Trauma Flashcards
Birmingham Eye Trauma Terminology System - BETTS
Trauma Fechado
- Contusão
- Laceração lamelar
Trauma Aberto
- Rotura
- Laceração - Penetrante / Perforante / Corpo estranho
Ocular Trauma Score - OTS - Que variáveis usa? Que parâmetros tem? O que prevê?
A - AV inicial
B - Rotura do globo
C - Endotalmite
D - Lesão perfurante
E - Descolamento da Retina
F - DPAR
Trauma - Alterações pupilares no trauma - De que podem resultar?
MIDRIASE
- Resulta de ROTURA do esfíncter
- Excluir presença de Hifema
- Correção cirurgica
MIOSE
- Resulta geralmente de INFLAMAÇÃO
- Costuma resolver com tratamento anti-inflamatório
Trauma - Iridodiálise - onde é a separação? Como se trata?
- Separação da RAÍZ DA ÍRIS do corpo ciliar
Trauma - Ciclodiálise - Onde é a separação? Como se diagnostica? Leva a que alteração da PIO?
- Separação do CORPO CILIAR da sua origem no esporão escleral
- Diagnóstico por gonioscopia
- UBM pode ajudar no diagnóstico
- Aumenta fluxo pela via uveoscleral e pode levar a hipotonia :O
Trauma - Hifema Traumático - Que região costuma sangrar? Qual é a taxa de ressangramento? Quais são as 2 preocupações? Como se trata?
- É geralmente devido a lesão nos VASOS da IRIS PERIFÉRICA, do ESFINCTER da íris ou do Corpo ciliar anterior
- Tem geralmente BOM prognóstico
- Risco de ressangramento é de 5% de 5-7 dias
Excluir
- HTO
- Cronicidade por risco de Corneal Blood Stainning
Tratamento
- Repouso
- Cabeceira elevada
- Cicloplegicos tópicos
- CCE tópicos
- Controlar PIO
Trauma - Laceração corneoescleral - qual é o local mais susceptível a rotura num Trauma Contuso? E os seguintes?
Locais mais susceptíveis de rotura num trauma CONTUSO são
- Limbo
- Área de inserção muscular
- Área da inserção do nervo óptico
Trauma - Laceração Córneoescleral - Quais são as zonas em que se divide o trauma com laceração córneo-escleral?
Zona 1 - Córnea
Zona 2 - Limbo e dos primeiros 5 mm da esclera
Zona 3 - Restante Esclera
Trauma - Laceração Córneoescleral - Como se trata uma ferida na zona 1? Quais são as preocupações técnicas? Que tipo de fio e agulha se usam? Que linha de laceração deve ser usada como referência - anterior ou posterior?
Objectivos
- Preservar contorno e transparência
- Induzir mínimo de astigmatismo irregular
- Evitar pontos no eixo visual
- Priroridade é APOSIÇÃO dos bordos (astigmatismo induzido pelos pontos é reversível, mas o de mal-aposição não é
- Deve-se sempre tentar sepultar os pontos
- Sutura 10-0 Nylon
- Agulha espatulada
A linha de referencia para os pontos deve ser a linha de laceração posterior (em caso de lacerações obliquas)
Trauma - Laceração Córneoescleral - Como se garante a estanquicidade da sutura? Qual é a influencia do comprimento dos pontos e a distancia inter-pontos?
- Plano de compressão tem configuração TRIANGULAR
- Isto faz com que o COMPRIMENTO da sutura influencie área que está a ser comprimida
- Comprimento do ponto deverá ser > a distância entre pontos para obter uma sutura estanque
Trauma - Laceração Córneoescleral - Ferida na Zona 2 - Por que ordem se deve encerrar? Que fios se usam em que locais?
Suturar 1º o LIMBO
- Nylon 8-0 ou 9-0
Suturar em 2º a córnea
- Nylon 10-0
Suturar em 3º a esclera
- Nylon 8-0 ou vycril 8-0 (se lacerações pequenas)
- Começar as suturas pelos ANGULOS da laceração e pontos de referencia
Trauma - Laceração Córneoescleral - Ferida na Zona 3 - Que técnica é geralmente usada quando não se sabe a extensão posterior? Quais são os pormenores da abordagem da ferida?
