Caderno de Erros Flashcards

1
Q

Conhecer os sons das letras, a pronúncia dos dígrafos e dífonos, dos encontros vocálicos e dos consonantais, dos tritongos, dos ditongos e dos hiatos faz parte da boa Oratória. A única sequência que apresenta CORREÇÃO quanto a isso é:
a) A palavra “subsídio” possui o som de /zê/ no segundo “s”.
b) As palavras “sintaxe” e “inexorável” possuem a letra “x” com som de /ks/.
c) As palavras “gratuito”, “fortuito” e “circuito” têm tonicidade no “i”.
d) As palavras “distinguir”, “extinguir” e “adquirir” não têm o “u” pronunciado.
e) As palavras como “cruz” e “mas” são pronunciadas com o som /iz/.

A

As palavras “distinguir”, “extinguir” e “adquirir” não têm o “u” pronunciado, pois temos dígrafo GU e QU.
a) A palavra “subsídio” possui o som de /cê/ no segundo “s”, como em suiCÍdio.
b) As palavras “sintaxe” e “inexorável” possuem a letra “x” com som de “SS” (sintaSSE) e “Z” (ineZorável)
c) As palavras “gratUito”, “fortUito” e “circuito” têm tonicidade no “U”.
e) As palavras como “cruz” e “mas” são pronunciadas com o som /S/. Gabarito letra D.

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2
Q

Há apenas uma palavra escrita INCORRETAMENTE na sequência:
a) vazio – vasilhame – vassoura – vaso – crasso.
b) hélice – humedecido – húmido – húmus – herbáceo.
c) nascer – desfalescer – adolescência – piscina – abstenção.
d) gesto – jeito – jocoso – jenipapo – asilado – abalizado.
e) exceção – excetuar – exceto – estender – extensão.

A

Na letra C, apenas uma, “desfalecer”, estava escrita incorretamente. Questão direta, marquemos a grafia correta das demais: umedecido, úmido. Nas demais, todas estão corretas.

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3
Q

Todas as palavras da sequência estão grafadas CORRETAMENTE em:
a) Cizânia – ojeriza – apaziguar – deslizamento – envernizado.
b) Usura – reveses – despreso – maisena – grisalho.
c) Pretensão – suspenção – expansivo – conversível – defensivo.
d) Submissão – discussão – remissão – intercessão – restrissão.
e) Intervenção – exceção – presunsão – remição – contenção.

A

Na letra A, todas as palavras estão corretas. A correção das demais: Desprezo, suspensão, restrição, presunção.
Erradas.: desprezo, suspensão, restrição, presunção, remissão

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4
Q

Assinale a alternativa em que a justificativa para o emprego da inicial maiúscula encontra‐se INCORRETA.
a)“[…] primeiro‐ministro da Bélgica […]” – nome de lugar
b)“[…] conversando pelo Messenger […]” – nome personificado
c)“[…] discurso que fazia no Parlamento […]” – nome de instituição
d)“[…] de uma ponta à outra da Avenida Paulista […]” – nome de logradouro público

A

Entre os principais casos de uso de letras maiúsculas, a maioria deriva do fato de tomarmos um substantivo como próprio (único) ou como comum (não específico).
Messenger é um nome próprio, nome de uma marca específica. Por isso é grafado com letras maiúsculas. Na verdade, é um nome próprio por natureza e não sofreu personificação, então a justificativa da letra B está incorreta.
A propósito, um exemplo de uso de maiúsculas por motivo de personificação é: A Morte é uma dama cheia de caprichos. (Morte é vista como uma “pessoa”) Gabarito letra B.

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5
Q

Está inteiramente adequado o emprego do elemento sublinhado na frase: Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico porque foi marcado o período dos últimos quinhentos anos.

A

Aqui, temos preposição “por”+”que” pronome relativo. Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico por que foi marcado o período dos últimos quinhentos anos. Tomou proporções gigantescas o crescimento econômico pelo qual foi marcado o período dos últimos quinhentos anos. Incorreto.

