Parto Flashcards
Diferencie parto a termo, parto pré-termo, parto pós-termo, parto pós-datismo e abortamento.
Parto a termo: 37-42sem completas; Parto pré-termo: <37sem completas; Parto pós-termo: >42sem completas; Parto pós-datismo: 40-42sem completas (ultrapassa a data provável do parto, mas continua a termo); Abortamento: <20/22sem ou <0,5kg.
Diferencie parto espontâneo, parto induzido e parto dirigido/assistido.
Parto espontâneo: quando se desencadeia, evolui e termina sem maiores interferências;
Parto induzido: quando o obstetra induz o início do parto, por meio de drogas (ex: ocitocina) ou manobras;
Parto dirigido/assistido: quando o obstetra apenas auxilia o trabalho de parto que se iniciou espontaneamente.
Diferencie parto normal/eutócico, parto operatório e parto distócico.
Parto normal/eutócico: quando o parto se conclui fisiológicamente;
Parto operatório: quando o parto se conclui através de cirurgia;
Parto distócico: quando o parto evolui com anomalias ou patologias.
Diferencie multigesta de multípara.
Multigesta: mulher que já teve várias gravidezes, independente da duração delas;
Multípara: mulher que já pariu várias vezes.
Uma mulher que engravidou apenas uma vez e que pariu gêmeos é considerada ___gesta e ___para.
Primigesta;
Primípara.
Uma mulher que engravidou apenas uma vez, mas com abortamento, é considerada ___gesta e ___para.
Primigesta;
Nulípara.
Uma mulher que engravidou apenas uma vez, mas pariu um feto já morto, é considerada ___gesta e ___para.
Primigesta;
Primípara.
O canal do parto é dividido em trajeto mole e trajeto duro. Quais os componentes de cada um?
Trajeto mole: segmento inferior do útero, colo uterino, vagina, vulva e períneo;
Trajeto duro: pelve óssea.
Qual o significado do termo prévio, como placente prévia, tumores prévios?
Prévio indica qualquer estrutura que esteja entre a apresentação do feto e o canal do parto, dificultando a passagem fetal.
O que é distocia do trajeto mole? Cite exemplos.
Qualquer anomalia no trajeto mole do canal do parto, resultando em dificuldade da passagem do feto. Exemplos: placenta prévia, anteflexão/retroflexão uterina exagerada, tumores prévios, atresia vaginal, atresia vulvar.
A pelve óssea é dividida, pelo estreito superior, em _____ e _____ bacia.
Grande ou falsa;
Pequena, obstétrica ou verdadeira.
Quais as delimitações do estreito superior?
Anteriormente: pubis;
Lateralmente: linhas terminais;
Posteriormente: promontório e asas do sacro.
Qual o menor diâmetro do estreito superior? Comente sobre suas subdiviões.
Diâmetro anteroposterior.
Conjugada anatômica: promontório até margem superior da sínfise púbica. 11cm;
Conjugada obstétrica: promontório até a face interna da sínfise púbica. 10,5cm. Essa é a distância real na qual o feto deverá passar;
Conjugada diagonal: promontório até margem inferior da sínfise púbica. 12cm. Obtido pelo toque vaginal e utilizada para calcular a conjugada obstétrica (subtrai-se 1,5cm).
Quais as delimitações do estreito médio? Qual seu menor diâmetro?
Margem inferior do pubis até as espinhas isquiáticas. Seu menor diâmetro é o transverso ou biespinha isquiática, sendo também o menor diâmetro da pelve. 10cm.
*não confundir com diâmetro bi-isquiático ou intertuberoso, entre as tuberosidades isquiáticas.
Quais as delimitações do estreito inferior? Qual seu menor diâmetro?
Anteriormente: margem inferior do pubis;
Lateralmente: músculo sacroisquiático;
Posteriormente: músculo isquiococcígeo.
Seu menor diâmetro é o anteroposterior (Conjugada Exitus), 9,5cm, mas chega até 11cm pela retropulsão do coccix durante a expulsão do feto.
Quais os tipos básicos de bacias? (4) Qual a mais comum nas mulheres? Qual a de melhor e a de pior prognóstico para o parto vaginal?
Ginecoide, mais comum nas mulheres e de melhor prognóstico;
Androide, pior prognóstico;
Antropoide;
Platipeloide.
