Gastro 2 Flashcards
Diarreia
≥ 3 evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 24 horas.
(a diminuição da consistência habitual das fezes é o parâmetro mais considerado)
V ou F?
Na diarreia aguda ocorre desequilíbrio entre a absorção e a secreção de líquidos e eletrólitos e é um quadro autolimitado.
Verdadeiro.
Disenteria
Diarreia aguda com sangue, representando lesão na mucosa intestinal.
Diarreia
Classificação topográfica?
Alta (delgado) x baixa (colônica).
Diarreia
Classificação temporal?
Aguda (< 3 semanas) ou crônica (> 3 semanas).
Cassificação antiga: aguda (<2 sem); persistente/protraída: (2-4 sem) ou crônica: (>4 sem).
Caracterize a diarreia alta (delgado). (4)
- Alto volume;
- Baixa frequência;
- Sem tenesmo;
- Restos alimentares.
Caracterize a diarreia baixa (colônica). (3)
- Baixo volume;
- Alta frequência (> 10 evacuações);
- Com tenesmo e urgência.
Diarreia
Classificação fisiopatológica? (5)
SODIF
- Secretora;
- Osmótica;
- Disabsortiva;
- Inflamatória;
- Funcional.
Explique a fisiopatologia da diarreia osmótica. (4)
- Lesão do epitélio (por enteropatógenos);
- ↓Absorção de polissacarídeos;
- ↑Osmolaridade intraluminal;
- ↑Conteúdo do líquido fecal.

Explique a fisiopatologia da diarreia secretora. (3)
- Enterotoxinas;
- Ativam mediadores da secreção intestinal;
- Hipersecreção de água+eletrólitos (Cl-) pelo enterócito.

Explique a fisiopatologia da diarreia inflamatória. (4)
- Invasão bacteriana ao epitélio;
- Propagação intercelular;
- Morte do epitélio;
- Liberação de muco, proteínas e sangue.
Explique a fisiopatologia da diarreia disabsortiva. (3)
- Deficiências digestivas e lesões parietais do delgado;
- ↓ absorção e digestão;
- Diarreia + esteatorreia.
A diarreia _________ (osmótica/secretória) melhora com o jejum e cursa com gap osmolar fecal aumentado (> 125).
Osmótica.
A diarreia _________ (osmótica/secretória) cursa com gap osmolar fecal diminuído (< 50).
Secretória.
Presença de restos alimentares nas fezes + emagrecimento, são queixas típicas de diarreias ______ (baixas/altas).
Altas (delgado).
V ou F?
O que marca a gravidade de uma diarreia é o volume por evacuação.
Falso
O que marca a gravidade de uma diarreia é a presença de sangue, muco ou pus.
Característica marcante da diarreia disabsortiva?
Emagrecimento (problema de absorção).
A diarreia inflamatória é genericamente chamada de que? Causas mais frequentes? (2)
- Disenteria;
- DII, amebíase, colite bacteriana.
(DII = doença inflamatória intestinal)
Quem faz a digestão das gorduras? Clínica se falha na absorção?
- Lipase e sais biliares.
- Esteatorréia: presença excessiva de gordura nas fezes.
Quem faz a digestão dos carboidratos? Qual o achado clínico (se falha da absorção)?
- Amilase e dissacaridases.
- Flatulência e acidez fecal.
Quem faz a absorção das proteínas? Qual o achado clínico (se falha da absorção)?
- Pepsina (estômago), tripsina e quimiotripsina (delgado).
- Edema.
Vitamina B12
Onde é absorvida?
Íleo distal.
Vitamina B12
Teste usado para investigar má absorção? Resultados? (4)
- Teste de Schilling.
- Resultados - se na urina, tivermos:
- Somente B12 → confirma má absorção;
- B12 + extrato pancreático → insuf. exócrina do pâncreas;
- B12 + fator intrínseco → anemia perniciosa;
- Antibiótico → supercrescimento bacteriano.
Local de maior reabsorção de sais biliares?
Íleo.
Síndrome disabsortiva
Principal achado?
Esteatorreia.
(formação de fezes volumosas, acinzentadas ou claras, mal cheirosas, que flutuam na água e têm aparência oleosa)
Na síndrome disabsortiva, normalmente a diarreia é ____ (alta/baixa) e ______ (aguda/crônica).
Alta; crônica.
Como pesquisar esteatorreia? (4)
- Quantitativo: coleta de 72h (confirmado se > 7g);
- Qualitativo: Sudan III;
- Esteatócrito (semiquantitativo);
- Clínica: fezes muito fétidas, oleosas e que “boiam” na água.
Finalidade do teste de D-xilose urinária?
Verificar integridade da mucosa absortiva.
(auxilia no diagnóstico de diarreias disabsortivas)
D-xilose é uma pentose absorvida no…
duodeno e jejuno proximal.
E não depende de enzimas para ser absorvida
Interprete o teste de D-xilose urinária.
< 5 g (anormal):
Lesão da mucosa absortiva (esteatorréia por má absorção do intestino delgado, giardíase, gastroenterites virais, verminoses ou idade avançada) ou supercrescimento bacteriano.
> 5 g (normal):
Mucosa normal (Esteatorréia pancreática, cirrose hepática, pós-gastrectomia e má nutrição).
O teste de D-xilose urinária pode ser falso-positivo em quais situações? (4)
- Vômitos;
- Insuficiência renal;
- Desidratação;
- Hipomotilidade.
O teste da secretina serve para avaliar…
função exócrina do pâncreas.
elastase fecal támbem (estará diminuída)
Teste padrão-ouro para detectar supercrescimento bacteriano?
Cultura do aspirado duodenal.

