Sintaxe Flashcards
Nas alternativas abaixo, aquela que não realiza uma nominalização de uma oração é:
Alternativas
A
“evitar pessoas que pareçam suspeitas” / evitar pessoas com aparência suspeita.
B
“por mais frágil que fosse a pesquisa” / por mais fragilidade da pesquisa.
C
“Como já observou Albert Einstein” / como a observação de Albert Einstein
D
“acautelar-se” / a cautela
E
“…se revela racista e preconceituoso” / revela seu racismo e preconceito.
GABARITO: LETRA E
Nominalização consiste em transformar uma oração em sintagma nominal. Analisemos as orações, a fim de identificar aquela em que não ocorreu referida norma. Vejamos.
a) “evitar pessoas que pareçam suspeitas” / evitar pessoas com aparência suspeita.
Alternativa incorreta. Ocorreu nominalização da oração. Repare que “parecem suspeitas” tornou-se: “aparência suspeita”.
b) “por mais frágil que fosse a pesquisa” / por mais fragilidade da pesquisa.
Alternativa incorreta. Ocorreu nominalização da oração. Veja que se trocou “por mais frágil que fosse” por “por mais fragilidade”.
c) “Como já observou Albert Einstein” / como a observação de Albert Einstein
Alternativa incorreta. Ocorreu nominalização da oração. O termo “observou” é verbo. Já “observação” é substantivo.
d) “acautelar-se” / a cautela
Alternativa incorreta. Ocorreu nominalização da oração. A expressão “a cautela” é substantivo. E “acautelar-se”, verbo.
e) “…se revela racista e preconceituoso” / revela seu racismo e preconceito.
Alternativa correta. Não ocorreu nominalização da oração. Repare que o verbo “revelar” foi mantido na segunda oração.
Você nunca teve ilusões SOBRE A HUMANIDADE . (L.42-43) O termo destacado no período acima tem a função sintática de: Alternativas A adjunto adnominal. B adjunto adverbial. C complemento nominal. D objeto indireto. E predicativo do objeto.
Correta, C
“Você nunca teve ilusões sobre a humanidade. “(L.42-43)
Quem tem ilusão, tem ilusão SOBRE alguma coisa. Logo, trata-se a expressão grifada de Complemento Nominal, visto ligar-se a um nome por meio de preposição. Em termos mais técnicos:
É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.
depois de errar umas três vezes essa questão, acho que aprendi. Vamos lá:
A - adjunto adnominal. Errado, visto que adjunto adnominal, apesar de complementar o substantivo (tanto abstrato, tanto concreto) ele necessita da preposição ‘‘DE’’ e nesse caso, é a preposição ‘‘SOBRE’’ (ele também pode ocorrer sem preposição, mas quando tem, precisa ser a ‘‘DE’’)
B - adjunto adverbial. Errado, visto que adjuntos adverbiais trabalha em função do verbo (geralmente podendo retira-los das frases sem alteração de sentido)
C - complemento nominal. Correto, visto que o complemento nominal trabalha em função do: substantivo (abstrato), adjetivo ou advérbio. Nesse caso, ‘‘ilusões’’ é substantivo (abstrato). Outra coisa: complemento nominal exige preposição, mas diferentemente do ajunto adnominal, pode se qualquer preposição.
D - objeto indireto. Errado, visto que objeto (tanto indireto tanto direto) complementa o VERBO, ou seja, trabalha em função do verbo.
E - predicativo do objeto. Errado, visto que pra ser predicativo necessita de verbo de ligação.
(19)
(1)
(61)
Podia ter-se livrado de Laszlo aos olhos dela. (L.44-45) No período acima, a palavra SE deve ser classificada como: Alternativas A conjunção subordinativa. B indeterminador do sujeito. C partícula apassivadora. D partícula de realce. E pronome reflexivo.
GABARITO E
Podia ter-se livrado de Laszlo aos olhos dela.
Podia ter livrado a si mesma de Laszlo aos olhos dela.
Você era o seu próprio território neutro. Victor Laszlo era o cara engajado. (L.39-40) Os períodos destacados acima poderiam ser ligados, sem necessidade de se efetuarem alterações e sem provocar prejuízo de sentido, por: Alternativas A portanto. B embora. C não obstante. D por outro lado. E logo.
GABARITO D
Você era o seu próprio território neutro. Victor Laszlo era o cara engajado.
Você era o seu próprio território neutro, POR OUTRO LADO Victor Laszlo era o cara engajado.
Ideia de oposição, ideia contrária.
