9. Morfossintaxe II - Coordenação e subordinação Flashcards

1
Q

CERTO OU ERRADO

O período é a unidade de texto que vai até uma pontuação definitiva, que exija um recomeço com letras maiúsculas.

A

CERTO!

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2
Q

“Que dia! Acordei atrasado para o trabalho e saí sem tomar café. Assim que saí, percebi que tinha esquecido meu celular, porque eu tinha deixado em cima da mesa e nem lembrei… Apesar de ter esse contratempo, cheguei ao trabalho no horário. Sou sortudo demais ou não?”

Quantos períodos possui o parágrafo abaixo?

A

5 períodos!

Que dia!(1) / Acordei atrasado para o trabalho e saí sem tomar café.(2) / Assim que saí, percebi que tinha esquecido meu celular, porque eu tinha deixado em cima da mesa e nem lembrei…(3) / Apesar de ter esse contratempo, cheguei ao trabalho no horário.(4) / Sou sortudo demais ou não?(5)

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3
Q

PARA FIXAR

“Acordei atrasado para o trabalho e saí sem tomar café.”
1ª oração - Acordei atrasado para o trabalho: Oração principal e oração independente
2ª oração - e saí: oração coordenada aditiva (pelo “e”, que é uma conjunção) e oração independente
3ª oração - sem tomar café: oração subordinada à 2ª oração e uma oração adverbial.

As duas primeiras orações do período acima estão unidas por coordenação, uma não depende sintaticamente da outra, pois, ainda que separadas, ambas têm sentido completo, autonomia, ou seja, são frases. Já a terceira oração não possui sentido completo quando isolada. Ela funciona como um adjunto adverbial do verbo “saí”, modificando-o.
Ex: Acordei atrasado para o trabalho. (sentido completo)
Ex: Saí. (sentido completo)
Ex: Sem tomar café. (sentido incompleto)

A
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4
Q

PARA FIXAR

“Apesar de ter esse contratempo, cheguei ao trabalho no horário.”
1ª oração - Apesar de ter esse contratempo: oração subordinada concessiva, é uma oração dependente
2ª oração - cheguei ao trabalho no horário: oração principal e independente

As orações do período acima estão unidas por subordinação; a subordinada depende sintaticamente da principal, pois, quando separadas, a oração dependente não tem sentido completo, é “fragmento”, ou seja, não forma frase.
Ex: Cheguei ao trabalho no horário. (sentido completo)
Ex: Apesar de ter esse contratempo… (sem sentido; fragmento; falta algo…)

A
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5
Q

“Assim que saí, percebi que tinha esquecido meu celular, porque eu tinha deixado em cima da mesa e nem lembrei…”

Quantas orações possui o parágrafo acima?

A

5 orações!
1ª: Assim que saí
2ª: percebi
3ª: que tinha esquecido o celular
4ª: porque eu tinha deixado em cima da mesa
5ª: e nem lembrei

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6
Q

PARA FIXAR

“Assim que saí, percebi que tinha esquecido meu celular, porque eu tinha deixado em cima da mesa e nem lembrei…”
1ª: Assim que saí
2ª: percebi
3ª: que tinha esquecido o celular
4ª: porque eu tinha deixado em cima da mesa
5ª: e nem lembrei

A oração 1 é subordinada temporal da 2; a 3 é subordinada substantiva objetiva direta da 2 (é OD de “perceber”); a 4 é subordinada causal em relação à 3. A oração 5 é coordenada aditiva em relação à 2.Temos, então, coordenação e subordinação, ou seja, um período misto.

A
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7
Q

O que são termos coordenados?

A

Termos listados, organizados, que têm a mesma função
sintática.
Ex: Comprei roupas, calçados, acessórios.
Os termos “roupas”, “calçados” e “acessórios” são objetos diretos coordenados.

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8
Q

“Quero que você goste do hotel e que volte.”

Qual a oração principal da sentença acima?

A

“Quero”.

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9
Q

PARA FIXAR

“Quero que você goste do hotel e que volte.”

