tuberCUlose Flashcards
Quais são os principais tipos de Tuberculose?
Pulmonar e extrapulmonar.
Quais sintomas caracterizam a TB pulmonar?
Síndrome febril (38,5°C), perda de peso (síndrome consuptiva) e tosse prolongada por mais de 3 semanas.
Quais os principais sintomas da TB ganglionar?
Síndrome consuptiva, febre e linfonodomegalias.
Quais os principais sintomas da TB pleural?
Febre, síndrome consuptiva, tosse, dor pleurítica e/ou derrame pleural.
Quais exames são utilizados no diagnóstico da TB?
BAAR (2 amostras), TRM-TB, radiografia de tórax e cultura de escarro.
Qual exame possui 90% de sensibilidade e detecta resistência à Rifampicina, mas pode dar falso positivo?
O TRM-TB.
Qual exame demora cerca de 1 mês para apresentar resultados no diagnóstico da TB?
A cultura de escarro.
Por que o teste de HIV deve ser realizado em TODOS os pacientes com TB?
Porque a coinfecção pode alterar o manejo e aumentar complicações.
Que achado radiográfico é considerado clássico para TB?
Cavitações na radiografia de tórax.
Além das cavitações, que outros achados podem ser vistos na radiografia de TB?
Pneumonia lobar, opacidades, adenomegalia peri-hilar e padrão miliar.
O que o padrão miliar na radiografia sugere?
Presença de imunodeficiência.
Que cuidados devem ser tomados ao avaliar um paciente com TB?
Uso de máscara N95 pelo profissional e máscara cirúrgica pelo paciente.
Por quanto tempo é dado o atestado de afastamento para TB, considerando o período de transmissão?
15 dias.
Qual é o esquema terapêutico padrão para TB ativa?
Esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol) por 2 meses, seguido de RI (rifampicina e isoniazida) por 4 meses.
Como deve ser ajustada a dosagem do tratamento para TB?
A cada mês, de acordo com o peso do paciente.
Quais são os efeitos adversos menores associados à Rifampicina?
Mudança na cor da urina e, em alguns casos, febre.
Como manejar a intolerância gástrica durante o tratamento da TB?
Uso de IBPs, alteração do horário das medicações (2h após o café) e monitoramento da função hepática.
Qual efeito adverso pode ocorrer com a isoniazida e como tratá-lo?
Dor articular, tratada com analgésicos ou AINEs.
Que complicação neurológica pode ocorrer com o etambutol?
Neuropatia periférica, tratada com piridoxina (50–200 mg/dia).
Como é tratada a hiperuricemia induzida pela pirazinamida?
Com dieta hipopurínica e uso de alopurinol ou colchicina.
Quais efeitos adversos maiores podem ocorrer no tratamento da TB?
Exantemas moderados, reações de hipersensibilidade, neurite óptica, hepatotoxicidade, psicose, convulsões, nefrite e citopenias.
Em quais grupos os efeitos adversos maiores são mais comuns?
Pacientes com HIV, desnutridos, usuários de anticonvulsivantes, hepatopatas e alcoolistas.
O que deve ser feito se TGO ou TGP se elevarem significativamente durante o tratamento?
Suspender as medicações e encaminhar para avaliação especializada (infectologia ou urgência).
Qual ajuste é necessário no tratamento da TB em gestantes?
Uso obrigatório de piridoxina (50–200 mg) e avaliação específica do esquema terapêutico.
Que precaução especial deve ser tomada em crianças durante o tratamento da TB?
Evitar o uso de etambutol.
Como deve ser ajustado o tratamento da TB para mulheres em uso de anticoncepcionais orais (ACO)?
Devem ser orientadas a trocar o método contraceptivo.
Como deve ser ajustado o tratamento em pacientes com TB e HIV quanto à dose de Dolutegravir?
A dose de Dolutegravir deve ser ajustada para 50 mg a cada 12 horas.
Quando deve ser iniciada a TARV em pacientes HIV com TB e CD4 >50?
Após 8 semanas do início do tratamento da TB (no momento do início do esquema de manutenção).
E em pacientes HIV com TB e CD4 <50, quando iniciar a TARV?
2 semanas após o início do tratamento da TB.
Qual é o acompanhamento mensal recomendado durante o tratamento da TB?
Realização de BAAR mensal, radiografias no 2º e 6º mês, testes laboratoriais e avaliação clínica.
Como é definida a cura da TB?
Pela negativação de 2 BAAR consecutivos, geralmente no 5º e 6º mês.
O que deve ser feito se houver repositivação do BAAR durante o tratamento?
Avaliar a adesão e investigar possíveis resistências bacterianas.
Qual a duração total recomendada para o tratamento da TB?
Entre 6 e 9 meses; interrupção por 30 dias ou mais exige reinício do tratamento.
Como deve ser investigada a infecção latente da tuberculose (ILTB)?
Por meio da avaliação de contatos domiciliares/ocupacionais, exame clínico, radiografia de tórax e PPD.
Qual o procedimento em recém-nascidos expostos à TB pulmonar ou laríngea?
Não vaciná-los com BCG ao nascer e iniciar profilaxia com isoniazida por 3 meses, seguido de teste tuberculínico (PT).
O que fazer se o PT do recém-nascido for ≥5 mm?
Manter isoniazida por mais 3 meses, totalizando 6 meses, sem realizar a vacinação com BCG.
O que fazer se o PT do recém-nascido for <5 mm?
Interromper a isoniazida e vacinar com BCG.
Qual alternativa pode ser utilizada na profilaxia da TB em recém-nascidos, em função da posologia?
Uso de rifampicina em suspensão pediátrica por 3 meses, seguido do PT para decisão quanto à vacinação.
Quais são as indicações para o tratamento da ILTB em adultos e adolescentes?
PT ≥5 mm ou IGRA positivo, pV HIV, contatos, alterações radiológicas fibróticas, uso de inibidores do TNF-α, corticosteroides e pré-transplante.
Qual regime é preferencial para o tratamento da ILTB em pessoas com 50 anos ou mais?
O regime com rifampicina.
Quais são os regimes terapêuticos disponíveis para o tratamento da ILTB e suas respectivas durações?
Isoniazida por 6 ou 9 meses (idealmente 270 doses) e rifampicina por 4 meses (mínimo 120 doses).