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6
Q

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
Na antiguidade clássica, onde o intento da pintura realista prevalescia, mesmo assim ela não alcançava ser tão fotográfica.

A

“Onde” se usa para lugar físico, não para ideia de tempo. A grafia correta é “prevaleCia”. Questão incorreta.

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7
Q

Em que frase estão corretos o uso e a grafia da expressão sublinhada?
a) Não existiria luz senão houvesse a escuridão.
b) Pelo menos três pessoas ficaram preocupadas, senão todas.
c) Dedicar-me-ei muito, senão serei reprovado.
d) Não encontrei nenhum se não em sua tese.
e) Não era ouro nem prata, se não bijuteria.

A

O “se não” separado é usado quando temos “Se” condicional + “Não” advérbio de negação, nesse caso podemos pensar na sentença sem o “não”, já que ele é independente:
Se não estudar, não passará. / Se estudar, passará.
O caso mais clássico de “senão” junto é o de valor alternativo, equivalente a “caso contrário”:
Dedicar-me-ei muito, senão serei reprovado. (caso contrário)
Corrigindo, temos:
a) Não existiria luz se não houvesse a escuridão.
b) Pelo menos três pessoas ficaram preocupadas, se não (ficaram) todas.
c) Dedicar-me-ei muito, senão serei reprovado.
d) Não encontrei nenhum senão em sua tese.
e) Não era ouro nem prata, senão bijuteria. Gabarito letra C.

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8
Q

O emprego de acento agudo nas palavras “juízo”, “extraídos” e “período” justifica-se pela mesma regra de acentuação gráfica.

A

Observe a separação das sílabas e a classificação de cada palavra:
JU - Í - ZO - penúltima sílaba tônica acentuada por ser HIATO.
EX - TRA - Í - DOS - penúltima sílaba tônica acentuada por ser HIATO.
“PE - RÍ - O - DO” é acentuada por ser uma proparoxítona.
Cuidado, não há como pensar que “período” pudesse ser acentuada pela regra do hiato, pois o I não está sozinho, nem seguido de S, nem forma hiato com sílaba anterior.
Questão incorreta.

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9
Q

A correção gramatical do trecho “Para que ligar-se a um homem que viesse magoá-la, arrancar-lhe a paz de espírito?” (Linha 7 e 8) seria mantida caso ele fosse reescrito da seguinte maneira: Ligar-se a um homem que viesse magoá-la, arrancar-lhe a paz de espírito para que?

A

O pronome interrogativo “que”, no final da frase, deve receber acento circunflexo.
A forma certa seria, portanto:
“Ligar-se a um homem que viesse magoá-la, arrancar-lhe a paz de espírito para quê?”
Vale lembra que o pronome interrogativo “que” só recebe acento se estiver no final da frase ou antes de pontuação, visto que, nesses casos, assume a forma de monossílabo tônico. Questão incorreta.

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10
Q

Está errado o aumentativo de um dos substantivos. Assinale-o
A) amigo – amigalhão.
B) gato – gatarrão.
C) ladrão – ladravaz.
D) mão – manopla.
E) pata – pataca.

A

O aumentativo de “pata” é feito com o sufixo -orra, ou seja, é “patorra”. Os demais aumentativos estão corretos. Gabarito: Letra E.

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11
Q

O emprego do acento gráfico nas palavras “dói”, “só” e “nós” justifica-se pela mesma regra de acentuação.

A

As palavras “só” e “nós” são acentuadas por serem monossílabos tônicos.
Já a palavra “dói” recebe acento por se um monossílabo que apresenta ditongo aberto (como as palavras céu, véu, sóis, réu etc.).
Portanto, as palavras são acentuadas por justificativas diferentes.
Questão incorreta.

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12
Q

O emprego de acento na palavra “memória” pode ser justificado por duas regras de acentuação distintas.