As orações 2 e 3 são subordinadas, pois exercem função sintática na oração principal, “quero”. Observe que elas são Objetos Diretos do verbo “querer”. Porém, elas estão sendo “organizadas” por uma conjunção coordenativa, o “e”. Veja bem, não é que a oração deixou de ser subordinada, ela apenas está sendo listada, coordenada por um elemento coordenativo. Então, duas orações subordinadas estão “coordenadas” no período.

A
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10
Q

PARA FIXAR

Para contar orações, basicamente temos que contar os verbos. Contudo, em alguns casos, teremos mais de um verbo e apenas uma oração:
1) Quando houver locução verbal: “Tentamos ser felizes”
2) Quanto tivermos um verbo expletivo, como na expressão “ser+que”: “Minha mãe é que manda na casa”

A
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11
Q

PARA FIXAR

É possível também haver duas orações e um verbo estar implícito. Isso ocorre com as orações comparativas:
“Trabalho tanto quanto meu concorrente (trabalha).”

A
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12
Q

PARA FIXAR

Cuidado com verbos causativos (deixar, fazer, mandar etc) e sensitivos (ver, ouvir, sentir etc), que formam falsas locuções verbais.
As formas “deixe aborrecer”, “fez desistir”, “mandei ir” etc. NÃO SÃO LOCUÇÕES VERBAIS, MAS DUAS ORAÇÕES EM UM PERÍODO COMPOSTO.

A
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13
Q

O que são orações coordenadas?

A

São orações independentes sintaticamente e não exercem função sintática em outra oração.

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14
Q

O que são orações subordinadas?

A

São orações dependentes, introduzidas por uma conjunção integrante “que” ou “se” e que exercem função sintática em outra oração (ex: sujeito, objeto, adjunto adverbial…).

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15
Q

As orações coordenadas podem ser ligadas por conjunções coordenativas.
Como são chamadas essa oração coordenada ligada por conjunção coordenativa?

A

Orações coordenadas sindéticas, por possuírem um conector (síndeto).

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16
Q

Como são chamadas as orações coordenadas que não trazem conjunção coordenativa?

A

Orações coordenadas assindéticas.

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17
Q

Quais os tipos de orações sindéticas?

A

1) Conclusivas
2) Explicativas
3) Aditivas
4) Adversativas
5) Alternativas.

MNEMÔNICO C&AAA

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18
Q

Quais conjunções introduzem as orações coordenadas conclusivas?

A

logo, pois (deslocado, depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim, sendo assim, desse modo.
Ex: Estudei pouco, por conseguinte não passei.

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19
Q

Quais conjunções introduzem as orações coordenadas explicativas?

A

que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
Ex: Estude muito, porquanto não vai vir fácil a prova.

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20
Q

Quais conjunções introduzem as orações coordenadas aditivas?

A

1) e
2) nem (quando for igual a “e não”)
3) não só… mas também4
4) não só… como também
5) bem como
6) não só… mas ainda.
Ex: Comprei não só frutas, como legumes.

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21
Q

Quais conjunções introduzem as orações coordenadas adversativas?

A

mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
Ex: Estudei pouco, não obstante passei no concurso.

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22
Q

Quais conjunções introduzem as orações coordenadas alternativas?

A

1) ou
2) ou… ou
3) ora… ora
4) já… já
5) quer… quer
6) seja… seja
7) talvez… talvez.
Ex: Ou você mergulha no projeto ou desiste de vez.

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23
Q

Quando uma oração subordinada será classificada como substantiva?

A

Quando exercer a função sintática típica de um substantivo (aposto, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo e agente da passiva).

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24
Q

As orações subordinadas substantivas podem ser substituídas, geralmente, por que termo?

A

“isso, disso, nisso…”
Ex: É importante estudar sempre. (“ISSO” é importante)

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25
Q

PARA FIXAR

Ex: É importante que se estude sempre. (desenvolvida)
Muito comum aparecer na forma reduzida de infinitivo. Nas reduzidas, o verbo fica em uma de suas formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio), além de não vir introduzida por uma conjunção, como no exemplo acima.

Ex: É importante estudar sempre. (“ISSO” é importante)
Ex: É proibido fumar. (“ISSO” é proibido)
OBS: Não custa lembrar que, com sujeito oracional, o verbo fica no singular.