Qual o plano de referência ‘‘0’’ dos planos de De Lee? Como surgem os outros planos?
Plano biespinha isquiática. Planos acima (-5,-4,-3,-2,-1cm) ou abaixo (+1,+2,+3,+4,+5cm).
*Nota: os planos de Hodge não tem sido mais utilizados.
O que é a pelvimetria?
Avaliação dos estreitos superior, médio e inferior e da forma da pelve para determinar o prognóstico do parto vaginal.
Uma conjugada diagonal maior que _____cm sugere bom prognóstico para o parto vaginal.
> 11,5cm.
Espinhas ciáticas _____ evidentes sugerem bom prognóstico para o parto vaginal.
Pouco.
O diâmetro intertuberoso isquiático é calculado posicionando-se o punho cerrado no períneo, entre as tuberosidades. Um diâmetro intertuberoso maior que ____cm sugere bom prognóstico para o parto vaginal.
> 8cm.
Uma pelve na forma _______ sugere bom prognóstico para o parto vaginal.
Ginecoide.
Quanto _____ o ângulo suprapúbico, melhor o prognóstico para o parto vaginal. As pelves ginecoides apresentam um ângulo suprapúbico de ____ graus.
Maior;
90 graus.
Qual a importância do estudo da estática fetal?
Cada orientação do feto corresponde a um mecanismo específico de descida e exige uma específica conduta médica.
A orientação fetal é descrita em que critérios? (4) Como são avaliados na mulher?
- Situação;
- Apresentação;
- Atitude (Postura);
- Posição.
Avaliados pelo exame físico: palpação do abdome (manobra de Leopold-Zweifel), exame vaginal e ausculta.
Defina situação fetal. Quais as possíveis? (3) Qual a mais comum?
É a relação entre o maior eixo do feto (cabeça - nádega) e o maior eixo do útero (corpo uterino - cérvix). Situações fetais:
>longitudinal (>99% nos partos a termo);
>transversa;
>oblíqua.
Defina apresentação fetal. Quais as possíveis? (3) Qual o mais comum?
É o polo fetal que se apresenta no estreito pélvico superior. Apresentações fetais:
>cefálica (situação longitudinal), a mais comum (>95%);
>pélvica (situação longitudinal);
>córmica (acrômio, situação transversa).
Defina atitude (postura) fetal.
É a relação entre as partes fetais entre si. Geralmente, a atitude fetal é de flexão generalizada (ovoide fetal).
Defina posição fetal. Quais as possíveis? (4)
É a relação do dorso do feto com o lado materno. Posições fetais: esquerda (1a) ou direita (2a) (situação longitudinal), anterior ou posterior (situação transversa).
Defina variedade de apresentação no eixo anteroposterior. Quais as possíveis? (4) Qual a mais comum? Qual a de pior prognóstico para o parto vaginal?
Para determinada apresentação, o grau de deflexão determina uma variedade de apresentação.
Apresentação cefálica:
>fletida: apresentação occiptal, a mais comum;
>deflexão 1o grau: apresentação bregmática. Geralmente é achado transitório durante o parto, evoluindo rapidamente para a apresentação occiptal;
>deflexão 2o grau: apresentação de fronte, a de pior prognóstico;
>deflexão 3o grau: apresentação de face.
Defina variedade de posição. Quais as nomenclaturas p/ pontos fetais e pontos maternos?
Qual a apresentação para:
a) OEA;
b) BDA;
c) MDP.
É a relação da apresentação cefálica com o ponto materno mais próximo. Nomenclatura p/ pontos fetais: O: apresentação occiptal; B: apresentação bregmática; N: apresentação de fronte (naso); M: apresentação de face (mento); S: apresentação pélvica; A: apresentação córmica.
Nomenclatura p/ pontos maternos:
(1) P;
(2) DA / EA;
(3) DT / ET;
(4) DP / EP;
(5) S.
a) OEA: apresentação occiptal mais anterior e mais à esquerda;
b) BDA: apresentação bregmática mais anterior e mais à direita;
c) MDP: apresentação de face mais posterior e mais à direita.
Quais os três principais diâmetros cefálicos fetais avaliados pelo obstetra?