Técnica close as you go
- Ir suturando de anterior para posterior
- Previne herniação do conteúdo intraorbitário
Pormenores
- Iniciar com peritomia e disseção da Tenon
- Sutura da esclera exposta
- Nas feridas extensas e MUITO POSTERIORES deve-se evitar manipulações agressivas devido ao risco de extrusão do conteúdo
- É legitimo deixar feridas muito posteriores SEM sutura - tamponamento será feito pelos tecidos moles periorbitários
Trauma Penetrante e perfurante - Qual é o melhor preditor da AV?
- AV inicial é o MELHOR PREDITOR do resultado visual final
Trauma Penetrante e perfurante - Perante suspeita, o que NÃO se pode fazer?
- Gonioscopia
- Tonometria
- Depressão escleral
- Tudo o que comprima o olho
Trauma Penetrante e perfurante - Tratamento NÃO cirúrgico - Quando se pode fazer? O que se pode fazer?
Se perfuração for MINIMA com selação espontânea
- Pode-se fazer só ATB, observação
Se ferida pequena com Seidel ligeiro
- LC
- Cola de fibrina
- anti-HTO para suprimir produção de humor aquoso e reduzir fluxo permitindo cicatrização
Trauma Penetrante e perfurante - Tratamento Cirúrgico - Qual deve ser o timing? Perante traumatismo generalizado, em relação a que é que deve ter prioridade, e em relação a que é que não deve ter?
- O MAIS RAPIDO POSSIVEL
- Sob Anestesia geral
- Reparação de uma laceração córneo-escleral é deve ter PRIORIDADE em relação a TUDO o que não seja life-threatening
Trauma Penetrante e perfurante - Quais são os objectivos primário e secundário do tratamento?
Objectivo Principal
- Restaurar integridade do globo ocular
Objectivo Secundário
- Restaurar AV
Trauma Penetrante e perfurante - Prolapso de conteúdo intraocular - o que se deve fazer?
Prolapso de vítreo ou de fragmentos do cristalino
- Devem ser CORTADOS para permitir encerrar ferida
Prolapso de tecido uveal
- Só deve ser cortado se aspecto necrotico
- Na ausência de aspecto necrótico, deve-se repor no olho
Trauma Penetrante e perfurante - Como se deve medicar no pós-op?
- ATB intravenosos
- CCE tópicos
- CCE sistémicos
- Controlo PIO
- Remover suturas de acordo com evolução
Lesão ocular química - Qual é a importância epidemiológica?
- São a 2 maior causa de dano ocular no trabalho - 12% (depois dos corpo estranhos 43%)
Lesão ocular química - Quais são os factores de gravidade do químico?
- pH
- Volume
- Concentração
- Duração do contacto
- Toxicidade intrínseca da substancia
- Bases
Lesão ocular química - Qual é o efeito dos ácidos no tecido? Qual é o acido mais grave?
- MENOS graves do que as bases
- Desnaturam e precipitam proteínas
- Proteinas coaguladas vão prevenir penetração mais funda, o que leva a menor taxas de melting corneano
EXCEPÇÃO - Ácido Hidroflúrico pode dar quadro muito grave
Lesão ocular química - Qual é o efeito das bases no tecido?
- MAIS graves que ácidos
- São lipolíticas - saponificam ácidos gordos das membranas células
# imaginar detergente a tirar gordura da loiça - Penetram mais facilmente no estroma, destruindo as cadeias de colagénio e glicosaminoglicanos
- Mais associadas a melting estromal e perfuração
Lesão ocular química - Que achado indica isquémia límbica?
Aspecto em mármore
Lesão ocular química - Como agir?
- Lavagem imediata - PELO MENOS 30 minutos
- Tirar quaisquer restos nos fundos de saco
- Medir pH ambos os olhos
- Ver estruturas CA e segmento posterior
- Fundo
- PIO
Lesão ocular química - Que classificações existem para avaliar o trauma químico? Que parâmetros avalia cada uma?
Classificação de Roper-Hall
- Aspecto da córnea
- Extensão de dano límbico
- 4 níveis
Classificação de Dua
- Extensão de dano Limbico
- Extensão de dano conjuntival
6 níveis
Lesão ocular química - Soluções de lavagem - que características químicas devem ter? Quais são as principais soluções usadas?
