CIR Flashcards
B
B
Diante de um paciente com quadro de dor abdominal aguda, a forma da apresentação ajuda na investigação diagnóstica, sendo que o início da dor gradual (horas e dias) sugere a seguinte patologia:
A) úlcera péptica perfurada.
B) ruptura de aneurisma de aorta.
C) ruptura de gravidez ectópica.
D) obstrução intestinal distal.
E) infarto mesentérico.
D
Paciente de 6 anos é levado à emergência com história de distensão e dor abdominal há alguns dias. Desde ontem, teve alguns episódios de vômito. Ao exame físico, nota-se massa abdominal palpável. Os exames de imagem para elucidação diagnóstica indicam: radiografia de abdome com níveis hidroaéreos e aspecto de “miolo de pão” e ultrassonografia mostrando imagem semelhante a um novelo. Das opções a seguir, qual é a hipótese diagnóstica mais provável?
0A) Apendicite aguda.
0B) Perfuração intestinal.
*C) Obstrução intestinal por áscaris.
0D) Divertículo de Meckel.
0E) Adenite mesentérica.
Paciente apresenta quadro de abdome agudo obstrutivo com distensão abdominal importante, história de emagrecimento e lesão endurada tocável ao exame retal. Com base na Lei de Laplace, qual é o segmento mais suscetível à ruptura?
A) Ceco.
B) Cólon Ascendente.
C) Cólon Transverso.
D) Cólon Descendente.
E) Sigmoide.
A.
*Questão que envolve física e medicina, tentando complicar um pouco as coisas, mas nao se deixem enganar, o conceito é simples, o local de ruptura é onde há maior tensão e o local de maior tensão é o que consegue se dilatar mais, ou seja, tem o maior raio. Deixando de forma objetiva, podemos usar a formula da lei de Laplace:
- Pressão (P) = Tensão na parede (T) / Raio (R) x k (constante)
Portanto, podemos afirmar que o raio e tensão sao diretamente proporcionais. Como o ceco é o local de maior diâmetro do intestino grosso, também é o que permite maiores tensões, sendo o local mais provável de ruptura em caso de obstrução intestinal que ocorra abaixo do mesmo
Quando existe uma obstrução no cólon esquerdo ou reto e a válvula ileocecal for incompetente (ou incontinente), haverá
refluxo de fezes para o delgado, com vômitos fecaloides.
Se a válvula ileocecal for competente (ou continente) e fizer o seu papel, cria-se um segundo ponto de obstrução que permite somente a entrada de conteúdo entérico e não o seu retorno, gerando distensão do
ceco e obstrução em alça fechada.
Radiografia abdominal de pacientes com obstrução em alça fechada mostra apenas de distensão do cólon (sem intestino delgado). Ceco com mais de 12cm de diâmetro é sinal de rotura iminente, indicando cirurgia de emergência.
V
A apresentação clínica clássica do abdome agudo obstrutivo é dor tipo cólica, vômitos, parada de eliminação de gases e fezes, distensão abdominal e hipertimpanismo. Em relação aos ruídos hidroaéreos, estão _______ no início do quadro e ausentes na evolução da doença.
AUMENTADOS
Denomina-se vólvulo a situação clínica em que uma alça intestinal sofre rotação do seu mesentério sobre seu próprio eixo. Sobre essa patologia possível de obstrução intestinal, assinale a alternativa correta.
0A) Os estudos radiológicos contrastados não são sempre necessários para o diagnóstico do vólvulo e podem ser potencialmente arriscados nos casos em que se suspeita de isquemia ou perfuração cólica.
0B) A radiografia simples de abdome não pode diagnosticar um vólvulo cecal.
0C) A primeira escolha no tratamento do vólvulo do cólon sigmoide é a ressecção do cólon inviável com colostomia terminal (operação de Miles).
0D) Geralmente os vólvulos acometem a região do cólon transverso.
0E) A tentativa cirúrgica de distorção sem ressecção intestinal tem baixo índice de recidiva.