Diarreia aguda
Principal causa?
Infecções.
Diarreia aguda
Etiologias infecciosas? (4)
- Virús (+ comum): Rotavírus, Coronavírus, Adenovírus, Calicivírus (em especial o norovírus) e Astrovírus.
- Bactérias (padrão disentérico): E. coli enteropatogênica clássica, E. coli enterotoxigenica, E. coli enterohemorrágica, E. coli enteroinvasiva, E. coli enteroagregativa18, Aeromonas, Pleisiomonas, Salmonella, Shigella, Campylobacter jejuni, Vibrio cholerae, Yersinia.
- Parasitos: Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium, Isosopora.
- Fungos: Candida albicans.
Diarreia aguda
Etiologias não infecciosas? (4)
- Álcool;
- Isquemia;
- Toxinas (C. difficile);
- Medicamentos (eritromicina).
Diarreia aguda
Principal agente causador em crianças?
Rotavírus.
(grave / < 2 anos)
Diarreia aguda
Principal agente causador em adultos?
Norovírus.
Diarreia aguda
Principal agente (independente de faixa etária)?
Rotavírus.
A E. Coli entero-hemorrágica O157:H7 causa diarreia aguda bacteriana +…
Síndrome hemolítico-urêmica (SHU).
A E. coli enterotoxigênica causa a diarreia…
dos viajantes (diarreia aguda bacteriana).
(E. coli enteroToxigênica - Turista)
Caracterize a diarreia por Vibrio cholerae (cólera). (5)

- Aguda bacteriana;
- Aquosa (“Água de arroz”);
- Volumosa (até 20 L/dia);
- Desidratação grave e distúrbio eletrolítico;
- Pode ser fatal.
A Campylobacter e Yersinia (pseudotuberculosis / enterocolítica) causa diarreia aguda bacteriana +…
Pseudoapendicite.
A Campylobacter jejuni causa diarreia aguda bacteriana +…
Síndrome de Guillain-Barré.
Caracterize a diarreia causada pela Shigella. (3)
- Aguda bacteriana;
- 2ª mais envolvida com a SHU;
- Alterações no SNC:
- Cefaleia;
- Alteração de consciência;
- Crise convulsiva.
Diarreia aguda bacteriana + infecções à distância, devemos suspeitar de qual bactéria?
Salmonella.
Clostridium difficile é um bacilo gram-positivo comensal do trato gastrointestinal responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos, que variam desde uma diarreia até uma…
Colite pseudomembranosa.
Clostridium difficile
Fator de risco?
Uso recente de ATB.
(clindamicina / cefalosporina / quinolona)
Clostridium difficile
Diagnóstico? (4)
- PCR para C. difificile (+ sensível);
- Pesquisar toxinas A e B;
- Antígeno GDH (glutamato desidrogenase);
- Colonoscopia (membranas podem não estar presentes).
Clostridium difficile
Achado à colonoscopia?
Visualização de pus - pseudomembrana - em cólon.

