Aula 3 Flashcards
O milagre econômico (1968-1973) - Costa e Silva e Eurico Dutra
Objetivos das reformas castellistas
Criar um esquema não inflacionário para promover a acumulação de capital para ser investido em produção (multinacionais)
Instrumentos para financiar o gasto público
Reforma tributária regressiva; reforma fiscal; e política tarifária.
Reforma tributária regressiva
Impostos incidem no consumo. Pobres pagam mais impostos que os ricos, proporcionalmente a sua renda
Reforma fiscal
Destinação de gastos da educação, saúde e salários públicos para empresas
Política tarifaria
Aumento da tarifa nas contas de luz, água e gás e permitir a administração de preços pelo Estado (aumento da gasolina, por exemplo).
Instrumentos para financiamentos dos investimentos privados
Criação de bancos de investimento (para além dos bancos comerciais); estímulo ao mercado de capitais (estímulo ao investimento no mercado financeiro); mecanismos de financiamento do setor imobiliário (Banco Nacional de Habitação, fruto do FGTS); ampliação do crédito ao consumidor.
Benefícios para a economia do setor imobiliário
Geração de empregos, estímulo a uma cadeia produtiva e a produção de indústrias
Política salarial (1965)
Arrocho salarial, eliminação do direito de greve e introdução do FGTS.
Como a inflação era diagnosticada como de demanda, a política salaria buscou combater a demanda (da classe média e mais pobres), com arrocho salarial e aumento do desemprego.
A redução de gastos públicos para reduzir a demanda também resultava na redução salarial.
Política trabalhista usou de:
Esvaziamento dos sindicatos;
Formação de um leque salarial (aumento para os que já recebiam mais);
Aumento da intensidade do trabalho
Objetivo da política salarial/trabalhista
Estimular a compra de bens de consumo duráveis
Resultado da concentração de renda
Aumento de consumo de bens duráveis
Baixo crescimento ou redução da produção de bens de consumo não duráveis - resultados
Encarecimento destes produtos - prejuízo aos mais pobres
Condições para a expansão da economia a partir de 1968
Capacidade ociosa; Controle da inflação (pelo controle de preços e salários); expansão do crédito ao consumidor; redução dos gastos governamentais; reforma nas relações externas, que estreita laços com os EUA e a Europa Ocidental (novo papel do Brasil na DIT –> produtor de bens industriais básicos).
Isso viabiliza a importação de equipamentos, máquinas e tecnologias que possibilitam a exportação de produtos industriais.
Distribuição de renda regressiva
Assalariados qualificados passam a ter altas remunerações, se identificando mais com os empresários do que com os trabalhadores, que muda a estrutura da demanda.
Classes mais abastadas expandem o consumo de bens duráveis e redução da produção de bens de consumo não duráveis.
Fatores para retomada do crescimento
Crescimento da economia mundial: maior oferta de capital para ser utilizado como investimento
Estímulo ao crescimento da construção civil residencial = estímulo a diferentes setores da economia
Aumento dos investimentos estatais: estímulo ao crescimento
Aproveitamento da capacidade ociosa
Características do milagre econômico
Expansão do setor de bens de consumo duráveis;
Aprofundamento do processo de abertura da economia brasileira;
Aumento das importações de bens de capital e bens intermediários;
Surgimento de desequilíbrios setoriais na economia
Resultado da política trabalhista
Distribuição de renda regressiva = assalariados qualificados passam a ter altas remunerações, se identificando mais com os empresários do que com os trabalhadores, que muda a estrutura da demanda.
1966 - afrouxamento da política monetária e creditícia
Aumento de financiamento para aquisição de bens duráveis –> aumento da demanda por bens de consumo duráveis –> estímulo a produção (setor de bens de capital e de insumos intermediários)
Setor de bens de consumo duráveis
Torna-se o mais dinâmico da economia com maior teconologia e trabalho qualificado
Aprofundamento de tendencia do Plano de metas, com a vinda das empresas produtoras desses bens.
Objetivo da abertura da economia brasileira
Mudar a inserção do Brasil na DIT, não apenas como produtor de bens primários mas como produtor de bens de consumo e de capital com mais valor agregado = Brasil se torna importador de tecnologia e fortalece empresas multinacionais
Aumento das importações de bens de capital e bens intermediários - consequências
Desequilibrios na balança de pagamentos e aumento da dívida externa
Necessidade de aumentar as exportações de bens primários para cobrir o aumento das importações.
Aumento dos fluxos de financiamentos externos (FMI e outros bancos estrangeiros)
Quando se inicia a crise do milagre
No início da década de 1970
Motivos da crise do milagre
Aumento da liquidez no mercado financeiro internacional, com muitos emprestimos concedidos a países em desenvolvimento (aumento da dívida).
Especulação do preço das commodities no mercado internacional.
1972 - elevação da inflação, motivos:
Incapacidade de controle dos preços por meio da manipulação dos índices oficiais
Guerra do Yom Kippur (1973)
Primeiro choque do petróleo
Interpretações sobre a crise do milagre econômico - José Serra
Acumulação excessiva em setores essenciais, principalmente de consumos duráveis.
- Não dava para sustentar o consumo por muito tempo e o consumo dependia do endividamento das famílias.
Interpretações sobre a crise do milagre econômico - Paul Singer
O auge do ciclo econômico faz a inflação remprimida se manifestar (1972) e setores da economia crescem desproporcionalmente.
As medidas de caráter recessivo - consequências
Achatamento de salários, redução da arrecadação e queda dos investimentos; Ocorre o aumento dos preços dos bens primários e dos produtos importados no mercado internacional = piora do quadro inflacionário; A necessidade de importação de bens de produção determinam uma desestabilização da balança de pagamentos
Resultados
Foram adotadas políticas restritivas a partir de 1974 > arrocho salarial = queda do mercado consumidor, atingindo a indústria de bens de consumo duráveis e leves e determinando a redução dos investimentos privados, culminando numa nova recessão, que será revertida com o II PND
Principais fatores que levaram ao “milagre econômico” brasileiro (1968-1973)
Reformas Econômicas e Fiscais; Controle da Inflação; Expansão do Crédito e Financiamento; Investimentos em Infraestrutura; Abertura Econômica e Investimentos Externos; Demanda Internacional e Crescimento Global; Setor Imobiliário e Construção Civil;