protozoários Flashcards
quais são os protozoários que afetam o trato GI e GU?
- amebas - Entamoeba hystolica
- flagelados - Giardia duodenalis e Trichomonas vaginalis
- sporozoários - Cryptosporidium
fases de vida das amebas
- cistos (fase quiescente, resistente e infeciosa) - coloniza e invade as paredes do colon
- trofozoíto (fase ativa de alimentação móvel)
ativação de um cisto
devido à diminuição da temperatura ou do nível de humidade
mobilidade das amebas
móvel através de pseudópedes
transmissão da Entamoeba hystolica
- via fecal oral
- água ou alimentos contaminados
- via oral anal
no Homem - ingestão de cistos que se transformam em trofozoítos devido ao contacto com i suco gástrico
manifestações clínicas da Entamoeba hystolica
- normalmente assintomático
- amebíase intestinal (necrose do intestino grosso devido à ação de uma citotoxina)
- amebíase extra-intestinal (devido à entrada na corrente sanguínea); mais frequente no fígado
mobilidade da Giardia duodenalis
móvel com flagelos
fases de vida da Giardia duodenalis
- cisto (estado infecioso, coloniza o duodeno)
- trofozoito
reservatórios da Giardia duodenalis
- alguns animais (castor, cães, gatos, gado)
- portadores assintomáticos
manifestações da Giardia duodenalis
- 50% assintomáticos
- giardíase do intestino delgado
- giardíase crónica (em pessoas com deficiência de IgA ou com divertículos intestinais)
tratamento da Giardia duodenalis
Metronidazol (interfere no DNA do parasita)
mobilidade da Trichomonas vaginalis
móvel com flagelos
fases de vida da Trichomonas vaginalis
- trofozoito
reservatórios da Trichomonas vaginalis
- na mulher: vagina e uretra
- no homem: uretra e glândula prostática
manifestações clínicas da Trichomonas vaginalis
- normalmente assintomática
- vaginite, na mulher
- uretrite ou prostatite, no homem
tratamento da Trichomonas vaginalis
- metronidazol ou tinidazol (atuam no DNA do parasita)
fases de vida do Cryptosporidium
- oocistos (presentes nas fezes permitem o diagnóstico)
- esporozoitos (aderem ao epitélio do intestino delgado, produzindo como “gâmetas” os oocistos)
manifestações clínicas do Cryptosporidium
- assintomáticos
- enterocolite moderada a grave
tratamento do Cryptosporidium
- sem tratamento específico - doença pode ser recorrente, crónica e pode disseminar
- utilização de vários ou combinações de fármacos: espiramicina, nitazomida
quais os protozoários do sangue e tecidos
- Toxoplasma gondii
- Leishmania spp
- Trypanosoma spp
- Plamodium spp
Toxoplasma gondii (3 - reservatório/ transmissão)
- intracelular
- reservatórios: gatos e outros felinos
- transmissão: consumo de carne, água e vegetais contaminados, transplante de orgãos contaminados e transmissão placentária
manifestações clínicas da Toxoplasma gondii
- toxoplasmose aguda
- toxoplasmose crónica
- toxoplasmose em imunocomprometidos (devido à reativação de uma infeção latente)
- toxoplasmose congénita
diagnóstico da Toxoplasma gondii
- presença de IgG (e IgM se a infeção for recente)
tratamento da Toxoplasma gondii
Pyrimetamina e sulfadiazina
Leishmania spp
- intracelular obrigatório
- espécies:
. leishmaniose visceral - L. infantum e L. donovani
. leishmaniose cutânea - L. tropica
. leishmaniose mucocutânea - L. brazilensis - reservatório: cão, rato, outros animais
- vetor: mosca da areia fêmea (Phlebotomus)
fases de vida da Leishmania spp
- promastigotas (injetados pela picada de mosquito)
- amastigotas (transformação dos promastigotas nos macrófagos, multiplicando-se nos tecidos)
manifestações clínicas da Leishmania spp
- leishmaniose visceral/ Kala-Azar (através da disseminação do parasita via reticulo-endotelial)
- leishmaniose cutânea (lesão com formação de úlcera na zona da picada)
tratamento da Leishmania spp
antimonite, miltefosina, pentamidina e amfotericina B
fases de vida da Trypanosoma brucei
- trypomastigotas (obtidas através da picada da mosca tsétsé, disseminação pelo corpo via hematogénea, transformação na glândula salivar da mosca)
. trypomastigotas metaciclicas (glândula salivar da mosca)
. trypomastigotas pró-ciclicas (intestino da mosca) - epimastigotas (transformam-se a partir das trypomastigotas quando saem do intestino da mosca)
manifestações clínicas da Trypanosoma brucei
- tipos:
. T. b. gambiense (animais domésticos e Homens) - progressão lenta para cronicidade do SNC
. T. b. rhodesiense (gado, ovelhas, animais selvagens) - progressão aguda da doença, morte se não houver tratamento
fases de vida da Trypanosoma cruzi
- tripomastigotas (infetam a ferida através das fezes de um percevejo - após a picada, invadem as células da derme)
- amastigotas (transformação através de tripomastigotas na derme e multiplicação nos tecidos infetados, trnaformam-se novamente em tripomastigotas na corrente sanguínea)
- epimastigotas (inseto)
manifestações clínicas da Trypanosoma cruzi
- assintomática
- fase aguda - chagoma (lesão no ponto de inoculação)
- fase crónica - miocardiopatia, megacólon, megaesófago, hepatoesplenomegalia e meningoencefalite
tratamento da Trypanosoma cruzi
para fase aguda: Benzonidazole e Nifurtimox
espécies do Plamodium spp
- P. falciparum
- P. knowlensi
- P. vivax
- P. ovale
- P. malariae
ciclo de vida do Plamodium spp
- 2 hospedeiros: Homem e mosquito
- transmissão: picada do mosquito fêmea do género Anopheles - transmite esporozoitos infetantes
- quando dentro do organismo: 2 fases
. fase tecidual/ exoeritrocítica - infeção de células do fígado, libertando merozoitos
. fase eritrocítica - entrada dos merozoitos num glóbulo vermelho formando um trofozoito
Plamodium falciparum
- mais grave
- tempo de incubação: 7-10 dias
- provoca terçã maligna (24-48h)
Plamodium knowlensi
malária diária (24h)
Plamodium vivax
- tempo de incubação: 10-17 dias
- provoca terçã benigna (48h)
Plamodium ovale
- tempo de incubação: 10-17 dias
- provoca terçã benigna (48h)
Plamodium malariae
- tempo de incubação: 18-40 dias
- quartã (72h)
manifestações clínicas do Plamodium
3 fases:
- fase fria/ arrepio violento (1-2h)
- período febril (2-6h) - febre > 40
- fase de transpiração (2-4h)
na malária grave - febre contínua
qual a coloração utilizada para visualizar os oocistos de Cryptosporidium spp nas fezes?
Ziehl-Neelsen modificada