Nervos cranianos - Prova II Flashcards
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Número de pares de nervos cranianos
12 pares
Há dois pares de nervos que são considerados prolongamentos do encéfalo, quais são?
Os dois primeiro, o olfatório e o óptico.
Olfatório -> prolongamento do telencéfalo;
Óptico-> prolongamento do diencéfalo.
Há dois tipos de fibras aferentes, quais são?
Aferentes gerais-> dor, temperatura, toque, pressão;
Aferentes especiais-> visão, gustação, olfato, paladar, equilíbrio, audição.
Os nervos cranianos tem “duas” origens, quais são?
Origem real-> seu núcleo;
Origem aparente-> onde ele sai no tronco cerebral.
Nervo olfatório
É um prolongamento do telencéfalo;
Carreia impulsos aferentes especiais (olfato);
Formado por numerosos feixes nervosos, originam-se na região olfatória de cada narina, atravessam a lâmina crivosa do etmoide;
Possui potencial de regeneração.
Anosmia
Perda do olfato, lesão das fibras do nervo olfatório, muito comum em traumas cranianos. As fibras do nervo I, são uma das poucas regiões do SNC com potencial de regeneração. Testado com café.
Nervo I
Olfatório, localizado no sulco do nervo olfatório, na base do lobo fronta, emite fibras dentro do platô cribriforme que vão para mucosa nasal
Por que alguns cheiros desencadeiam emoções?
Devido às várias conexões do trato olfatório com estruturas do sistema límbico: amígdala, subst. perfurada anterior e áreas do lobo temporal relacionadas com o sistema límbico.
Nervo óptico
É uma extensão do diencéfalo;
Grosso feixe de fibras aferentes especiais(visão);
Seus receptores estão na retina; emerge próximo ao polo posterior de cada bulbo ocular e penetra no crânio pelo canal óptico.
Vias visuais
Nervo óptico, quiasma óptico, estruturas pós-quiasmáticas(radiações ópticas e trato óptico).
Avaliação do nervo óptico
Exame de fundo de olho-> papila do nervo óptico
Exame de campo visual-> acuidade visual
Papiledema (edema de papila) Nervo II
Sinal de hipertensão intracraniana.
Palidez na papila-Nervo II
Atrofia do nervo óptico
Quiasma óptico
Formado pela união dos nervos ópticos dos lados opostos, onde ocorre o cruzamento (decussação) parcial de suas fibras que continuam no trato óptico até o corpo geniculado lateral.
Divisões da retina e o trajeto de suas fibras.
Duas metades -> temporal e nasal
As fibras que se origina no lado temporal de cada lado não cruzam a linha média, vão diretamente para o lobo occipital.
As fibras que se originam na metade nasal de cada lado se cruzam no quiasma óptico e de lá vão pelo trato óptico até o lobo occipital.
Lesão do nervo óptico
Cegueira ipsilateral.
Lesão no quiasma óptico
Perda da visão periférica, campo visual centralizado. Hemianopsia bitemporal
Lesão no trato óptico
Hemianopsia homônima, interrompe fibras da metade temporal de um olho e da nasal do olho contralateral.
Lesão da radiação óptica
Hemianopsia homônima, lesão de toda a radiação óptica no lobo occipital, quando é bilateral -> cegueira cortical (cegueira por não processamento cortical)
Nervo II
Óptico, emergem próximo ao polo posterior de cada bulbo ocular, penetram no crânio pelo canal óptico.
Nervo oculomotor
Exclusivamente motor, fibras eferentes somáticas gerais e especiais. Inerva os músculos extraoculares, exceto o reto lateral(abducente) e o oblíquo superior(troclear). Tem o complexo nuclear localizado no mesencéfalo na altura dos colículos superiores.
Qual o nervo é responsável pela inervação parassimpática dos músculos intraoculares?
Nervo óculo motor, Nervo III, inerva os músculos do esfíncter pupilar e ciliar.
A quais núcleos o nervo oculomotor está ligado
Motor-> músc. extraoculares;
Edinger-Westphal-> parassimpático (intraoculares);
Núcleo de Perlia-> convergência ocular(olhar convergir para o mesmo ponto)
Nervo III, trajeto, avaliação
Oculomotor, tem origem nos seus núcleos no mesencéfalo, passa pelo seio cavernoso e penetra na órbita pela fissura orbital superior;
Avaliação-> movimentação extraocular e reflexos pupilares.
Lesões no nervo III
Quando mais externas, afetam inicialmente as fibras parassimpáticas (musculatura intraocular), e posteriormente fibras que inervam a musc. extraocular e consequente perda de movimentação do olho com estrabismo divergente-> ação do abducente.
Nervo troclear
Nervo IV, motor do musc. oblíquo superior contralateral (possui decussação antes da origem aparente); “Nervo patético”;
Origem aparente na face posterior do tronco. É o mais delgado nervo craniano. O único que possui trajeto posterior.
Nervo IV, localização do núcleo e passagem para chegar ao músculo.
Nervo troclear, possui núcleo mesencefálico ao nível dos colículos inferiores. Passa pelo seio cavernoso e pela fissura orbitária superior.
Lesão do nervo IV
Rotação do olho para fora e para cima, “olhar patético”, o paciente geralmente inclina a cabeça para o lado contrário ao da lesão.Caso a lesão ocorra antes da decussação, irá manifestar no olho contralateral
Nervo trigêmeo
Nervo misto, sensitivo e motor. Sua principal função é a sensibilidade da face. É o nervo da mastigação. Origem aparente na face lateral da ponte. Seus núcleo são pontino exceto o núcleo motor que está na porção inferior do mesencéfalo.
