CIR - Abdome agudo Flashcards
Quais são os órgãos retroperitoneais?
Rins e ureteres e, secundariamente, o cólon ascendente, descendente, pâncreas e duodeno distal. (o reto só a porção proximal)
Qual é a dor abdominal parietal?
Fibras mielinizadas do tipo A, agudas, rápidas, localização precisa
Quais sinais que mostram um pneumoperitoneo?
Sinal de Jobert (hipertimpanismo na região hepática) e um sinal que SIMULA, que é o Sinal de Chilaiditi, mas são apenas alças intestinais posicionadas na região diafragmática.
Qual a dor abdominal visceral?
Fibras não mielinizadas do tipo C, lentas, localização imprecisa. (Exemplo: a dor da apendicite inicia-se com uma dor epigástrica, devido a origem embrionária)
Exemplos de dores referidas/irradiadas?
Sinal de kehr (dor na região subescapular esquerda)
Qual a principal causa de abdome agudo não traumático na mulher, no homem, nas crianças e nas gestantes?
Apendicite aguda
Diagnóstico de apendicite aguda
Clínico. Exames complementares devem ser utilizados se há dúvida diagnóstica ou suspeita de complicações (48h de evolução) ( e o tto n deve ser postergado para realização de exames de imagem)
Qual o resultado da tomografia?
Apêndice espessado, diâmetro >7mm, borramento de estruturas adjacentes ou líquido periapendicular e presença de sinal do alvo.
Se pacientes gestante, utilizar USG ( diâmetro >6-7mm, presença de fecalito)
Relembre o escore de Alvarado
Migração da dor para fossa iliaca direita (1)
Anorexia (1)
Náuseas/vômitos
Defesa à palpação em fosse iliaca direita (2)
Dor à descompressão (1)
Elevação da temp (1)
Leuocitose (2)
Desvio para esquerda (1)
Total: 10
Sugestivos de apendicite (>4) Alto risco: >=7.
Quais são as fases da apendicite?
Edematosa (distensão e edema) = dor em cólica
Flegmonosa, peritonite localizada = dor em FID, defesa, febre
Abscesso = febre em crise, leucocitose
Peritonite generalizada/perfurada (necrose focal com pus na cavidade peritoneal) = comprometimento geral
Abordagem de apendicite não complicada:
Apendicectomia dentro de 24h
Quais são as bactérias mais encontradas na apendicite aguda perfurada
E. coli, bacterioides fragilias (80%)
Tratamento apendicite complicada:
Evoluindo com abscessos:
<3 cm: apendicetomia inicial.
>3cm (ou evolução mais tardia, de semanas): drenagem do abscesso de forma percutânea + antibióticoterapia
Se drenagem funcionou: receber alta para término do atb por 7-10 dias e retirar o apendice eletivamente em 6-8s
Se drenagem não funcionou: apendicectomia imediata de resgate
Se qualquer evidencia de perfuração livre, apendicectomia de emergência
Quais áreas a Artéria mesentérica superior irriga?
Pâncreas, duodeno, intestino delgado, apêndice e parte do cólon.
Quais áreas a Artéria mesentérica inferior irriga?
Cólon e reto
Regiões como ângulo esplenico (griffiths) e flexura retossigmoide (ponto de Sudeck), ocorre quais problemas
Alto risco de isquemia.
Apesar de ocorrer comunicação entre as artérias através da arteria maginal de Drummond (liga a AMS e a AMI) e a arcada de Riolan (liga a cólica média e a cólica esquerda), ainda ocorre essa isquemia.
Etiologias da isquemia mesentérica?
Embolia da arterial mesentérica e trombose da mesentérica
Porém a embolia é mais comum (o grande diâmetro e ângulo da AMS tornam essa artéria anatomicamente mais suscetível à embolia)
Apresentação da embolia mesentérica?
Paciente idoso + fibrilação atrial + dor abdominal intensa e desproporcional ao exame físico (piora da dor ao se alimentar, logo ocorre perda de peso)
Diagnóstico de abdome vascular?
Angiotomografia de alta resolução. Caso não esclarecido, realizar arteriografia (padrão ouro)
Pode aparecer espessamento e gás na parede da alça (pneumatose intestinal)
Tto abdome vascular?