A respeito do vocábulo cínico (L.43), assinale a alternativa correta. Alternativas A O radical cin- não é o mesmo que aparece em cinologia (estudo dos cães). B É palavra formada por composição. C Recebe acento por ser um latinismo. D É antônimo de impudente. E É homônimo de sínico.
A: O radical cin- não é o mesmo que aparece em cinologia (estudo dos cães). - [INCORRETO] o radical é o mesmo: CIN.
B: É palavra formada por composição. - [INCORRETO] qual seria a composição?
C: Recebe acento por ser um latinismo. - Latinismo: Palavra ou construção própria da língua latina. Cínico: Etimologia (origem da palavra cínico). Do grego kunikós; pelo latim cynicus.a.um, logo INCORRETO. (aqui eu fui olhar no dicionário hehe)
D: É antônimo de impudente. - Impudente: Que não contém ou demonstra pudor; despudorado.Que não possui vergonha; lascivo: ato ou comportamento impudente. - O ântonimo de cínico seria: correto, decente, pudico. (mais uma vez olhando o dicionário)
E: É homônimo de sínico. - Termo que designa duas ou mais palavras com o mesmo som, mas com significados diferentes. [CORRETO] Sínico - que se refere a China. Cínico: fingimento; desfaçatez.
Apesar da questão ter elementos muito difíceis, bastava saber o significado de “homônimo”para acertar.
Atentando-se para aspectos de construção sintática do texto, observa-se:
Alternativas
A
É indefinido, em razão do contexto, o sujeito da forma “Guardam”, na frase Guardam todas elas nossa marca original de miscigenação.
B
Mantendo as relações de sentido, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o segmento De tão difícil e cruel pode ser reescrito da seguinte forma: Apesar de ser tão difícil e cruel.
C
Na frase Em tendo ocasião, o povo canta e dança, o segmento sublinhado assinala noção de causa.
D
Mantendo a correção e o sentido, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o segmento jamais vencido pode ser reescrito do seguinte modo: nunca se deixam vencer.
E
No contexto, o termo festa, na frase Mesmo o trabalho mais árduo, como a pesca de xaréu, vira festa, é predicativo do sujeito.
GABARITO: E
a) Errado - Sujeito de “guardam” é “todas elas”. (Todas elas guardam…)
b) Errado - “De tão difícil” tem sentido de “por ser tão difícil”.
c) Errado - “Em tendo ocasião” expressa condição.
d) Errado - Não seria mantida a correção, visto que o verbo deveria se flexionar no singular. (Não se deixa vencer)
e) Correto
Atente para o que se afirma abaixo a respeito do fragmento De tão difícil e cruel, a vida parece impossível e no entanto o povo vive, luta, ri, não se entrega.
I. Na sequência de orações coordenadas, a última assinala noção de finalidade.
II. No contexto, a primeira oração introduz noção de causa.
III. O sentido e as relações sintáticas se preservam com a substituição de e no entanto por embora.
IV. Isolando-se por vírgulas o segmento no entanto, não haverá alteração do sentido e da correção.
Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas A III. B I e IV. C I. D II e IV. E II e III.
Gabarito D
I. Na sequência de orações coordenadas, a última assinala noção de finalidade. ERRADO. Sentido de contrariedade (conjunção adversativa)
II. No contexto, a primeira oração introduz noção de causa. CERTO. O FATO DE SER “tão difícil e cruel,” FAZ COM QUE “a vida pareça impossível”
III. O sentido e as relações sintáticas se preservam com a substituição de e no entanto por embora. ERRADO, pois seria necessário alterar as conjugações dos verbos após a substituição.
IV. Isolando-se por vírgulas o segmento no entanto, não haverá alteração do sentido e da correção. CORRETO.
(309)
No texto 1A3-I, a oração “se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia” (ℓ. 10 e 11) apresenta, no período em que se insere, noção de
Alternativas
A
concessão, uma vez que representa uma exceção às regras de tributação do país.
B
explicação, uma vez que esclarece uma ação que diminuiria os custos do referido setor.
C
proporcionalidade, uma vez que os custos do referido setor diminuiriam à medida que se diminuísse a tributação.
D
tempo, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor ocorreria somente após a redução da tributação sobre ele.
E
condição, uma vez que a diminuição dos custos do referido setor dependeria da redução da tributação sobre ele.
GABARITO: LETRA E.
“se o Estado reduzisse a tributação de determinado setor da economia os custos desse certo diminuiriam”
SE - conjunção subordinativa condicional
Qual a condição para os custos diminuírem? Se o Estado reduzir a tributação.