Quais são as divisões do nervo trigêmeo
Porção oftálmica->terço superior da face, passa por dentro do seio cavernoso e da fissura orbitária superior;
Porção maxilar-> andar médio da face, passa pelo forame redondo e seio cavernoso;
Porção mandibular->inerva o andar inferior da face, transita no forame oval. (porção motora)
Gânglio de Gasser
Gânglio sensitivo do nervo trigêmeo, localizado na base do crânio numa depressão chamada cavum de Meckel -> estrutura extradural, nessa depressão ele dá origem aos três ramos.
Seguimentos intracavernosos do NC V
Oftálmico e maxiliar
Nervo abducente
Eferente somático, motor para o m. reto lateral (abdução do olho). Seu núcleo está localizado no tegmento da ponte.
Nervo VI, trajeto
interdural e depois intracavernoso, passa pela fissura orbitária superior; tem o maior trajeto extradural (muito susceptível a lesões por trauma e hipertensão intracranianas. Tem origem na ponte no sulco bulbopontino.
Nervos cranianos intracavernoso
Oculomotor, troclear, primeira e segunda porções do trigêmeo e abducente. Apenas o abducente está embebido dentro do seio cavernoso, os demais nervos não estão realmente dentro do seio, mas na parede lateral.
Teste do NC VI
Testa-se pedindo o paciente para olhar para fora. Pacientes com lesões no nervo abducente apresentam o olho de boneca (não faz abdução).
Nervo facial
NC VII, nervo da mímica facial, eferente somático(m. da face), eferente visceral (parassimpático), aferentes especiais(sensibilidade gustativa 2/3 anteriores da língua ). Tem relação com o meato acústico externo.
Quais são os núcleos do nervo facial?
São 3: motor, salivatório superior(parassimpático) e do trato solitário(sensitivo da gustação). Estão na ponte.
Paralisia facial central x Paralisia facial periférica
Central-> lesão supranuclear (telencéfalo ou cápsula interna)->Contra lateral e somente o andar inferior da face.
Periférica-> lesão infranuclear (do núcleo para baixo) afeta toda face-> paciente não consegue fechar o olho e nem enrugar a testa)
Nervo VII, trajeto
Nervo facial, entra no meato acústico interno. Tem trajeto dentro da porção petrosa do osso temporal, sai no forame estilomastoideo.
Nervo vestibulococlear
NC VIII, fibras aferentes especiais(audição e equilíbrio), tem duas porções: vestibular e coclear (estruturas relacionadas ao meato acústico interno. Seus núcleos estão na ponte.
NC VIII, união das duas porções
Vestibulococlear, suas duas porções se unem dentro do meato acústico interno e de lá vão juntas em direção ao tronco.
Testes NC VIII
Coclear (auditivos) e vestibular (Romber =equilíbrio dinâmico, infunde-se líquido dentro do meato acústico externo, que ao ter contato com a membrana timpânica -> nistagmo)
Schwanoma
95% das lesões que causam alterações no NC VIII, são tumores, sendo o mais comum o neurinoma acústico. Cresce na região do meato acústico e muitas vezes engloba também o NC VII (Facial)-> perda da audição, alteração na marcha e equilíbrio estático, paralisia facial periférica.
NC IX
Nervo glossofaríngeo, motor e sensitivo, fibras aferentes especiais e gerais, e eferentes somáticas e viscerais. Seus núcleos estão no bulbo
Funções do NC IX
Glossofaríngeo:
Gustação 1/3 posterior da língua;
Sensibilidade do ouvido médio, orofaringe e o palato mole;
Parassimpático (Parótida);
Sensibilidade visceral->seio carotídeo e corpo carotídeo -> manutenção da PA;
Reflexo do vômito (porção sensitiva).
NC X
Nervo vago, principal nervo parassimpático, fibras aferentes especiais e gerais, eferentes somáticas e viscerais. Maior nervo craniano.
NC X, trajeto
Vago, emerge do sulco lateral posterior do bulbo. Emerge do crânio por meio do forame julgular. Percorre o pescoço e tórax e termina no abdome
Funções NC X
Sensibilidade gustativa da epiglote;
Inervação da musc. lisa das vísceras abdominais e torácicas;
Motor do palato mole…
Paralisia da função motora do vago
Sinal da cortina-> palato mole não levanta.
Qual o nervo detecta dor de cólica, dor de pleurítica e a dor do infarto?
NC X (vago) sensação visceral.
NC XI
Nervo acessório. Puramente motor, supre os m.m. esternocleidomastoideo e trapézio. possui dois núcleos: bulbar e espinhal. Possui origem no tronco cerebral e vai em direção a forame jugular.
Quadro clínico de lesão do NC XI
Acessório, queda do ombro e rotação lateral da escápula, atrofia dos m.m. esternocleidomastoideos.
NC XII
Hipoglosso, motor especial-> musculatura intrínseca e extrínseca da língua. Tem origem no sulco pré-olivar. É o único que sai anteriormente à oliva bulbar. Sai do bulbo e vai em direção ao canal do hipoglosso.
Paralisia do NC XII
Protusão da língua para o lado da lesão. Atrofia e paralisia da metade ipsilateral.