A
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26
Q

O que é uma Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta?

A

É a oração subordinada que faz papel de complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, é um objeto direto oracional.
Ex: Disse que ele deveria procurar ajuda. (desenvolvida)
Ex: Mandei-o procurar ajuda. (reduzida de infinitivo)

Um detalhe: interessante essa última sentença, pois é um raro caso em que o pronome oblíquo tem função de sujeito (como se fosse: mandei ELE procurar).

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27
Q

PARA FIXAR

A oração introduzida por conjunção integrante “SE” é normalmente objetiva direta:
Ex: Não sei se ele vem.
Ex: Ele não nos informou se vinha.

A
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28
Q

PARA FIXAR

Em “Fazer com que ele desista”, o “com” é uma preposição enfática e a oração sublinhada é objetiva direta.

ATENÇÃO: Excepcionalmente, a conjunção integrante pode vir implícita: “Esperamos (que) tomem vergonha os eleitores!”.

A
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29
Q

O que é uma Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta?

A

Uma oração subordinada que funciona como um objeto indireto, mas com forma de oração.
Ex: Desconfio de que ela conversa com a tartaruga. (desenvolvida)
Ex: Insisti em falar com o médico. (reduzida de infinitivo)

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30
Q

O que é uma Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal?

A

Uma oração subordinada que funciona semelhantemente a um objeto indireto, mas complementa nomes que têm transitividade.
Ex: Tenho desconfiança de que ela conversa com a tartaruga. (desenvolvida)
Ex: Tenho receio de falar com o médico. (reduzida de infinitivo)

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31
Q

PARA FIXAR

Diversos gramáticos entendem que é possível suprimir a preposição que iniciaria uma oração completiva nominal ou objetiva indireta:
Ex: “Estava desejoso (de) que ele viesse.”
Ex: “Duvidei (de) que ele fosse passar tão rápido.”

Na hora da prova, dê sempre preferência ao uso da preposição, mas saiba que é possível a banca considerar correta a supressão.

A
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32
Q

O que é uma Oração Subordinada Substantiva Apositiva?

A

Uma oração subordinada que funciona como aposto.
Ex: Hoje, terça, é feriado. “terça” é aposto de “hoje”.
Ex: João, o mecânico, cobra caro.
O “mecânico” é aposto de “João”.

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33
Q

Uma oração pode funcionar como aposto?

A

SIM!
Ex: Tenho um sonho: que eu passe logo no concurso. (desenvolvida)
Ex: Tenho um sonho: passar logo no concurso. (reduzida de infinitivo)

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34
Q

O que é uma Oração Subordinada Substantiva Predicativa?

A

Uma oração subordinada que funciona como um predicativo, ou seja, atribui qualidade ao sujeito, por via de um verbo de ligação.
Ex: A intenção é que eu gabarite a prova. (desenvolvida)
Ex: A intenção é gabaritar a prova. (reduzida de infinitivo)

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35
Q

CERTO OU ERRADO

“Certo é que todos querem passar.”
“O certo é que todos querem passar.”

As duas orações acima são orações predicativas.

A

ERRADO! Na primeira oração “Certo é que todos querem passar.” é equivalente a “Isto é certo” e, portanto, é uma oração subjetiva.
Na segunda oração “O certo é que todos querem passar” é equivalente a “O certo é Isto” e, portanto, é predicativa.

Um artigo pode fazer toda a diferença. Se houver artigo ou pronome na oração principal, a oração substantiva vai ser classificada como “PREDICATIVA”.

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36
Q

No que consiste uma Oração Subordinada Substantiva de Agente da Passiva?

A

Funciona como agente da passiva em forma de oração.
Ex: As vagas foram conquistadas por quem se preparou.

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37
Q

O que são Orações Subordinadas Substantivas Justapostas?

A

Ocorrem, em geral, nas interrogativas indiretas e são iniciadas por pronomes interrogativos (que, quanto, que, qual) ou advérbios interrogativos (como, onde, quando, por que).
- Ignoro [quem/quanto/como/onde/quando/por que economizou]
- Ignoro [ISTO]

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38
Q

Por que as Orações Subordinadas Substantivas Justapostas são chamadas de justapostas?