Clostridium difficile
Tratamento para casos leves ou graves?
Vancomicina 125 mg 6/6h VO (principal)
OU
Fidaxomicina 200 mg 12/12h VO.
(10 dias)
Clostridium difficile
Tratamento para casos fulminantes?
Vancomicina 500 mg 6/6h ORAL
E
Metronidazol 500mg IV 8/8h.
(10 dias)
Clostridium difficile
Tratamento para casos recorrentes? (3)
- Se fez vanco: fidaxomicina OU pulso de vanco;
- Se fez fidaxomicina: vanco;
- Múltiplas (> 3) recorrências: transplante de fezes.
Clostridium difficile
Quando considerar um caso “fulminante”? (3)
- Hipotensão/choque;
- Íleo paralítico;
- Megacólon.
V ou F?
A vancomicina, no tratamento para Clostridium difficile, deve sempre ser administrada pela via oral (independente da gravidade).
Verdadeiro.
Diarreia aguda
Sinais de alarme? (7)
- Desidratação;
- Sangue;
- Imunocomprometidos;
- Febre (> 38,5ºC);
- Não melhora após 48h;
- Idosos (> 70 anos);
- Uso recente de antibióticos.
Diarreia aguda
Exames? (3)
- Hemograma;
- Bioquímica: eletrólitos, função renal;
- Exame de fezes + parasitológico (leucócitos, sangue, cultura, antibiograma).
Diarreia aguda
Tratamento? (3)
- Hidratação;
- Loperamida - antidiarreico (proscrito na disenteria);
- Antibiótico empírico: se sinais de alarme.
Diarreia aguda
Antibiótico empírico de escolha? (3)
Quinolona.
(ex.: ciprofloxacino, 1 cp, 12/12h, 5 dias)
V ou F?
Em caso de diarreia com disenteria ou febre, os constipantes (ex.: loperamida) estão contraindicados.
Verdadeiro.
(na disenteria há infecção bacteriana. Logo, impedir as evacuações pode levar à um supercrescimento bacteriano - megacólon tóxico, perfuração, etc)
Doença de Whipple
Agente etiológico?
Tropheryma whipplei.
(bacilo gram positivo)
Doença de Whipple
Epidemiologia?
Homens > 50 anos e trabalhadores da zona rural.
Doença de Whipple
Clínica? (5)
- nício com artralgia migratória +/- artrite;
- Fase avançada com diarreia disabsortiva;
- Uveíte;
- Neurológicos (cefaleia, nistagmo, oftalmoplegia, demência);
- Mioarritimia oculmastigatoria e oculofascialesqueletica.
Doença de Whipple
Sinal patognomônico?
Mioarritmia oculomastigatória.
(contrações lentas rítmicas e sincronizadas - 1/s - de músculos oculares, faciais ou outros)
Doença de Whipple
Diagnóstico?
EDA + biópsia duodenal (macrófagos PAS+).
Doença de Whipple
Tratamento?
1º Penicilina G (ou ceftriaxona) por 14 dias. E depois? SMZ + TMP (Bactrin), dose dobrada, VO, por 1 ano.
A intolerância ao glúten, causa uma patologia chamada…
doença celíaca.
V ou F?
O glúten está presente no trigo, milho, centeio e cevada.
Falso
O glúten está presente apenas no trigo, centeio e cevada; e ausente no milho.
Doença celíaca
Gene mutante?
HLA-DQ2/DQ8.
V ou F?
Todos os indivíduos com os genes HLA-DQ2/DQ8, são celíacos.
Falso
100% dos celíacos têm esses genes, mas nem todos que têm esses genes são celíacos.
Doença celíaca
“Gatilho” imunológico?
Gliadina (derivado do glúten).
Doença celíaca
Clínica? (4)
- Assintomático;
- Disabsorção parcial (cálcio, ferro, gordura): osteoporose, anemia, esteatorreia;