Osmolaridade BAIXA
- Para promover o edema corneano e a diluição do agente, minimizanto a perfuração
Alta capacidade de tamponamento
- Corresponde à capacidade de absorver ácido ou base em excesso
Água
- Baixa osmolaridade
- Baixa capacidade de tamponamento
Soro fisiológico
- Baixa osmolaridade
- Baixa capacidade de tamponamento
Soro fisiológico tamponado com Fosfato - 300 mOsm/L
EDTA 564 mOsm/L
Hexafluorina
Difoterina
- Todas elas com grande capacidade de tamponamento
Lesão ocular química - Como é feito o controlo da inflamação? E em casos muito graves?
CCE tópicos
- 2/2 a 6/6 horas
- Desmame após 1 semana
- Sem conservantes ou fosfatos
Casos graves
- Podem ser usados CCE sistémicos IV 1-3 dias, depois orais
Lesão ocular química - Que anti-HTO devem ser usados? Porque?
- anti-HTO colírios - Evitar agentes adrenérgicos porque induzem vasoconstrição !!
Lesão ocular química - O que pode ser feito para prevenir simbléfaro?
- Aneis de simbléfaro (para prevenir formação)
- Alguns dispositivos comerciais combinam anel de simbléfaro com MA
Lesão ocular química - Complicações a Longo Prazo - Defeito Epitelial Persistente - o que pode fazer?
- LA sem conservantes ou fosfatos
- Colírios de insulina
- Soro autólogo
- Plasma rico em factores de crescimento
- Plug lacrimal
- LC terapêutica
- Toxina botulínica na pálpebra medial
Adjuvantes
Doxiciclina oral - reduz actividade colagenases e MMP
Vitamina C - reduz ulceração e perforação corneana
Citrato de sódio tópico
Lesão ocular química - Terapias cirúrgicas para complicações a longo prazo?
- Membrana Amniotica
- SLET
- MA + Transplante
(Todos em capitulo próprio) - Tenoplastia
Traumatismo das Vias Lacrimais - Ocorre mais frequentemente em que local?
- Canaliculo inferior isolado 75%
- Canaliculo Superior + Inferior em 10-15%
- Bilaterais são raros
Traumatismo das Vias Lacrimais - Causas mais frequentes
Crianças - Mordedura de cão
Adultos jovens - Violencia e acidentes de viação
Idosos - Quedas
Outras causas
- Trauma Facial Grave
- Iatrogenia
Traumatismo das Vias Lacrimais - Que % tem lesão no globo ocular? Que localização torna essa lesão mais provável?
- 15-20% das lesões da via lacrimal tem lesão do globo !!
- Sobretudo em casos de lesão canalicular SUPERIOR
Traumatismo das Vias Lacrimais - Como se diagnostica?
- Sondagem
Traumatismo das Vias Lacrimais - Em que timing deve ser tratado? Alternativas de Tratamento?
- Podem esperar até 48h
- Resolução do edema facilita identificação das estruturas
- Reparação PRIMARIA com INTUBAÇÃO aumenta taxa de sucesso
- Corantes e OVD podem ajudar na identificação da extremidade DISTAL do canalículo
Intubação Monocanalicular com Mini-monoka
- Passado desde o ponto lacrimal até extremidade proximal lacerada
- Identificação da extremidade distal lacerada
- Intubação da extremidade distal
- Sutura de aproximação pericanalicular com fio absorvível 7-0
- Sutura do BORDO palpebral
- Sutura do orbicular e pele
Traumatismo das Vias Lacrimais - Quais são as causas mais frequentes para lesões do ponto lacrimal?
- Iatrogénicas
- Queimaduras
- Patologia inflamatória e infecciosa
Traumatismo das Vias Lacrimais - Quais são as causas mais frequentes para lesões do Saco Lacrimal? Como se compara a urgência do tratamento em relação às lesões canaliculares?
- Geralmente traumáticas
- Etiologia semelhante às dos canaliculos
- Menos urgentes - reparação geralmente electiva
Traumatismo das Vias Lacrimais - Quais são as causas mais frequentes para lesões do ducto Nasolacrimal Inferior? Como se tratam?
Etiologia
- Fracturas cranio-faciais / Traumatismos graves
Iatrogénica
- Cirurgicas
- Tratadas ELECTIVAMENTE
- Geralmente DCR
Traumatismo das Vias Lacrimais - Como se podem abordar lesões canaliculares antigas?
- Tentar reconstrução do canaliculo - muito mais dificil do que cirurgia em fase aguda
- Conjunitodacriocistorrinostomia - CDCR
Traumatismo do Segmento Posterior - 2ª Cirurgial (após cirurgia primária de encerramento) deve ser realizada em que timing? Qual é o objectivo?