A
Paciente de 85 anos, está internado em leito de enfermaria, em tratamento de pneumonia. Tem diagnóstico prévio de doença de chagas. No quinto dia de internamento, desenvolve distensão abdominal e parada na eliminação de fezes e flatos. A Radiografia simples de abdome evidencia imagem sugerindo volvo sigmoideo. Qual tratamento inicial deve ser instituído ao paciente?
Sigmoideoscopia descompressiva.
A obstrução causada por volvo de sigmoide é uma obstrução em alça fechada, apresentando risco importante de perfuração, caso não tratada a tempo. Em um paciente com obstrução por volvo de sigmoide, apresentando sinais de peritonite e pneumoperitônio denotando perfuração, já com tentativa de resolução endoscópica, porém sem sucesso, qual é a melhor conduta?
Cirurgia de Hartmann.
paralisia do cólon sem causas anatômicas, originando-se de um desequilíbrio entre os sistemas simpático e parassimpático. Geralmente está relacionada a traumas graves de coluna, pacientes acamados com drogas vasoativas e distúrbios hidroeletrolíticos.
pseudo-obstrução dos cólons (síndrome de Ogilvie)
O abdome agudo é caracterizado por dor abdominal de início súbito que necessita de um diagnóstico precoce. Diante desses casos, pode-se ter várias complicações abdominais graves, dentre elas a Síndrome de Ogilvie. Quais são as características dessa síndrome?
Caracteriza-se pela dilatação cecal e do colo direito na ausência de uma lesão anatomicamente obstrutiva.
Um paciente de 85 anos, em uso de quetiapina e clorpromazina, apresenta distensão abdominal súbita não associada à dor. Realizou um exame contrastado do intestino (enema opaco) que evidenciou passagem do contraste por todo o intestino, sem interrupções. Quais são o provável quadro clínico desse paciente e o tratamento inicial a ser realizado?
Síndrome de Ogilvie / sonda nasogástrica, correção hidroeletrolítica e interromper medicações neurolépticas.
caracteriza-se por obstrução intestinal (íleo distal), causada por um cálculo biliar grande proveniente de fístula entre a vesícula e o duodeno. A tríade de Rigler pode estar presente (obstrução de alças e delgado, presença de cálculo ectópico e pneumobilia - gás dentro das vias biliares).
íleo biliar
Paciente, 63 anos, em programação cirúrgica de colecistectomia por cálculo único de 3cm, apresenta quadro súbito de obstrução intestinal. Foi realizada USG de abdome que não evidencia o cálculo dentro da vesícula e apresenta sinais de aerobilia. Qual é o provável local da obstrução?
Íleo distal.
São características clínicas e radiológicas do íleo biliar, EXCETO
A) distensão abdominal.
B) icterícia.
C) aerobilia.
D) dor abdominal.
E) vômitos.
B
*O quadro típico do íleo biliar inclui dor abdominal, distensão e vômitos, sendo também esperado um aumento dos ruídos hidroaéreos e desidratação. A aerobilia é comum pois há uma fístula entre a vesícula e um órgão oco (geralmente duodeno ou estômago) o que causa entrada de ar no sistema biliar. A aerobilia, juntamente com a distensão de intestino delgado e presença de cálculo biliar ectópico (fora da topografia da vesícula, geralmente impactado na válvula ileocecal) formam a tríade de Rigler, que é patognomônica de íleo biliar. A icterícia não ocorre, já que não há obstrução da via biliar e sim do intestino.
pode estar presente no óleo biliar e caracteriza-se por obstrução de alças e delgado, presença de cálculo ectópico e pneumobilia - gás dentro das vias biliares
tríade de rigler
São complicações da apendicite aguda, EXCETO
0A) megacólon tóxico.
0B) peritonite.
0C) abscesso localizado.
0D) fístulas enterocutâneas.
0E) obstrução intestinal.
A
Drenagem sempre deve ser realizada no tratamento de abcesso de parede abdominal pós apendicectomia.
correto.
A principal complicação da apendicite aguda é o abscesso de parede, que deve ser tratado com abertura dos pontos da pele e drenagem ampla. Pode haver também abscesso cavitário causando febre mais tardia no pós-operatório, podendo ser diagnosticado por TC e tratado com antibióticos e drenagem percutânea ou nova cirurgia.