A

Caso raríssimo em prova do CEBRASPE: a cobrança da regra da proparoxítona eventual, aparente ou relativa.
Segundo essa teoria, podemos separar como me-mó-ria (visão clássica - paroxítona terminada em ditongo crescente) ou me-mó-ri-a (proparoxítona).
Questão correta.

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13
Q

Seria incorreto o emprego da forma quotidianamente em lugar de “cotidianamente” (l.4), pois aquela forma foi abolida do vocabulário oficial da língua portuguesa.

A

As duas palavras existem na língua portuguesa e estão corretas. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) registra as duas formas - cotidiano e quotidiano - portanto, ambas são aceitáveis e podem ser utilizadas.
Questão incorreta.

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14
Q

O artigo 9º do Estatuto do Idoso diz:
“É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições dignas.”
Entre os cinco adjetivos sublinhados, aqueles que mostram valor de opinião, são
(A) saudável / dignas.
(B) idosa / sociais.
(C) públicas / dignas.
(D) sociais / públicas.
(E) idosa / saudável.

A

Aqui, “idoso” é um adjetivo meramente classificatório, objetivo, não tem “julgamento” embutido, não traz subjetividade, valoração. O mesmo vale para “sociais e públicas” que apenas descrevem objetivamente a função das políticas. Uma política pode ser social, ser econômica, ser fiscal. Tudo isso é objetivo. Por outro lado, “saudável” e “dignas” são adjetivos valorativos, indicam julgamento, opinião. Pode-se de discutir o que é mais ou menos saudável ou digno para cada pessoa. Gabarito letra A.

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15
Q

Maus hábitos cotidianos muitas vezes são, na verdade, práticas antiéticas e até ilegais, que devem, sim, ser combatidas.
Os termos “antiéticas”, “ilegais” e “combatidas” qualificam a palavra “práticas”.

A

“antiéticas” e “ilegais” qualificam sim o substantivo “práticas”. Contudo, “combatidas” é um verbo numa frase em voz passiva: “devem ser combatidas” (ver aula de verbos), não é um adjetivo. Questão incorreta.

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16
Q

O emprego do hífen no vocábulo “bem-estar” justifica-se pela mesma regra ortográfica que justifica a grafia do antônimo desse vocábulo: mal-estar

A

Os advérbios “bem” e “mal”, se usados como prefixo, pedem hífen quando a próxima palavra é iniciada por vogal (ou H, porque tem som de vogal). Essa é a regra que justifica “bem-estar” e “mal-estar e faz o item estar correto.
Porém, no caso de “bem”, não há hífen quando a palavra seguinte for derivada de “querer” ou “fazer”: benquerer, benfeito.
No caso de “mal”, não há hífen quando a palavra seguinte for iniciada por consoante: malcriado, malfeito.
Questão correta.

17
Q

Nossas cidades estão perdendo suas árvores rapidamente, mas até nisso somos um país desigual. Os bairros mais nobres do Rio de Janeiro e de São Paulo seguem maravilhosamente arborizados, alguns cada vez mais, frequentemente com árvores das mesmas espécies das que foram cortadas na frente da sua casa ou do seu trabalho por serem supostamente inadequadas, para não causarem danos à infraestrutura.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a expressão “por serem”, ao final do primeiro parágrafo, poderia ser substituída por que eram.

A

Esta questão envolve o uso dos porquês. A oração causal “por serem” está reduzida e equivale a “porque eram”; então o “porque” utilizado é a conjunção causal, grafada em palavra única.
Questão incorreta.

18
Q

No trecho “Os dois professores destacam que os investidores reconhecem cada vez mais o impacto, para a sociedade, das empresas nas quais investem”, a substituição de “nas quais” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.

A

Emprega-se “aonde” apenas quando um termo exige preposição “a”; “investir” exige preposição “em”, então não seria correto o emprego de “aonde”.
Rigorosamente, mesmo “onde” deixaria a redação inadequada, pois “onde” é empregado estritamente para lugar físico, o que também não é o caso.
Questão correta.