- Paranoia, depressão, ataxia (incoordenação motora);
- Miopatia: atrofia glútea.
(variável e inespecífica)
Doença celíaca
Condições associadas? (4)
- Dermatite herpetiforme;
- Síndrome de Down;
- Deficiência de IgA;
- Risco aumentado de linfoma e adenocarcinoma de jejuno.
Doença celíaca
Características das lesões herpertiformes? (4)
- Causadas por IgA;
- Lembram lesões herpéticas;
- Mais comuns em região extensora de cotovelo;
- Relacionadas à autoimunidade.
Doença celíaca
Exames diagnósticos?
EDA + biópsia e/ou sorologia.
Doença celíaca
Achados à biópsia? (2)
- Atrofia das vilosidades duodenais;
- Hiperplasia das criptas.
Padrão-ouro (quanto mais distal ao duodeno for); Fazer antes e após o tratamento para confirmar o diagnóstico.
V ou F?
A biópsia, apesar de ser padrão-ouro na doença celíaca, não é patognomônica. É totalmente inespecífica.
Verdadeiro.
Doença celíaca
Anticorpos (screening)? (3)
- AntiGliadina IgA/IgG (crianças < 18 meses);
- AntiEndomísio IgA (mais específico);
- AntiTransglutaminase IgA/IgG (mais acurado).
V ou F?
Hoje, uma criança sintomática devemos primeiro solicitar igA total, se níveis normais, devemos solicitar Anti-transglutaminase, caso esse maior que 10x, solicitamos Anti-endomísio e se positivo fechamos o diagnóstico para doença celíaca, sem precisar de biópsia.
Verdadeiro.
Doença celíaca
Tratamento?
Dieta 100% isenta de glúten!
Síndrome do intestino curto
Definição?
Sinais e sintomas decorrentes da ausência (>40%) do intestino delgado.
Supercrescimento bacteriano (síndrome da alça cega)
O que é?
Proliferação anormal de bacterias colônicas no intestino delgado por:
- Estase funcional;
- Estase anatômica;
- Comunicação ênterocolônica..
Doença inflamatória intestinal
Principal fator de risco? Pico de incidência?
- História familiar.
- 15-30 e 60-80 anos.
(sem predileção por sexo)
O cigarro exerce efeito protetor contra qual doença inflamatória intestinal?
RCU (retocolite ulcerativa).
(entretanto, o cigarro piora a Doença de Crohn = Doença do Cigarro)
Retocolite ulcerativa
Padrão de acometimento? (4)
RCU
- Só Ucólon e retU;
- Só mUcosa;
- ContínUa;
- Ascendente.
Retocolite ulcerativa
Clínica?
Diarreia baixa disentérica (colite disentérica).
Doença de Crohn
Padrão de acometimento? (4)
- Todo o TGI (vem “Crohn tudo”);
- Transmural;
- Descontínua (salpicada);
- Íleo terminal é o local mais comum.
geralmente poupa o reto
DC (doença de Crohn)
Clínica? (3)
Diarreia + dor abdominal + emagrecimento.
Colite indeterminada
Clínica?
“mistura da DC com a RCU”.
DC (doença de Crohn)
Principais localizações? (2)
- Ileocolite (>50%);
- Anal (33%).
“poupa” o reto
Retrocolite ulcerativa
Principais localizações? (3)
- Retossigmoide (50%);
- Colite esquerda (30%);
- Pancolite (20%).
“poupa o ânus”
DC (doença de Crohn)
Gene mutante?
NOD/CARD15.
A _____ (RCU/doença de Crohn) pode evoluir para “tubo de chumbo”.
- RCU (retocolite ulcerativa);
- Ocorre por perda das haustrações secundárias a inflamação da mucosa.