A fase 2 da apendicite pode ser chamada de _________ ou fibrinosa.
purulenta.
As fases da apendicite podem apresentar nomes diferentes na literatura mas basicamente são divididas em fase 1 edematosa ou inflamatória (aumento da pressão intraluminal com congestão venosa e linfática); fase 2 fibrinosa ou purulenta; fase 3 gangrenosa ou necrótica (mais comum na ponta do apêndice, borda anti-mesentérica, por obstrução da perfusão arterial) e fase 4 perfurativa (mais tardia e geralmente bloqueada).
A apendicite aguda apresenta fases de evolução. Em determinado momento, ocorre aumento mais acentuado da pressão intraluminar resultando em trombose venosa e, quando esta ultrapassa a pressão arteriolar, observa-se isquemia do apêndice. Ocorre, então, o infarto do apêndice, estágio chamado de apendicite aguda
A) catarral.
B) supurativa.
C) gangrenosa.
D) perfurativa.
E) necrotizante.
C
Em pacientes no pós-operatório e apendicectomia que não aceitam a dieta, apresentam taquicardia, dor desproporcional e sinais obstrutivos, devemos passar a sonda nasogástrica e investigar complicações, inicialmente com RX de tórax e abdome; na suspeita de abscesso, será indicado o ultrassom ou a TC de abdome. A laparotomia será indicada quando:
houver peritonite.
Um paciente de 85 anos, cardiopata, chega ao hospital com dor abdominal intensa, de início há 3 horas, associada a náuseas intermitentes. O exame físico abdominal revela dor leve à palpação, diminuição de ruídos e distensão, sem irritação peritoneal. Considerando o quadro do paciente, assinale a alternativa correta.
A) Coronariopatas, e pacientes com doença aterosclerótica sistêmica estão menos propensos à embolia arterial mesentérica.
B) Na fase inicial da isquemia mesentérica aguda, a camada mais afetada da parede intestinal é a camada serosa.
C) Caso seja realizada a laparotomia e evidenciada necrose de intestino delgado, o ramo arterial para o segmento afetado deve ser controlado e uma embolectomia segmentar deve ser realizada imediatamente.
D) Com a evolução acerca do diagnóstico desses pacientes, a taxa de mortalidade e as complicações tardias, como a síndrome do intestino curto, diminuíram drasticamente nos últimos anos.
*E) A angiotomografia é o exame de escolha na suspeita de isquemia mesentérica aguda.
Caso clínico interessante que muitas vezes passa despercebido em uma avaliação no pronto socorro. O que deve nos chamar mais atenção é a paciente referir uma dor intensa e ao exame físico não apresentar sinais de alarme importantes, ou seja, desproporcionalidade entre dor referida e o exame fisico que quando aparece nas questões devemos sempre ligar o alerta para isquemia mesentérica aguda quando a questão nos mostrar um paciente cardiopata, pois 50 % dos casos são devido embolia em pacientes cardiopatas.
Para o diagnóstico temos como padrão ouro a angiografia mesentérica seletiva, porém o mais ultilizado é a angiotomografia que mostra a falha de enchimento
Além disso, a mucosa intestinal é a primeira a sofrer com a isquemia intestinal e durante o tratamento , a embolectomia segmentar pode ser realizado, mas não em caso de haver necrose da alça, pois se torna irreversivel a viabilidade desse segmento de intestino e por ser de dificil diagnóstico, os níveis de complicações tardias ainda permanecem elevados
pneumoperitônio.
Mulher, 20 anos, com história de dor abdominal em baixo ventre há 2 horas, forte intensidade e início súbito. Dá entrada no setor de urgência com palidez cutâneomucosa, PA 80X40mmHg, FC 120. Ao exame físico, apresenta dor intensa à palpação de região pélvica e sinais de irritação peritoneal. Qual é a principal hipótese diagnóstica e o exame a ser realizado?
0A) Apendicite aguda complicada, Tomografia Computadorizada.
0B) Úlcera gástrica perfurada, RX.
0C) Doença inflamatória pélvica, USG.
0D) Gravidez ectópica rota, Beta HCG.
0E) Aborto retido, USG.
D