.Diâmetro occiptofrontal (11cm);
.Diâmetro occiptomentoniano (13,5cm);
.Diâmetro subocciptobregmático (9,5cm).
O feto até o sexto mês geralmente encontra-se em apresentação ___________. A partir desse momento, passa a alterar sua apresentação, que se torna ___________. Entretanto, determinadas situações impedem essa mudança. Cite ao menos 4 exemplos.
Pélvica;
Cefálica;
Exemplos que determinam apresentação pélvica:
- prematuridade;
- multiparidade;
- oligodramnio;
- malformações fetais ou uterinas;
- gemelaridade;
- hidrocefalia;
- brevidade do cordão umbilical;
- inserção cornual da placenta.
Quais as atitudes fetais possíveis na apresentação cefálica, quanto ao eixo anteroposterior? (4)
Fletido (apresentação occiptal);
Deflexão 1o grau (apresentação bregmática);
Deflexão 2o grau (apresentação de fronte);
Deflexão 3o grau (apresentação de face).
Quais as atitudes fetais possíveis na apresentação cefálica, quanto ao eixo laterolateral? (3)
Relação do polo cefálico em apresentação com a sínfise púbica e com o promontório.
>Sinclitismo: polo cefálico equidistante da sínfise púbica e do promontório (isto é, no ponto médio e sem inclinação lateral);
>Assinclitismo: quando a sutura sagital está mais próxima da sínfise púbica ou do promontório
i. Assinclitismo posterior (obliquidade de Litzmann): sutura sagital próxima à sínfise púbica, apresentação do parietal posterior. A mais comum.;
ii. Assinclitismo anterior (obliquidade de Nagele): sutura sagital próxima ao promontório, apresentação do parietal anterior.
Quais as atitudes fetais possíveis na apresentação pélvica? (2)
.Apresentação pélvica completa: coxas e pernas fletidas, com os pés juntos às nádegas;
.Apresentação pélvica incompleta: coxas fletidas e pernas estendidas, com os pés perto da cabeça.
Quando encontramos mãos, pés ou cordão umbilical no estreito superior, consideramos essa a apresentação fetal?
Não. Diz-se que o feto está em procidência de mãos, de pés ou de cordão umbilical.
Quais os respectivos diâmetros cefálicos para as seguintes apresentações:
a) Apresentação occiptal;
b) Apresentação bregmática;
c) Apresentação de fronte;
d) Apresentação de face.
a) D. subocciptobregmático (9,5cm);
b) D. occiptofrontal (11cm);
c) D. occiptomentoniano (13,5cm);
d) D. submentobregmático (9,5cm).
Quais os 4 tempos da manobra de Leopold-Zweifel?
- Delimitação do fundo uterino. Permite identificação da situação fetal e, se longitudinal, qual o polo que ocupa o fundo uterino (polo pélvico é mais volumoso, menos regular e menos rígido que o polo cefálio);
- Percepção do dorso fetal (região resistente e contínua). Permite a identificação da posição fetal;
- Percepção do polo fetal em apresentação no estreito superior. Se estiver móvel, a apresentação não está encaixada;
- Percepção do grau de penetração da apresentação (melhor avaliado pelo toque vaginal) e o grau de flexão.
Quando o exame vaginal (toque) fornece as informações mais precisas sobre a estática fetal?
Quando se inicia o trabalho de parto, com o colo uterino dilatado. Antes disso, o exame é inconclusivo.
Qual a utilidade da ausculta no diagnóstico da apresentação e da posição do feto?
Reforça os achados da palpação abdominal e do toque vaginal. Ausculta melhor próximo à cicatriz umbilical indica apresentação pélvica.
Qual a diferença entre os períodos clínicos do parto e os tempos do mecanismo do parto?
Os períodos clínicos do parto refletem as alterações maternas e as condutas adequadas durante o parto. Já os tempos do mecanismo do parto correspondem aos fenômenos mecânicas para o nascimento.
Quais os períodos clínicos do parto? (4)
- Dilatação;
- Expulsão;
- Secundamento (Dequitação);
- Primeira hora pós-parto.
*Período pré-parto (premonitório): importante clinicamente, mas não se encaixa nos períodos clínicos do parto.
Quando se inicia o período pré-parto?
Entre 30-36 semanas, até o início do trabalho de parto.
