Cap 28 Sistema Límbico Flashcards
TRONCO ENCEFÁLICO:
TRONCO ENCEFÁLICO: nele estão vários núcleos de nervos cranianos, viscerais ou somáticos, que são ativados por impulsos nervosos em decorrência dos mais diversos estados emocionais. Além disso, vias descendentes que se originam ou passam pelo tronco ativam os neurônios medulares, permitindo manifestações emocionais. Assim, o papel do tronco encefálico é principalmente efetuador (age na expressão emocional). OBS: do tronco saem a maioria das fibras monoamnérgicas do SNC.
HIPOTÁLAMO
HIPOTÁLAMO: dentre suas funções,
destaca-se a regulação dos processos
motivacionais e dos fenômenos emocionais. O sistema límbico exerce uma
função inibidora sobre o hipotálamo
posterior que, quando liberado, funciona
como agente de expressão das manifestações viscerais e somáticas que caracterizam a raiva. Assim, o hipotálamo tem
participação das manifestações periféricas
das emoções e também participa do
componente central, subjetivo, das
emoções.
TÁLAMO:
os núcleos do tálamo são os responsáveis pelas emoções. O núcleo dorsomedial liga-se ao córtex da área pré-frontal, ao hipotálamo e ao sistema límbico, os núcleos anteriores se ligam ao corpo mamilar e ao córtex do giro do cíngulo.
ÁREA PRÉ-FRONTAL
: é a parte não
motoro do lobo frontal, sendo um córtex
de associação supramodal. Essa área
participa do controle emociona
SISTEMA LÍMBICO
:
Conceito: na face medial de cada hemisfério
temos um anel cortical contínuo constituído do
giro do cíngulo, giro para-hipocampal e
hipocampo. Este anel é o lobo límbico segundo
Broca. Em 1937, Papez explicou a emoção
através de um mecanismo que envolveria
estruturas do lobo límbico, hipo-tálamo e tálamo,
todas unidas por um circuito hoje conhecido
como circuito de Papez.
Qual a divisão dos componentes do sistema límbico ?
Componente do sistema límbico: esses componentes seguem a seguinte divisão: Componentes corticais: a) Giro do cíngulo: contorna o corpo caloso e liga-se ao giro parahipocampal pelo istmo do giro do cíngulo. É percorrido por um feixe de fibras, o fascículo do cíngulo. b) Giro para-hipocampal: está na face inferior do lobo temporal. c) Hipocampo: eminencia alongada e curva que está no assoalho do corno inferior dos ventrículos laterais. Projeta-se para o corpo mamilar e área septal através do fórnix (feixe de fibras compactas).
Componentes subcorticais: a) Corpo amigdaloide: é um dos núcleos da base, está no lobo temporal próximo ao úncus. É composto de vários subnúcleos. A maiorias de suas fibras eferentes agrupa-se em um feixe compact, a estria terminal. b) Área septal: está abaixo do rostro do corpo caloso e compreende grupos de neurônios de disposição subcortical, conhecidos como núcleos septais. A área septal tem conexões muito amplas e complexas, destacando-se suas projeções para o hipotálamo e para a formação reticular, através do feixe prosencefálico medial. c) Núcleos mamilares: pertenem ao hipotálamo e estão nos corpos mamilares,. Recebem fibras que chegam do hipocampo pelo fórnix e se projetam para os núcleos anteriores do tálamo e para a formação reticular. d) Núcleos anteriores do tálamo: estão no tubérculo anterior do tálamo. Recebem fibras dos núcleos mamilares e projetamse para o giro do cíngulo. e) Núcleos habenulares: estão na região do trígono das habênulas do epitálamo. Recebem fibras aferentes pela estria medular e projetam-se para o núcleo interpenduncular do mesencéfalo.