Geralmente protelar 7-14 dias para:
- Recuperação das feridas primárias tratadas na 1 cirurgia
- Liquefação de hemorragia da coroide (para aspirar mais facilmente)
Neuropatia Optica Traumática - Epidemiologia - Idade? Ocorre em que % de traumatismos cranianos fechados? A que tipo de lesões se associa?
- Mais frequente em JOVENS
- Ocorre em até 2,5% dos traumatismos cranianos fechados
- É causa de perda visual GRAVE
- Geralmente no contexto traumatismo GRAVE de alta energia sinética
Neuropatia Optica Traumática - Fisiopatologia
Dano directo
- Laceração
- Contusão
- Transecção
- Fractura de fragmento ósseo
+/-
Dano Indirecto
- Transmissão de forças de energia através do cone ósseo orbitário ao canal óptico
- Edema axonal com síndrome compartimental do canal óptico, que leva a isquémia
Neuropatia Optica Traumática - Qual é o comprimento do N. Optico Intraorbitário e Intracanalicular?
- Nervo óptico INTRAORBITÁRIO - 25mm, 7 mm em excesso para permitir compensar excursões do globo ocular)
- Nervo óptico intracanalicular - tem 6-10 mm de comprimento
Neuropatia Optica Traumática - Qual é o segmento do N. Optico mais afectado?
O segmento intracanalicular é a porção mais lesada no trauma indirecto, sobretudo em TCE fechado (pelo síndrome compartimental no espaço pequeno)
Neuropatia Optica Traumática - Avulsão do N. Optico - Em que consiste?
- Consiste numa deslocação posterior forçada do Nervo Optico em relação ao canal escleral
- Pode ser completa ou incompleta
Neuropatia Optica Traumática - Como se pode estimar a AV num doente não colaborante?
PEV
Neuropatia Optica Traumática - Classificação de Neuropatia Traumática - Nome? Em que consiste?
Graus de Neuropatia optica traumática (segundo Cook)
Grau 1 – AV > 1/10, sem fractura orbitaria posterior
Grau 2 - AV superior a pl, mas < 1/10, SEM fractura orbitária posterior
Grau 3 – SEM pl ou com presença de fractura orbitária posterior e pelo menos pl
Grau 4 – sem pl e com fractura orbitária posterior
Neuropatia Optica Traumática - Tratamento - Quais são os pilares fundamentais? Qual é a evidencia? Qual foi a conclusão do único estudo especifico em relação a isto?
Nada tem evidencia clara…
A evidencia dos corticoides baseia-se na resposta a outro tipo de neuropatias traumáticas (não ópticas)
Corticoides
- Podem ter efeito neuroprotector no trama
- Reduzem edema axonal na fase aguda
- Reduzem radicais livres
- Melhoram fluxo sanguíneo
Antibióticos sistémicos
- Devem ser feitos SEMPRE que houver presença de fractura dos seios nasais, ou no traumatismo PENETRANTE
Cirurgia
- Envolve geralmente descompressão do canal óptico
- Também não te evidencia clara
- Geralmente indicada na presença de fractura canalicular com fragmento ósseo a exercer compressão no Nervo Optico
International optic nerve trauma study (IONTS)
133 doentes com neuropatia traumática
Divididos em 3 grupos
- Observação
- Corticoterapia
- Descompressão
Resultados
- Não houve diferenças entre os grupos …
Neuropatia Optica Traumática - Tratamento - Qual é o protocolo de actuação segundo o Livro de NOF?
- Diagnostico apropriado (excluir perfuração ocular)
- Cantotomia ou cantólise se a orbita estiver tensa e drenar hematoma se presente
- Considerar corticoides IV mesmo em doentes sem percepção luminosa
- TC de alta resolução e considerar descompressão se houver compressão
- Se visão melhorar, passar para CCE oral após 2 dias
- Se não houver resposta com CCE após 2 dias, ponderar cirurgia descompressiva
Trauma Ocular Pediátrico - Qual é a idade mais frequente? Sexo?
- Pico da incidência de TRAUMA em doentes pediátricos é 11-15 anos
- RAPAZES 3 a 4x mais susceptiveis do que MENINAS
Trauma Ocular Pediátrico - Qual é o prognóstico do trauma com cigarros?
- Lesões com CIGARROS geralmente NÃO deixam cicatriz
Trauma Ocular Pediátrico - Como varia a velocidade de cicatrização corneana nas crianças?