A

Porque não são introduzidas por conjunção, mas por pronomes ou advérbios. São apenas orações “postas uma ao lado da outra”, sem uma conjunção que as conecte.

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39
Q

PARA FIXAR

As orações subordinadas substantivas justapostas também podem ser introduzidas por pronome indefinido ou advérbio.
Ex: Falava a quem quisesse ouvir.
Ex: Vejo quão felizes são vocês.
Ex: Descobri quando ele começou a desconfiar.

A
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40
Q

O que são orações subordinadas adjetivas?

A

Orações que equivalem a um adjetivo, se referindo a um substantivo antecedente e introduzida por pronome relativo (que, quem, qual, quanto, onde, cujo, etc.)

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41
Q

A oração subordinada adjetiva exerce que função sintática?

A

De adjunto adnominal.

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42
Q

PARA FIXAR

Diferença de uma adjetivo pra uma oração subordinada adjetiva

  • O time vencedor foi vaiado. (“time” é modificado pelo adjetivo vencedor)
  • O time que venceu foi vaiado. (“time” é modificado por uma oração adjetiva)

Outro exemplo:
- Admiro alunos estudiosos. (adjetivo)
- Admiro alunos que estudam. (oração subordinada adjetiva, porque tem a função sintática de adjunto adnominal, ou seja, tem valor de adjetivo).

43
Q

Quais os dois tipos de orações subordinadas adjetivas?

A

Explicativa e restritiva.

44
Q

No que consiste uma oração subordinada adjetiva explicativa?

A

Aquelas que acrescentam uma informação sobre o antecedente, embora já definido, ampliando os dados e detalhes sobre ele.

45
Q

CERTO OU ERRADO

As orações subordinadas explicativas são informações acessórias, mas são importantes para a construção de sentido e devem ser isoladas com vírgulas.

46
Q

No que consiste uma oração subordinada adjetiva restritiva?

A

Aquelas que restringem ou delimitam o significado de seu antecedente e não são separadas por vírgulas.

47
Q

PARA FIXAR

Exemplos:

1) O exame final, que estava muito difícil, deixou todos apreensivos.
Oração principal: O exame final deixou todos apreensivos.
Oração subordinada adjetiva explicativa: que estava muito difícil.
2) João, que é o mais calmo da turma, surpreendeu a todos.
Oração principal: João surpreendeu a todos.
Oração subordinada adjetiva explicativa: que é o mais calmo da turma.

1) As pessoas que são racistas merecem ser punidas.
Oração principal: As pessoas merecem ser punidas.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que são racistas.
2) As pessoas que não praticam esporte costumam ser mais doentes.
Oração principal: As pessoas costumam ser mais doentes.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que não praticam esporte.

48
Q

PARA FIXAR

  • Meu filho, que mora em Brasília, toca violão. (oração subordinada adjetiva explicativa, COM VÍRGULA)
  • Meu filho que mora em Brasília toca violão. (oração subordinada adjetiva restritiva, SEM VÍRGULA)

A retirada das vírgulas na segunda oração muda completamente o sentido, pois poderemos entender que há mais de um filho e especificamente aquele que mora em Brasília toca violão. Na primeira oração, só se infere a existência de um único filho.

49
Q

CERTO OU ERRADO

“O grande Machado de Assis, que escreveu Quincas Borba, era um gênio.”

Na frase acima, se retirarmos as vírgulas da oração subordinada adjetiva explicativa “que escreveu Quincas Borba”, teremos uma oração subordinada adjetiva restritiva.

A

ERRADO! O caso em questão se trata de uma restrição impossível. A retirada das vírgulas daria ideia de que há vários Machados de Assis e o comentário se restringe a um Machado de Assis específico, aquele que escreveu Quincas Borba.

50
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial?

A

Oração que faz função de advérbio.

51
Q

Qual a diferença entre uma oração subordinada adverbial e um advérbio?

A

A oração subordinada adverbial será uma conjunção subordinativa e verbo.

52
Q

PARA FIXAR

Oração subordinada adverbial

Ex: Vou levar o cachorro para passear hoje à noite. (advérbio de tempo)
Ex: Vou levar o cachorro para passear quando ela chegar. (oração adverbial de tempo)

53
Q

Quais os tipos de orações subordinadas adverbiais?

