas -> Seleção/dominância, Crescimento/Maturação e Ovulação
303
Q

No que consiste a teoria das 2 células e 2 gonadotrofinas?

A
  • Os folículos possuem 2 tipos de células:
    1. Células da Teca -> Possuem receptores de LH -> Responsável pela captura de Colesterol e produção de Testosterona
    2. Célula da Granulosa -> Possuem receptores de FSH -> Onde irão captar a testosterona e sobre a ação da enzima aromatase, temos a produção de estrógenos
    ** Androstenediona -> Estrona
    ** Testosterona -> Estradiol
304
Q

Quais camadas compõe o endométrio? (2)
Qual hormônio tem função sobre o endométrio? E quais são elas?

A
  • Endométrio: Formado pelo epitélio basal (contato com miométrio) e a camada funcional (descama-se ao final do ciclo menstrual)
  • Estrógeno: Papel fundamental na proliferação do endométrio (mitoses e crescimento de arteríolas espiraladas) , atuando principalmente em células glândulares e estromais -> Fase proliferativa
305
Q

E em relação à segunda metade do ciclo menstrual. Após a ovulação, no que o folículo se transforma? E qual seu principal papel?

A
  • Corpo lúteo
  • Produção de Progesterona
306
Q

Qual o papel da progesterona no endométrio?

A
  • Promove a luteinização: Glândulas mais tortuosas e com padrão secretor mais abundante. Secreta glicogênio e glicoproteínas
307
Q

Em relação a Ovulação, como isso ocorre?

A
  • Ocorre devido ao pico de LH (estimulado pelo aumento sustentado dos níveis de estrogênio)
  • Esse pico de LH promove:
    1. Mudanças estruturais e enzimáticas para rompimento folicular
  • Enzimas proteolíticas + Prostaglandinas (favorecem a contração da musculatura lisa do ovário) + ativador do plasminogênio
308
Q

Qual a fase representada pelo USG a seguir?

A
  • No início Fase folicular
  • Pode-se perceber vários folículos pré-antrais pequenos que estão esperando o estímulo de FSH
  • NO INÍCIO dessa fase, os níveis de estrogênio estarão baixos e dessa forma a espessura endometrial será < 4mm (no início do ciclo)
309
Q

Qual a fase representada pelo USG a seguir? Quais hormônios estão elevados nessa fase?

A
  • Fase Folicular
  • Podemos ver um folículo pré-ovulatório (de Graaf) que possue receptores de FSH hiperexpressos
  • Aumento da produção de estradiol e inibina B (Inibe a secreção de FSH)
  • Endométro com aspecto TRILAMINAR (5-10 mm)
  • Ao final da ovulação, os níveis de estrógeno despencam
310
Q

Em relação ao a seguir? Quais hormônios começam a se elevar nesse período?

A
  • Fase lútea
  • No USG: pode se ver o corpo lúteo circular, com padrão heterogênio (áreas com hipo e hiperecogenicidade), com bordas irregulares
  • Nessa fase, temos o aumento da produção de PROGESTERONA e INIBINA A
311
Q

Ao final do ciclo o que acontece com os hormônios, caso não haja gravidez? E caso haja?

A
  1. Sem gravidez: O corpo lúteo não recebe HCG -> Processo de atresia -> Queda dos níveis de progesterona, Inibina A e Estrógeno -> Sem bloqueio do eixo HHO -> Aumento de produção de FSH e início de próximo ciclo
  2. Gravidez: A gonadotrofina coriônica impede a regressão do corpo lúteo. Dessa forma o corpo lúteo continua a secretar progestágenos e estrógenos até os 3 meses de gravidez. Depois a placenta é submetida a essa função
312
Q

Em relação aos peptídeos gonadais, quem são eles? Onde são produzidos? E quais suas funções?

313
Q

O que é a KISSPEPTINA? quais substância agem sobre ela?

A
  • KISSPEPTINA: é uma proteína que atua no hipotálamo para estimulação/controle da liberação de GnRH
  • Substâncias que agem sobre a KISSPEPTINA:
    1. GABA: Ação inibitória sob a KISSPEPTINA -> INIBIÇÃO DO GnRH
    2. Glutamato e Aspartato: Ação estimulam a proteína KISSPEPTINA -> Estimulação do GnRH
    3. Leptina (produzida nos adipócitos): Sua principal função é fornecer permissividade de que existe reserva energética mínima para que possa ocorrer a ovulação -> Estimulam KISSPEPTINA -> Aumento dos níveis de GnRH
314
Q

Em relação a amenorreia primária. Qual a definição pela FEBRASGO e por outras fontes?

A
  • FEBRASGO:
    1. A partir de 13 anos, quando não há caracteres sexuais secundários
    2. A partir de 15 anos, mesmo na presença de caracteres sexuais secundários
  • OUTRAS:
    1. A partir de 14 anos, quando não há caracteres sexuais secundários
    2. A partir de 16 anos, mesmo na presença de caracteres sexuais secundários
315
Q

Quais situações em que devemos investigar amenorreia primária pela FEBRASGO?