Quais as alterações observáveis no período pré-parto?
.a gestante começa a sentir as contrações uterinas, ainda incoordenadas e irregulares;
.aumento das secreções cervicais (às vezes acompanhadas de raias de sangue);
.amolecimento e centralização do colo uterino, alinhando-se ao eixo vaginal;
.fase latente: contrações uterinas cada vez mais intensas, mas sem dilatação progressiva e rápida do colo uterino. Duração de 14h em multíparas e de 20h em nulíparas.
Quando se inicia o período de dilatação? Quando termina?
Início: contrações uterinas passam a ser regulares e a dilatação cervical está >4cm* (com velocidade de 1,2-1,5cm/h);
Término: dilatação cervical máxima de 10cm (a termo).
*Divergências literárias. A referência utilizada aqui é o Ministério da Saúde.
Qual a duração do período de dilatação?
Nulíparas: 10-12h;
Multíparas: 6-8h.
Ao final do período de dilatação há a formação da ‘‘bolsa das águas’’. Por esse motivo, é mais comum que ocorra a ________________ nesse período.
Rotura espontânea da bolsa.
Quando se inicia o período expulsivo? Quando termina?
Início: dilatação cervical máxima (10cm);
Término: expulsão completa do feto.
Quais as alterações observáveis durante o período expulsivo?
.apagamento do colo uterino devido à dilatação máxima;
.apresentação fetal visível (abrindo a rima vulvar) e comprimindo o períneo;
.contrações uterinas máximas (frequência de 5 a cada 10min e duração de 60-75s);
.dor intensa se não estiver com analgesia de parto (peridural ou opiáceos);
.esforços contráreis (puxos);
.desejo de defecar.
Quando se inicia o período de secundamento (dequitação)? Quando termina?
Início: expulsão completa do feto;
Término: expulsão da placenta.
Qual a duração do período de secundamento?
10-20min.
Quais os dois mecanismos de expulsão da placenta?
- Baudelocque-Schultz: placenta implantada no fundo uterino, sangramento é exteriorizado após expulsão da placenta;
- Baudelocque-Duncan: placenta implantada nas paredes laterais uterinas, sangramento é exteriorizado antes da expulsão da placenta.
O período da primeira hora pós-parto é marcado pela __________ do sítio de implantação da placenta, a fim de evitar _________. Cite dois mecanismos da hemostasia uteria.
Hemostasia;
Hemorragias;
Mecanismos: maior tônus da musculatura uterina e formação de trombos nos vasos uteroplacentários.
Quais as medidas de assistência ao parto durante o período de dilatação? (12)
- Internação hospitalar (com direito a um acompanhante);
- Hidratação e glicose venosa, evitando desidratação e cetose;
- Dieta adequada (águas, chás, etc.);
- Deambulação permitida;
- A grávida pode assumir a posição que achar mais adequada. A melhor é o decúbito lateral (para o lado onde está o dorso do feto). O decúbito dorsal deve ser evitado;
- Sonda vesical, caso a grávida não consiga esvaziar a bexiga espontaneamente;
- Toque vaginal;
- Ausculta dos BCF (antes, durante e após duas contrações a cada 30min para gestantes de baixo risco ou a cada 15min / monitorização contínua para gestantes de alto risco);
- Avaliação dos sinais vitais da gestante;
- Ocitocina (1-8mU/min, dobrada a cada 30min. Suspender em casos de sofrimento fetal, hiperestimulação uterina ou efeito antidiurético);
- Analgesia peridural (se possível) ou opiáceos (Meperidina);
- Tricotomia na região da episiotomia.
Durante o período de dilatação, o toque vaginal é essencial, pois fornece diversas informações sobre o parto. Quais os cuidados ao realizá-lo? (4)
- Lavagem e antissepsia das mãos;
- Uso de luvas estéreis (se possível) ou de procedimentos;
- Delicadeza;
- Não há frequência definida, mas em torno de 4h durante o período de dilatação ou se houver preocupação quanto à progressão do trabalho de parto.