19
Q

…propostas que concebem um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual a própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua existência.
A substituição de “no qual” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.

A

Apenas usamos “aonde” se houver algum verbo que peça preposição “a”, normalmente verbos de movimento como ir, chegar, comparecer… Não é o caso aqui, até porque “Estado” não é um lugar físico.
… um Estado que seja parco em prestações sociais e no qual (no Estado) a própria sociedade se responsabilize pelos riscos de sua existência.
Questão correta.

20
Q

Alterada a ordem do adjetivo na expressão, observa-se, de modo mais significativo, a mudança de sentido em:
A) necessária reflexão.
B) interesses alheios.
C) vantagens fantásticas.
D) verdadeiro produto.
E) falsas notícias.

A

A única alternativa em que se observa mudança de sentido é na letra (D): “verdadeiro produto” tem o sentido de “produto certo”, “o melhor produto” (superior aos concorrentes); já “produto verdadeiro” denota que é genuíno, original, não falsificado.
As demais alternativas não apresentam mudança de sentido quando há troca de posição da palavra. Portanto, gabarito Letra (D).

21
Q

O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível humanidade da justiça.
No último parágrafo do texto, o emprego dos vocábulos “muito” e “sempre” enfatizam a opinião expressa pelo autor.

A

Em “muito cuidado”, “muito” é pronome indefinido, pois modifica substantivo, com ideia de quantidade vaga, imprecisa.
Por definição, advérbio é palavra invariável que modifica verbo (trabalho muito), adjetivo (muito bonito) ououtro advérbio (muito bem); não pode modificar substantivo. Questão incorreta.

22
Q

Aqui, neste escritório onde a verdade não pode ser mais do que uma cara sobreposta às infinitas máscaras variantes, estão os costumados dicionários da língua e vocabulários, os Morais e Aurélios, os Morenos e Torrinhas, algumas gramáticas, o Manual do Perfeito Revisor, vademeco de ofício […].
Na linha 1, o emprego de “neste” decorre da presença do vocábulo “Aqui”, de modo que sua substituição por nesse resultaria em incorreção gramatical.

A

O autor fala em primeira pessoa, em referência ao próprio escritório em que está, o escritório próximo. Então, a forma correta é “neste”. O pronome “nesse” faria referência a um escritório próximo de quem ouve. Questão correta.

23
Q

Nas Américas, estima-se que 77 milhões de pessoas sofram um episódio de doenças transmitidas por alimentos a cada ano — metade delas são crianças com menos de 5 anos de idade. Os dados disponíveis indicam que as doenças transmitidas por alimentos geram de US$ 700 mil a US$ 19 milhões em custos anuais de saúde nos países do Caribe e mais de US$ 77 milhões nos Estados Unidos da América.
A substituição da expressão “metade delas” por cuja metade manteria a correção gramatical e a coesão do texto

A

Por regra, o pronome “cujo” deve vir entre substantivos, ligando possuidor e coisa possuída; então, não pode ficar “solto” no texto, sem ligar esses dois elementos.
Em “cuja metade”, fica a dúvida: metade do quê? Metade de quem? Então, o pronome não está bem utilizado. Poderia haver a leitura: metade do ano, metade dos alimentos, metade dos milhões…Questão incorreta.

24
Q

Em 2016, foram registrados 16 acidentes, com 303 vítimas fatais, e o último episódio, com um avião de passageiros de maiores proporções: a queda do Avro RJ85, operado pela empresa LaMia, próximo de Medellín, na Colômbia. O desastre, que completou um ano no último dia 28 de novembro, matou 71 pessoas, em sua maior parte atletas do time brasileiro da Chapecoense.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, JULGUE O ITEM.
A substituição do termo “que” por o qual prejudicaria a correção gramatical do texto.

A

O pronome relativo invariável “que” pode ser substituído pelos seus equivalentes variáveis, como “o qual, a qual, os quais, as quais”. No caso, usaríamos “o qual”, para concordar no masculino singular com “desastre”.
Questão incorreta.