A
  1. A partir de 13 anos, quando não há caracteres sexuais secundários
  2. A partir de 15 anos, mesmo na presença de caracteres sexuais secundários
  3. A menarca não ocorreu até 5 anos após a telarca (início do desenvolv. das mamas)
  4. Meninas com < 15 anos e com caracteres sexuais secundários presentes que não apresentaram menarca e com DOR PÉLVICA CÍCLICA (criptomenorreia?)
  5. Meninas com estigmas de Sd. de Turner devem sem investigadas em qualquer idade
316
Q

O que é Criptomenorreia?

A
  • Causa de amenorreia devido a falta de exteriorização do fluxo menstrual (obstrução)
  • Pode ser primária (hímen imperfurado, Septo vaginal transverso…) e Secundário (Sd. de Asherman)
317
Q

Quais compartimentos que resultam em diferentes etiologias de amenorreia?

A

I- ÚTEROVAGINAL/CANALICULAR
II- OVARIANO
III- HIPOFISÁRIO
IV- HIPOTALÂMICO

318
Q

Quais as principais causas de amenorreia primária?

A
  • Atraso constitucional;
  • Disgenesia gonadal;
  • Agenesia Mulleriana;
  • Deficiência de GnRH;
  • Hipopituirarismo
  • Septo vaginal transverso
319
Q

Em relação ao compartimento I (Úterovaginal), quais as principais causas de amenorreia primária?

A
  • Síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser
  • Síndrome de Morris/Síndrome da insensibilidade aos androgênios
  • Hímen Imperfurado, Septo vaginal transverso e atresia vaginal
320
Q

Em relação ao compartimento II (Ovariana), quais as principais causas de amenorreia primária?

A
  • Síndrome de Turner;
  • Disgenesia gonadal pura;
  • Síndrome de Swyer
321
Q

Em relação ao compartimento IV (Hipotalâmica), quais as principais causas de amenorreia primária?

A
  1. Deficiência isolada de GnRH
  2. Síndrome de Kallman
  3. Atraso constitucional da puberdade
322
Q

Em relação à Síndrome de Rokitansky. Qual a fisiopatologia? a Clínica? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia
    - Agenesia dos ductos de Muller (Paramesonéfricos)
  2. Clínica
    - Ausência de útero, tubas uterinas e do terço superior da vagina (ou dois terços)
    - Ovário normal (pois tem outra origem) -> Não necessita de TH
    - Caracteres sexuais normais (devido a esteroidogênese normal)
    - Anomalias renais associadas: Rim em ferradura, ectópico, agenesia renal uni/bilateral.
    - Anomalias esqueléticas: Escoliose, deformidades nos membros…
  3. Tratamento
    - Dilatadores vaginais
    - Neovagina (cirúrgico)
323
Q

Em relação à Síndrome de Morris. Qual a fisiopatologia? a Clínica? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia
    - Pacientes com cariótipo XY
    - Doença RECESSIVA ligada ao cromossomo X
    - Resultando em receptores androgênicos não funcionantes (Completa ou parcial)
    - Gônada: testículos (Gene SRY -> Formação de testículo) -> Atresia dos ductos paramesonéfricos/Muller
    - Ausência de útero, tubas uterinas e terço superior da vagina
  2. Clínica:
    - Genitália externa feminina ou micropênis/escroto bífido -> Pois, depende da grau de insensibilidade aos andrógenos (Total -> Feminina// Parcial -> Masculina);
    - Pilificação ausente ou escassa;
    - Mamas podem estar presentes -> Devido a conversão periférica de testosterona em estrogênio
  3. Tratamento:
    - Terapia hormonal + Gonadectomia (testículos) + neovagina (se quiser)
324
Q

Em relação ao Hímen imperfurado. Qual a fisiopatologia? a Clínica? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia
    - Amenorreia primária devido ao impedimento da exteriorização do sangramento menstrual devido à persistência da porção da membrana urogenital
  2. Clínica
    - Dor pélvica cíclica (relacionado a menstruação)- Principalmente em pacientes jovens próximas a menstruação;
    - Ovários normais e funcionantes;
    - Caracteres sexuais secundários presentes;
    - Criptomenorreia.
  3. Tratamento
    - Cirúrgico (desobstrução)
325
Q

Quais as diferenças principais entre a Síndrome de Rokitansky e Morris/Insensibilidade aos androgênios?

326
Q

Em relação à Síndrome de Turner. Qual a fisiopatologia? a Clínica? Diagnóstico? e o tratamento?

