PROVA ABDOME Flashcards
Quais os limites da cavidade abdominopélvica?
Superior: margem costal e processo xifoide
Posterior: T12, vértebras lombares e costela XII
Póstero-lateral: crista ilíaca
Ântero-lateral: ligamento inguinal e porção anterior da crista ilíaca
Inferior: tubérculo púbico
Quais os limites da parede anterolateral do abdome?
Superior: margem costal (cartilagens da VII a X costelas) e processo xifoide do esterno
Inferior: Margens superiores das faces anterolaterais do cíngulo do membro inferior (crista ilíaca, cristas púbicas e sínfise púbica)
Quais os planos mais usados e qual o motivo?
Linha medioclavicular
Plano subcostal
Plano intertubercular
Esses planos são os mais usados pois são palpáveis
Quais os planos pouco usados?
Linha semilunar
Plano transpilórico
Plano interespinal
Quais os 9 quadrantes?
Hipocôndrio esquerdo
Epigástrica
Hipocôndrio direito
Flanco esquerdo
Mesogástrica
Flanco direito
Fossa ilíaca esquerda
Hipogástrica
Fossa ilíaca direita
Quais os 3 pontos de origem do diafragma?
Qual a parte móvel do diafragma?
Face esternal (processo xifoide)
Face costal (margem costal)
Parte lombar (L1-L4)
A parte móvel do diafragma é o centro tendíneo, pois não há fixação
O que passa pelo forame da veia cava (T8), que está à direita do plano mediano?
O que ocorre quando o diafragma se contrai na inspiração?
VCI
Ramos terminais do nervo frênico direito
Vasos linfáticos
A VCI está aderida à margem do forame; consequentemente, quando o diafragma se contrai durante a inspiração, alarga a abertura e dilata a VCI. Essas alterações facilitam o fluxo sanguíneo através dessa grande veia até o coração.
O que passa pelo hiato esofágico (T10)?
Onde está localizado?
Troncos vagais anterior e posterior
Ramos esofágicos dos vasos gástricos esquerdos
Vasos linfáticos
O hiato esofágico é uma abertura no pilar direito do diafragma, localizado à esquerda do plano mediano, no nível de TX
O que passa pelo hiato aórtico (T12)?
O que ocorre quando o diafragma se contrai na inspiração?
Ducto torácico e, às vezes, veia ázigos e hemiázigos
A aorta passa entre os pilares do diafragma, posteriormente ao ligamento arqueado mediano, no nível de T12.
Como a aorta não perfura o diafragma, os
movimentos do diafragma não afetam o fluxo sanguíneo através dela durante a respiração.
Ações do diafragma
1-Contração durante a inspiração
2-Cúpulas puxadas para baixo
3-Empurra as vísceras abdominais para baixo
4-Expansão da cavidade torácica
5-Diminuição da pressão intratorácica
6-Entrada de ar nos pulmões
7-Diminuição do volume da cavidade abdominal
8-Aumento da pressão intra-abdominal
A contração do diafragma comprime as vísceras abdominais, auxiliando o retorno de sangue ao coração
Diafragma e gravidade
Em decúbito dorsal (posição de Trendelenburg), em que os membros inferiores estão levemente acima, as vísceras abdominais empurram o diafragma para cima.
Pessoas com dispneia preferem ficar sentadas, pois assim o diafragma atua a favor da gravidade
Quais as artérias que irrigam o diafragma?
Parte superior:
artéria musculofrênica (torácica interna)
artéria pericardicofrênica (torácica interna)
artérias frênicas superiores (parte torácica da aorta)
Parte inferior:
artérias frênicas inferiores (parte abdominal da aorta, mas pode ser do tronco celíaco)
Quais as veias que drenam o diafragma?
Parte superior:
Veia musculofrênica (veia torácica interna)
Veia pericardicofrênica (veia torácica interna)
Veia frênica superior no lado direito (VCI)
Parte inferior:
Veia frênica inferior direita (VCI)
Veia frênica inferior esquerda; é duplicada, drena para a VCI e veia suprarrenal esquerda
Inervação parassimpática das vísceras abdominais
Inervação parassimpática: Os nervos vagos enviam fibras parassimpáticas para o sistema digestório desde o esôfago
até o colo transverso. Os nervos esplâncnicos pélvicos suprem o colo descendente e sigmoide e o reto. A estimulação parassimpática promove peristalse e secreção (embora grande parte desta última geralmente seja controlada por hormônios).
Como é a inervação da parede anterolateral do abdome?