25
Q

Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito assemelham-se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.

A

Lembre-se que não há artigo após o pronome “cujo”, ou seja, não é possível dizer cujas as ações. Por isso,
Questão incorreta.

26
Q

Tem meia dúzia de atendentes, conheço dois ou três pelo nome, e o dono do lugar é sempre simpático comigo. Sabe que gosto do seu negócio, que, se me mudasse de novo para lá, seria seu freguês. Mas também sei que me vê como um tipo que há vinte anos vive na capital, que a essa altura é mais metropolitano que interiorano, um cara talvez meio esquisito, ou apenas ridículo, que se interessa por coisas de que não precisa, coisas das quais não entende.
A substituição da expressão “das quais” (3º parágrafo) por que preservaria tanto o sentido quanto a correção gramatical do período.

A

Note que na reescritura, a preposição é suprimida e o pronome “as quais” é substituído por “que”:
Entender as coisas => as coisas que entende.
Gramaticalmente, é possível.
Contudo, ocorre mudança de sentido:
“entender de alguma coisa” é o mesmo que dominar um conhecimento, ser um especialista.
“entender alguma coisa” significa saber o que algo é, ser capaz de compreender o que é alguma coisa.
Perceba essa diferença. Por isso, a reescrita não é possível. Questão incorreta.

27
Q

A ciência nos alerta contra os perigos introduzidos por tecnologias que alteram o mundo, especialmente o meio ambiente de que nossas vidas dependem….
Na linha 2, o termo “de que” poderia ser substituído, sem alteração da correção gramatical e dos sentidos do texto, por “do qual”.

A

O pronome invariável “que” tem como referente “meio ambiente”, então só poderíamos trocar por “do qual”, masculino e singular, mantendo a correção. Questão correta.

28
Q

Julgue a proposta de reescrita para o trecho “Ainda hoje, em muitos rincões do nosso país, são encontrados administradores públicos cujas ações em muito se assemelham às de Nabucodonosor, rei do império babilônico”.
Muitos rincões do nosso país, ainda hoje, têm administradores públicos cujas as ações muito assemelham-se as ações do imperador babilônico Nabucodonosor.

A

…cujas as ações… (não há artigo após cujas).
“Muito” é advérbio, portanto atrai o pronome átono (muito se assemelham).
Faltou acento indicativo de crase em “às ações”. Questão incorreta.

29
Q

É uma loja grande e escura no centro da cidade, uma quadra distante da estação de trem. Quando visito a família, entre um churrasco e outro, vou até lá para olhar as gôndolas atulhadas de baldes, bacias, chaves de fenda, garfos, colheres, facas, afiadores de vários modelos, pedras de amolar, parafusos, porcas, pregos, anzóis e varas de pescar.
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, a expressão “uma quadra distante da estação de trem” (1º parágrafo) poderia ser substituída por a uma quadra de distância da estação de trem.

A

A preposição “a” aqui dá ideia de limite: estar a uma quadra=estar à distância de uma quadra=estar uma quadra distante. Questão correta

30
Q

A muitos desses pregoeiros do progresso seria difícil convencer de que a alfabetização em massa não é condição obrigatória nem sequer para o tipo de cultura técnica e capitalista que admiram.
A supressão do vocábulo “nem” preservaria o sentido e a correção gramatical do texto.

A

O “nem” é uma conjunção aditiva que “soma” unidades negativas, ou seja, soma negações: não estudo nem trabalho.
Sequer significa “ao menos, pelo menos”. Embora utilizada em frases negativas, não substitui o “não” ou “nem”, que devem aparecer antes de “sequer” em frases negativas.
Como temos uma sentença que já é negativa (não), é possível suprimir o “nem”: não é condição obrigatória sequer para o tipo de cultura.
Além disso, seria possível utilizar o “nem” sozinho, omitindo o “sequer”. Embora fosse deixar a negação menos enfática, não mudaria o sentido. Questão correta.