A
  • É a disgenesia gonadal mais comum
  1. Fisiopatologia:
    - Cariótipo: 45 X0 ou em mosáico (46 XX + 45 X0)
    - Não há produção de hormônios esteroides
    - Hipogonadismo hipergonadotrófico
  2. Clínica:
    - Gônadas em fita (não desenvolvidas)
    - Ausência de caracteres sexuais secundários;
    - Genitalia externa e interna pré-púberes;
    - Estigmas associados à síndrome: Baixa estatura, micrognatia, baixa implantação das orelhas e pescoço alado);
    - Doenças autoimunes associadas: Hipotireoidismo, DM e vitiligo;
    - Cardiopatias: Esquerdas -> Coarctação de aorta (estreitamento), Valva aórtica bicúspide
    - Renais: Rim pélvico e agenesia renal
  3. Diagnóstico:
    - Cariótipo
  4. Tratamento:
    - Terapia hormonal (visando proteger a saúde óssea e cardiovascular)
    - Considerar uso de GH para aumento da estatura final
327
Q

Em relação à Disgenesia gonadal pura. Qual a fisiopatologia? a Clínica? Diagnóstico? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia:
    - Cariótipo: 46 XX (na maioria dos casos -> pois pode ser Sd. Swyer)
    - Devido a mutações genéticas -> Gonadas não funcionam (em fita)
    - Não ocorre a produção de esteroides sexuais
    - Hipogonadismo hipergonadotrófico
  2. Clínica:
    - Amenorreia primária + Ausência de caracteres sexuais secundários;
    - Genitália interna e externa pré-puberes.
  3. Diagnóstico:
    - Anamnese + exame físico + FSH + cariótipo
  4. Tratamento:
    - Terapia hormonal
328
Q

Em relação à Síndrome de Swyer. Qual a fisiopatologia? a Clínica? Diagnóstico? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia:
    - Cariótipo: 46 XY
    - Mutação ou deleção do gene SRY
    - Testículo disgenético -> Não produz Hormônio antimulleriano e testosterona
    - Não ocorre a produção de esteroides sexuais
    - Hipogonadismo hipergonadotrófico
  2. Clínica:
    - Amenorreia primária + Ausência de caracteres sexuais secundários;
    - Genitália interna e externa pré-puberes;
    - Na ausência de hormônio antimulleriano -> Desenvolvimento de útero + tubas uterinas + terço superior da vagina;
    - Na ausência de testosterona -> Genitália externa feminina
  3. Diagnóstico:
    - Anamnese + exame físico + FSH + cariótipo
  4. Tratamento:
    - Terapia hormonal
329
Q

Qual a principal diferença entre Sd. de Morris e Swyer?

A
  • Síndrome de Morris: Ausência de útero
  • Síndrome de Swyer: Presença de útero
330
Q

Em relação a Deficiência isolada de GnRH. Qual a fisiopatologia? a Clínica?

A
  1. Fisiopatologia:
    - Há defeito na produção ou secreção de GnRH ou resistência hipotalâmica;
    - Baixa concentração de esteroides sexuais e de gonadotrofinas -> Hipogonadismo Hipogonadotrófico
  2. Clínica:
    - Amenorreia primária + ausência de caracteres sexuais secundários.
331
Q

Em relação à Síndrome de Kallman. Qual a fisiopatologia? a Clínica? e o tratamento?

A
  1. Fisiopatologia:
    - É uma causa de deficiência isolada de GnRH;
    - Falha na migração de células neuronais olfatórias e células produtoras de GnRH da placa cribiforme do nariz até a área pré-óptica e hipotalâmica;
    - Desse modo, não há produção de GnRH -> Baixos níveis de FSH e LH
    - Hipogonadismo Hipogonadotrófico
  2. Clínica:
    - Amenorreia primária + ausência de caractéres sexuais secundários;
    - Hiposmia/Anosmia
    - Pode apresentar: Fenda palatina, ataxia cerebelar surdez neurossensorial e agenesia renal (até 40% dos casos)
  3. Tratamento:
    - Administração pulsátil de GnRH exógeno
331
Q

Em relação ao Atraso constitucional da puberdade. Qual a fisiopatologia? a Clínica? e o Diagnóstico?

A
  1. Fisiopatologia:
    - É a causa mais comum de puberdade tardia
    - Ocorre por atraso constitucional na produção do GnRH pulsátil;
    - Relação familiar
  2. Clínica:
    - Amenorreia primária;
    - Atraso do desenvolvimento de caracteres sexuais secundários
  3. Diagnóstico:
    - Diagnóstico de EXCLUSÃO!
    - Idade óssea atrasada;
    - Dosagem de gonadotrofinas compatível com níveis na infância.
332
Q

Diante da recomendação de investigação de amenorreia primária. Quais devem ser as perguntas para a investigação correta?

A
  1. Útero presente?
  2. FSH e LH normal, alto ou baixo?
  3. Há desenvolvimento de caracteres sexuais secundários?