Componentes corticais
Componentes corticais: a) Giro do cíngulo: contorna o corpo caloso e liga-se ao giro parahipocampal pelo istmo do giro do cíngulo. É percorrido por um feixe de fibras, o fascículo do cíngulo. b) Giro para-hipocampal: está na face inferior do lobo temporal. c) Hipocampo: eminencia alongada e curva que está no assoalho do corno inferior dos ventrículos laterais. Projeta-se para o corpo mamilar e área septal através do fórnix (feixe de fibras compactas).
Giro do cíngulo
a) Giro do cíngulo: contorna o corpo caloso e liga-se ao giro parahipocampal pelo istmo do giro do cíngulo. É percorrido por um feixe de fibras, o fascículo do cíngulo. as).
Giro para-hipocampal
b) Giro para-hipocampal: está na face
inferior do lobo temporal.
Hipocampo
c) Hipocampo: eminencia alongada e curva que está no assoalho do corno inferior dos ventrículos laterais. Projeta-se para o corpo mamilar e área septal através do fórnix (feixe de fibras compact
Componentes subcorticais
Componentes subcorticais: a) Corpo amigdaloide: é um dos núcleos da base, está no lobo temporal próximo ao úncus. É composto de vários subnúcleos. A maiorias de suas fibras eferentes agrupa-se em um feixe compact, a estria terminal. b) Área septal: está abaixo do rostro do corpo caloso e compreende grupos de neurônios de disposição subcortical, conhecidos como núcleos septais. A área septal tem conexões muito amplas e complexas, destacando-se suas projeções para o hipotálamo e para a formação reticular, através do feixe prosencefálico medial. c) Núcleos mamilares: pertenem ao hipotálamo e estão nos corpos mamilares,. Recebem fibras que chegam do hipocampo pelo fórnix e se projetam para os núcleos anteriores do tálamo e para a formação reticular. d) Núcleos anteriores do tálamo: estão no tubérculo anterior do tálamo. Recebem fibras dos núcleos mamilares e projetamse para o giro do cíngulo. e) Núcleos habenulares: estão na região do trígono das habênulas do epitálamo. Recebem fibras aferentes pela estria medular e projetam-se para o núcleo interpenduncular do mesencéfalo.
Corpo amigdaloide
a) Corpo amigdaloide: é um dos núcleos da base, está no lobo temporal próximo ao úncus. É composto de vários subnúcleos. A maiorias de suas fibras eferentes agrupa-se em um feixe compact, a estria terminal.
Área septal
b) Área septal: está abaixo do rostro do corpo caloso e compreende grupos de neurônios de disposição subcortical, conhecidos como núcleos septais. A área septal tem conexões muito amplas e complexas, destacando-se suas projeções para o hipotálamo e para a formação reticular, através do feixe prosencefálico medial.
Núcleos mamilares
c) Núcleos mamilares: pertenem ao hipotálamo e estão nos corpos mamilares,. Recebem fibras que chegam do hipocampo pelo fórnix e se projetam para os núcleos anteriores do tálamo e para a formação reticular.
Núcleos anteriores do tálamo
d) Núcleos anteriores do tálamo: estão no
tubérculo anterior do tálamo. Recebem
fibras dos núcleos mamilares e projetamse para o giro do cíngulo.
Núcleos habenulares
e) Núcleos habenulares: estão na região do trígono das habênulas do epitálamo. Recebem fibras aferentes pela estria medular e projetam-se para o núcleo interpenduncular do mesencéfalo.
Qual a conexão intrínseca mais conhecida?