31
Q

Desse modo, o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político, a partir da qual foi possível que as pessoas deixassem de viver no que Hobbes definiu como o estado natural (ou a vida pré-política da humanidade) e passassem a constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um governo, e a financiá-la, estabelecendo, assim, uma relação clara entre governante e governados.
No trecho “o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político”, a substituição de “ou” por e prejudicaria a correção gramatical do texto.

A

Não prejudicaria, o “ou” indica relação de sinonímia. A inserção do “E” aditivo apenas mudaria o sentido, sem erro gramatical. Questão incorreta.

32
Q

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, aduziu a interpretação de que meio ambiente ecologicamente equilibrado inscrito na Carta Cidadã faz parte do rol de cláusulas pétreas, mas, por não estar contido no parágrafo 4.° do artigo 60, é tido como uma cláusula pétrea heterotópica, pela sua posição topográfica em outro capítulo. Diante disso, consagra-se que toda atividade passível de gerar impacto no meio ambiente deverá ser bem discutida, de modo a evitar quaisquer interferências negativas ao equilíbrio ambiental. Além disso, inúmeros princípios foram pulverizados nas legislações esparsas que dão supedâneo ao compromisso inarredável de um meio ambiente livre e continuo em sua função.
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso o segmento “no meio ambiente” fosse substituído por “sobre o meio ambiente”.

A

Nesse contexto, não há erro gramatical e as duas preposições mantêm a ideia de que o meio ambiente é o alvo dos impactos; logo, a troca é possível: impacto no meio ambiente / impacto sobre o meio ambiente
Numa perspectiva mais sintática, podemos dizer que a regência de “impacto” aceita as duas preposições.
Questão incorreta.

33
Q

De acordo com o Plano das Nações Unidas sobre Discursos de Ódio, a prática do discurso de ódio se caracteriza como um tipo de comunicação falada, escrita ou comportamental que ataca ou utiliza linguagem pejorativa ou discriminatória em referência a uma pessoa ou grupo, com base em fatores de identidade, como religião, etnia, gênero, entre outros. Diferentemente da desinformação (prática não intencional de compartilhamento de informações imprecisas), ou da distribuição intencional de informações falsas com o intuito de provocar dano, o discurso de ódio se expressa de forma violenta contra grupos delimitados.
O discurso de ódio online pode ser reproduzido em diferentes formatos, mas geralmente contém características típicas do meio digital, como o anonimato do(a) autor(a), o alcance expandido do ataque, a instantaneidade da mensagem e a formação de comunidades em torno do discurso.
Considerando aspectos linguísticos do texto precedente e as ideias nele veiculadas, julgue os itens que se seguem.
O emprego do presente do indicativo ao longo do texto indica a intenção dos autores de descrever eventos que ocorriam no momento da produção do texto.

A

O uso do presente aqui é argumentativo, expressa certeza, convicção na validade dos comentários. É o presente usado nas verdades científicas, nas frases categóricas, nas verdades universais.
Gabarito: Errado.

34
Q

As formas verbais “variam” (segundo período do segundo parágrafo) e “passaram” (quarto período do segundo parágrafo) estão flexionadas no mesmo tempo verbal.

A

“variam” está no presente do indicativo; aqui, expressa um fato geral no presente.
“passaram” está no pretérito perfeito do indicativo; refere-se ao período do isolamento social.
Questão incorreta.