Durante o período de dilatação, o toque vaginal é essencial, pois fornece diversas informações sobre o parto. Quais são elas? (8)
- Dilatação, consistência, orientação no eixo vaginal e apagamento do colo uterino;
- Bolsa das águas íntegra ou rota;
- Apresentação fetal;
- Altura da apresentação;
- Variedade de apresentação (grau de deflexão);
- Variedade de posição;
- Sinclitismo ou assinclitismo;
- Volume do líquido amniótico (pela bolsa das águas).
Quais as medidas de assistência ao parto durante o período de expulsão? (11)
- Ausculta dos BCF (antes, durante e após duas contrações uterinas a cada 15min) ou cardiotocografia no início do período expulsivo;
- Posicionar a parturiente ao final do período, próximo ao nascimento. Posição mais comum: litotomia;
- Antissepsia das mãos do obstetra e do períneo da parturiente;
- Sala de parto não muito fria e não muito ruidosa;
- Anestesia do períneo por bloqueio do pudendo bilateralmente, ao nível da espinha ciática (caso sem anestesia peridural), e infiltração superficial de anestésico se for realizada episiotomia;
- Episiotomia (médio-lateral ou mediana), quando indicada;
- Manobra de Ritgen modificada: medida de prevenção do períneo. Uma mão comprime o períneo e a outra controla a deflexão do feto durante o nascimento, evitando a expulsão rápida;
- Fórcipes obstétrico ou vacuoextração (quando indicado o acelerado desprendimento do polo cefálico);
- Se presente circulares de cordão, resolver ou seccionar o cordão antes da saída do feto;
- Desprendimento dos ombros com suavidade, evitando a lesão do plexo braquial (para distócia de espáduas, realizar manobras adequadas);
- Clampeamento e corte do cordão após 3min de nascimento (exceto HIV+, mãe Rh- ou sofrimento fetal agudo).
Quando está indicada a episiotomia? (8)
- Parto operatório (fórcipes ou vacuoextração);
- Feto grande;
- Exaustão materna;
- Períneo rígido;
- Distócia de espáduas;
- Período expulsivo longo;
- Sofrimento fetal agudo;
- Apresentação pélvica.
Qual a episiotomia superior para cada um dos seguintes critérios:
a) Reparo cirúrgico;
b) Lesão anal;
c) Lesão muscular;
d) Estética;
e) Sangramento;
f) Dor no pós-parto.
a) M > ML;
b) ML > M;
c) M > ML;
d) M > ML;
e) M > ML;
f) M > ML.
Durante a expulsão do feto, os ombros impactam sobre o estreito superior pélvico, não saindo com a flexão/deflexão suave da cabeça fetal. Quais as manobras para resolver o problema? (7)
- Manobra de McRoberts (hiperflexão e abdução das coxas);
- Rubin I (pressão suprapúbica);
- Manobras de rotação (Woods e Rubin II);
- Manobra de Jacquemier (remoção do braço posterior);
- Manobra de Gaskin (posição de quatro);
- Manobra de Zavanelli (reintrodução da cabeça fetal na vagina e realização de cesariana de emrgência);
- Fratura de clavícula induzida.
Quais as medidas de assistência ao parto durante o período de secundamento? (10)
- Verificar o descolamento da placenta;
- Ocitocina 10U IM logo após a expulsão da placenta;
- Clampeamento do cordão;
- Massagens uterinas logo após a expulsão da placenta e a cada 15min durante 2h pós-parto;
- Manobra de Harvey (auxilia a expulsão, compressão leve no segmento inferior do útero);
- Manobra de Jacob-Dublin (auxila a expulsão, leve tração e torção axial da placenta);
- Extração manual da placenta, quando indicada (hemorragia ou retenção placentária);
- Identificar lacerações no canal do parto;
- Episiorrafia;
- Identificar e corrigir lesões pela episiotomia,
Quais as medidas de assistência ao parto durante o período de uma hora pós-parto?
Identificar e corrigir hemorragias (atonia uterina, laceração do canal do parto, restos placentários)
Quais os parâmetros informados no partograma? (8)
- Dilatação cervical (triângulos);
- Variedade de posição (cabeça do feto);
- Altura da apresentação (cabeça do feto);
frequência dos BCF; - Dia e hora do início do trabalho de parto, e evolução dos parâmetros conforme as horas;
- Contrações uterinas;
- Ocitocina;
- Medicamentos;
- Procedimentos realizados pelo médico.
