Epilepsia Flashcards
Como é definida a epilepsia?
É uma doença crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes e uma predisposição persistente do cérebro para gerar crises.
Quais são os critérios diagnósticos para epilepsia?
Histórico de pelo menos uma crise, evidência de predisposição cerebral e exclusão de condições tóxico-metabólicas que possam explicar as crises.
Qual a diferença entre convulsão e crise epiléptica?
Nem toda convulsão é epiléptica; a crise epiléptica decorre de uma alteração elétrica cerebral que indica epilepsia.
Qual a importância do EEG no diagnóstico de epilepsia?
O EEG detecta atividade elétrica anormal e ajuda a localizar o foco epileptogênico.
Por que é importante registrar o EEG durante uma crise?
Para diferenciar uma crise epiléptica de eventos não-epilépticos, como crises psicogênicas, e confirmar o diagnóstico.
Como se classifica a epilepsia do ponto de vista etiológico?
Em epilepsia idiopática (genética), sintomática (decorrente de lesão ou distúrbio cerebral) e criptogênica (causa desconhecida).
O que caracteriza a epilepsia idiopática?
Forte componente genético e ausência de lesões estruturais evidentes no exame de imagem.
Como se caracteriza a epilepsia sintomática?
Resulta de lesões estruturais, metabólicas ou outras alterações cerebrais identificáveis por exames.
O que é epilepsia criptogênica?
Uma epilepsia em que a causa permanece desconhecida, podendo ter fatores genéticos ou estruturais não identificados.
Como se caracterizam as crises focais?
Iniciam em uma área limitada do cérebro e podem permanecer parciais ou generalizar secundariamente.
Quais são as principais características das crises generalizadas?
Afetam ambos os hemisférios cerebrais desde o início, com manifestações motoras, sensoriais e de alteração da consciência.
Qual é a definição de status epilepticus?
Crises contínuas por mais de 5 minutos ou crises repetidas sem recuperação completa do estado de consciência.
Por que o tempo de duração da crise é crucial na definição de status epilepticus?
Porque crises prolongadas aumentam o risco de lesão cerebral e requerem intervenção emergencial.
Quais manifestações clínicas podem ocorrer durante uma crise epiléptica?
Movimentos involuntários (convulsões), alteração da consciência, movimentos automáticos, e em alguns casos, sintomas sensoriais ou psicóticos.
Como se manifesta uma crise tônico-clônica?
Inicia com fase tônica (rigidez muscular) seguida de fase clônica (movimentos rítmicos e contrações musculares).
Quais fatores podem desencadear crises em pacientes epilépticos?
Privação de sono, estresse, estímulos luminosos, alterações metabólicas e interações medicamentosas.
Como os distúrbios metabólicos podem precipitar uma crise convulsiva?
Alterações em eletrólitos, glicemia ou acidose podem desestabilizar a atividade elétrica cerebral.
Qual o papel da privação de sono nas crises epilépticas?
A falta de sono pode diminuir o limiar convulsivo, aumentando a frequência e intensidade das crises.
Qual a importância dos anticonvulsivantes no manejo da epilepsia?
Eles são a base do tratamento, visando prevenir ou reduzir a frequência das crises.
Como o ácido valproico atua no tratamento da epilepsia?
Atua estabilizando a atividade neuronal, sendo eficaz em diversas formas de crises, inclusive generalizadas e mioclônicas.
Quais são os efeitos colaterais comuns da carbamazepina?
Hiponatremia, sonolência, lentificação mental e reações cutâneas.
Qual o papel da fenitoína no tratamento da epilepsia?
É um anticonvulsivante utilizado para controlar crises, principalmente em epilepsias generalizadas e focais.
Quais as características da epilepsia mioclônica juvenil?
Apresenta crises rápidas, principalmente ao despertar, com mioclonias que podem evoluir para crises generalizadas.
Como a esclerose mesial temporal se relaciona com a epilepsia?
É uma das causas mais comuns de epilepsia focal em adultos, associada à atrofia do hipocampo e geralmente resistente a medicamentos.
Quando o tratamento cirúrgico é considerado na epilepsia?
Em casos refratários ao tratamento medicamentoso, quando o foco epileptogênico é bem delimitado.
O que significa refratariedade ao tratamento farmacológico na epilepsia?
Quando o paciente continua tendo crises apesar do uso adequado dos anticonvulsivantes.
Quais são os passos terapêuticos no manejo do status epilepticus?
Suporte básico, administração de benzodiazepínicos, seguida de anticonvulsivantes como a fenitoína ou ácido valproico, e, se necessário, sedação contínua.
Qual o papel do SPECT na avaliação da epilepsia?
Auxilia na identificação do foco epileptogênico através da avaliação do fluxo metabólico cerebral durante e fora das crises.
Como a ressonância magnética contribui no estudo da epilepsia?
Permite a visualização de anormalidades estruturais, como malformações ou a esclerose mesial temporal.
Como se caracterizam as crises parciais simples e complexas?
As simples não comprometem a consciência, enquanto as complexas afetam o estado de consciência e podem incluir automatismos.
O que são crises secundariamente generalizadas?
São crises que se iniciam de forma focal e, posteriormente, se disseminam por ambos os hemisférios cerebrais, resultando em manifestações generalizadas.
Quais fatores influenciam o prognóstico em pacientes com epilepsia?
Tipo de epilepsia, resposta ao tratamento, presença de lesões estruturais e início precoce dos sintomas.
Quais complicações podem ocorrer durante um estado de mal epiléptico?
Comprometimento respiratório, instabilidade hemodinâmica e potencial lesão cerebral permanente.
Qual a importância da história clínica no manejo da epilepsia?
Fornece informações sobre a frequência, duração, fatores desencadeantes e resposta ao tratamento, essenciais para o diagnóstico e o planejamento terapêutico.
Como se define uma abordagem terapêutica eficaz no manejo da epilepsia?
Uma estratégia que combine a escolha adequada de anticonvulsivantes, monitoramento clínico e, quando necessário, intervenções cirúrgicas, para reduzir a frequência das crises e melhorar a qualidade de vida.