35
Q

Hoje, varado de saudade da
ex-mulher, caminha sozinho e coxo pelas ruas escuras da aldeia. Não se preocupa nem um pouco com a chuva que o encharca da cabeça aos pés, nem com o frio. Leva sim a mão à perna direita como quem tenta trazê-la à razão. E pela primeira vez em quarenta anos repara: a dor não vem do joelho nem do pé, nem sequer vem do osso epicôndilo medial. É o nervo ciático que lhe dói. Atravessa-lhe a perna inteira mas insiste mesmo é na coxa. A mesma sob a qual todos aqueles que lhe fizeram promessas colocaram a mão, mas logo em velocidade a retiraram. Continua então o seu caminho pela aldeia, agarrado aos muros brancos, sem grande epifania, só mais dorido que o habitual. Coxeia, porque quando está triste ele coxeia.
No texto, o emprego do presente do indicativo a partir do quarto período, em “caminha”, “Não se preocupa”, “Leva”, “repara” e “Continua”, exprime ações
A) sucessivas.
B) universais.
C) imaginárias.
D) habituais.

A

Temos um segmento narrativo, no qual há uma sequência de ações (ações sucessivas) em uma cena:
Primeiro põe a mão na perna, então nota que a dor não vem da perna, depois continua caminhando…
As ações são pretéritas, mas os verbos estão no presente, chamado de
“presente histórico ou narrativo”. Gabarito letra A.

36
Q

No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição de condenados foi-se extinguindo. Em algumas dezenas de anos, desapareceu o corpo como alvo principal da repressão penal…
A punição vai-se tornando a parte mais velada do processo penal, provocando várias consequências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no da consciência abstrata; sua eficácia é atribuída à sua fatalidade, não à sua intensidade visível; a certeza de ser punido é que deve desviar o homem do crime, e não mais o abominável teatro.
Embora tanto o primeiro quanto o segundo parágrafo do texto tratem de acontecimentos passados, o emprego do presente no segundo parágrafo tem o efeito de aproximar os acontecimentos mencionados ao tempo atual, o presente.

A

Exatamente. O marco temporal é o século XIX, então as ações são pretéritas, expressas por verbos no presente histórico para um efeito estilístico de aproximação. Questão correta.

37
Q

O relatório Fazendo com que a justiça conte: medindo e aprimorando o desempenho do Judiciário no Brasil, produzido pelo Banco Mundial, já apontava em 2004 a maior difusão do instituto da conciliação como uma possível solução para a excessiva sobrecarga de processos na justiça estadual.
O tempo verbal em “apontava”, acompanhado da expressão adverbial “em 2004”, delimita a ação verbal a um momento pontual no passado.

A

O pretérito perfeito é que indica uma ação concluída em um momento pontual no passado. O pretérito imperfeito não indica um momento pontual, mas um intervalo ou uma ação repetitiva, duradoura, reiterada, habitual por um certo período no passado.
Ainda que indique um momento específico, o ano de 2004, temos que observar a essência do tempo verbal. O pretérito imperfeito indica ações que duraram um certo tempo no passado. Além disso, um ano não é exatamente um momento pontual, é um longo intervalo de tempo.
Questão incorreta.

38
Q

Nesse futuro não tão remoto, teremos conquistado a utopia de uma verdadeira justiça social.
A substituição de “teremos conquistado” por conquistaremos manteria os sentidos originais do texto.

A

Não manteria; “conquistaremos” é forma simples do futuro do presente, expressa evento projetado para o futuro. Já “teremos conquistados” é forma composta, indica ação que já terá sido completamente concluída no futuro. Questão incorreta.

39
Q

Esse é o custo de desprezar a cultura como instância geradora de mediações de linguagem necessárias para que enfrentemos o sofrimento antes que ele evolua para a formação de sintomas.
O emprego da forma verbal “evolua”, que está no modo subjuntivo, é determinado pela forma verbal “enfrentemos”, também no subjuntivo.

A

De modo geral, as orações subordinadas com conjunção “que” pedem o verbo no subjuntivo:
Quer que eu faça café?
Explico para que você entenda.
Enquanto dormirem tarde, acordarão cansados.
Mesmo que estude, não aprende.
A forma “evolua” está no presente do subjuntivo por força da oração temporal, introduzida pela locução conjuntiva “antes que”. A forma “enfrentemos” também está no presente do subjuntivo, por força da locução “para que”. Questão incorreta.