(também chamado de “cano de chumbo”)
A _____ (RCU/doença de Crohn) pode evoluir para mucosa com aparência de “pedras em calçamento”.
Doença de Crohn.

Doença de Crohn
Diagnóstico?
Ileocolonoscopia (exame endoscópico) + biópsia.
Doença de Crohn
Achados ao exame endoscópico?
“pedras de calçamento” e/ou úlceras aftoides.

(ileocolonoscopia)
Doença de Crohn
Achados à biópsia?
Granuloma não caseoso.

(biópsia)
Retocolite Ulcerativa
Diagnóstico?
Retossigmoidoscopia (exame endoscópico) + biópsia.
Retocolite Ulcerativa
Achados ao exame endoscópico? (2)
- Mucosa eritematosa, friável e edemaciada;
- Pseudopólipos.

(retossigmoidoscopia)
Retocolite Ulcerativa
Achados à biópsia?
Criptites e microabcessos.

(biópsia)
A DC mostra _______ (criptites/granulomas) à biópsia; a RCU _______ (criptites/granulomas).
Granulomas; criptites.

DC (doença de Crohn)
Sorologia?
ASCA (+) P-ANCA (-).
(Anticorpo que sugere Crohn)
RCU (retocolite ulcerativa)
Sorologia?
ASCA (-) e P-ANCA (+).
(Puts, anticorpo que não é crohn)
V ou F?
A calprotectina fecal é um marcador de inflamação intestinal que pode ser importante no diagnóstico diferencial com a síndrome do intestino irritável
Verdadeiro.
DC leve a moderada
Tratamento de remissão?
Derivados 5-ASA (antiinflamatórios locais / mesalazina ou sulfassalazina).
DC leve a moderada
Tratamento na 1ª falha da remissão?
Corticoide (local com enema ou oral).
(step up)
DC leve a moderada
Tratamento na 2ª falha da remissão?
Imunomodulador (azatioprina ou ciclosporina) e/ou biológicos (inibidor TNF-alfa).
(step up)
DC leve a moderada
Tratamento de manutenção?
Derivados 5-ASA.
DC leve a moderada
Tratamento na 1ª falha de manutenção?
Imunomodulador e/ou biológico.
(step up)
DC moderada a grave
Tratamento de remissão e manutenção?
Biológicos (anti-TNF) + imunossupressor.
(top down)
DC moderada a grave
Tratamento, se fístulas?
Biológicos + ATB (metronidazol +/- ciprofloxacino).
(top down)
Na DC leve a moderada a modalidade de tratamento é _____ (step up/top down), já na moderada a grave a modalidade é _____ (step up/top down).
Step up; top down.
V ou F?
RCU leve é a mesma coisa que colite proximal.
Falso
RCU leve é a mesma coisa que colite distal.
RCU leve
Tratamento de remissão?
Mesalamina retal (5-ASA).
RCU leve
Tratamento na 1ª falha de remissão?
Corticoide.
RCU leve
Tratamento na 2ª falha de remissão?
Biológicos.
RCU leve
Tratamento de manutenção?
Mesalamina retal (se necessário).
RCU grave
Tratamento de remissão?
ATB + corticoide.
RCU grave
Tratamento na 1ª falha de remissão?
Biológico ou ciclosporina.
RCU grave
Tratamento de manutenção?
Mesalamina retal.
DC/RCU
Imunossupressor de escolha para manter remissão?
Azatioprina.
A cirurgia é curativa apenas na _____ (RCU/doença de Crohn).
RCU.
(RCUrativa)
Retocolite ulcerativa
Indicações para cirurgia eletiva? (3)
- Casos refratários;
- Displasia;
- Câncer.
Retocolite ulcerativa
Indicações para cirurgia de urgência?
Complicações (megacólon, sangramento maciço).
Retocolite ulcerativa
Técnica cirúrgica eletiva?
Proctocolectomia com IPAA (anastomose de bolsa ileal com canal anal), removendo cólon e reto.

Retocolite ulcerativa
Técnica cirúrgica de urgência?
Colectomia à Hartmann.