- Lesões corneanas cicatrizam MAIS RAPIDO em CRIANÇAS (pontos também podem ser retirados MAIS CEDO)
Trauma Ocular Pediátrico - Que diferenças há no padrão das fracturas da órbita? Porque?
Fracturas do TECTO da órbita são muito mais comuns em crianças do que em adultos
- Geralmente resultam de queda com impacto da região das sobrancelhas
- Geralmente resolvem SEM tratamento
Nas crianças, o seio frontal ainda não está pneumatizado. A presença de ar nos adultos ampara a queda
Shaken Baby Syndrome (agora chamado de Abusive Head Trauma) - Como são as lesões a olho nu? Quais são os sinais Oculares e Não Oculares?
- AUSENCIA de sinais de TRAUMA ao olho nú (é uma lesão de “abanamento”, não dá hematomas, feridas superficiais, etc)
Oculares
- Hemorragia da Retina - é o sinal MAIS FREQUENTE de Shaken baby - 80%
(Habitualmente resolvem em semanas/meses)
- Pregas na retina
- Isquisis traumática - mais RARO, resultam de trauma mais grave
- Podem criar cavidades que podem encher de sangue
Sistémicos
- Hematoma Subdural
- Hemorragia subaracnoide
- Edema intracraniano
- Isquemia intracraniana
Shaken Baby Syndrome (agora chamado de Abusive Head Trauma) - Que conjunto de achados é praticamente patognomónico? Porque?
- Hemorragia Retiniana Extensa + pregas maculares + isquisis
com - Hemorragia Intracraniana
Traumatismos graves da cabeça por outros motivos QUASE NUNCA envolvem hemorragias da retina
As hemorragias da retina associadas ao parto geralmente despareceram por completo ao final do 1 mês
Shaken Baby Syndrome (agora chamado de Abusive Head Trauma) - Como é o prognóstico? Que factores podem predizer o prognóstico?
- 30% das crianças morre
- Má função visual e má função pupilar relacionam-se com mortalidade
- Crianças que não morrem ficam com lesões neurológicas graves e permanentes
Traumatismo da Órbita - Quais são as consequências de fracturas do Zigomático?
- Alteração do posicionamento do globo ocular
- Distopia do canto lateral
- Diplopia
Traumatismo da Órbita - Quais são as consequências de fracturas que envolvem o Ápex da órbita?
- Neuropatia Optica Traumática
- Fístula Carótido-Cavernosa
Traumatismo da Órbita - Fracturas do tecto da órbita - Qual é o mecanismo mais frequente? Em que doentes são mais frequentes?
- Geralmente causadas por Trauma contuso, muitas vezes queda de frente
Mais frequentes em crianças pequenas porque o Seio Frontal ainda não está pneumatizado :O
Traumatismo da Órbita - Fracturas do tecto da órbita - Entrapment muscular é frequente? Diplopia é devido a que? Como se abordam?
- Oftalmoplegia por entrapment muscular é RARA
- Diplopia surge geralmente por hematoma, edema ou contusão das estruturas orbitárias
Tratamento - A MAIORIA não necessita de reparação
Traumatismo da Órbita - Fracturas da Parede Medial da órbita - De que resultam? Que ossos costumam envolver?
- Resultam geralmente do impacto de um objecto sólido / impacto numa superfície sólida
- Geralmente envolvem Processo Frontal do Maxilar, Osso Lacrimal e Osso Etmoidal
(Parede medial é constituída por - Maxilar
- Lacrimal
- Etmoidal
- Esfenoide - Pequena Asa)
Traumatismo da Órbita - Fracturas da Parede Medial - Como se Classificam?
Tipo I - envolvimento de tecido ósseo ligado ao tendão cantal medial
Tipo II - Cominutivas, com envolvimento de osso ligado ao tendão cantal medial
Tipo III - Cominutivas, com atingimento ou desinserção do tendão cantal medial
Traumatismo da Órbita - Fracturas da Parede Medial - Complicações?
- Lesão cerebral
- Epistaxis severa por avulsão da A. Etmoidal Anterior
- Hematoma orbitário
- Rinorreia de LCE
- Lesão da Via Lacrimal
- Desvio lateral do canto medial
- Fractura associada do pavimento
Traumatismo da Órbita - Fracturas da Parede Medial - Como se tratam?
Redução e fixação
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout da Parede Medial - Ocorrem geralmente em que contexto?