A

1) Causal
2) Consecutiva
3) Condicional
4) Concessiva
5) Comparativa
6) Conformativa
7) Proporcional
8) Temporal
9) Final

54
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial causal?

A

Aquela que tem função de um advérbio de causa e é introduzida por uma conjunção ou locução causal: porque, visto que, já que, que, como, porquanto…
Ex: Visto que acabara a luz, acendi uma vela.

55
Q

A expressão “haja vista” tem sentido de causa?

A

SIM! Equivale ao das locuções prepositivas “devido a, por conta de, por causa de…”.

56
Q

PARA FIXAR

Em alguns casos, pode haver séria dúvida ou até confusão por parte da banca quanto à diferenciação de “causa e explicação”. Isso ocorre justamente porque a causa também explica. Mesmo os gramáticos reconhecem que não há limites claros, então você também não deve perder o sono querendo resolver essa questão, até porque a banca não pedirá isso. Nas raras questões em que a diferença entre causa e explicação é pedida explicitamente, o aluno deve aplicar os critérios vistos na aula de conectivos.

57
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial consecutiva?

A

Aquela oração que traz sentido de consequência do fato que ocorre na oração principal e introduzidas por conjunções consecutivas: de sorte que, de modo que, de forma que, de jeito que, que (tendo como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho)…
Ex: Comi tanto no rodízio que fiquei 16 horas sem fome.

58
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial condicional?

A

Orações que expressão condição ou hipóteses da oração principal, como: como caso, contanto que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
Ex: Se quiser passar, estude regularmente.

59
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial temporal?

A

Aquela oração que traz sentido de tempo à oração principal, equivale a um advérbio de tempo e introduzidas por conjunções temporais, como: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim que)…
Ex: Mal (Assim que) ele saiu, o ônibus passou.

60
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial concessiva?

A

Uma oração que equivale a uma expressão adverbial com sentido de concessão e introduzida por uma conjunção concessiva: mesmo que, ainda que, embora, apesar de que, conquanto, por mais que, posto que, se bem que, não obstante, malgrado.
Ex: Embora fosse rico, não ajudava com um centavo.

61
Q

Nas orações concessivas, o verbo, geralmente, vem em que tempo verbal?

A

No subjuntivo.
Ex: Embora fosse rico, não ajudava com um centavo.

62
Q

PARA FIXAR

OBS: “Não obstante” também aparece na lista das conjunções coordenadas adversativas, usada com verbo no indicativo (Ex: Estudei pouco, não obstante fui aprovado). Quando conjunção concessiva, virá com verbo no subjuntivo (Ex: Não obstante tenha medo, nunca deixo de tentar.)
É possível iniciar essas orações com locuções prepositivas de sentido concessivo: apesar de, a despeito de… Contudo, a presença da preposição vai levar o verbo para o infinitivo, numa oração reduzida:
Ex: Por mais que fosse engenheiro, errava todas as contas. Ex: Apesar de ser engenheiro, errava todas as contas.
Portanto, a substituição só é possível com adaptação do verbo!’

63
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial final?

A

Uma oração que traz uma circunstância adverbial de finalidade.
Ex: Dou exemplos para que você entenda tudo.

64
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial proporcional?

A

Oração que traz uma relação de proporcionalidade com a oração principal: à medida que, à proporção que, ao passo que e também as correlações quanto mais/menos…mais/menos…
Ex: Quanto mais eu rezo mais assombrações me aparecem.

65
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial comparativa?

A

Oração que traz uma comparação ou contraste em relação à oração principal: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, menos, tanto quanto.
Ex: Essa matéria é mais fácil do que a que estudamos ontem.

66
Q

No que consiste uma oração subordinada adverbial conformativa?

A

Oração indicando que uma ação ou fato se desenvolve de acordo com outro.
Ex: A prova se desenrolou como tínhamos treinado!

