DIAGNÓSTICO Flashcards
1º exame a ser pedido
Hemocultura
Enquanto esperamos a hemocultura, quais condutas devemos ter
Iniciar tratamento antimicrobiano empírico e terapia adjuvante com dexametasona
Exame de confirmação
Cultura do LCS
Objetivo da cultura do LCR
Isolamento da bactéria para identificação da espécie, e posteriormente o sorogrupo, sorotipo
e sorossubtipo do meningococo invasivo.
Quimiocitológico do LCR
Permite:
- Contagem e diferencial das células;
- Dosagens de glicose e proteínas do LCR
Traduz a intensidade do processo infeccioso e orienta a suspeita clínica, mas não deve ser utilizado para conclusão do diagnóstico final, pelo
baixo grau de especificidade
Todos os pacientes devem passar por avaliação neurorradiológica (TC ou RM) antes da punção lombar (PL) ?
Não, varia com a clínica do paciente.
Em quais pacientes é seguro fazer a punção lombar sem ter que fazer TC ou RM prévias?
Imunompetente sem história conhecida de traumatismo craniano recente, com nível de consciência normal e sem evidências de papiledema ou déficits neurológicos focais.
Caso seja preciso fazer TC/RM antes da punção, qual conduta devemos seguir?
Deverá ser iniciada a antibioticoterapia empírica após a coleta de hemoculturas.
OBS: A antibioticoterapia instituída algumas horas antes da PL não modifica significativamente a contagem de leucócitos ou a concentração de glicose no LCS e tampouco impede a visualização de microrganismos pela coloração de Gram ou detecção de ácidos nucleicos bacterianos pela PCR
Anormalidades clássicas do LCS em pacientes com meningite bacteriana:
1) Aspecto turvo
2) Leucocitose com predomínio de polimorfonuclear (> 100 células/μL em 90%)
3) Concentração diminuída de glicose (< 2,2 mmol/L [< 40 mg/dL] e/ou razão de glicose do LCS:soro de < 0,4 em cerca de 60%)
3) Aumento da concentração de proteína: > 0,45 g/L [> 45 mg/dL] em 90%
4) Aumento da pressão de abertura (> 180 mmH2O em 90%).
5) Culturas bacterianas positivas em > 80%
6) Coloração do LCS pelo Gram mostra microrganismos em > 60% dos casos.
Alteração que pode ocultar a redução relativa da concetração de glicose do LCS
Hiperglicemia. Por isso, usamos a razão LCS:soro para a concentração de glicose, que permite a correção desse parâmetro.
Concentração de glicose do LCS considerada baixa
Quando a razão LCS:soro para a concentração de glicose é < 0,6.
Razão LCS: soro de < 0,4 pode ser sugestiva de meningite bacteriana, mas também está presente em outras circunstâncias, como:
Meningites fúngica, tuberculosa e carcinomatosa.
Tempo necessário para que a concentração de glicose no LCS se equilibre com a glicemia
30 minutos a várias horas
Por isso, é improvável que a administração de 50 mL de glicose a 50% (G 50) antes da PL, como ocorre nos atendimentos em pronto-socorro, altere significativamente a concentração de glicose do LCS.
Teste da aglutinação de Látex (AL) - conceito
Detecção no LCS de antígenos bacterianos do S. pneumoniae, N. meningitidis, H. influenzae tipo b, Streptococcus do grupo B e cepas da E. coli K1.
Partículas de
látex, sensibilizadas com antissoros específicos, permitem, por técnica de aglutinação rápida (em lâmina ou placa), detectar o antígeno bacteriano nas amostras.
Ocorrência de falso-positivo em indivíduos portadores de fator reumático ou em reações cruzadas com outros agentes
O AL tem maior sensibilidade e especificidade para quais agentes?
Tem especificidade de 95 a 100% para S. pneumoniae e N. meningitidis
Um AL positivo é praticamente diagnóstico da meningite bacteriana causada por esses microrganismos
PCR
Detecta o DNA da N. meningitidis presente nas amostras clínicas (LCR, soro e sangue total).
Também permite a genogrupagem dos sorogrupos do meningococo
Ensaio do lisado de amebócitos de Limulus (conceito)
Exame complementar rápido para a detecção de endotoxina de microrganismos Gram-negativos no LCS e estabelecimento de diagnóstico de meningite bacteriana por Gram-negativos (especificidade de 85-100% e sensibilidade de praticamente 100%)
Qual o melhor exame neurorradiológico para a meningite bacteriana?
RM é superior à TC, pois é melhor na demonstração de áreas de edema e isquemia cerebrais.
Alteração vista na RM em pacientes com meningite bacteriana
Captação difusa de contraste pelas meninges após a administração de gadolínio.
OBS: não é diagnóstica de meningite, pois ocorre em qualquer doença do SNC associada a aumento da permeabilidade da barreira hematencefálica
Exame que devemos fazer quando o paciente apresentar
lesões cutâneas petequiais
Biópsia das lesões
DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO
Crianças >1 ano e adultos com:
- febre, cefaleia, vômitos, rigidez de nuca e kernig/brudzinski,
convulsões e/ou manchas vermelhas no corpo.
Para meningococemia = atentar-se para
eritema/exantema, além de sintomas inespecíficos como hipotensão, diarreia, dor em MMII, mialgia,
rebaixamento do sensório.
DEFINIÇÃO DE CASO CONFIRMADO
1) Caso suspeito + diagnóstico confirmado laboratorialmente (cultura e/ou PCR e/ou látex);
2) Caso suspeito + vínculo epidemiológico com caso confirmado laboratorialmente
3) Caso suspeito +
bacterioscopia com presença de diplococo gram-negativo
4) Caso suspeito + clínica sugestiva de
doença meningocócica + presença de petéquias – meningococcemia.
NOTIFICAÇÃO
É doença de notificação compulsória, sendo surtos e aglomerados de casos ou óbitos de notificação imediata.
A notificação deve ser registrada no SINAN preenchendo a Ficha de Investigação de Meningite.