Dispepsia Flashcards
A bactéria H pylori é um bacilo gram …
negativo.
Em qual órgão se aloja a bactéria H pylori?
Estômago.
Quais os mecanismos da bactéria de sobrevivência na mucosa gástrica?
Migração pela mucosa devido presença de flagelos e alta capacidade de resistir ao meio ácido, devido produção de urease. Além disso, a bactéria consegue não estimular o sistema imune.
Quais as principais complicações decorrente da infecção por H pylori?
Úlcera pépticas, adenocarcinoma e linfoma gástrico (MALT).
O tratamento para H pylori previne quais complicações dessa infecção? E quais não?
O tratamento para H pylori é capaz de diminuir significativamente os casos de úlceras pépticas e MALT, mas não altera a incidência de adenocarcinoma.
Qual a epidemiologia da infecção por H pylori?
Mais prevalente em países em desenvolvimento e em idosos. Porém, estudo mostram que a infecção geralmente ocorre na infância, mas se manifesta só na senilidade.
Qual a forma de transmissão do H pylori?
Fecal-oral ou oral, mais comumente a última.
Qual a fisiopatologia da infecção por H Pylori?
Infecção e inflamação do antro gástrico diminui o número de células D produtoras de somatostatina.
A somatostatina inibe a gastrina, nesse caso, isso não ocorre. Há maior liberação de gastrina e acidificação do meio, favorecendo lesões como úlceras.
Qual porcentagem de infectado manifestam a doença?
15%.
Qual o quadro clínico da infecção por H pylori?
Dispepsia, ou seja, dor, náuseas e vômitos.
Como é feito o diagnóstico da infecção por H pylori?
EDA com biópsia. Com o tecido biopsiado pode ser feito teste de urease, teste histológico, cultura.
Exames não invasivos: sorologia, teste respiratório com ureia, antígeno fecal.
Qual o tratamento de infecção por H pylori e quando é indicado?
Indicado em pacientes sintomáticos.
Amoxicilina + claritromicina + omeprazol.
Quais medicamentos podem induzir ulceração gástrica?
AAS e AINEs.
O que é dispepsia orgânica?
Quando há uma causa conhecida.
O que é dispepsia funcional?
Quando não há uma causa conhecida.
Sintomatologia da dispepsia por dismotilidade:
desconforto abdominal, saciedade precoce, náuseas, peso epigástrico pós prandial, vomito, flatus e distensão abdominal.
Sintomatologia da dispepsia por úlcera:
dor epigástrica, aliviada com uso de antiácidos, bloqueador de H2 ou alimentação. Desperta o paciente durante o sono. Tem caráter periódico.
Sintomatologia da dispepsia inespecífica:
sintomas vagos que não se incluem nas classificações anteriores.
Qual o tempo necessário de sintomatologia para o diagnóstico de dispepsia funcional?
12 semanas de sintomas, não necessariamente contínuos.
O que é refluxo gastroesofágico?
retorno do conteúdo alimentar do estômago para o esôfago, por meio do esfincter esofagiano inferior.
V ou F: Existe o refluxo fisiológico, casual, de curta duração, que ocorre após refeições.
Verdadeiro.
O que é a Doença do Refluxo Gastro Esofágico (DRGE)?
É a ocorrência crônica do refluxo, capaz de produzir sintomatologia. Pode ou não haver lesão esofágica associada.
Qual a doença de TGI mais comum no mundo?
DRGE!
Epidemiologia da DRGE:
Mais comum com o avançar da idade, mas também pode acometer jovens.
Em quais tipos de pacientes os sintomas por DRGE são mais intensos e por que?
Gestantes e obesos, devido maior pressão intraabdominal.
Quais as possíveis causas fisiopatológicas para a ocorrência de DRGE?
Relaxamento transitório do EEI não relacionado à deglutição.
Hipotonia verdadeira de EEI.
Hérnia de hiato.
Qual a sintomatologia da DRGE?
Principalmente PIROSE, que ocorre em até 3h após a refeição.
Pode apresentar ainda disfagia, sugerindo complicações como estenose péptica ou adenocarcinoma esofágico.
Como é feito o diagnóstico de DRGE?
Clínico.
Padrão ouro: Phmetria de 24h.
EDA para identificar complicações.
Quais as indicações de EDA em suspeitos de DRGE?
Presença de sinais de alarme (disfagia, perda ponderal, odinofagia, sangramento, anemia).
Sintomas refratários ao tratamento.
Pirose há mais de 5 anos.
Idade entre 45 e 55.
Náuseas, vômitos e HF levam o médico a “considerar” EDA.
Quais as indicações de Phmetria em suspeitos de DRGE?
Sintomas refratários ao tratamento.
Sintomas atípicos (tosse, rouquidão, dor toracica).
Pré cirúrgico.
Reavaliação pós cirúrgica em ainda sintomáticos.
Qual a lesão típica no DRGE?
Esofagite de refluxo.
Qual a relação entre sintomatologia e lesão na DRGE?
A maioria dos pacientes com DRGE sintomática não possuem lesão, com EDA normal.
Da mesma forma, EDA com esofagites graves podem ser assintomáticas.
O que é o esôfago de Barret?
Metaplasia intestinal, ou seja, substituição do epitélio pavimentoso do esôfago pelo colunar do intestino. Ocorre devido DRGE crônica, acometendo o terço distal do esôfago.
Epidemiologia da esofagite eosinofílica:
Encontrada mais em crianças e jovens adultos.
A que se relaciona a ocorrência de esofagite eosinofílica?
História pessoal ou familiar de atopia. Sua gênese parece estar relacionada a alergias alimentares.
Qual o quadro clínico da esofagite eosinofília?
Principal queixa é disfagia, podendo ainda ocorrer pirose e dor torácica.
Qual achado laboratorial sugestivo de esofagite eosinofílica?
Eosinofilia e aumento de IgE sérico.
Como é feito o diagnóstico de esofagite eosinofílica?
EDA.
Quais os achados sugestivos de esofagite eosinofílica na EDA?
Presença de anéis mucosos no esôfago (aspecto de traqueia), pápulas esbranquiçadas e erosões lineares. Faz se biópsia do esôfago, pois consiste no diagnóstico a detecção de mais de 15 eosinófilos por campo.
Por qual motivo faz se teste alérgico cutâneo em diagnosticados com esofagite eosinofílica?
Para tentar detectar um possível agente agressor e afastá-lo.
Qual o tratamento da esofagite eosinofílica?
IBP dose dobrada 2x ao dia por 8 semanas.
Após o tratamento com IBP por 8 semanas qual a conduta?
Nova EDA:
Se resolvido, esofagite eosinofílica não relacionada com DRGE.
Se não resolvido, dx de esofagite alérgica. Tratar com corticoide (budesonida oral)