Sistema Respiratório Flashcards
Respiração
- Ventilação
- Troca de gases
Entre o ar e o sangue nos pulmões e nos tecidos. - Utilização de oxigénio
Pelas células para a realização da respiração celular
Funções Defensivas
- Aquecimento/Arrefecimento, Humidificação e Filtração Ar
- Produção Secreções Brônquicas (IgA)
- Epitélio Seios Paranasais: Produção NO (Bacteriostático)
- Epitélio Respiratório: Produção PGE2
- Macrófagos Pulmonares (“Dust Cells”): Fagocitose* Adenóides (Tecido Linfóide)
Funções Endócrinas e Metabólicas
- Controlo pH Sangue
- Fonação
- Olfacto
- Produção Surfactante
- Captação e Destruição Bolhas Gasosas Produzidas na Circulação Sistémica
- Activação Hormonas (Angiotensina I→ Angiotensina II)
Divisão do sistema Respiratório
- Zona condutora
- Zona respiratória
Zona Respiratória do Sistema Respiratório
Bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos alveolares.
Zona Condutora do Sistema Respiratório
Desde a cavidade nasal até à zona respiratória.
Funções das vias aéreas superiores:
* Aquecer
* Humidificar
* Filtrar e limpar
Epitélio Respiratório
PseudoEstratificado, Colunar Ciliado
Células produtoras de muco
Células caliciformes
Drenagem do muco
Células epiteliais ciliadas
1-2 cm/min → Faringe (Expectoração ou Deglutição)
Manutenção e limpeza das vias respiratórias
pêlos nasais
muco
cílios
macrófagos C
Reflexo da tosse
substâncias irritantes nas vias inferiores
Reflexo do espirro
substâncias irritantes nas mucosas nasais
Contracção dos bronquíolos
resposta à irritação - ajuda a prevenir que algumas partículas entrem nos alvéolos
Células Poeira
- Macrófagos Alveolares
- Função Defensiva
Pneumócitos Tipo I
Representam 95-97% da superfície total dos pulmões, permitem as trocas gasosas (hematose pulmonar), são células percursoras dos pneumócitos Tipo II e tem uma espessura de 0,3mm para aumentar a taxa de difusão.
Pneumócitos Tipo II
Produzem o surfactante Pulmonar (múltiplas funções), é uma molécula lipoproteica.
Reduzem a tensão superfícial- Expansão alveolar inspiração/ impede colapso durante a expiração.
Reabsorção Na+ e H2O – Impedem acumulação líquidos
Fluidificação Muco Brônquico.
Melhoria Actividade Ciliar.
Actividade Bactericida.
Ventilação
É a troca de ar entre a atmosfera e os alvéolos.O ar entra ou sai dos pulmões porque a pressão alveolar (Palv) é menor ou maior, respectivamente, que a pressão atmosférica (Patm).
Lei de Boyle
As pressões alveolares variam com a dimensão dos pulmões.
O volume dos pulmões depende
- Pressão intrapulmonar (entre o interior e o exterior dos pulmões)
- Da extensibilidade dos pulmões
Inspiração
Na inspiração os músculos intercostais externos e o diafragma contraem-se e dá-se a expansão da caixa torácica (aumento do volume dos pulmões- Lei de Boyle). Ocorre a diminuição da pressão intrapleural, diminuição da pressão alveolar e o ar entra para os pulmões.
Expiração
Na expiração os músculos intercostais externos e o diafragma relaxam e dá-se o encolhimento da caixa torácica (diminuição do volume dos pulmões- Lei de Boyle). Ocorre o aumento da pressão intrapleural, aumento da Pressão alveolar e o ar sai dos pulmões.
Na respiração forçada há a intervenção de mais músculos de modo a….
provocar maior diferenças de pressão transpulmonar,ou seja, de modo a que exista uma variação mais significativa entre o interior dos pulmões e o ambiente externo.
Inspiração Forçada
Para além da contracção do diafragma e músculos intercostais externos, contração do esternocleidomastoideu e dos escalenos.
Expiração Forçada
relaxamento dos músculos contraídos durante a inspiração forçada e, ainda, contracção dos músculos intercostais internos, abdominais oblíquos internos e externos, abdominais transversos e abdominais rectos.
Complacência dos pulmões
Refere-se à capacidade que os pulmões têm de se expandirem em resposta a uma mudança na pressão interna. Variação do volume em função da pressão intrapleural (mede a facilidade com que os pulmões e o tórax se expandem).
Resultado de duas componentes diferentes:
- as forças elásticas dos tecidos pulmonares
- a tensão superficial do fluído que reveste a superfície dos alvéolos.
Elasticidade dos pulmões
Permite Contração Pulmões na Expiração ← Fibras Elásticas Parede Alvéolos e a expansão na inspiração
Tensão alveolar
A pressão necessária para expandir o pulmão na ausência de tensão superficial é muito menor.
Tensão superficial do líquido alveolar -> uma tendência dos alvéolos a colapsar
Surfactantes
Constituídos por lípidos, proteínas e cálcio produzidos pelas células alveolares tipo II.
Diminuição da tensão superfícial.
Absorção (Osmose + Transporte Activo Na+)
Secreção (Transporte Activo Cl-)
Asma
Essencialmente provocada pela inflamação crónicadas vias respiratórias. É caracterizada por episódios intermitentes nos quais os músculos lisos das vias respiratórias contraem, aumentando a resistência (e consequentemente, dificultando o fluxo do ar). Pode surgir devido a alergias, infecções víricas, sensibilidade a factores ambientais.
Terapia:
1. Reduzir a inflamação crónica (Ex.: Glucocorticóides)
2. Provocar a bronco-dilatação
Enfisema
Doença pulmonar obstrutiva crónica que se caracteriza pela destruição e colapso das vias respiratórias.