- Extensão de Fractura blowout do pavimento da órbita
- Podem ocorrer isoladamente
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout da Parede Medial - Indicações para tratamento?
- Entrapment muscular
- Diplopia persistente
- Enoftalmos grave (risco maior se fractura medial + pavimento)
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout da Parede Medial - Qual é a abordagem cirúrgica?
- Palpebra inferior
- Transconjuntival
- Orbitotomia medial
Traumatismo da Órbita - Fracturas do Pavimento da Órbita - Qual é o mecanismo mais frequente?
Blowout
Traumatismo da Órbita - Qual é o mecanismo das fracturas Blowout? Que tipo de objectos causam?
São causadas geralmente por objectos MAIORES que o diâmetro Orbitário (bola de ténis, Murro)
1 - Trauma contuso causa aumento súbito da pressão intraorbitária, com cedência do ponto mais frágil que é o pavimento da órbita, sobretudo na sua região posterior
2 - A deformação no Bordo Orbitário inferior transmite forças que se concentram no pavimento da órbita
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Quadro Clínico?
Palpebras
- Equimose e edema
- Pode haver AUSENCIA de sintomas - White-eyed blowout fracture :O
Diplopia
- Limitação da SUPRA ou INFRA (ou ambas)
Enoftalmus
- Devido à herniação dos tecidos moles para o seio maxilar
- Muito agravada se houver fractura concomitante da parede medial
- Na fase aguda pode estar mascarado pelo edema
Hipostesia da Distribuição do N. Infraorbitário
(ramo do V2)
Enfisema Palpebral e da Órbita
- Ar proveniente dos seios
- Geralmente na presença de fractura medial
- Doentes devem ser instruídos para não se assoarem
Diminuição AV
- Pode acontecer no contexto de Neuropatia Traumática ou S. Compartimental da Órbita
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Como se diagnostica o Entrapment do Recto Inferior?
- Teste ducção activa positivo
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Qual é a causa mais frequente de diplopia e de Neuropatia?
- Hemorragia e Edema
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Enoftalmus - Ocorre em que contexto?
Herniação dos tecidos moles para o seio maxilar
- Muito agravada se houver fractura concomitante da parede medial
- Na fase aguda pode estar mascarado pelo edema
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - A que pode levar a tentativa de ducção do olho
Reflexo Oculo-Cardiaco
- Bradicardia
- Náuseas
- Dor
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Quanto tempo se deve aguardar antes de ponderar cirurgia? Porque?
2 semanas
Na maioria dos casos os sintomas devem-se a hemorragia / Edema
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Em que idade se torna mais provável o encarceramento do recto inferior?
Doentes Pediátricos
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - Indicações cirúrgicas?
- Diplopia em posição primária, ou limitação grave com entrapment comprovado
- Enoftalmus grave (> 2 mm) - no início pode estar mascarado pelo edema
- Fracturas extensas, envolvendo mais de metade do pavimento orbitário
Traumatismo da Órbita - Fracturas Blowout do pavimento da órbita - O que se faz na cirurgia? Qual é a abordagem?
- Transconjuntival Inferior +/- Cantotomia lateral
- Libertação do tecido preso / herniado
- Colocação de um implante na região da fractura (aloplásticos, silicone, titânio)
Síndrome Compartimental da Órbita - O que é? Quais são as causas?
Causas
- Trauma
- Cirurgia
- Injeção retrobulbar ou peribulbar
- Doença orbitária
Síndrome Compartimental da Órbita - Quais são os mecanismos de perda de visão?
- OACR
- Neuropatia compressiva directa
- Compressão da vasculatura do Nervo Optico
Síndrome Compartimental da Órbita - Como é que se pode estimar a pressão intraorbitária neste contexto?
- A PIO reflecte a pressão intraorbitária nestas circunstancias
Síndrome Compartimental da Órbita - Quadro Clínico
Diminuição AV
DPAR
HTO
- A PIO reflecte a pressão intraorbitária nestas circunstancias
Proptose
Resistência à retropulsão do globo
Síndrome Compartimental da Órbita - Tratamento - Deve ser feito em que timing perante suspeita? O que se faz?
- Descompressão EMERGENTE
- NÃO aguardar por exame de imagem
Técnica
Cantotomia Lateral + Cantólise inferior - Consiste na desinserção das pálpebras do bordo orbitário lateral
- Permite “espalhar” o hematoma mais para a frente
Se não for necessário, Cantólise inferior +/- superior podem ser necessárias