Nervos toracoabdominais
Ramos cutâneos laterais dos nervos espinais torácicos
Nervo subcostal
Nervo ílio-hipogástrico
Nervo ilioinguinal
Quais as artérias que irrigam a parede anterolateral do abdome?
Artéria epigástrica superior (torácica interna)
Artéria epigástrica inferior (ilíaca externa)
Quais as veias que drenam a parede anterolateral do abdome?
Drenagem superior: veia torácica interna (subclávia) e veia torácica lateral (axilar)
Drenagem inferior: veia epigástrica superficial (femoral) e veia epigástrica inferior (ilíaca externa)
Há veias cutâneas que circundam o umbigo e se anastomosam com as veias paraumbilicais (tributárias de veia porta)
Quais as anastomoses venosas na parede anterolateral do abdome?
Qual a função dessas anastomoses?
Veia toracoepigástrica: é um canal de anastomose entre a veia epigástrica superficial e a veia torácica lateral que pode existir ou não
Anastomose profunda: pode existir uma anastomose entre a veia epigástrica inferior e a veia epigástrica superior/torácica interna (tributárias da veia subclávia)
Essas anastomoses superficiais e profundas podem garantir a circulação colateral durante a obstrução de uma das veias cavas
Como é a inervação da parede posterior do abdome?
Nervo subcostal: atravessa o músculo transverso e oblíquo interno para inervar o músculo oblíquo externo do abdome e a pele da parede anterolateral
Nervos espinais lombares (L1-L4) : sai da medula e se divide em anterior e posterior. As partes iniciais (L1, L2 e L3) dão origem aos ramos comunicantes brancos, que conduzem fibras simpáticas pré-ganglionares até os troncos simpáticos lombares
As fibras pós-ganglionares seguem na face lateral dos troncos através dos ramos comunicantes cinzentos e tornam-se nervos toracoabdominais, nervo subcostal e plexo lombar.
Plexo lombar
Nervo ílio-hipogástrico (L1): anterior ao quadrado do lombo
Nervo ilioinguinal (L1): anterior ao quadrado do lombo
Nervo genitofemoral (L1-L2): face anterior do psoas maior
Nervo cutâneo femoral lateral da coxa (L2-L3): sobre o músculo ilíaco
Nervo femoral (L2-L4)
Nervo obturatório (L2-L4)
Um nervo obturatório acessório (L3, L4) é encontrado em quase 10% das pessoas. É paralelo à margem medial do músculo psoas, anterior ao nervo obturatório, cruzando superiormente ao ramo superior do púbis, bem próximo da veia femoral.
Parte abdominal da aorta
Ramos viscerais ímpares:
Tronco celíaco
AMS
AMI
Ramos viscerais pares:
A. renal
A. suprarrenal
A. gonadal
Ramos parietais pares:
A. subcostal
A. frênica inferior
A. lombar
As veias que correspondem aos ramos viscerais ímpares da aorta são tributárias da veia porta. Por fim, o sangue que elas conduzem entra na VCI através das veias hepáticas, depois de atravessar o fígado.
Os pares de ramos viscerais e parietais da parte abdominal da aorta são tributários da VCI. As veias suprarrenal e gonadal esquerdas drenam indiretamente para a VCI porque são tributárias da veia renal esquerda.
Irrigação do intestino primitivo- 4 semana do embrião
Intestino anterior: tronco celíaco
Intestino médio: AMS
Intestino posterior: AMI
Músculos do esôfago
1/3 superior: MEE
1/3 médio: ML + MEE
1/3 inferior: ML
Quem fixa o esôfago ao hiato esofágico e qual a função?
Ligamento frenicoesofágico: permite os movimentos independentes do esôfago na deglutição e do diafragma na respiração
Peritônio do esôfago
O peritônio que reveste a face anterior do esôfago é contínuo com o que reveste a face anterior do estômago
A face posterior do esôfago é coberta por peritônio da bolsa omental, contínuo com o que reveste a face posterior do estômago
Onde são formadas as pregas gástricas?
São formadas na parte pilórica e na curvatura maior do estômago quando a mucosa gástrica se contrai
Relações do estômago
Anteriormente: diafragma, lobo hepático direito e parede anterior do abdome
Posteriormente: bolsa omental e pâncreas
Quais as veias que drenam o estômago?