No período “A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos” (ℓ. 27 e 28), do texto 1A1-II, o termo “os bancos” funciona como Alternativas A agente de “fez”. B sujeito de “surgirem”. C complemento de “surgirem”. D adjunto adverbial de lugar. E complemento de “fez”.
Gab: “B”
No texto:
A necessidade de guardar as moedas em segurança fez surgirem os bancos.
E se a gente invertesse?
A necessidade de guardar as moedas em segurança fez os bancos surgirem.
Ficou bem mais fácil visualizar o sujeito, não foi?
Todos os órgãos ou agências tributárias TÊM…
A dissuasão, parara, parara, parara, constitui…
Observe as afirmações abaixo, assinalando V, para as verdadeiras, ou F, para as falsas.
( ) A retirada de ‘ou agências tributárias’ (l.01) não alteraria a conjugação do verbo ‘têm’ (l.01), visto que o verbo concorda em número e pessoa com o sujeito, quando esse é simples.
( ) O verbo ‘constitui’ (l.17) deveria ser conjugado na terceira pessoa do plural, visto o sujeito possuir mais de um núcleo.
( ) Caso ‘multas elevadas’ (l.20) fosse colocada no singular, haveria necessidade de outras alterações para manter a concordância do período
( ) Caso o sujeito do verbo ‘existem’ (l.37) fosse colocado no singular, haveria necessidade de alterar a conjugação verbo, visto ele não ser impessoal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: Alternativas A V – F – F – V. B V – V – F – F. C V – F – V – V. D F – F – V – F. E F – F – F – V.
I - VERDADEIRO: “Todos os órgãos têm…”»_space;> sujeito no plural
II - FALSO: “A dissuasão, (aposto), constitui…”»_space;> sujeito simples
III - FALSO: “multas elevadas é aposto”»_space;> não interfere na concordância verbal
IV - VERDADEIRO: “existir” não é impessoal»_space;> ficaria assim: “…existe…contribuinte preguiçoso…”
Analise as afirmações que são feitas sobre o preenchimento das lacunas das linhas 20, 21, 24 (duas ocorrências), 25 e 26 do texto.
I. As duas lacunas da linha 24 devem ser preenchidas por à, pois indicam a contração da preposição a, exigida pelo verbo ‘atingem’ (l.24), com o artigo a.
II. Tanto a lacuna da linha 20 como a da linha 26 devem ser preenchidas por de que, completando o sentido de um substantivo.
III. A lacuna da linha 21 poderia ser preenchida por ao, iniciando o complemento indireto do verbo ‘encorajar’ (l.20).
IV. Na linha 25, dever-se-ia preencher a lacuna com o pronome relativo que.
Quais estão corretas? Alternativas A Apenas I. B Apenas III. C Apenas I e II. D Apenas III e IV. E Apenas I, II e III.
I - ERRADA: no contexto, “atingem” não pede preposição
II - ERRADA: na linha 26, o correto seria “a que”
III - CERTA: “encorajar” é VTDI
IV - ERRADA: o correto seria “mais…do que”
(57)
(0)
O verbo ‘poder’, na linha 05 (primeira ocorrência), está conjugado no infinitivo pessoal flexionado, pois ____________________________; já o verbo ‘romper’ (l.33) está conjugado na ____________, no ____________.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
A
está regido de preposição, procedendo o verbo da oração principal – terceira pessoa do singular – presente do subjuntivo
B
o sujeito é diferente do sujeito da oração principal – primeira pessoa do singular – presente do indicativo
C
ele se equivale a um imperativo – terceira pessoa do singular – presente do indicativo
D
o verbo principal é pronominal, apesar do sujeito ser o mesmo – terceira pessoa do singular – imperativo afirmativo
E
ele complementa um substantivo – primeira pessoa do singular – imperativo negativo
Gabarito A
que eu rompa
que tu rompas que ele rompa que nós rompamos que vós rompais que eles rompam toda vez que conjugamos um verbo com o auxílio da palavra que mais pronome pessoal trata-se do presente do subjuntivo. Com isso já podemos marcar a letra A e sabemos que trata-se da terceira pessoa do singular que ele(ela) rompa.
Considere as frases abaixo, retiradas do texto.
· “a tecnologia substitui a ação humana” (l.11-12).
· “A percepção de risco está mantida” (l.27-28).
· “Outro ponto relevante merece destaque” (l.30).
· “representa o futuro da fiscalização de trânsito” (l.44- 45).