Conexões intrínsecas: a mais conhecida é o circuito de Papez que representa a direção predominante dos impulsos nervosos: hipocampo, fórnix, corpo mamilar, fascículo mamilo-talâmico, núcleos anteriores do tálamo, cápsula interna, giro do cíngulo, giro parahipocampal e novamente o hipocampo. Há evidências de que esse circuito também está envolvido no mecanismo da memória
Conexões extrínsecas:
Conexões extrínsecas: a) Conexões aferentes: as informações sensoriais têm acesso ao sistema límbico, embora nunca diretamente. Elas antes são processadas nas áreas corticais de associação secundária e terciária, penetram no sistema límbico por vias que chegam ao giro parahipocampal, da onde passam ao hipocampo, chegando ao circuito de Papez. Fazem exceção os impulsos olfatórios. b) Conexões eferentes: é através delas que o sistema límbico participa dos processos emocioanais e controla a ativid. do SN autônomo. As conexões com a formação reticular do mesencéfalo se fazem através de 3 sistema de fibras: 1-Feixe prosencefálico medial (constitui a principal via de ligação do sistema límbico com a formação reticular). 2- Fascículo mamilotegmentar (se projeta para a formação reticular do mesencéfalo a partir dos núcleos mamilares. 3- Estria medular (feixe de fibras que origina na área septal e termina nos núcleos habenulares do epitálamo. Estes ligam-se ao núcleo interpeduncular do mesen. Que se projetapara a formação reticular.
Conexões extrínsecas:
aferentes
a) Conexões aferentes: as informações sensoriais têm acesso ao sistema límbico, embora nunca diretamente. Elas antes são processadas nas áreas corticais de associação secundária e terciária, penetram no sistema límbico por vias que chegam ao giro parahipocampal, da onde passam ao hipocampo, chegando ao circuito de Papez. Fazem exceção os impulsos olfatórios.
Conexões extrínsecas
eferentes
b) Conexões eferentes: é através delas que o sistema límbico participa dos processos emocioanais e controla a ativid. do SN autônomo. As conexões com a formação reticular do mesencéfalo se fazem através de 3 sistema de fibras: 1-Feixe prosencefálico medial (constitui a principal via de ligação do sistema límbico com a formação reticular). 2- Fascículo mamilotegmentar (se projeta para a formação reticular do mesencéfalo a partir dos núcleos mamilares. 3- Estria medular (feixe de fibras que origina na área septal e termina nos núcleos habenulares do epitálamo. Estes ligam-se ao núcleo interpeduncular do mesen. Que se projetapara a formação reticular.
Quais as funções do sistema límbico?
FUNÇÕES DO SISTEMA LÍMBICO: de
forma geral regula os processos emocionais,
regula SN autônomo e os processos
motivacionais essenciais à sobrevivência humana.
Regulação dos processos emocionais e
motivacionais. Síndrome de Kluver e Bucy.
O que é a Síndrome de Kluver e Bucy?
Regulação dos processos emocionais e motivacionais. Síndrome de Kluver e Bucy. otivacionais. Síndrome de Kluver e Bucy. Esses cientistas fizeram uma ablação bilateral da parte anterior dos lobos temporais em macacos, lesando estruturas importantes do sistema límbico, como o hipocampo, giro parahipocampal e o corpo amigdaloide. Esta cirurgia resultou na maior alteração emocional em animal obtida por cirurgia até hoje. Estas alterações de comportamento são conhecidas como Síndrome de Kluver e Bucy, sendo: a) Domesticação completa de animais que antes eram selvagens. b) Perversão do apetite. c) Agnosia visual. d) Tendência de se levar à boca tudo o que está em suas mãos, inclusive coisas perigosas. e) Tendência hipersexual.
Quais as alterações de comportamento da Síndrome de Kluver e Bucy?
a) Domesticação completa de animais que antes eram selvagens. b) Perversão do apetite. c) Agnosia visual. d) Tendência de se levar à boca tudo o que está em suas mãos, inclusive coisas perigosas. e) Tendência hipersexual.
Quais as evidências encontradas no experimento da Síndrome de Kluver e Bucy?