Doença de Crohn
Indicações cirúrgicas? (6)
nas “Crohnplicações”
- Obstrução intestinal grave;
- Perfuração intestinal;
- Hemorragia maciça;
- Megacólon tóxico refratário;
- Abscessos;
- Fístulas refratárias.
Doença de Crohn
Técnica cirúrgica?
Ressecção local com anastomose primária.
(opção: estricturoplastia/estenoplastia)
A apendicectomia é um fator que protege contra ________ (RCU/doença de Crohn).
RCU (retocolite ulcerativa).
O uso de ACO é um fator que aumenta o risco de ________ (RCU/doença de Crohn).
Doença de Crohn.
“antiCrohncepcional”
DII
Manifestações extraintestinais? (6)
- Resposta imune (febre, leucocitose, ↑PCR);
- Colangite esclerosante (RCU);
- Uveite (principalmente posterior);
- Eritema nodoso (pré-tibilial e mais comum na DC) e pioderma grangenoso (mais comum na RCU);
- Dor articular/EA;
- Cálculos renais e biliares (DC)
DC/RCU
Complicações presentes em ambas as doenças? (3)
- Hemorragia (anemia ferropriva);
- Câncer: adenocarcinoma de cólon, colangiocarcinoma e linfoma;
- Megacólon tóxico.
Doença de Crohn
Complicações exclusivas?
Estenoses e fístulas (enteroentérica é a mais comum).
Megacólon tóxico
Clínica?
- Distensão abdominal;
- Febre;
- Dor;
- ↑Leuco;
- ↑FC/↓PA.
Megacólon tóxico
Diagnóstico?
RX: Cólon transverso ≥ 6 cm
Megacólon tóxico
Tratamento?
ATB + Corticoide +- Ciclosporina
(refratários: colectomia + ileostomia)
DII
Fatores que ↑risco para câncer colorretal?
- Extensão;
- Duração;
- Colangite esclerosante (RCU).
DII
Como é feito o rastreio para o câncer colorretal?
- Iniciar após 8-10 anos da doença;
- Ileocolonoscopia + Bx anualmente.
Colite pseudomembranosa
Fisiopatologia?
ATB → altera a flora intestinal → esporos de c.difficile produzem toxinas A e B → inflamam a mucosa
Colite pseudomembranosa
Clínica?
- Diarreia aquosa profusa;
- Dor abdominal;
- Febre;
- Leucocitose.
Colite pseudomembranosa
Diagnóstico?
Pesquisa de toxina A e B nas fezes
Colite pseudomembranosa
Prevenção?
Lavas as mãos
Colite pseudomembranosa
Tratamento?
- Não grave: Vancomicina VO ou Metronidazol VO.
- Grave (fulminante): Vancomicina VO + Metronidazol IV.
Síndrome do intestino irritável
Clínica? (3)
- Dor abdominal crônica;
- Alteração do hábito intestinal (diarreia/constipação);
- Muco nas fezes (50%).
Síndrome do intestino irritável
Epidemiologia? Associação frequente?
- Mulheres 30-50 anos.
- Alterações psiquiátricas (80%).
Síndrome do intestino irritável
Fisiopatologia? (3)
- Dismotilidade;
- Hipersensibilidade visceral;
- Alteração do processamento sensorial no SNC.
(distúrbio funcional)
Síndrome do intestino irritável
Diagnóstico?
De exclusão, através dos critérios de Roma IV.
Síndrome do intestino irritável
Critérios de Roma IV? (4)
Dor abdominal ≥ 1 dia por semana nos últimos 3 meses + ≥ 2 dos seguintes:
- Relação com evacuação (melhora ou piora);
- Alteração na frequência;
- Alteração na forma (consistência) das fezes.
V ou F?
Critérios de roma presentes + ausência de sinais de alerta, nos permite fechar o diagnóstico de síndrome do intestino irritável.
Verdadeiro.
(sinais de alerta: perda ponderal; hematoquezia; anemia; febre; idade avançada; historia familiar de câncer; diarreia intensa com desnutrição/desidratação)
Síndrome do intestino irritável
Tratamento? (5)
Orientações + sintomáticos:
- Antidiarreicos;
- Procinéticos;
- Antiespasmódicos;
- Antidepressivos tricíclicos;
- ISRS.
Tumor carcinoide
Outro nome?
Tumor neuroendocrino
Tumor carcinoide
Localização mais frequente de acordo com o sabiston? e com o Harrison?
- Apêndice vermiforme;
- Íleo.
Tumor carcinoide
Por que ocorre a síndrome carcinoide? mais frequente em qual sítio?
- ↑Serotonina;
- Nos de localização hepática.
Tumor carcinoide
Síndrome carcinoide? (4)
- Flush cutâneo (80%);
- Diarreia (50%);
- Lesão cardíaca (40%);
- Asma (<25%).
Tumor carcinoide
Diagnóstico?
- Sd. carcinoide: 5-HIAA (urina) e cromogranina A (sangue);
- Imagem: Octeoscram.
Tumor carcinoide
Tratamento?
- <1cm + ponta + sem invasão do meso → apendicectomia.
- >2cm + base + com invasão → hemicolectomia direita.
Qual a principal malformação do TGI?
Divertículo de Meckel
Divertículo de Meckel
Localização?
Borda ante-mesentérica 45-60cm da válvula ileocecal
Divertículo de Meckel
Apresentação clínica mais comum?
- Sangramento digestivo (crianças);
- Diverticulite (adultos).