Bronquite crónica
Doença pulmonar obstrutiva crónica que se caracteriza pela produção excessiva de muco e alterações inflamatórias nas vias respiratórias mais pequenas.
Fibrose pulmonar
A estrutura normal dos pulmões é substituída por tecido conjuntivo fibroso.
Pode resultar pela inalação de partículas muito pequenas que se acumulam na zona dos pulmões.
Espirómetro
Mede os volumes de ar inspirados e expirados por uma pessoa (o registo é um espirograma).
Volume tidal ou corrente
Volume de ar trocado em cada respiração normal, em repouso (+/- 500 ml)
Volume inspiratório de reserva
Volume máximo que se pode inspirar além da inspiração normal (+/-3000 mL)
Volume expiratório de reserva
Volume máximo que se pode expirar além da expiração normal (+/-1100 mL)
Volume residual
Volume de ar que permanece no pulmão após uma expiração forçada (+/- 1200 mL)
Capacidade inspiratória
Quantidade total de ar que pode ser inspirada (1+2 = 3500 mL)
Capacidade residual funcional
Quantidade de ar que permanece nos pulmões após uma expiração normal
(3+4 = 2300 mL)
Capacidade vital
Quantidade de ar total que pode ser expirada após uma inspiração máxima (1+2+3 = 4600mL)
Capacidade pulmonar
Quantidade total de ar que os pulmões podem ter após uma inspiração máxima(1+2+3+4 = 5800 mL)
Capacidade vital forçada
Quantidade de ar
expirada forçadamente após uma inspiração máxima
Volume expiratório forçado 1 (VEF1)
Quantidade de ar expirada forçadamente ao fim do 1º segundo
Espaço morto anatómico
Parte do aparelho respiratório que não participa nas trocas dos gases (desde o nariz até aos bronquíolos)
Espaço morto fisiológico
Constituído pelo espaço morto anatómico e pelo volume de alvéolos não funcionantes. No caso de doenças pulmonares existem partes dos pulmões que são inactivas e o espaço morto fisiológico (real, total) pode ser muito maior.
Trocas de gases nos pulmões
As trocas de gases entre o ar alveolar e o sangue dos capilares dos pulmões resultam num aumento da concentração de O2 e uma diminuição de CO2 no sangue que deixa os pulmões.
A pressão que um gás exerce é proporcional a..
1- Temperatura
2- Concentração do gás
Pressões parciais de O2
A nível dos tecidos o sangue chega com uma PO2 de 100mmHg, no espaço intersticial a PO2 é 40 mmHg e no interior das células é de 23mmHG e, por isso, dá-se o transporte do O2 para o espaço intersticial.
Pressões parciais de CO2
O sangue arterial chega aos capilares nos tecidos com PCO2
de 40 mmHg, no interstício a PCO2 é 45 mmHg e nas células é 46 mmHg. À medida que o sangue circula pelos tecidos do corpo, a PCO2 nos tecidos é maior que nos pulmões, uma vez que, o CO2 é um subproduto do metabolismo celular e é produzido em maior quantidade nos tecidos. O CO2 então difunde-se dos tecidos para a corrente sanguínea, onde é transportado de volta para os pulmões para ser exalado.
Pressão parcial de O2 e hemoglobina
Quando a PO2
do sangue é de 95 mmHg a hemoglobina encontra-se saturada a 97%, enquanto com PO2 de 40 mmHg o valor é de 75% -> em condições de repouso, a hemoglobina liberta só os 22% do O2 que poderia teoricamente transportar.
Pressão parcial de O2 e hemoglobina durante exercício intenso
a PO2 nos músculos pode descer até 15 mmHg; nesse caso o valor de saturação da hemoglobina desce a 20%, o que quer dizer que o sangue transporta para os tecidos uma quantidade de O2
três vezes maior do que nas condições de repouso.
Multiplicando este incremento pelo aumento do débito cardíaco durante o esforço (até 6-7x), chega-se a um aumento de 20 vezes no O2 transportado por minuto.
Efeito de Bohr
Descreve como fatores como pH e concentração de CO2 afetam a afinidade da hemoglobina pelo oxigénio. Quando a pressão parcial de oxigénio diminui, como em tecidos metabolicamente ativos, a hemoglobina liberta mais rapidamente O2 para estas células.
De que forma é que a hemoglobina funcioana como “sistema tampão”?
A hemoglobina tem a capacidade de se adaptar e trocar mais ou menos oxigénio conforme o consumo. Desta forma, a concentração de O2 a nível dos tecidos fica bastante constante apesar de possíveis variações de concentração de O2 atmosférica.
Transporte de CO2
O CO2 no sangue encontra-se em três formas:
1.Dissolvido como CO2 - 7%
2.Combinado com a água em ácido carbónico/ bicarbonato H2CO3/ HCO3- 70%
3.Combinado com a hemoglobina ou proteínas do plasma(carbamino-hemoglobina)- 23% - Efeito Haldane
No plasma a reacção de hidratação ocorre espontaneamente, mas de forma lenta; nos eritrócitos ocorre muito mais rapidamente devido à acção da enzima anidrase carbónica
Controlo da respiração
Os centros que controlam o ritmo respiratório involuntário encontram-se na ponte e na medula oblonga (tronco cerebral). Daqui impulsos descem à espinal medula de onde saem os nervos motores que controlam os músculos
Existem quimio-receptores na medula oblonga e nos corpúsculos carotídeos e aórticos:
aumento [CO2] -> aumento no ritmo e profundidade da respiração.
Além do controlo involuntário existem vias que descem directamente do córtex até à espinal medula que servem para o controlo voluntário da respiração.