Inicialmente estabilizado clinicamente e início de atb
Bom risco cirúrgico: centro cirurgico e identificar se aquele segmento intestinal pode ser poupado ou ressecado (siais de sofrimento isquêmico irreversível)
Oclusão arterial mesentérica: laparotomia cirurgia precoce com embolectomia
Trombose venosa mesentérica: anticoag (se sintomas n melhorarem, cirurgia para exploração abdominal e avaliar intestino viável)
Isquemia mesentérica não oclusiva: remoção de fatores desencadeantes (medicamentos vasoconstritores), tratamento de causas subjacentes, suporte e monitoramento hemodinâmico e infusão intra-arterial de vasodilatadores.
Colite isquêmica prepresenta quantos % de casos isquemicos gastrointestiais?
50%, sendo a forma mais comum
Quais são as causas da colite isquemica?
Idade >65 anos, arritmias cardíacas, síndrome do intestino irritável, constipação, DPOC, vasculite, qualquer condição que resulte em hipotensão e baixo fluxo sanguíneo, cirurgias que manipule a Aorta ou correções de aneurismas pela oclusão da A. mesentérica inferior.
Diag e tto de colite isquêmica:
Impressão do polegar (trumbprinting): edema na parede colônica
Se identificado com rapidez, pode não necessitar de tto cirúrgico.
Quais porções do intestino mais acometidos por diverticulose?
Sigmoide e cólon descendente
Divertículos do cólon esquerdo _______ mais
Divertículos do cólon direito ________ mais
Esquerdo: inflamam mais
Direito: sangram mais
Classificação de hinchey? (para diverticulite)
l. Abscesso pericólico ou mesentérico, pequeno e confinado
ll. Abscesso pélvico maior e isolado.
lll. Ruptura de abscesso pélvico ou pericólico com peritonite purulenta generalizada
IV. Peritonite fecal com perfuração livre
Tratamento diverticulite aguda não complicada?
Modificação dietética.
Tratamento diverticulite aguda complicada?
Hinchey 1 e 2: manejado com antibiótico e drenagem percutânea do abscesso. Abordagem cirúrgica não é necessária.
Hinchey 3 e 4: Emergência cirúrgica (colectomia a Hartmann)
Após 6 a 8 semanas: colonoscopia para descartar câncer de cólon.
Causas de pancreatite aguda?
Cálculo biliares (40%) e alcoolismo (35%)
Diagnóstico de pancreatite aguda?
Achados clínicos + elevação dos níveis plasmáticos de enzimas pancreáticas. Ocorre elevação de 3x o valor da normalidade sérica de amilase e lipase
Porém a meia vida da amilase é curta, logo, a lipase é um indicador mais sensível.
O aumento de TGP tem VPP de 95% na etiologia biliar.
Classificação de Baltazar (pancreatite)
A- Pâncreas normal
B- Pâncreas aumentado
C- Inflamação do pâncreas ou gordura peripancreátrica
D- Coleção única peripancreática
E- Duas ou mais coleções e/ou presença de ar retroperitoneal
Critérios de Ranson (pancreatite)
Biliar:
Admissão:
Idade >70 anos
Leucócitos > 18000
LDH > 250
AST> 250
Glicemia >220
Em 48h:
Queda HT: 10%
Aumento BUN >2
Cálcio <8
PO2 < 60
Déficit base > 5
Perda fluido > 4l
Causas de pancreatite aguda?
Hipertrigliceridemia
Síndrome de Zollinger ellison (hipercalcemia) (doença gástrica com aumento da gastrina e causador de úlcera péptica perfurada)
Hipercalcemia (geralmente associada a hiperparatireoidismo)
Escore de Marshall?
Troca gasosa + creatinina + PAS
Conduta pancreatite aguda?
Hidratação endovenosa
Não é indicado ATB
Diagnóstico pancreatite crônica:
Exames de imagem + teste de função pancreática
Imagem (TC): Ducto pancreático dilatado (68%); atrofia do parênquima (54%) calcificações (50%).
Função pancreática?
Elastase fecal (principal método não invasivo)
Quantidade de gordura nas fezes
Indicação tto cirúrgico?
Dor intratável, obstrução do ducto biliar ou pancreático, pseudocisto ou pseudoaneurisma e incapacidade de descartar doença maligna
Tratamento cirúrgico em dilataço ductal secundária a calculos ou estenose?
Tentar CPRE
Falhou: Cirurgia de Puestow modificada por partingon-rochelle (pancreaticojejunostomia)