67
Q

Classifique as orações subordinadas adverbiais abaixo:

1) Fiz o que pude porque você passasse logo. final
2) Apesar de ser engenheiro, errava todas as contas. concessiva
3) Corria como um touro. comparativa
4) Tudo correu conforme o que planejamos. conformatiba
5) Como não tinha Coca, tive que beber uma Pepsi.causal
6) Uma vez que pague, exija o recibo. codicional
7) A fome era tamanha que o leão comeu salada. consecutiva
8) Assim que ela chegar, conte toda a verdade. temporal
9) À medida que o tempo passa, a confiança vai aumentando. proporcional

A

1) Final: Fiz o que pude porque você passasse logo (porque com sentido de “para que”)
2) Concessiva: Apesar de ser engenheiro, errava todas as contas.
3) Comparativa: Corria como um touro.
4) Conformativa: Tudo correu conforme o que planejamos.
5) Causal: Como não tinha Coca, tive que beber uma Pepsi.
6) Condicional: Uma vez que pague, exija o recibo. (se pagar o recibo…)
7) Consecutiva: A fome era tamanha que o leão comeu salada.
8) Temporal: Assim que ela chegar, conte toda a verdade.
9) Proporcional: À medida que o tempo passa, a confiança vai aumentando. (o tempo aumenta, a confiança aumenta)

68
Q

O período composto é aquele que tem mais de uma oração. Essas orações podem ser unidas por dois tipos de orações.
Quais são?

A

Orações subordinadas ou orações coordenadas.

69
Q

Quais os três tipos de orações subordinadas?

A

Substantiva, adjetiva ou adverbial.

70
Q

As orações subordinadas substantivas são introduzidas por que elemento?

A

Conjunção integrante e possuem função sintática típica de substantivo (sujeito, OD, OI…).

71
Q

As orações subordinadas substantivas podem ser substituídas por um termo.
Que termo é esse?

A

Podem ser substituídas por “ISTO”.

72
Q

As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por que elemento?

A

Por pronome relativo e exercem função sintática de adjetivo, ou seja, modificam o substantivo.

73
Q

As orações subordinadas adverbiais são introduzidas por que elemento?

A

Por conjunções subordinativas adverbiais e possuem função sintática de advérbio.

74
Q

Quais as características de uma oração desenvolvida?

A

Serão formadas por conjunção integrante, pronome relativo ou conjunções adverbiais e seus verbos sempre serão conjugados.

75
Q

Quais as características de uma oração reduzida?

A

Não terão esses “conectivos” das orações desenvolvidas e os verbos não estarão conjugados, aparecerão em suas formas nominais: infinitivo (comer), particípio (comido) e gerúndio (comendo). Podem vir com preposição, mas não vêm com conjunção nem pronome relativo.
são menores, possui menos elementos, por isso o nome reduzidas

76
Q

Como transformar uma oração reduzida em uma oração desenvolvida?

A

Simples! Apenas adicionar uma conjunção ou pronome relativo e conjugar o verbo.

77
Q

Classifique as orações abaixo em oração reduzida ou oração desenvolvida:

1) Ao me ver, não me cumprimente!
2) Quando me vir, não me cumprimente!
3) Vi alguém chorando!
4) Vi alguém que chorava.
5) Li um livro explicando esse tema.
6) Li um livro que explicava esse tema.
7) Terminado o serviço, foi embora.
8) Assim que terminou o serviço, foi embora.

A

1) Ao me ver, não me cumprimente! - oração reduzida de infinitivo

2) Quando me vir, não me cumprimente! - oração desenvolvida, com conjunção temporal “quando”, verbo conjugado no futuro do subjuntivo

3) Vi alguém chorando! -oração reduzida de gerúndio: verbo no gerúndio, sem conjunção

4) Vi alguém que chorava. - oração desenvolvida: verbo conjugado, no pretérito imperfeito; pronome relativo “que”

5) Li um livro explicando esse tema. - oração reduzida de gerúndio: verbo no gerúndio, sem conjunção

6) Li um livro que explicava esse tema. - oração desenvolvida: verbo conjugado, no pretérito imperfeito; pronome relativo “que”

7) Terminado o serviço, foi embora - oração reduzida de particípio: verbo no particípio; sem conjunção

8) Assim que terminou o serviço, foi embora. - oração desenvolvida: verbo conjugado, no pretérito perfeito; conjunção temporal “assim que”

78
Q

PARA FIXAR

Cuidado: na conversão da oração reduzida para desenvolvida, temos que manter o tempo correlato da oração principal e também a voz verbal. Ao inserir a conjunção “que”, o verbo tende a ir para o subjuntivo.