V.gástrica direita e esquerda: v.porta
V. gastromental esquerda e v. gástricas curtas: v. esplênica
V. gastromental direita: VMS
Relações do baço
Medialmente: rim esquerdo
Inferiormente: flexura esquerda do colo
Anteriormente: estômago
Posteriormente: parte esquerda do diafragma
Bexiga
Óstio-Barra interuretérica-Óstio
Trígono vesical
Artérias vesicais superiores e inferiores
Veias vesicais superiores e inferiores
Parassimpática: nervos esplâncnicos pélvicos e plexo hipogástrico inferior
Simpática: T2-L2; plexos hipogástricos
Contração do músculo esfíncter do ducto colédoco
Quando o músculo esfíncter do ducto colédoco se contrai a bile não entra na ampola pancreaticoduodenal, ela reflui e segue pelo ducto cístico até a vesícula biliar, onde é armazenada
Irrigação do ducto colédoco
Parte proximal: Artéria cística
Parte média: Artéria hepática direita
Parte distal: Artéria pancreaticoduodenal superior posterior e artéria gastroduodenal
Inervação jejuno e íleo
As fibras simpáticas originam-se nos segmentos T8 a T10 e chegam ao plexo mesentérico superior por intermédio dos troncos simpáticos e nervos esplâncnicos.
As fibras parassimpáticas dos nervos para o jejuno e íleo provêm dos troncos vagais posteriores.
Jejuno
+vascularizado
+vermelho
Arcos grandes, mas poucos
Poucas placas de Peyer
Pouca gordura no mesentério
Vasos retos longos
Parede espessa
Pregas circulares altas, próximas e muitas
Alça intestinal com maior diâmetro
Ligamento na bexiga
Ligamento umbilical mediano
Qual o nome da fáscia responsável por separar a gordura perirrenal da pararrenal?
É uma fáscia renal, conhecida como fáscia de Gerota
Irrigação do duodeno
Parte superior: A. supraduodenal e A. pancreaticoduodenal superior
Parte descendente:
Parte superior: A. supraduodenal e A. pancreaticoduodenal superior
Parte inferior: A. pancreaticoduodenal inferior
Parte horizontal: A. pancreaticoduodenal inferior
Parte ascendente: A. duodenal
Irrigação das glândulas suprarrenais
A. suprarrenais superiores: ramo das artérias frênicas inferiores
A. suprarrenais médias: ramo da parte abdominal da aorta
A. suprarrenais inferiores: ramo das artérias renais
Limites do forame omental
Anteriormente: ligamento hepatoduodenal
Posteriormente: VCI
Superiormente: Fígado
Inferiormente: parte superior do duodeno
Quais estruturas são utilizadas como referência para a localização do colo do pâncreas?
Veia porta e vasos mesentéricos superiores
O rim está localizado sobre qual músculo?
Psoas maior
Relações do baço
Anteriormente: estômago
Posteriormente: parte esquerda do diafragma
Medialmente: rim esquerdo
Inferiormente: flexura esquerda do colo
Qual o outro nome para o ducto pancreático principal?
Qual o outro nome para o ducto pancreático acessório?
Ducto de Wirsung
Ducto de Santorini
Irrigação do pâncreas
O corpo e a cauda do pâncreas são irrigados por até 10 ramos da artéria esplênica
A artéria pancreaticoduodenal superior anterior e posterior, ramo da artéria gastroduodenal, e a artéria pancreaticoduodenal inferior anterior e posterior, ramo da AMS, irrigam a cabeça do pâncreas
Condução da bile
Hepatócitos secretam a bile para os canalículos biliares- ductos biliares interlobulares- ductos biliares coletores da tríade portal intra-hepática-ductos hepáticos direito e esquerdo-ducto hepático comum-ducto cístico-ducto colédoco-ampola de vater
Quem forma o trígono cisto-hepático (triângulo de Calot)
Face visceral do fígado
Ducto hepático comum
Ducto cístico
É possível palpar os rins?
O rim direito sim, o rim esquerdo geralmente não
O que é a ptose renal?
É o deslocamento móvel anormal do rim, que podem descer mais do que 3 cm. Esse quadro é diferente do rim ectópico, que é a localização incorreta congênita do rim
No local de transplantes de rim ele é colocado na fossa ilíaca da pelve maior, onde pode ser sustentado.
Divisão em quandrantes
Divisão em regiões
Plano transumbilical e plano mediano
Linha medioclavicular, plano subcostal e plano intertubercular
Síndrome de Mirizzi
Síndrome de Mirizzi consiste na obstrução
seja do ducto hepático comum ou do
colédoco, secundária à compressão
extrínseca devido à impactação de cálculos
no ducto cístico ou no infundíbulo da
vesícula
Colecistite
A colecistite consiste em uma inflamação
da vesícula biliar, geralmente decorrente da
obstrução do duto cístico provocada por
cálculos biliares. Normalmente, as pessoas
sentem dor abdominal, febre e náuseas.