Disfonia Flashcards
Causas de disfonia orgânica.
Malformações (laringomalácia), traumatismo, inflamação (laringite aguda), neoplasias e perturbações funcionais (abuso vocal).
Causas de disfonia pós intubação.
Deslocação das aritenóides, granuloma ou estenose laríngea.
Causas de disfonia neurogénica.
Paralisia do nervo laríngeo recorrente (iatrogénica, neoplasia mediastínica).
Avaliação subjetiva da voz.
Sistema RBH:
Roughtness (irregularidades na vibração vocal), Breathiness (encerramento glótico incompleto), Hoarseness (alteração do som da voz).
Sintomas de paralisia de corda unilateral.
Voz dispneica, rouca, fraca, com restrição marcada no volume e altura.
Sintomas de paralisia de corda bilateral.
Dificuldade respiratória severa. A voz pode ser normal.
Abordagem da paralisia aguda bilateral das cordas vocais.
Entubação ou traqueotomia.
Local mais apertado da via respiratória superior.
Laringe.
Principais sintomas de perturbações laríngeas.
Estridor inspiratório, dispneia, problemas da fonação (rouquidão, disfonia) e dificuldade alimentar.
Causa mais frequente de estridor e rouquidão congénitos.
Laringomalácia.
Síndrome de croup.
Estridor inspiratório causado por inflamação laríngea ou estenose subglótica. Geralmente associado a dificuldade respiratória, tosse e rouquidão.
Verdadeiro croup.
Laringite específica no contexto de difteria. Os principais sintomas são rouquidão, tosse de “cão” e estridor inspiratório.
Pseudocroup ou falso croup.
Laringite subglótica com origem vírica ou bacteriana. Não confundir com laringite associada a difteria.
Síndrome de croup mais frequente.
Pseudocroup/laringite subglótica aguda.
Agente mais comum causador de epiglotite.
Haemophilus influenzae do tipo B.
Manifestações clínicas de uma laringite aguda.
Rouquidão, tosse seca, não produtiva, sem sinais de obstrução da via área.
Fisiopatologia do edema angioneurótico hereditário/edema agudo da laringe.
Causado por um défice congénito do inibidor da esterase do C1. Uma elevação dos níveis da esterase, muitas das vezes precipitado por uma infeção, ou por outros processos patológicos, leva a edema laríngeo paroxítisco.
Diagnósticos diferenciais de edema angioneurótico hereditário.
Reações alérgicas e angioedema induzido por IECAs.
Causas de laringite crónica.
Abuso vocal, substâncias irritantes inaladas (tabaco), sinusite, rinite, DRGE.
Etiopatogenia do edema de Reinke.
Coleção de fluído subepitelial entre o o epitélio glótico e o ligamento vocal (espaço de Reinke), presumivelmente devido a um distúrbio na drenagem linfática neste espaço.
Fatores etiológicos do edema de Reinke.
Tabagismo e abuso vocal.
Manifestações clínicas do edema de Reinke.
Rouquidão, limpeza glótica frequente e diminuição do volume vocal, com fadiga rápida.
Complicações de entubação prolongada.
Estenose subglótica e granulomas de intubação.
Indicação para traqueotomia em doentes entubados.
Nos adultos, deve ser considerada quando a duração expectável de entubação excede 3-6 dias. Bebés e crianças pequenas podem tolerar 2-3 semanas.
Sintoma cardinal de todas as neoplasias da laringe.
Rouquidão persistente.
Qualquer rouquidão que dure mais de 2 semanas deve ser investigada por laringoscopia.
Tumor maligno da cabeça e pescoço mais frequente.
Carcinoma glótico (cordas vocais por ex.)
Epidemiologia dos pólipos das cordas vocais.
Adultos com profissões exigentes para a voz, principalmente no género masculino.
Localização dos pólipos das cordas vocais.
Geralmente são unilaterais e estão localizados no bordo interno dos 2/3 anteriores da corda vocal.
Neoplasia benigna laríngea mais frequente na idade pediátrica.
Papiloma.
Localização dos nódulos das cordas vocais.
Geralmente são bilaterais e estão localizados na junção do terço anterior com o terço médio das cordas vocais.
Tratamento de primeira linha nos pólipos vs nódulos das cordas vocais.
Pólipos: remoção através de microcirurgia endolaríngea.
Nódulos: terapia da voz.
O carcinoma laríngeo é mais frequente nas mulheres ou nos homens?
Homens.
Localização do carcinoma laríngeo nos espaços glóticos e peri glóticos.
60 % no plano glótico.
40 % na região supraglótica.
~ 1 % na subglote.
Razões que justificam o melhor prognóstico das neoplasias glóticas, em relação às supra e sub glóticas.
Sintomas numa fase mais inicial e drenagem linfática limitada.
Doentes com carcinoma laríngeo, assintomáticos do ponto de vista pulmonar, devem realizar TC pulmonar para estadiamento?
Não.
A radiografia do tórax basta.
Sintomas cardinais de carcinoma subglótico.
Dispneia e estridor inspiratório.
Otalgia referida no carcinoma da laringe.
Pode significar irritação do nervo vago na sua porção laríngea ou hipo faríngea.
Primeira abordagem num doente com suspeita de carcinoma laringeo.
Laringoscopia indireta.
Melhor método para fazer biópsia tecidular no carcinoma da laringe.
Microlaringoscopia.
Após a biópsia tecidular é importante…
Realizar uma panendoscopia (inspeção da nasofaringe, orofaringe, hipofaringe, passagens traqueobrônquicas e esófago) de forma a excluir outros tumores.
Sequelas de laringectomia parcial.
Alterações da voz/disfonia e dificuldade na deglutição/disfagia (pode haver aspiração crónica associada a episódios recorrentes de pneumonia de aspiração).
Sequelas de laringectomia total.
A deglutição geralmente não é afetada mas a produção de voz laríngea é perdida. Apresentam também anosmia respiratória. Não conseguem espirrar, assoar o nariz ou realizar a manobra de Valsalva.