79
Q

Quais os tipos de orações subordinadas substantivas?

A

a) Subjetivas: Não é legal comprar produtos falsos.
b) Objetivas Diretas: Quanto a ela, dizem ter se casado.
c) Objetivas Indiretas: Sua vaga depende de ter constância no objetivo.
d) Predicativas: A única maneira de passar é estudar muito.
e) Completivas Nominais: Ele tinha medo de reprovar.
f) Apositivas: Só nos resta uma opção: estudarmos muito.

80
Q

Quais os tipos de orações subordinadas adverbiais?

A

a) Causais: Passei em 1º lugar por estudar muito.
b) Concessivas: Apesar de ter chorado antes, sorriu na hora da posse.
c) Consecutivas: Aprendeu tanto a ponto de não ter outra saída senão passar.
d) Condicionais: Sem estudar, ninguém passa.
e) Finais: Eu estudo para passar, não para ser estatística.
f) Temporais: Ao rever a ex-professora, ele se emocionou.

81
Q

PARA FIXAR

Vejam estruturas clássicas das orações reduzidas, temos:
Ao + infinitivo – Tempo: Ao chegar, avise.
A + infinitivo – Condição: A persistirem os sintomas, consulte um médico.
Por + Infinitivo – Causa: Por ser muito capacitado, ganhava muito dinheiro.
Sem + Infinitivo – Concessão: Sem se preparar, passou no concurso.
Sem + Infinitivo – Condição negativa: Sem se preparar, não passará no concurso.

82
Q

O que é paralelismo?

A

Uso de estruturas paralelas, simétricas, com estrutura gramatical idêntica ou semelhante.

83
Q

PARA FIXAR

“Tenho um primo inteligente e que tem muito dinheiro.”

Essa oração não foi construída com paralelismo, pois coordena dois termos com mesma função sintática (adjunto adnominal de “primo”), mas que não têm a mesma forma. Temos adjetivo (inteligente) no primeiro item, mas uma oração adjetiva no segundo (que tem muito dinheiro), uma estrutura diferente, assimétrica. Ajustando o paralelismo, teríamos uma oração com ambos os termos em forma de adjetivo simples.
Ex: Tenho um primo inteligente e rico.

84
Q

CERTO OU ERRADO

“Tenho um primo que é inteligente e que é rico.”

A frase acima está correta por se tratar de um paralelismo.

A

CERTO! O “que é inteligente” faz com que o “que é rico” esteja correto e o paralelismo seja aplicado corretamente. Se não houve o “que é” na frente de “inteligente”, não haveria paralelismo e a frase estaria errada.

85
Q

“Estudo por estar desempregado e porque aspiro a uma vida melhor.”

A frase acima está incorreta. Reescreva a frase usando paralelismo e tornando-a correta.

A

Tem duas possibilidades.
1) Estudo por estar desempregado e por aspirar a uma vida melhor.
2) Estudo porque estou desempregado e porque aspiro a uma vida melhor.

86
Q

CERTO OU ERRADO

“Não gosto de chuva nem de que faça sol.”

A frase acima está correta com o uso do paralelismo.

A

ERRADO! O primeiro objeto indireto é um substantivo, o segundo é uma oração.

87
Q

“Os empregados daquela firma planejam nova manifestação pública e interditar o acesso pelo viaduto principal da cidade.”

Há paralelismo na frase acima?

A

NÃO! O primeiro complemento de “planejam” tem forma nominal e o segundo tem forma de oração. Não houve paralelismo.

88
Q

“Mande-me tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e se meu tio encontrou os documentos que procurava.”

Há paralelismo na frase acima?

A

NÃO! O segundo termo coordenado não tem a forma necessária para ser complemento de “Mande-me”, não poderíamos dizer “Mande-me se meu tio encontrou os documentos que
procurava.”