Analise as assertivas abaixo.
I. Apenas um verbo pode ser transposto para a voz passiva.
II. Apenas um verbo é intransitivo.
III. Uma das frases possui sujeito indeterminado.
IV. Em uma das frases, há predicativo do objeto.
Quais estão incorretas? Alternativas A Apenas I e II. B Apenas II e III. C Apenas I, II e III. D Apenas II, III e IV E I, II, III e IV.
Segundo a explicação do professor:
I. Apenas um verbo pode ser transposto para a voz passiva. (As frases 1, 3 e 4 são VTD então podem ter voz passiva.)
II. Apenas um verbo é intransitivo. (Nenhum dos verbos é intransitivo. 1, 3, e 4 são VTD e 2 é VL)
III. Uma das frases possui sujeito indeterminado. (Nenhuma das frases possui sujeito indeterminado)
IV. Em uma das frases, há predicativo do objeto. (Não há. Na segunda frase é predicativo do sujeito)
Gabarito E - Todas erradas
[…] desencadear ações planificadas permite um gerenciamento com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte. (l.33-35)
Em relação à análise sintática, considere as assertivas que seguem.
I. A frase “a fiscalização colocará esse equipamento em caminhões e produtos” (l.47) possui exatamente a mesma estrutura sintática do fragmento acima.
II. No fragmento, o verbo ‘permitir’ exige um complemento direto, representado por ‘um gerenciamento’, e um indireto, representado por ‘com custos reduzidos e com segurança jurídica’.
III. ‘um gerenciamento com custos reduzidos’ é classificado como sujeito da oração principal.
Quais estão incorretas? Alternativas A Apenas I. B Apenas II. C Apenas III. D Apenas II e III. E I, II e III.
Tentando colaborar….
[…] desencadear ações planificadas (sujeito) permite (VTD) um gerenciamento (objeto direto) com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte (adjunto adverbial)
I. A frase “a fiscalização (sujeito) colocará (VTD) esse equipamento em caminhões e produtos (objeto direto)” (l.47) possui exatamente a mesma estrutura sintática do fragmento acima (INCORRETO: porque esta frase não tem adjunto adverbial e aquela tem)
II. No fragmento, o verbo ‘permitir’ exige um complemento direto, representado por ‘um gerenciamento’, e um indireto, representado por ‘com custos reduzidos e com segurança jurídica’. (INCORRETO: porque “com custos reduzidos e com segurança jurídica não são complementos do verbo).
III. ‘um gerenciamento com custos reduzidos’ é classificado como sujeito da oração principal.(INCORRETO: porque é o objeto direto do verbo permite).
· “a tecnologia substitui a ação humana” (l.11-12).
· “A percepção de risco está mantida” (l.27-28).
· “Outro ponto relevante merece destaque” (l.30).
· “representa o futuro da fiscalização de trânsito” (l.44- 45).
Analise as assertivas abaixo.
I. Apenas um verbo pode ser transposto para a voz passiva.
II. Apenas um verbo é intransitivo.
III. Uma das frases possui sujeito indeterminado.
IV. Em uma das frases, há predicativo do objeto.
Quais estão incorretas? Alternativas A Apenas I e II. B Apenas II e III. C Apenas I, II e III. D Apenas II, III e IV E I, II, III e IV.
Segundo a explicação do professor:
I. Apenas um verbo pode ser transposto para a voz passiva. (As frases 1, 3 e 4 são VTD então podem ter voz passiva.)
II. Apenas um verbo é intransitivo. (Nenhum dos verbos é intransitivo. 1, 3, e 4 são VTD e 2 é VL)
III. Uma das frases possui sujeito indeterminado. (Nenhuma das frases possui sujeito indeterminado)
IV. Em uma das frases, há predicativo do objeto. (Não há. Na segunda frase é predicativo do sujeito)
Gabarito E - Todas erradas
[…] desencadear ações planificadas permite um gerenciamento com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte. (l.33-35)
Em relação à análise sintática, considere as assertivas que seguem.
I. A frase “a fiscalização colocará esse equipamento em caminhões e produtos” (l.47) possui exatamente a mesma estrutura sintática do fragmento acima.
II. No fragmento, o verbo ‘permitir’ exige um complemento direto, representado por ‘um gerenciamento’, e um indireto, representado por ‘com custos reduzidos e com segurança jurídica’.
III. ‘um gerenciamento com custos reduzidos’ é classificado como sujeito da oração principal.
Quais estão incorretas? Alternativas A Apenas I. B Apenas II. C Apenas III. D Apenas II e III. E I, II e III.