1. Corpo amigdalóide: lesões nesta área resultam em alterações do comportamento alimentar ou da atividade das vísceras. Em animais, as lesões da amigdála resulta em domesticação do animal com um quadro hipersexual. No homem, lesões nesta área resultam em considerável diminuição da excitabilidade emocional de indivíduos agressivos. Os corpos amigdaloides também mantem relações com a sensação de medo. 2. Área septal: lesões dessa área em animais geram a “raiva septal”, caracterizada por uma hiperatividade emocional, ferocidade e raiva. Gera aumento da sede também. Estimulações dessa área causam aumento da pressão arterial e do ritmo respiratório, mostrando seu papel nas atividades viscerais. 3. Giro do cíngulo: sua ablação em carnívoros selvagens domestica o animal. No homem, a secção do fascículo do cíngulo, interrompendo o circuito de Papez, pode melhorar quadros graves de depressão e ansiedade. 4. Hipocampo: lesões bilaterais do hipocampo em macacos geram aumento de agressividade destes animais. O hipocampo também participa da memória
Quais as evidências encontradas no experimento da Síndrome de Kluver e Bucy?
Corpo amigdalóide:
1. Corpo amigdalóide: lesões nesta área resultam em alterações do comportamento alimentar ou da atividade das vísceras. Em animais, as lesões da amigdála resulta em domesticação do animal com um quadro hipersexual. No homem, lesões nesta área resultam em considerável diminuição da excitabilidade emocional de indivíduos agressivos. Os corpos amigdaloides também mantem relações com a sensação de medo.
Quais as evidências encontradas no experimento da Síndrome de Kluver e Bucy?
Área septal
2. Área septal: lesões dessa área em animais geram a “raiva septal”, caracterizada por uma hiperatividade emocional, ferocidade e raiva. Gera aumento da sede também. Estimulações dessa área causam aumento da pressão arterial e do ritmo respiratório, mostrando seu papel nas atividades viscerais.
Quais as evidências encontradas no experimento da Síndrome de Kluver e Bucy?
Giro do cíngulo
3. Giro do cíngulo: sua ablação em carnívoros selvagens domestica o animal. No homem, a secção do fascículo do cíngulo, interrompendo o circuito de Papez, pode melhorar quadros graves de depressão e ansiedade.
Quais as evidências encontradas no experimento da Síndrome de Kluver e Bucy?
Hipocampo
- Hipocampo: lesões bilaterais do
hipocampo em macacos geram aumento
de agressividade destes animais. O
hipocampo também participa da memória
Quais os tipos de memória e quais as diferenças entre elas?
Qual a principal estrutura responsável pela memória?
Qual a síndrome mais conhecida de amnésia?
PARTICIPAÇÃO NOS MECANISMOS DA MEMÓRIA: existem duas, a memória recente que permite a retenção de informações durante pouco tempo (horas ou dia) e memória remota, na qual a retenção pode permanecer por anos. A memória remota é estável e não se altera mesmo após danos cerebrais, já a recente é comprometida em processos patológicos. Não se sabe onde são armazenadas as informações da memória remota, mas admite-se que seja no neocórtex, já a memória recente depende do sistema límbico, que retém as informações.
A destruição do hipocampo em macacos gera amnésia, que se torna mais grave quando, simultaneamente, destrói-se o corpo amigdaloide. Síndromes de amnésia parecidas às descritas são assinaladas no homem também em consequência de patologias que acometem o sistema límbico. É bem conhecida a síndrome de Korsakoff, que resulta da degeneração dos corpos mamilares devido o alcoolismo crônico e na qual a amnésia anterógrada é o sintoma mais importante.
Qual a explicação neuroanatômica para a doença de Alzheimer?
Outro quadro clínico de problema de memória é a doença de Alzheimer, na qual há perda gradual da
memória recente, seguida de completa deterioração das funções psíquicas com amnésia total. Os
problemas que geram essa síndrome são: degeneração dos neurônios colinérgicos do núcleo basal de
Meynert e degeneração seletiva de dois grupos de neurônios do sistema límbico. Um deles está no
hipocampo, nas áreas que dão origem ás principais fibras eferentes desse órgão, e o outro está na área
entorrinal, no giro para-hipocampal, que é a porta de entrada das vias que, do neocórtex, se dirigem a
esse giro e daí ao hipocampo.