O que são as linhas de alerta e de ação no partograma?
São um parâmetro para avaliar se a dilatação cervical está adequada para determinada hora do trabalho de parto. Se a marcação estiver à direita das linhas, a dilatação está desacelerada (no caso da linha de ação, o médico deverá intervir).
Avaliando o partograma, podemos classificar as distócias em 6 tipos. Quais são eles?
- Fase ativa prolongada (distócia funcional);
- Parada secundária da dilatação;
- Parto preciptado;
- Período pélvico prolongado;
- Parada secundária da descida.
Qual a causa e a conduta para a Fase ativa prolongada do partograma?
Contrações uterinas não eficientes > Deambulação, ocitocina ou rotura artificial da bolsa.
Quais as causas e a conduta para a Parada secundária da dilatação do partograma? (2)
Desproporção cefalopélvica absoluta (feto macrossômico ou bacia obstétrica inadequada) > Cesárea;
Desproporção cefalopélvica relativa (variedade de apresentação e de posição inadequadas) > Deambulação, rotura artificial da bolsa, analgesia ou cesárea.
Qual a causa e a conduta para o Parto preciptado do partograma?
Espontâneo ou iatrogenia (excesso de ocitocina) > Suspender ocitocina, avaliar a vitalidade fetal e identificar e corrigir lacerações do canal do parto após dequitação.
Qual a causa e a conduta para o Período pélvico prolongado do partograma?
Contrações uterinas não eficientes > Ocitocina, rotura artificial da bolsa, posição verticalizada da parturiente e uso de fórcipes.
Qual a causa e a conduta para a Parada secundária da descida do partograma?
Desproporção cefalopélvica absoluta (feto macrossômico ou bacia obstétrica inadequada) > Cesárea;
Desproporção cefalopélvica relativa (variedade de apresentação e posição inadequadas) > Fórcipe ou cesárea.
Quais são os tempos do mecanismo do parto? (6)
- Insinuação (Encaixe);
- Descida;
- Rotação interna da cabeça;
- Desprendimento da cabeça;
- Rotação externa da cabeça;
- Desprendimento dos ombros.
Quais os fenômenos mecânicos observados na insinuação? (3) Esses três eventos culminam no __________________.
- Orientação do maior diâmetro fetal com o maior diâmetro do estreito superior (variedade de posição mais comum na insinuação: OEA);
- Flexão da apresentação, melhorando a variedade de apresentação;
- Assinclitismo posterior, a inclinação lateral mais adequada para a insinuação.
Encaixamento da apresentação fetal no estreito superior.
Em que momento ocorre a insinuação? (primíparas x multíparas)
Em primíparas, ocorre vários dias antes do início de parto (até 15d). Já em multíparas, ocorre bem mais tarde, até mesmo após o início do parto.
Qual o evento que ocorre durante o tempo de descida? Quando se incia? Como tal evento é avaliado?
Passagem da apresentação fetal do estreito superior até o estreito inferior. Se inicia desde o início do trabalho de parto. Avaliado pelos planos de De Lee.
Qual a variedade de posição assumida pela apresentação fetal no tempo de rotação interna da cabeça? Por que?
OP. Alinhamento do diâmetro maior do feto (subocciptobregmático) com o diâmetro maior do estreito médio e inferior (anteroposterior). Simultaneamente, os ombros se encaixam no estreito superior.
Qual evento ocorre durante o tempo de desprendimento da cabeça?
Deflexão da cabeça.
Quais eventos ocorrem durante o tempo de rotação externa da cabeça e rotação interna do ombro?
Rotação interna dos ombros para orientá-los no maior diâmetro dos estreitos médio e inferior (anteroposterior). A cabeça volta à posição que ocupava no canal do parto, até se tornando transversa.
Qual evento ocorre no tempo de desprendimento dos ombros?
Exteriorização completa do feto.
Diagnóstico de OEA.
Palpação abdominal (manobra de Leopold-Zweifel):
- situação longitudinal;
- polo pélvico no fundo uterino;
- dorso fetal à esquerda e anteriormente;
- polo cefálico na pelve.
Toque vaginal:
- fontanela posterior à esquerda e anterior;
- sutura sagital oblíqua;
- bregma à direita e posterior;
- occipício mais evidente que a fronte.