Tentando colaborar….
[…] desencadear ações planificadas (sujeito) permite (VTD) um gerenciamento (objeto direto) com custos reduzidos e com segurança jurídica para o Estado e para o contribuinte (adjunto adverbial)
I. A frase “a fiscalização (sujeito) colocará (VTD) esse equipamento em caminhões e produtos (objeto direto)” (l.47) possui exatamente a mesma estrutura sintática do fragmento acima (INCORRETO: porque esta frase não tem adjunto adverbial e aquela tem)
II. No fragmento, o verbo ‘permitir’ exige um complemento direto, representado por ‘um gerenciamento’, e um indireto, representado por ‘com custos reduzidos e com segurança jurídica’. (INCORRETO: porque “com custos reduzidos e com segurança jurídica não são complementos do verbo).
III. ‘um gerenciamento com custos reduzidos’ é classificado como sujeito da oração principal.(INCORRETO: porque é o objeto direto do verbo permite).
Texto associado
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas , preferivelmente . Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos não se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra” - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- Catilina,quanta paciência tens?” - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
-Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. […] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show” . Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- ” As margens plácidas’’ - respondi
instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram,etc’’?
- Porque o “as” de “as margens plácidas” não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte” : sujeito: “quem te adora” . Se pusermos na ordem direta…
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória!
A Bahia será sempre a Bahia!
RIBEIRO, João Ubaldo. Jornal Grande Bahia-, 12 jun. 2013
Com a reescrita do termo em destaque, o uso do acento grave no “a” torna-se facultativo em:
Alternativas
A
“… estou chegando, ou já cheguei, À ALTURA DA VIDA…” (§ 1 ) /a um a altura da vida
B
“… que não interessassem diretamente À CARREIRA.” (§ 2) / a nossa carreira
C
“… assistir À PERFORMANCE DO SAUDOSO MESTRE…” (§ 3) / a mais uma performance do saudoso mestre
D
“… e lembrá-lo ÀS MINHAS COEVAS…” (§ 1) I a minhas coevas
E
“… julgo necessário falar do antigo ÀS NOVAS GERAÇÕES…” (§ 1) / a essas novas gerações
A crase é facultativa antes de pronomes possessivos femininos adjetivos no singular. Portanto, gabarito letra B.
Além disso, também é facultativa antes de nomes próprios femininos e depois da preposição “até”.
Obedeço à/a sua dica. (facultativo)
Obedeço a suas dicas. (proibido)
Obedeço às suas dicas. (obrigatória)
Texto associado
Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. Acho inadmissível e mesmo chocante (no sentido antigo) um coroa não ser reacionário. Somos uma força histórica de grande valor. Se não agíssemos com o vigor necessário - evidentemente o condizente com a nossa condição provecta tudo sairia fora de controle, mais do que já está. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).
O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas , preferivelmente . Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, e das quais até hoje sei o comecinho.
Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos não se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.
- Traduza aí “quousque tandem, Catilina, [abutere] patientia nostra” - dizia ele ao entanguido vestibulando.
- Catilina,quanta paciência tens?” - retrucava o infeliz.
Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.
-Ai, minha barriga! - exclamava ele. - Deus, ó Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária, Senhor meu Pai!
Pode-se imaginar o resto do exame. […] Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.
O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo “dar um show” . Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:
- Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!
- ” As margens plácidas’’ - respondi
instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.
- Por que não é indeterminado “ouviram,etc’’?
- Porque o “as” de “as margens plácidas” não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no Hino. “Nem teme quem te adora a própria morte” : sujeito: “quem te adora” . Se pusermos na ordem direta…
- Chega! - berrou ele. - Dez! Vá para a glória!
A Bahia será sempre a Bahia!
RIBEIRO, João Ubaldo. Jornal Grande Bahia-, 12 jun. 2013
O verbo “haver” - empregado corretamente, como verbo impessoal, em “Havia provas escritas e orais.” (§ 3) - flexiona-se, para concordar com o sujeito, apenas no contexto da seguinte frase:
Alternativas
A
Alguns candidatos se houveram bem na prova.
B
Haviam até candidatos que desmaiavam.
C
Haveriam candidatos melhores em São Paulo?
D
Mestres como aqueles nunca mais houveram.
E
Era uma anástrofe, como muitas que haviam no Hino
Na alternativa A, o verbo haver está empregado no sentido de “lidar”, então flexiona.
Nas demais alternativas, é impessoal, no sentido de existir. Não flexiona.
(84)
(0)