89
Q

PARA FIXAR

“Mande-me tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e se meu tio encontrou os documentos que procurava.”

Usando paralelismo e corrigindo:

Descubra tudo que conseguir sobre as manobras de minha tia e (descubra) se meu tio encontrou os documentos que procurava.

90
Q

O que é paralelismo semântico?

A

Se refere à coerência de sentido entre os termos coordenados.

91
Q

“O policial fez duas operações: uma no Morro do Juramento e outra no pulmão.”

A frase acima possui paralelismo semântico?

A

NÃO! O termo “no morro do juramento” não tem nada a ver com “pulmão”.

92
Q

“Heber tem um carro a diesel e um carro nacional. “

A frase acima possui paralelismo semântico?

A

NÃO! Não há coerência nessa correlação entre o combustível do carro e sua origem.

93
Q

“Marcela amou-me durante quinze dias e onze contos de réis.”

A frase acima possui paralelismo semântico?

A

SIM! O sentido implícito é de que tempo e dinheiro são a mesma unidade, pois Marcela era interesseira e só amou enquanto duraram os onze contos de réis.

94
Q

“Gastei trinta dias para ir de Campina Grande ao coração de Marcela.”

A frase acima possui paralelismo semântico?

A

SIM! Causa estranhamento mas metaforicamente o “coração de Marcela” é como um “ponto de chegada”, um “objetivo” e a aparente incoerência se desfaz.

95
Q

Como identificar a função sintática do pronome relativo?

A

Olhando para o termo que ele retoma e atribuir a mesma função sintática desse referente.

96
Q

PARA FIXAR

Para identificar a função sintática do pronome relativo que, é necessário três passos:
1) Isolar a oração adjetiva, iniciada pelo “QUE” pronome relativo.
2) Dentro dessa oração, substituir o “QUE” por seu antecedente.
3) Organizar a oração e analisar a função do antecedente que substituiu o pronome. A função que esse termo assumir é a função do “QUE”.

Ex:
A menina [que roubava livros] foi presa.
Isolar a oração adjetiva: [que roubava livros]
[A menina roubava livros]
“que” retoma “a menina”> “que” roubava = a menina roubava > menina seria sujeito, então “que” é sujeito.

Ex:
O filme a [que me referi] é meio chato.
Isolar a oração adjetiva: a [que me referi]
a [o filme me referi] = [me referi ao filme]
“que” retoma filme > Me referi a “que” = Me referi a “o filme”. O filme seria objeto indireto, então “que” é objeto indireto.

97
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Estes são os atletas que representarão o nosso país.

A

1) Isolar a oração adjetiva: [que representarão nosso país].
2) “que” retoma a atletas
3) [Os atletas representarão nosso país]

Logo, a função sintática é de sujeito.

98
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Comprei o fone que você queria.

A

1) Isolar a oração adjetiva: [que você queria]
2) “que” retoma a fones.
3) [o fone você queria] = [você queria o fone] (queria o que? o fone)

Logo, a função sintática é de objeto direto.

99
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Este é o curso de que preciso.

A

1) Isolar a oração adjetiva: de [que preciso]
2) “que” retoma cursos
3) [o curso preciso] = [preciso do curso] (preciso de que? do curso)

Logo, a função sintática é de objeto indireto.

100
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Estas são as medicações de que ele tem necessidade.

A

1) Isolar a oração adjetiva: de [que ele tem necessidade.]
2) “que” retoma a medicações.
3) [as medicações ele tem necessidade ] = [ele tem necessidade de medicações]

Logo, a função sintática é de complemento nominal.

101
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Ela era a esposa que muitas gostariam de ser.

A

1) Isolar a oração adjetiva: [que muitas gostariam de ser]
2) “que” retoma a esposa
3) [esposa muitas gostariam de ser] = [gostariam de ser a esposa]

Logo, a função sintática é de predicativo do sujeito.

102
Q

Identifique a função sintática do pronome relativo “que” da frase abaixo.

Este é o animal por que fui atacado.

A

1) Isolar a oração adjetiva: por [que fui atacado]
2) “que retoma animal”
3) [animal fui atacado] = [fui atacado por animal]

Logo, a função sintática é de agente da passiva.

103
Q

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