Epilepsia Flashcards
Definição?
Predisposição duradoura e genética a crises epiléticas, com 2 ou mais crises em > 24h (sem fatores precipitantes orgânicos) ou síndrome epilética presente (Ohtahara, West etc.).
Diferença de crise e epilepsia?
Crise é o momento da convulsão (descargas elétricas neuronais excessivas) e epilepsia é a predisposição.
Classificação → quais os 3 tipos de crise focal?
Perceptiva (parcial simples), disperceptiva (parcial complexa) e focal para tônico-clônica bilateral.
Classificação → definição de crise focal perceptiva?
Descargas elétricas neuronais excessivas acometem apenas um hemisfério e causam manifestações neurológicas focais no lado contralateral do corpo, não acometendo o SARA → consciência preservada.
Classificação → definição de crise focal disperceptiva?
Descargas elétricas neuronais excessivas atingem apenas um hemisfério e causam manifestações neurológicas focais no lado contralateral do corpo, podendo acometer o SARA → perda da consciência.
Classificação → definição de crise focal para tônico-clônico generalizada?
Acometimento intenso de um hemisfério, atingindo o outro por contiguidade, gerando as crises tônico-clônico generalizadas. Perda da consciência SE SARA acometido.
Classificação → generalizada?
2 hemisférios acometidos, podendo ou não acometer o SARA e ↓ consciência.
Classificação → tipos de generalizada?
Não motora e motora.
Classificação → generalizada não-motora?
Crise de ausência → Perda da consiência sem acometimento motor (paciente apenas apaga o interruptor da consciência).
Crise de ausência → epidemiologia?
Crianças de 3-12 anos (pico de 5 a 8), predomínio no sexo masculino, causando dificuldade de aprendizado.
Fatores precipitantes de crise de ausência?
Hiperventilação e privação de sono.
EEG da crise generalizada não motora tipo ausência?
Padrão de ponta-onda ou espícula onda de 3 Hz/s ou 3 ciclos/s.
Criança com dificuldade de aprendizado e EEG com padrão de ondas espiculadas de 3 ciclos/s → diagnóstico?
Crise de ausência.
Tratamento farmacológico da crise de ausência?
Etossuximida🏅, lamotrigina ou valproato.
Qual droga não usar nas crianças com crise de ausência?
Carbamazepina → ↓ cognição.
Mecanismo de ação da etossuximida?
Bloq. os canais de cálcio do tipo T talâmicos → ↑ limiar de estímulo do SNC.
Mecanismo de ação da lamotrigina?
Inibe canais de Na+ e Ca2+ voltagem dependente → evita ou ↓ liberação de neurotransmissores excitatórios (glutamato).
Mecanismo de ação do valproato?
↑ disponibilidade de GABA (neurotransmissor inibitório).
Classificação → generalizada motora atônica?
Perda da consiência com atonia muscular súbita.
Classificação → generalizada motora mioclônica?
Contrações musculares súbitas (“criança desastrada”), podendo ou não manter a consciência.
Classificação → crise tônico-clônico generalizada (2 fases)?
1ª fase tônica → espasmos musculares (flexão ou extensão dos membros) e grito epiléptico (ar passando por via aérea semicerrada);
2ª fase clônica → espasmos musculares de alta frequência e baixa amplitude, aumentando a amplitude e diminuindo a frequência com o passar da crise.
Tratamento farmacológico da focal?
Lamotrigina, valproato ou carbamazepina.
Tratamento farmacológico da generalizada?
Lamotrigina ou valproato.
Tabasgista com epilepsia controlado que apresenta piora das crises convulsivas → motivo?
Uso de bupropiona → piora limiar convulsivo (excitatório do SNC).
Fármaco para gestantes ou mulheres em idade fértil?
Lamotrigina. Nunca usar valproato → teratogênico (espinha bífida etc.)
3 princípios básicos do uso de anticonvulsivantes?
- Iniciar monoterapia em dose baixa com ↑ progressivo de acordo com resposta terapêutica;
- Iniciar terapia farmacológica apenas a partir da 2ª crise;
- Nunca suspender de forma súbita (fazer desmame).